Agente autônomo de investimentos: tudo que você precisa saber

O agente autônomo de investimentos é um profissional especializado no mercado financeiro, que atua no aconselhamento de clientes que desejam investir.

Vinculado a uma corretora, o agente autônomo de investimentos faz a ponte entre a instituição e o cliente — e é remunerado por isso.

De acordo com a Instrução CVM 497, que regula essa função, a atividade dos agentes autônomos é eminentemente comercial. Ou seja: cabe a eles prospectar e captar clientes para as corretoras.

Mas você sabe como o agente é remunerado na prática? 

Ele não possui salário fixo. Como o próprio nome indica, é autônomo e recebe comissões repassadas pelas corretoras, em cima de cada produto contratado pelos seus clientes.

Neste artigo, você vai descobrir tudo que precisa saber sobre a profissão dos agentes autônomos e também vai entender por que esses profissionais estão inseridos em um ambiente que cria um conflito de interesses entre os objetivos do cliente e do investidor.

Juntos, vamos entender:

  • O que é um agente autônomo de investimentos
  • O que faz um agente autônomo de investimentos
  • Como o agente autônomo é remunerado
  • Conflito de interesses: o que é e como evitar
  • Como ser um consultor alinhado ao cliente

Ao final do artigo, vamos oferecer uma alternativa para você, que deseja trabalhar realmente alinhado com o cliente.

Vamos lá?

O que é um agente autônomo de investimentos

O que é um agente autônomo de investimentos, ilustração

Um agente autônomo de investimento é uma pessoa física com bons conhecimentos na área de finanças e mercado financeiro, que atua na captação de clientes para instituições financeiras, especialmente as corretoras de valores.

Embora a maior parte das pessoas que poupam dinheiro no Brasil ainda destinem o montante à Poupança, o mercado financeiro vem crescendo nos últimos anos. 

Quando falamos de fundos de investimento, por exemplo, já são mais de 22 mil opções para os brasileiros.

Cabe aos agentes autônomos fazer a ponte entre eventuais interessados em fundos de investimento, por exemplo, das corretoras que negociam esses produtos.

Para isso, o agente autônomo cria vínculo com uma corretora e passa a atuar sendo dono do próprio negócio. Por isso, é essencial que o agente tenha um perfil empreendedor, aceitando que será remunerado de forma variável, de acordo com as comissões que receber pelos produtos que seus clientes contratarem.

Assim, ele pode montar um escritório, por exemplo, onde atuará recebendo clientes e facilitando o investimento dessas pessoas.

Note, porém, que o agente autônomo é um intermediador e facilitador, um ponto de contato entre a corretora e os clientes. Como veremos a seguir, não cabe a ele indicar produtos, muito menos fazer a gestão do patrimônio dos clientes.

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O que faz um agente autônomo de investimentos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão responsável por regular e normatizar a profissão dos agentes autônomos de investimento.

Em seu site, a CVM é clara ao afirmar que o agente atua como um preposto da instituição financeira à qual é vinculado, como as corretoras.

Entre suas principais atividades, podemos citar:

  • Captar e prospectar clientes para a corretora;
  • Registrar e transmitir ordens para os sistemas de negociação;
  • Informar os clientes sobre os produtos financeiros oferecidos e sobre os serviços prestados pela corretora.

O dia a dia do agente autônomo, portanto, é muito mais relacionado à captação e negociação com clientes, do que exatamente dentro do mercado financeiro.

Como ele não pode agir como gestor, consultor ou analista, ele acaba se dedicando muito mais a conhecer clientes em potencial e fortalecer o relacionamento com os atuais clientes.

Cabe ao agente autônomo de investimento apresentar as opções de investimento aos investidores, tirar dúvidas sobre o funcionamento do mercado e, é claro, convencer o cliente de que vale a pena investir na corretora à qual ele é vinculado.

O agente também vai atuar para repassar as indicações do time de analistas da corretora para o cliente, para que ele tome suas decisões de investimento. As ordens do cliente são registradas pelo agente e transmitidas para a corretora.

Você percebe, portanto, que o agente é um ponto de contato entre a corretora e os clientes. 

O que um agente autônomo não pode fazer

Em seu capítulo IV, a instrução da CVM é bastante clara naquilo que é vedado ao agente autônomo, ou seja: o que ele não pode fazer. 

Listamos algumas das principais proibições abaixo:

  • Prestar serviço para mais de uma corretora ou instituição financeira;
  • Atuar em nome dos clientes, na administração dos investimentos;
  • Usar senhas ou assinaturas eletrônicas dos clientes;
  • Recomendar produtos financeiros e investimentos;
  • Atuar como consultores de valores mobiliários.

A norma deixa claro, ainda, que é necessário solicitar o cancelamento do credenciamento como agente autônomo para atuar como consultor ou analista de valores.

Como o agente autônomo é remunerado

Como o agente autonomo é remunerado, ilustração

Um agente autônomo de investimento não possui salário. Ele é remunerado de forma variável, de acordo com as comissões repassadas pela corretora sobre os produtos contratados pelos clientes.

É a famosa taxa de rebate, embutida nos produtos financeiros, como os fundos de investimento. Parte fica com a corretora, e parte fica com o agente autônomo que trouxe o cliente para a corretora.

Até aí, não há problema, porque é justo que o intermediário seja recompensado pelo seu trabalho.

Foi o agente que trouxe o cliente para a corretora e é com ele que o cliente se comunica. Ele atua como um representante e é justo que seja recompensado por isso.

O problema, no ponto de vista da Warren, surge quando há uma taxa de rebate diferente de acordo com os produtos que o cliente contrata.

Neste caso, fica aberto o caminho para a quebra de confiança, fruto de um conflito de interesses entre as partes.

LEIA MAIS | O que é alinhamento com o cliente?

Conflito de interesses: o que é e como evitar

Por regulamentação da CVM, os agentes autônomos de investimento não recebem uma remuneração fixa, apenas uma comissão embutida nos produtos contratados pelos clientes.

Como essa comissão, conhecida como taxa de rebate, varia de acordo com cada produto, cria-se um ambiente de conflito de interesses.

O cliente não tem como saber se a corretora está sugerindo um produto financeiro porque ele é o melhor para o perfil do cliente, ou porque recebe mais comissão por isso.

Se a remuneração da corretora e do agente variam de acordo com os produtos escolhidos pelo cliente, está criado o cenário de conflito e desalinhamento.

Não importa o quão honesto e competente seja o agente autônomo. Ele está necessariamente inserido em um modelo conflitado, por regulamentação do mercado financeiro.

Perceba que não estamos denunciando os agentes autônomos, e sim mostrando os problemas deste modelo de remuneração. 

A boa notícia, tanto para o cliente quanto para os agentes, é que há alternativa, como veremos a seguir.

Como ser um profissional alinhado ao cliente

Na Warren, nosso parceiros não são agentes autônomos, e sim gestores, consultores e planejadores financeiros.

Como resultado, ele abandonam um modelo conflitado e aderem a um modelo 100% alinhado com o cliente, no qual não há conflito de interesses.

Isso acontece porque, na Warren, trabalhamos com o modelo de remuneração fee based. Ao contrário do commission-based adotado por outras corretoras, esse modelo tem uma taxa única de gestão, cobrada diretamente dos clientes, e não embutida nos produtos. 

Você percebe como isso muda a relação entre a corretora e o cliente?

Além de eliminar por completo qualquer tipo de conflito, esse modelo é realmente transparente, porque o cliente sabe exatamente quanto a corretora e os consultores estão recebendo pelos seus serviços.

E as vantagens continuam: o modelo fee based permite que você, na condição de consultor, tenha uma remuneração fixa, de acordo com o volume aplicado pelos clientes, e não com os produtos que ele escolher.

Como você deve ter notado, a remuneração fixa gera uma previsibilidade do fluxo de caixa, essencial para o valuation do seu negócio.

Finalmente, outra vantagem do modelo da Warren é a independência. Aqui, você fica livre para escolher produtos de diversas gestoras, e não precisa trabalhar exclusivamente com a Warren.

A seguir, vamos entrar em detalhes no funcionamento do Warren for Business, a plataforma da Warren dedicada aos consultores e planejadores financeiros.

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Como funciona a Warren for Business

A Warren for Business é a plataforma da Warren Brasil para profissionais do mercado financeiro. 

Aqui, você conta uma plataforma inteligente, com uma prateleira composta pelos melhores produtos de investimentos do mercado.

Assim, você garante que seus clientes vão investir de forma segura, eficiente e transparente. 

Na prática, o Warren for Business permite que você crie portfólios extremamente sofisticados para os seus clientes, respeitando os seus objetivos e o perfil de risco.

É um nível de assessoramento e diversificação que, antes, era exclusivo dos ultra ricos. 

Temos orgulho de afirmar que o modelo de remuneração fee based, com o qual a Warren trabalha, é uma evolução do mercado financeiro. 

Aqui, você não corre qualquer risco de oferecer um produto para ser remunerado pelas comissões. Você é remunerado mensalmente pelo cliente, em troca do seu trabalho de assessoramento, e não dos produtos que ele contrata.

Por isso, o Warren for Business não é indicado para agentes autônomos de investimento. E sim para:

  • Gestores de Carteiras (CVM 558);
  • Gestores de Fundos (CVM 558);
  • Consultores de Valores Mobiliários (CVM 592);
  • Planejadores Financeiros.

Trata-se de uma profissão muito mais completa, na qual você realmente se torna um assessor e até educador financeiro. 

A profissão de consultor foi pensada pelos reguladores como maneira de diminuir os conflitos de interesse percebidos nos modelos de atuação e remuneração existentes, dos agentes autônomos de investimento.

Diferenças entre o agente autônomo e consultor da Warren

Montamos um quadro comparativo para você entender como o agente autônomo de investimento e o consultor da Warren se diferenciam:

Agente Autônomo de Investimentos e Gerentes de bancos tradicionais
Consultor de Investimentos parceiro da Warren
É representante de uma empresaÉ independente 
É refém de metas para ganhar comissãoPode criar o seu próprio fee
Tende a recomendar produtos que geram comissões maiores para eleRecomenda o que é ideal para o cliente
Usa ferramentas e plataformas antiquadas
Trabalha com uma plataforma fácil, 100% digital e clara
Não pode fazer sugestões de investimentos em nome próprioFaz consultoria e recomenda alocações de ativos
Gasta dias para captar clientes e tira dúvidas sobre produtosPode traçar o perfil do investidor e montar a carteira dos clientes com a ajuda do Warren em minutos, com inteligência e otimizando tempo
Está suscetível ao questionamento sobre conflito de interesse pelo cliente
Tem relação transparente com o cliente
Gasta muito tempo para montar reports
Reports são enviados automaticamente pela plataforma


Na ponta do lápis, o parceiro da Warren ganha o dobro 

Se você ainda não está convencido das vantagens da Warren for Business para o consultor, vamos apelar para aquilo que você conhece melhor: os números.

Na ponta do lápis, a Warren reduz a sua própria margem em 78% por aderir ao modelo fee based, na comparação com empresas que trabalham no modelo comission based. A taxa que fica com a corretora vai de 0,9% para 0,2%.

Ao mesmo tempo, o parceiro da Warren aumenta sua margem em 100%, ou seja: o dobro. De 0,5% para 1%.

Como resultado, o custo para o cliente final é 36% menor. 

Parece mágica, porque você ganha mais e o cliente paga menos. 

Isso só acontece porque a Warren investe alto em tecnologia e inteligência artificial, o que reduz os custos e torna o investimento muito mais atraente.

Em um cenário de taxa Selic na mínima histórica, em 2,25%, isso se torna especialmente relevante, porque, nas outras corretoras, o custo para o cliente já parte de 62% da Taxa Selic. Na prática, o rendimento precisa ser de pelo menos 162% do CDI, para que o investidor seja remunerado em 100% do CDI.

Confira, na ponta do lápis, o impacto nos investimentos dos clientes:


Modelo padrãoModelo Warren
Corretora0,90%0,20%
Profissional do Mercado0,50%1,00%
Cashback retornado ao cliente00,30%
Custo médio total para o cliente1,40%0,90%


O cashback é a comissão que a Warren receberia pela indicação dos produtos, mas que é devolvida ao cliente, para atender os nossos critérios de transparência e alinhamento.

E aí, ficou convencido de que a Warren for Business é o melhor parceiro para você?

Faça o seu cadastro e seja um profissional de sucesso com a Warren!

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