A linha do tempo do coronavírus na China

Linha do tempo do coronavírus: Confira como ocorreu a evolução da transmissão do vírus no país e os efeitos causados nestes últimos meses.

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Berço da pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, a China vem dividindo a opinião dos especialistas em economia e saúde pública. Para uns, o país demorou a tomar iniciativas oficiais duras contra a disseminação do vírus pelas suas cidades. Para outros, serve como exemplo de como agir diante de uma nova ameaça.

O coronavírus começou como uma “pneunomia misteriosa” e evoluiu para um quadro complexo, com a primeira morte em menos de dez dias. De 31 de dezembro até a data deste post, três meses e meio depois, a soma é de 3.287 mortes no país.

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A política de paralisação e confinamento ajudou na contenção do vírus e, hoje, por incrível que pareça, a situação é melhor. Há dias que não são registrados novos casos em Wuhan, epicentro da doença. O temor, em termos de saúde pública, está no efeito bumerangue: chineses que estavam no exterior estão trazendo o corona de volta ao país, já que a Europa é novo “ninho” do vírus.

Enquanto o país volta lentamente à normalidade e toma atitudes severas de prevenção a uma nova onda, os efeitos econômicos já estão no radar. O Escritório Nacional de Estatística da China divulgou quedas recordes na produção industrial, varejo e investimentos em ativos fixos, que, junto a outros índices, antecipam um efeito em cadeia em diversos países. 

Embora o cenário seja sombrio, o governo chinês afirma que as consequências econômicas são “controláveis e de curto prazo” e anunciou que tomará iniciativas para estimular o amortecimento do impacto. 

De acordo com Lian Huang, economista-chefe da China International Capital Corporation, se tudo continuar evoluindo bem, o país pode alcançar um crescimento anual de 6% do PIB, o que levaria certo alívio para o mundo. Mas sabemos – e queremos deixar claro aqui – que ainda é cedo para cravar números e prever cenários para o futuro.

Confira a linha do tempo do coronavírus no país:

31 de dezembro

A Organização Mundial da Saúde dá o primeiro alerta sobre uma pneumonia misteriosa na China.

6 de janeiro

A até então misteriosa pneumonia segue preocupando as autoridades chinesas. Em Wuhan, capital da província de Hubei, 59 pessoas contraíram a infecção e sete delas estão em situação crítica. OMS começa a monitorar a situação. 

9 de janeiro

Um homem de 61 anos é  a primeira vítima fatal do surto de pneumonia viral no país. Ele comprava alimentos regularmente em um mercado de frutos do mar, local de onde vieram a maioria dos pacientes de Wuhan.

15 de janeiro

Segunda morte de Coronavírus em Wuhan. Autoridades da saúde já começam a traçar características em comum nos pacientes doentes, como idade elevada e co-morbidades. Dois casos, um na Tailândia, e outro no Japão, são oficializados. A OMS diz que “ainda há muito a descobrir sobre o novo coronavírus”.

17 de janeiro

Autoridades de saúde chinesas tentam acalmar a opinião pública, dizendo que o risco de transmissão do vírus entre humanos, se não foi excluído, é considerado baixo.

19 de janeiro

Mais de 17 casos são confirmados em Wuhan. Com a desconfiança dos profissionais de saúde pelo mundo, começa a se pensar em medidas preventivas. O Ministério dos Transportes já realiza ações para desinfetar trens, aviões e ônibus a fim de evitar a disseminação da doença no país. 

20 de janeiro

Terceiro caso fatal. Comissão Nacional de Saúde da China confirma que o vírus é transmissível entre humanos. Autoridades chinesas confirmaram um total de 217 novos casos, 198 na cidade de Wuhan.

22 de janeiro

Já são 17 mortes e mais de 400 infectados. Em meio às comemorações do Ano Novo Lunar, as autoridades chinesas reforçam as medidas de prevenção, como desinfecção e a ventilação de aeroportos, estações de trem e shoppings. Começa a escassez de máscaras em diversas cidades.

23 de janeiro

Cerca de 30 milhões de moradores da província de Hubei, estado epicentro do vírus,  são proibidos de viajar de carro, trem e avião. Estradas são fechadas, voos cancelados e o transporte urbano é suspenso. Escolas e universidades de todo o país estão fechadas. Ocorre a primeira morte fora da cidade de Wuhan.

25 de janeiro

Já são 41 mortes e 1.287 pessoas infectadas. Wuhan começa a construir um hospital especial que ficará pronto em 6 dias. O país anunciou o fechamento de trechos da Grande Muralha e de outros monumentos.  Mais de 40 milhões de chineses são isolados em suas cidades para evitar a propagação. 

26 de janeiro

O vírus já está em 4 continentes do mundo. 

8 de fevereiro

O coronavírus supera o número de mortes provocadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) em todo o mundo, em 2002 e 2003, segundo o último balanço divulgado pela OMS.

14 de fevereiro

OMS informa que são mais mais 1.820 novos casos de coronavírus na China. O total já é de 59.882. 

18 de fevereiro

Aumenta o número de empresas privadas que estão cortando, adiando ou suspendendo o pagamento de salários em razão do impacto do vírus na economia. Das 109 empresas americanas no leste da China, por exemplo, dois terços retomaram a produção industrial, mas 78% não conta com colaboradores para voltar a operar normalmente.

21 de fevereiro

Penitenciárias e hospitais da China se tornam novo foco de coronavírus.

24 de fevereiro

Presidente chinês afirma que o novo coronavírus é “a maior emergência de saúde” na China desde a fundação do regime comunista, em 1949. Já são 2.400 mortes e 77 mil pessoas infectadas na China.

28 de fevereiro

OMS eleva o risco global sobre o coronavírus para “muito elevado”.

29 de fevereiro

Bureau Nacional de Estatísticas (BNS) divulga que o índice de produção na China sofreu uma queda para 37 pontos em fevereiro de 2020. É a menor taxa desde 2004. 

4 de março

As autoridades de saúde anunciam uma queda no número de novos casos pelo terceiro dia consecutivo. O número nacional de vítimas fatais chega a 2.981.

9 de março

Desaceleração no número de novos casos anima o governo chinês, mesmo que esteja em crescimento em outros países do mundo, principalmente na Itália e Coréia do Sul. O perigo está no efeito bumerangue. No dia, foram 40 novos casos detectados na China, 36 deles na cidade de Wuhan, foco da epidemia. Governo afirma que a epidemia continuará globalmente pelo menos até o mês de junho.

11 de março:

OMS declara pandemia de coronavírus no mundo.

12 de março:

China declara fim de pico do surto de novo coronavírus no país. As autoridades chinesas começaram a flexibilizar as restrições sobre os 56 milhões de habitantes da província de Hubei.

13 de março

Wuhan registrou apenas cinco casos novos, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde. O número total de mortes é de 3.189, enquanto o número de infectados chega a 80.824 pessoas no país. Autoridades recomendam que os pacientes curados também fiquem isolados por 14 dias. 

17 de março:

China começa a dar sinais de recuperação em março, diz agência do governo. Mais de 90% das empresas na maior parte do país voltaram a operar, com exceção de Hubei e algumas outras províncias. Especialistas ainda preveem que o PIB da China mostrará forte contração no primeiro trimestre.

18 de março:

China não registra nenhum novo caso de contágio local. Todos os novos casos são importados. 

20 de março:

A OMS e as autoridades chinesas anunciaram que, pela primeira vez desde dezembro, a cidade de Wuhan não registrou nenhum novo caso da doença em 24 horas. Menos de 7 mil pessoas permanecem doentes na cidade. Neste dia, o país registrou apenas três mortes, o menor número desde que as autoridades começaram a divulgar os dados, em janeiro. Aos poucos, bares e restaurantes vão reabrindo em Xangai e o trânsito volta lentamente ao caos habitual em Pequim.

23 de março

Moradores de Wuhan, berço da pandemia, retomam lentamente as suas atividades.  

25 de março

País tem 47 novos casos de Covid-19, todos vindo do exterior. Por causa do aumento de casos importados, governo está aumentando as regras de quarentena e triagem das pessoas que chegam ao país.

27 de março

Pela primeira vez em três dias, um caso de contágio de origem local foi identificado no leste do país, de acordo com números oficiais. O país volta a fechar as fronteiras para reduzir drasticamente os voos internacionais, pois 54 novos casos são “importados” do exterior.

1 de abril

Cientistas chineses anunciam a descoberta de anticorpos eficientes contra covid-19 e começam a testá-los. As autoridades de saúde passam a incluir casos assintomáticos do Covid-19 nas contagens oficiais. Os casos assintomáticos serão isolados por 14 dias imediatamente após a descoberta.

2 de abril

O governo chinês se preocupa com uma segunda onda de contágios, especialmente por causa de doentes assintomáticos. São 35 novos casos da Covid-19. Todos os doentes vieram de fora do país. A preocupação agora também está na parcela mais jovem da população mundial: em Tóquio, no Japão, um mapeamento que revelou que 40% dos infectados tem menos de 40 anos. Em um recado ao mundo, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo para que governos protejam a população: “O pior ainda está por vir”, afirmou.

3 de abril

O banco central chinês fará do retorno ao trabalho e do apoio ao crescimento econômico prioridades da política monetária. Os reguladores irão guiar os bancos comerciais do país a abrirem mão de parte do lucro para apoiar a economia enquanto o banco central mantém ampla liquidez no sistema financeiro.

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Atualizações da linha do tempo do coronavírus

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