Os 5 maiores erros na hora de investir que você não pode cometer

São jargões, siglas, porcentuais. Parece que o universo do mercado financeiro foi feito só para dificultar a nossa missão de investir bem

Ao olhar para este mundo, a sensação que se tem é que primeiro necessário estudar durante anos para poder começar a investir com confiança. 

Nada mais longe da verdade.

Isto é o que estão descobrindo os milhões de novos investidores na B3. De acordo com dados da instituição, são hoje mais de 3 milhões de novos CPFs na Bolsa – mais do que o dobro do número verificado no ano passado. 

Para você ter uma ideia, em 2015, eram apenas 557 mil.

Esta explosão de novos investidores em ações está profundamente ligada à transformação que a economia brasileira está passando: a queda da taxa Selic

Em 2015, ela chegou à máxima recente de 14,25% ao ano e após alguns ciclos de cortes, está agora no menor nível da história, em 2%

Em apenas cinco anos, deixamos de ser o País com os maiores juros reais do mundo e entramos para o clube dos países que têm juros reais negativos.

Isto tudo, vamos combinar, deixou a missão do investidor ainda mais difícil. 

Investir bem o seu dinheiro era fácil há 5 anos – bastava deixar tudo aplicado no CDI e com baixíssimo risco, obtinha-se uma rentabilidade de 1% ao mês. Só para comparar, a poupança rende hoje 1,4% ao ano.

Os 5 maiores erros na hora de investir

Por isso, está na hora de revisar e atualizar os cinco maiores erros que você não pode cometer na hora de investir. 

Ao seguir esta lista, é possível identificar as armadilhas do mercado e do seu próprio modo de pensar e agir. 

Se você não cair em nenhuma delas, poderá investir com muito mais qualidade e confiança. São elas:

1. Deixar o dinheiro na poupança

Vou falar logo de cara: a caderneta de poupança não é investimento. Repita comigo: a caderneta de poupança não é investimento. 

Ela é fácil? Sim. Ela é popular? Sem sombra de dúvida – hoje, são mais de R$ 3 trilhões aplicados nela. 

Mas nada disso quer dizer que ela seja uma boa opção para fazer o seu dinheiro render

Com a alta da do IPCA-15 de outubro, a inflação acumulada dos últimos 12 meses foi de +3,52%. 

Isso quer dizer que a poupança perde feio para a inflação e você perde poder de compra.

O primeiro objetivo do investidor é olhar para a rentabilidade real positiva – o que acontece quando você desconta a inflação da sua rentabilidade e ainda assim ela segue positiva.

LEIA TAMBÉM: Quanto rende R$ 100 mil na Poupança

2. Procrastinar a tomada de decisões

Quem nunca deixou para depois a hora de definir onde investir? 

Sempre surge algo mais urgente para fazer antes. Sem falar que a nossa vida é corrida mesmo, não é? 

Mas adiar as suas decisões de investimento não vai ajudar em nada – pelo contrário. 

Você deixa o dinheiro parado, perdendo poder de compra para a inflação, quando ele já poderia estar aplicado. 

É preciso, sim, estudar e se informar antes de tomar uma decisão – mas você não pode cair na armadilha da “analysis paralysis” – em português, a paralisia de análise

Você se ilude ao pensar que está avaliando suas decisões com calma, quando, na verdade, está procrastinando

Para evitar, marque um horário na sua agenda nesta semana para ler o que precisa e tomar logo a sua decisão. Trinta minutos são, geralmente, mais do que suficientes.

3. Seguir o seu perfil de investidor

Sim, você leu certo. Há pouco tempo, o erro era não seguir o seu perfil de investidor. 

Hoje, no entanto, a situação mudou. 

A recomendação clássica de que investimento em ações eram só para quem tinha o perfil agressivo ficou antiquada nestes novos tempos. 

Não existe mais a dúvida entre renda fixa ou variável – o correto é investir nas duas. 

Mesmo que você seja conservador(a), ter uma parcela do seu patrimônio investido em ações é fundamental (sempre, é claro, com foco no longo prazo). 

Os investidores europeus, americanos e japoneses já passaram por isso quando a sua taxa de juros caiu e agora chegou a nossa vez. 

Atualmente, a pergunta não é mais “se” você deve investir em ações, mas sim “quanto”. 

Defina o porcentual da sua carteira que você se sentiria confortável de ter aplicado na Bolsa e conseguiria dormir com tranquilidade e pronto. 

Com a Selic a 2%, diversificar sua carteira com aplicações mais rentáveis é uma necessidade para conseguir melhorar o desempenho total dela.

4. Virar vítima do efeito manada

Você leu na internet que tal investimento é a aplicação da moda. Ouviu os amigos comentando que todos investiram naquilo. Um conhecido recomendou para você, dizendo que teve um retorno robusto. 

Pronto: você já decide investir naquilo, sem antes estudar o assunto e entender se aquela aplicação é indicada para você ou não. 

Não existe o melhor investimento do mundo, mas sim, aquele que é indicado para o seu perfil, o seu objetivo e o seu prazo (e cabe no seu bolso). 

Fuja de soluções mágicas e respostas prontas e fáceis. Quando todo mundo está investindo em algo, não quer dizer que aquela é a melhor aplicação do mundo, mas sim que o efeito manada está em operação. 

É hora de redobrar o cuidado, viu?

5. Não acompanhar as suas aplicações

Não adianta nada você estudar, escolher os seus investimentos e montar a sua carteira, se você não acompanha o resultado dela e o noticiário. 

Uma decisão de investimentos que funciona hoje pode não ser adequada daqui a 6 meses. Vivemos no mundo VUCA

  • Volatility (volatilidade);
  • Uncertainty (incerteza);
  • Complexity (complexidade);
  • Ambiguity (ambiguidade).

Por isso, acompanhar o desempenho da sua carteira e compreender o cenário que estamos vivendo é fundamental. 

Somente assim você pode ajustar o rumo conforme novos desafios – e oportunidades – surgem. 

Acompanhe o trabalho da Carol Sandler no site Finanças Femininas e no canal Finanças Femininas no Youtube.  

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