Ações Globais: oportunidades e diversificação

Nesta quarta-feira, 03 de junho, nós conversamos com o Daniel Campion, Gestor de Estratégia de Ações Globais da Verde Asset Management, para falar sobre as oportunidades de investimento em Ações Globais. 

Nosso Head of Product Solutions, Bruno Panerai, conduziu a conversa e, neste artigo, você confere os principais passos para montar um portfólio diversificado com ações globais e as principais características desta estratégia.

Daniel reforçou os benefícios de se trabalhar com posições no exterior em um portfólio diversificado com inteligência:

“A gente acredita que há um benefício grande. Se você consegue diversificar mais e descorrelacionar um pouco os ativos, você consegue ter uma rentabilidade ainda muito boa, mas com volatilidade menor. Ou seja, seu índice sharpe aumenta, que é o que todo o investidor quer”, explicou.

Passos para a gestão de Ações Globais em uma carteira de investimentos:

Além disso, apontou que para a criação de um portfólio equilibrado, são necessários algumas análises básicas. Contou como é o processo de gestão na Verde:

1- Análise micro é o que toma cerca de 90% do tempo do gestor. Basicamente, é analisar a empresa que se pretende investir. Entender sua atuação, conhecer seus fornecedores, saber quem são os clientes, estudar a concentração de mercado do segmento, as vantagens competitivas, etc. E, após tudo isso, definir se a empresa é um bom investimento ou não.

2 – Análise macro é olhar além da atuação da empresa. Para isso, Daniel reforça a importância de se ter um time competente para analisar não somente o cenário mas tentar prever o que pode acontecer no nicho em que a empresa atua olhando diversos setores.

“Setor de saúde: nós gostamos do setor e queremos colocar a Johnson & Johnson, por exemplo, na carteira. Porém na análise macro você confere que é ano de eleição nos Estados Unidos e que pode haver algum ruído no setor de saúde. O que fazemos? Avaliamos e calibramos a porcentagem desta empresa no portfólio”.

3 – A última fase é uma análise de risco. É a atuação de um time quantitativo que traz um pouco das correlações e da volatilidade das ações daquela empresa, em relação a diversos fatores de risco. E também explica com um exemplo:

“Supomos que você pegue três empresas do setor de tecnologia. Apesar delas terem volatilidade baixa, se vocÊ adicionar as três e elas corresponderem uma parte grande do portfólio, você passa a ter um fator de risco grande nesse setor específico, o que deixará o portfólio desequilibrado”.

Por isso é muito importante que a gestão deste tipo de ativo seja feita por especialistas e experientes no assunto. Só assim o investidor pode ter a garantia de diversificação e eficiência na alocação dos ativos em sua carteira.

Verde Asset Management

A Verde tem Luis Stuhlberger como CIO e existe como gestora desde 2015. Porém seus profissionais possuem ampla experiência no mercado financeiro, tendo sido gestores do Fundo Verde um dos mais reconhecidos fundos multimercados e que existe desde 1997. Possui uma equipe de mais de 60 especialistas, R$ 45 bilhões de ativos sob gestão em diversos produtos de ações, multimercado, previdência e ações globais.

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Oportunidades e benefícios de ativos globais

Bruno reforçou que a exposição em ativos globais é sempre importante para a diversificação de portfólios mas que, em momentos pontuais de crise se torna ainda mais benéfica para equalizar os resultados que se pretende chegar com os seus investimentos.

 “É importante ter posições em diferentes economias e, em momentos como o que estamos vivendo agora, isso fica mais evidente. Pois o Brasil, por exemplo, está com sua economia em uma situação delicada, em função da perspectiva de redução do PIB para este ano”, apontou.

Daniel concordou e apontou que, hoje, a quantidade de ativos que o brasileiro investe fora do país é muito pequena. E que é muito comum ver apenas ativos da ‘mesma caixinha’ nas carteiras do investidor brasileiro médio.

‘”O brasileiro médio deve ter 98% dos seus portfólios investidos em Brasil. Só que o Brasil representa 3% do PIB global. Então, de fato, ter um pouco de alocação lá fora, te dá além de uma rentabilidade muito boa, uma descorrelação com o mercado nacional”, explica Daniel.

Para reforçar, utilizou o parâtreo do  MSCI ACWI, que é um índice de referência para investimentos em ações globais.

“Se olharmos os últimos cinco anos, os dez maiores meses de queda do Ibovespa: em seis deles, a rentabilidade do MSCI ACWI foi positiva e, nos outros quatro, foi menos negativa do que o Ibovespa. Então o benefício é claro”, explica.

Ou seja, ao investir em ações globais, você pode até estar assumindo mais riscos, tendo mais ativos com risco mais elevado no seu portfólio. Entretanto, como são descorrelacionados, a volatilidade total do seu portfólio acaba reduzida.

Investir em Ações Globais é para você?

Queremos frisar a importância de você respeitar, sempre, o seu perfil de investidor. Além da sua tolerância ao risco, é preciso pontuar que dependendo do seu objetivo com aquele investimento, determinados produtos são mais ou menos adequados para compor a sua carteira.

Aqui na Warren, o primeiro passo é você conhecer o seu perfil e o segundo é a criação de carteiras personalizadas conforme os seus objetivos de vida: levando em consideração não somente a sua tolerância ao risco mas o prazo em que você quer deixar o seu dinheiro investido.

Se você ainda não investe com a Warren, clique aqui e comece agora.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato por todos os nossos canais de comunicação ou pelo e-mail meajuda@warrenbrasil.com.br.

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