Bolsas de valores asiáticas: conheça as 7 maiores e veja como investir

Você sabe quais são as principais bolsas asiáticas do mercado financeiro?

Embora as bolsas de Wall Street sejam o principal benchmark entre investidores, o mercado asiático abriga diversas das maiores empresas do mundo.

Países como China, Japão e Coreia do Sul figuram entre as maiores economias do planeta, além de serem referência global em setores focados em tecnologia e inovação.

Para quem busca diversificar a carteira e aumentar a exposição a alguns dos principais índices financeiros do mundo, o mercado asiático de capitais pode ser uma boa opção.

Neste artigo, vamos apresentar as sete maiores bolsas de valores asiáticas e explicar como você pode investir nelas. 

Preparado para descomplicar as bolsas asiáticas? Confira!

Quais são as maiores bolsas asiáticas?

maiores bolsas asiáticas, ilustração

Para classificar as principais bolsas asiáticas por ordem de relevância, o critério essencial é o seu valor total de mercado — market cap, ou capitalização de mercado.

Em outras palavras, vamos ordenar as bolsas de valores de países asiáticos de acordo com a soma do valor de mercado de todas as empresas listadas em cada uma.

Os dados são referentes a 2020 e foram levantados pela World Federation of Exchanges (WFE), associação que representa as bolsas de valores mundiais.

1. Hong Kong Stock Exchange (SEHK)

Hong Kong Stock Exchange (SEHK), ilustração

A Bolsa de Valores de Hong Kong é a mais valiosa do continente asiático e a terceira maior do mundo, com capitalização de mercado de aproximadamente US$ 6,76 trilhões.

Além disso, a Hong Kong Exchanges and Clearing Limited, holding que controla a SEHK, é a operadora de bolsa com maior valor de mercado do planeta, superando o CME Group (controlador da Bolsa de Chicago e da NYMEX, entre outras).

Nascida da fusão entre duas associações de operadores de mercado em 1947, a SEHK lista mais de 2.500 empresas e opera exclusivamente no pregão eletrônico desde 2007.

Muitas das maiores empresas negociadas na SEHK são bancos privados ou semiestatais sediadas na China, além de conglomerados de varejo e tecnologia da informação.

Entre as principais ações da Bolsa de Hong Kong estão Tencent, PetroChina, Banco da China, China Construction Bank e Alibaba Group.

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2. Shanghai Stock Exchange (SSE)

Shanghai Stock Exchange (SSE), ilustração

Sediada em Xangai, a Shanghai Stock Exchange (SSE) tem market cap de US$ 6,56 trilhões e é uma das duas bolsas que operam independentemente na China, além de ser a quarta maior bolsa do mundo.

Uma particularidade da Bolsa de Xangai é a divisão de suas ações entre A-shares, cotadas em yuan (renminbi), e B-shares, negociadas em dólar.

A negociação de B-shares costuma ser liberada para investidores internacionais, enquanto as A-shares são restritas a players chineses e estrangeiros com permissão do governo.

As principais empresas listadas na SSE são majoritariamente ex-estatais que tiveram seu capital total ou parcialmente aberto, e há uma série de critérios oficiais para sua inclusão.

Muitas companhias negociadas em Xangai também ofertam ações na Bolsa de Hong Kong, que possui menos barreiras à entrada de investidores estrangeiros.

Algumas das principais ações da Bolsa de Xangai são PetroChina, China Life, Bank of China e Agricultural Bank of China.

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3. Tokyo Stock Exchange (TSE)

Tokyo Stock Exchange (TSE), ilustração

Na terceira posição do ranking de bolsas asiáticas está a Bolsa de Tóquio, Tokyo Stock Exchange (TSE), com US$ 6,54 trilhões em capitalização de mercado.

Até 2019, a TSE era a terceira maior bolsa do mundo, caindo para o quinto lugar após ser superada por Hong Kong e Xangai no ano seguinte.

Uma das bolsas de valores mais antigas da história, a TSE lista mais de 3.700 empresas, com destaque para Toyota, Softbank, Keyence e Sony Corporation.

A Bolsa de Tóquio é notória por sua complexidade na classificação das empresas, que são separadas em cinco grandes grupos com subdivisões internas.

Além de um grupo para grandes companhias e um para médias, existem dois grupos para startups e um quinto exclusivo para investidores profissionais.

O Japan Exchange Group (JPX), que opera a TSE, controla ainda a Bolsa de Osaka (exclusiva para derivativos) e a Bolsa de Commodities de Tóquio.

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4. Shenzhen Stock Exchange (SZSE)

Shenzhen Stock Exchange (SZSE), ilustração

A segunda bolsa chinesa está sediada na cidade de Shenzhen e possui market cap de US$ 4,83 trilhões. Trata-se da Shenzhen Stock Exchange (SZSE), a oitava maior bolsa de valores do mundo.

Assim como a Bolsa de Xangai, a Bolsa de Shenzhen foi inaugurada em 1990 e funciona sob supervisão do governo chinês.

Por outro lado, a SZSE se diferencia da SSE por listar empresas menores e de segmentos emergentes, frequentemente subsidiárias de companhias estatais ou semiestatais chinesas.

Além disso, a Bolsa de Shenzhen oferece maior abertura ao capital estrangeiro e seus investidores são, em sua maioria, individuais.

A estrutura da SZSE conta com um quadro principal (Main Board), um segmento para pequenas e médias empresas (SME) e um grupo focado em inovação (ChiNext).

Em particular, o grupo SME é voltado a empresas com maior estabilidade e inclui uma ampla lista de companhias manufatureiras, sendo considerado um importante termômetro da produção industrial chinesa.

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5. Bombay Stock Exchange (BSE)

Bombay Stock Exchange (BSE), ilustração

Uma das duas principais bolsas de valores da India, a Bombay Stock Exchange (BSE) tem capitalização de mercado de US$ 3,16 trilhões e é a nona maior do planeta.

Fundada em 1875, a  Bolsa de Mumbai é a bolsa mais antiga do continente asiático e lista cerca de 6 mil empresas atualmente. É referência como o pregão eletrônico mais rápido do mundo.

A Bolsa de Mumbai abriga o índice Sensex, também chamado “BSE 30”, considerado o principal benchmark indiano para o mercado financeiro internacional.

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6. National Stock Exchange (NSE)

National Stock Exchange (NSE), ilustração

Assim como a BSE, a National Stock Exchange (NSE) é uma bolsa de valores do mercado indiano situada em Mumbai. Seu market cap é de US$ 3 trilhões, tornando-a a décima maior do mundo.

Em relação à Bolsa de Mumbai, a National Stock Exchange se destaca por ter sido a primeira bolsa da Índia a negociar ETFs e derivativos.

Além disso, embora a BSE seja notória pela rapidez no pregão eletrônico, o sistema de negociação automatizado e 100% digital foi introduzido no país pela NSE.

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7. Korea Stock Exchange (KRX)

Korea Stock Exchange (KRX), ilustração

A Bolsa da Coreia (Korea Stock Exchange (KRX)) opera na cidade sul-coreana de Busan e é a décima quarta maior do planeta, possuindo um market cap de US$ 2,07 trilhões.

A Korea Stock Exchange é um braço da Korea Exchange, entidade formada pela união da Bolsa de Valores, da bolsa de futuros e do pregão eletrônico da Coreia do Sul.

Tradicionalmente, a Bolsa da Coreia tem como destaques os setores de tecnologia, automóveis e finanças. 

O país é membro do G20 e da OCDE e possui uma das economias com crescimento mais rápido do mundo.

Algumas das principais companhias multinacionais listadas na KRX são Samsung, Hyundai e LG.

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Quais são os principais índices asiáticos?

principais índices asiáticos, ilustração

Agora que você conheceu as principais bolsas asiáticas, vamos conhecer os índices asiáticos que são observados por todo o planeta. 

Recupere o fôlego e boa leitura!

Hang Seng (HSI) – Hong Kong

Também chamado de ”HSI”, o principal índice da Bolsa de Hong Kong é composto por cerca de 30 das maiores empresas do país, representando 65% do market cap da bolsa.

Formado majoritariamente por empresas chinesas de capital aberto, o Hang Seng é dividido entre os segmentos de finanças, indústria, imóveis e utilidades.

O HSI possui um limite de 10% para o peso de qualquer empresa no índice, e é revisado a cada trimestre para avaliar a possibilidade de inclusão ou exclusão de companhias.

SSE Composite e SZSE Component – China

Desde 1991, o Shanghai Stock Exchange Composite (SSE Composite) inclui todas as ações dos tipos A-shares e B-shares negociadas em Xangai.

O SSE Composite é considerado um benchmark genérico para as empresas listadas na SSE, enquanto outros índices (como o SSE 50 e o SSE 180) refletem o desempenho das líderes do mercado.

Em particular, o SSE é marcado por forte volatilidade em relação a outros índices globais. 

Para alguns analistas, a explicação está relacionada às distorções de informação causadas pelo profundo controle midiático exercido pelo governo chinês.

Já o SZSE Component abrange as 500 principais companhias da Bolsa de Shenzhen, e não deve ser confundido com o SZSE Composite, que reflete o desempenho de todas as empresas listadas na SZSE.

Nikkei – Japão

O termo “Nikkei” é uma abreviatura de “Nihon Keizai Shimbun”, maior jornal de economia do Japão e responsável pelo cálculo do índice Nikkei 225. 

Como o nome indica, este índice inclui as 225 maiores blue chips da bolsa japonesa, com destaque para Canon, Sony, Honda e Nissan. 

É análogo ao Dow Jones Industrial Averages, da NYSE.

Embora a Bolsa de Mumbai tenha sido fundada antes da Bolsa de Tóquio, o Nikkei precede o Sensex e é o índice mais antigo do continente asiático.

Sensex e Nifty 50 – Índia

O Sensitive Index (Sensex) é composto pelas 30 maiores empresas listadas na Bolsa de Mumbai, a partir de critérios como capitalização, liquidez, fonte de receita e estabilidade.

Assim como o Hang Seng em Hong Kong, o Sensex é o benchmark para o mercado de ações indiano e reflete o estado geral da economia do país.

Por sua vez, o Nifty 50 (nome informal para o CNX Nifty) é formado por 50 das maiores e mais líquidas companhias na National Stock Exchange da Índia.

Atualmente, os três segmentos majoritários que compõem o Nifty são finanças, TI e petróleo e gás natural.

KOSPI 200 (Coreia do Sul)

A Bolsa da Coreia possui uma variedade de índices com a sigla KOSPI (Korean Composite Stock Price Indexes), sendo o KOSPI 200 o mais consolidado mundialmente.

Correspondente a cerca de 70% do market cap da KRX, o KOSPI 200 é composto por companhias de alta capitalização e equiparável ao S&P 500, da NYSE.

Este índice é notável por listar algumas das principais companhias sul-coreanas de alcance global, como Hyundai, Samsung e SK Hynix (semicondutores).

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A importância dos mercados asiáticos hoje

Ao longo das últimas décadas, diversos países asiáticos vêm adquirindo peso cada vez maior na economia global.

O exemplo mais evidente de crescimento asiático é a China, que passou por um período de intensa industrialização e abertura comercial e é hoje a segunda maior economia do planeta, atrás apenas dos EUA.

Hong Kong, por sua vez, é amplamente reconhecido como um dos principais centros financeiros mundiais, além de ser um dos territórios com maior densidade demográfica do planeta.

Já o Japão e a Coreia do Sul têm um longo histórico de investimentos em setores de tecnologia de ponta, e ocupam posição central nas cadeias globais de produção de computadores, celulares, automóveis e videogames, entre outros.

Uma característica que torna as bolsas asiáticas particularmente relevantes para o mercado financeiro é a diferença de fuso horário em relação aos centros financeiros ocidentais.

Como o dia começa tecnicamente “antes” na Ásia, as bolsas asiáticas abrem e fecham mais cedo do que as americanas e europeias.

Desta forma, o comportamento dos mercados asiáticos é monitorado de perto por investidores internacionais como sinalizador do clima no mercado antes da abertura nos EUA e na Europa, e pode indicar ou mesmo pautar os movimentos do dia.

Esta relação foi exacerbada durante a presidência de Donald Trump nos EUA e a guerra comercial travada com a China, que teve forte viés retórico entre Washington e Pequim.

Como investir nas bolsas asiáticas estando no Brasil?

Como investir nas bolsas asiáticas estando no Brasil, ilustração

Existem algumas alternativas para investidores brasileiros aumentarem sua exposição às bolsas asiáticas sem a necessidade de criar uma conta em corretoras estrangeiras.

Uma opção popular é o investimento em BDRs (Brazilian Depositary Receipts), uma espécie de ativo lastreada em ações estrangeiras e negociada na B3.

Atualmente, a bolsa brasileira oferece BDRs de diversas empresas chinesas, como Alibaba, Baidu e China Petroleum. 

Vale reforçar que os BDRs não representam participação societária, embora paguem dividendos aos proprietários.

Outra modalidade muito comum são os ETFs (Exchange Traded Funds), fundos de investimentos de índices, com cotas negociadas em bolsa.

No Brasil, o ETF com foco asiático mais conhecido é o XINA11, que acompanha o índice iShares MSCI China da BlackRock.

Existem ainda BDRs que simulam ETFs que rastreiam índices asiáticos na B3, como o BEWH39 (Hong Kong), BEWJ39 (Japão), BEWY39 (Coreia do Sul), BNDA39 (Índia) e BAAX39 (toda a Ásia, exceto o Japão).

Por fim, é possível também investir em fundos de investimento privados — isto é, não negociados em bolsa — acessíveis em corretoras brasileiras, como a Warren.

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