Agente autônomo x consultor de investimentos: entenda as diferenças

Quando você começa a pesquisar sobre maneiras de empreender no mercado financeiro, uma dúvida surge com frequência. Agente autônomo x consultor de investimentos: quais são as diferenças na prática?

Embora algumas pessoas suponham que a atividade do agente autônomo de investimento é a mesma do consultor de investimentos, há diferenças bastante significativas entre as duas atuações.

Ambas são regulamentadas pela CVM, que define, por meio de suas instruções, o que os profissionais podem fazer e quais são suas áreas de atuação junto aos clientes.

Falando de forma simplificada, o agente autônomo atua como um preposto de uma corretora ou instituição financeira, fazendo a intermediação comercial entre o cliente e os produtos da corretora. 

Já o consultor trabalha efetivamente com o aconselhamento dos clientes, entregando recomendações e suporte para os investimentos, de acordo com o perfil de investidor de cada um deles.

Mas até que ponto essas diferenças no ramo de atuação acabam impactando a forma de remuneração — e, mais do que isso, a transparência dessa remuneração?

É isso que você vai entender em detalhes neste artigo.

Juntos, vamos entender todas as diferenças entre esses dois profissionais, e o que é necessário para se tornar agente ou consultor.

Passaremos pelos seguintes tópicos:

  • O que é agente autônomo de investimentos;
  • O que é consultor de investimentos;
  • O conflito de interesses no modelo commission based;
  • Por que o fee based elimina o conflito de interesses;
  • Comparação agente autônomo x consultor de investimentos.

Vamos lá? 

O que é um agente autônomo de investimentos?

Entenda o que é um agente autônomo, ilustração

Para conhecer a diferença entre agente autônomo x consultor de investimentos, vamos começar pelo agente autônomo de investimentos.

O agente autônomo de investimentos, frequentemente conhecido pela sigla AAI, é o profissional que atua como um distribuidor dos produtos de uma instituição financeira e no contato com os clientes. Ele trabalha em conjunto com alguma corretora, atuando como elo entre os produtos da instituição que o contratou e os clientes.

Essa profissão é regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e segundo a sua instrução 497, o agente autônomo de investimentos pode exercer as seguintes funções:

  • Captar clientes;
  • Fornecer informações sobre produtos de investimentos oferecidos pela corretora vinculada;
  • Processar registros e ordens nos sistemas utilizados para negociação.

Em linhas gerais, o agente autônomo de investimentos tem uma atividade eminentemente comercial. Ele atua, principalmente, na prospecção de clientes para a corretora.

E o que ele ganha com isso? Comissões.

Os agentes são remunerados com base em comissões chamadas de taxa de rebate, um valor embutido nos produtos indicados pela corretora aos clientes, que é utilizado para remunerar os serviços da corretora e do agente, nesse sistema de remuneração.

Esse modelo de remuneração é chamado de commission based, ou “baseado em comissão”. Essa cobrança torna a negociação com o cliente conflitada, por melhores que sejam as intenções dos agentes. Afinal, o interesse em alcançar os seus objetivos pode esbarrar com a necessidade de bater metas.

Produtos diferentes, como fundos de investimento, por exemplo, oferecem comissões diferentes à corretora e aos agentes. Por isso, surge o conflito: nem sempre as indicações da corretora serão, necessariamente, aquilo que faz mais sentido para o investidor.

Também é importante ressaltar que o agente não pode prestar serviço para mais de uma corretora, usar senhas e acessos de clientes, nem mesmo recomendar produtos. A sua atuação se resume em manter o relacionamento, informar os investimentos disponíveis e fazer a prospecção.

Para que o agente autônomo possa exercer as suas atividades, ele precisa ser certificado pela Comissão de Valores Mobiliários, a CVM.  

SAIBA MAIS | Como os conflitos de interesse atrapalham seus investimentos

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O que é um consultor de investimentos?

Entenda o que é um consultor de investimentos, ilustração

O consultor de investimentos é um profissional que presta serviço personalizado e individualizado aos seus clientes. O seu trabalho é indicar e aconselhar os investidores sobre os melhores ativos para o perfil e objetivos de cada cliente.

Esse é um profissional fiscalizado e certificado pela CVM, e normalmente são pessoas com formação na área financeira.

Antes de recomendar qualquer produto de investimento, o consultor deve, obrigatoriamente, fazer o teste suitability com o seu cliente. 

Essa é uma avaliação que identifica o perfil de investidor, mostra a tolerância ao risco e os valores disponíveis para aplicação e o nível de experiência no mercado financeiro.

Na prática, o consultor exerce um trabalho mais alinhado aos interesses do cliente, já que não tem metas e comissões a receber de corretoras. 

Além disso, esse profissional atua de forma independente, ou seja, não é contratado de nenhuma instituição financeira.

Ao contrário do agente, o consultor pode:

  • Indicar produtos de investimento;
  • Simular carteiras e portfólios (cabe ao cliente decidir se segue os conselhos, ou não);
  • Traçar o perfil do seu cliente.

Mas, se a remuneração não é comissionada, como o consultor de investimentos é pago? 

Normalmente, os clientes pagam esse profissional pelo trabalho de consultoria e assessoramento. Ao fechar a negociação, o consultor informa o valor da sua consultoria, ou taxa dos serviços prestados em relação ao montante investido. 

A atuação do consultor de investimentos é regulamentada pela instrução 592 da CVM. Essa é a norma que deixa claro que esse profissional precisa trabalhar de forma independente no aconselhamento e recomendação de produtos.

SAIBA MAIS | O que é alinhamento com o cliente?

O conflito de interesses no modelo commission based

Como vimos, uma das principais diferenças entre agente autônomo x consultor de investimentos é a forma de remuneração.

O commission-based é a remuneração dos agentes, praticada por grande parte das corretoras brasileiras. 

Conforme explicamos, nesse tipo de cobrança, o profissional tem metas a cumprir e recebe comissões embutidas nos produtos vendidos.

Em alguns casos, algumas aplicações rendem maior porcentagem de comissão ao vendedor. Porém, nem sempre esses produtos estão alinhados com os interesses dos clientes.

Exatamente por isso que o commission based é um modelo conflitado. E esse é um dos motivos pelos quais há tanto dinheiro aplicado em investimentos ruins, seja em corretoras ou em bancos.

Sabe quando você vai até um mecânico e ele indica um serviço ou peça mais cara, porque ele receberá uma margem de lucro? Isso é o commission based na nossa rotina. Agora, troque o mecânico pela corretora que trabalha no modelo commission, e você entenderá na prática.

Muitos investidores experientes não conhecem essa prática. Infelizmente, esse modelo conflitado ainda é o mais praticado no Brasil, ao contrário de países como Estados Unidos e Inglaterra, que adotam o fee based. Vamos entender melhor?

Por que o fee based elimina o conflito de interesses?

O fee based é a forma de remuneração da Warren e dos consultores que trabalham no nosso modelo

Essa cobrança elimina 100% o conflito de interesses porque a remuneração desse trabalho é feita por meio de uma taxa única, independentemente do produto. 

Não há metas, nem comissões envolvidas na recomendação de aplicações. Somente o alinhamento com os seus objetivos.

Quando uma corretora que atua no modelo fee based indica produtos, ou monta a sua carteira, a intenção é que você alcance ou supere os seus objetivos. Somente isso. Eliminar o conflito de interesses é justamente isso.

Para você ter uma ideia, investidores milionários e donos de corretoras commission based aplicam o seu patrimônio em corretoras fee based. 

Já a Warren é fee based desde o seu primeiro dia de funcionamento, porque surgimos exatamente para eliminar esse conflito de interesses do mercado financeiro.

SAIBA MAIS | Como superar o conflito de interesses no mercado financeiro

Comparação: agente autônomo x consultor de investimentos

Para que você entenda, de uma vez por todas, a diferença entre agente autônomo x consultor de investimentos, vamos a um comparativo.

O agente autônomo é um vendedor e distribuidor, contratado por uma corretora. Ele oferece produtos dessa instituição para atingir metas e receber comissões.

O consultor é um profissional com ensino superior — normalmente na área financeira — que atua de maneira independente, ou seja, não é contratado por nenhuma instituição.

O agente não pode recomendar produtos, somente informar quais são os disponíveis na corretora vinculada. Esse é um trabalho comercial e voltado à prospecção de clientes para as instituições.

Já o consultor pode montar perfis, indicar produtos e carteiras, aconselhar e recomendar produtos. O objetivo desse profissional é unicamente educar o cliente, para que ele aplique em ativos que realmente estejam alinhados com os seus objetivos.

Diferenças importantes, concorda?

Como ser um consultor de investimentos parceiro da Warren

Seja um consultor de investimentos parceiro da Warren, ilustração

Se você deseja ser um profissional do mercado financeiro, a boa notícia é que você pode ser um consultor de investimentos parceiro da Warren. 

A Warren for Business é uma plataforma desenvolvida para a atuação dos profissionais do mercado financeiro.

A nossa plataforma ajuda o consultor a exercer um trabalho mais eficiente, transparente e em menos tempo. 

Por meio dessa tecnologia, você consegue criar e gerenciar portfólios alinhados aos objetivos do seu cliente. Tudo isso em poucos minutos e na palma da sua mão.

Essa é uma ferramenta de assessoramento que custava muito caro e somente os mais ricos tinham acesso. Contudo, a Warren surgiu para desburocratizar esse mercado e torná-lo acessível e transparente.

Na plataforma Warren for Business, o modelo de remuneração é o fee based, portanto as suas recomendações não são comissionadas. A sua remuneração será um percentual do valor investido pelos seus clientes, ou uma taxa fixa.

Esse é um diferencial para a sua reputação de mercado, principalmente porque ninguém aguenta mais as taxas ocultas e letrinhas pequenas nos contratos de outros bancos e corretoras.

Por se tratar de uma tecnologia voltada à construção e gerenciamento de carteiras, ela não é indicada para os agentes, pois eles não podem exercer essas atividades. 

Os usuários dessa plataforma são:

  • Consultores de investimentos;
  • Planejadores de Investimentos;
  • Gestores de Fundos de Investimento;
  • Gestores de Carteiras.

Como utilizar o Warren for Business

Para se tornar um parceiro Warren é preciso somente quatro passos.

Primeiro, você escolhe o seu modelo de atuação no mercado financeiro, ou seja, você é um gestor de carteiras ou fundos, ou consultor ou planejador?

Depois, ao especificar a sua atividade, será necessário verificar quais são os certificados obrigatórios para a sua atuação.

Feito isso, no terceiro passo, você fará o seu cadastro na plataforma Warren for Business

É bem rápido, simples e digital e são somente informações básicas. Nessa parte, você também terá acesso a um tutorial para entender o funcionamento desse serviço e como gerenciar os seus clientes.

Por fim, é só começar a sua carreira! Na Warren for Business você terá a sua marca própria e sem conflito de interesses, pois as comissões e taxas de rebate são 100% repassadas aos clientes.

Assim, o custo para o cliente é muito menor na Warren for Business, e os consultores parceiros conseguem até dobrar suas receitas.

Isso é possível porque a Warren reduz a sua própria margem, na comparação com outras corretoras, ao praticar o modelo fee based.

Grande parte dessa economia por parte do cliente é resultado tá taxa zero nos produtos próprios da Warren, que são:

O objetivo é um só: ser transparente e buscar ótimos resultados para os nossos parceiros e clientes.

Além disso, todos os relatórios são enviados automaticamente pela plataforma. Assim, você não perde tempo gerando reports, o que consome muito tempo em outras corretoras.

Como vimos, a diferença entre agente autônomo x consultor de investimentos é grande. 

Enquanto o agente é responsável por vender e informar produtos disponíveis em determinada corretora, o consultor trabalha na educação e assessoramento de seus clientes. 

Se você é um consultor ou gestor, conte com tecnologias para aprimorar o seu trabalho e aumentar o seu repertório de clientes.

Quer ser um parceiro da Warren for Business? Faça o seu cadastro e comece a gerenciar as carteiras dos seus clientes com mais profissionalismo e eficiência.

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