Commission-based: entenda os conflitos de interesse neste modelo de remuneração

Commission-based é um sistema de remuneração utilizado por corretoras e bancos de investimento que se baseia em comissões embutidas nos produtos que são recomendados e contratados pelos investidores, como fundos de investimento.

Nunca ouviu falar a respeito? Pois deveria. 

Ainda adotado pela maior parte da indústria de investimentos no Brasil, o commission-based é um modelo de remuneração com um flagrante conflito de interesses entre os objetivos da corretora e aquilo que é melhor para você.

Esse conflito acontece porque nem sempre o que é melhor para o investidor será o melhor para corretora. Desta relação conflitada, surgem recomendações que acabam prejudicando o retorno dos investidores, enquanto ele sequer é informado a respeito.

Por acreditar que a transparência e alinhamento são valores inegociáveis, a Warren opera em outro modelo de remuneração, o fee based. Neste caso, há uma taxa única cobrada pela gestão do portfólio, sobre o valor investido — sem comissões em produtos específicos.

Mas você entende como esses dois modelos de remuneração funcionam na prática? 

Neste artigo, você vai entender por que o commission-based é adotado pela maior parte das corretoras, e também vai descobrir como se livrar do conflito de interesses ao investir. 

Juntos, passaremos pelos seguintes tópicos:

  • O que é commission-based
  • Diferença entre fee based e commission-based
  • Por que commission-based tem conflitos de interesses
  • Desvantagens do commission-based
  • Fee based é tendência no exterior
  • Como investir no modelo fee-based da Warren

Boa leitura!

O que é commission-based

Entenda o que é commission based, ilustração

Commission-based é um modelo de remuenração adotado por instituições financeiras, como corretoras e bancos, para a comercialização de produtos financeiros. Neste modelo, a remuneração da corretora ocorre a partir de comissões embutidas nas aplicações financeiras, a famosa taxa de rebate, criando um conflito de interesses entre os objetivos do investidor e a remuneração da corretora.

No modelo commission-based, a instituição financeira e seus representantes não são remunerados diretamente pelo cliente, ou por montar uma estratégia de gestão alinhada com o perfil do investidor.

A remuneração ocorre a partir da indicação de uma determinada aplicação. Como produtos diferentes têm taxas diferentes, cria-se um ambiente conflitado, em que o investidor nunca sabe se a sugestão da corretora é o melhor para ele.

Vamos entender melhor?

Como funciona o modelo commission-based na prática?

Para entender como funciona o modelo commission-based, nada melhor do que um exemplo prático. Imagine que um fundo de investimento seja oferecido para você com uma taxa de administração de 2% ao ano e com taxa de performance de 20% sobre o que exceder o benchmark, por exemplo.

Entre outros argumentos, o agente autônomo que lhe atende mostra que a rentabilidade acumulada nos últimos 12 meses justifica o aporte. Ele também diz que a composição do fundo está alinhada com o seu perfil de investidor.

Ótimo, certo? 

Porém, como a maioria das instituições financeiras também são distribuidoras de outros fundos, esse agente poderia oferecer outro fundo de investimento com outras condições e taxas, além de performances diferentes, sem que você saiba, de fato, o que é o melhor para você. 

E por que o agente ou a corretora fariam isso? Um dos possíveis motivos está na taxa de rebate, a comissão, que pode ser maior nesse produto em relação às outras opções.

Como o agente autônomo tem a sua remuneração baseada unicamente nas comissões embutidas nos produtos, ele se vê preso em um modelo necessariamente conflitado, já que produtos diferentes oferecem comissões diferentes.

E é aqui nasce o conflito de interesses.

Conheça a taxa de rebate e entenda por que as corretoras a omitem

A taxa de rebate é a comissão paga pelas administradoras dos fundos de investimentos aos seus intermediários no modelo commission-based.

Para isso, uma parte da taxa de administração é provisionada para o pagamento de bancos, corretoras e agentes autônomos que recomendam a aplicação do fundo.

Por que o investidor não fica sabendo da existência dela? Nós podemos apontar três motivos simples, que revelam a falta de alinhamento com o cliente da indústria:

  • Se a taxa de rebate não existisse, o custo de investimento final para o investidor seria menor
  • Se a taxa de rebate não existisse, o lucro das corretoras também seria menor;
  • Conhecer a taxa de rebate abalaria a confiança do investidor, que poderia passar a questionar as recomendações.

Apesar desse flagrante conflito de interesses, é importante lembrar a norma CVM n० 555 estabelece que a taxa de administração do fundo pode, sim, ser usada para remunerar seu administrador e os prestadores de serviços por ele contratados.

Isso significa que ela não é uma taxa cobrada fora dos parâmetros legais. 

Porém, cabe a você, como investidor, conhecer esses custos e, mais do que isso, os conflitos que surgem dessa relação, para decidir se faz sentido continuar nessa relação.

A boa notícia é que existe uma alternativa: o modelo fee based.

Diferença entre fee based e commission-based

Como você viu, no modelo commission-based, o investidor paga indiretamente uma comissão para o fundo, já que o custo é provisionado na taxa de administração.

Além disso, a cobrança é feita a cada fundo de investimento que ele adquire, o que pode aumentar ainda mais os custos do investidor.

No modelo fee based, existe uma cobrança única do seu portfólio, de acordo com o valor aplicado, e não com os produtos sugeridos. E o melhor, ele é proporcional ao desempenho da estratégia de investimento.

No caso dos nossos fundos de investimentos aqui da Warren, trabalhamos com taxa zero. Ou seja, não existe taxa de administração ou de performance para os produtos criados pela Warren.

O investidor paga apenas um percentual para a gestão ativa de suas aplicações e para ter acesso ao rebalanceamento automático do seu portfólio. Funciona assim:

  • 0,7% para aplicações até R$ 100 mil;
  • 0,6% para aplicaçõesentre R$ 100 mil e R$ 1 milhão;
  • 0,5% para aplicações acima de R$ 1 milhão.

Você percebe que, nesse modelo, a Warren e o investidor estão do mesmo lado? Não existe conflito de interesses, e, sim, a união de forças.

Isso porque os interesses estão alinhados: a Warren não recebe qualquer tipo de benefício, incentivo ou lucro por recomendar outros produtos para você. Ela vai ser remunerada por um percentual fixo, que vai crescer conforme o seu patrimônio crescer.

Assim, o seu interesse e o da Warren é rigorosamente o mesmo: aumentar o seu patrimônio.

Então, vamos comparar os dois modelos para entender suas diferenças.

Modelo fee basedModelo commission-based
O cliente sabe da existência da cobrança e quanto ela representa.A taxa de rebate não é conhecida pelo cliente, nem sua proporção.
A corretora não recebe comissão pelos produtos indicadosA corretora recebe comissão pelos produtos indicados
Os custos são até quatro vezes menores do que no modelo commission-basedOs custos são até quatro vezes maiores do que no modelo fee based
Incentiva a melhoria da performance da gestão ativaNão está relacionada com o desempenho da gestão
A corretora ganha conforme o seu capital aumentaA corretora ganha sempre, desde que você faça transações
Modelo não conflitadoModelo conflitado

Comparando os dois modelos dessa forma, o commission-based é, claramente, menos vantajoso, certo? Mas, como você provavelmente já sabe ou deduziu, é o que domina o mercado brasileiro.

Por que commission-based tem conflitos de interesses

Se o commission-based ainda é o que prevalece no mercado brasileiro, sabemos que muitos investidores acabam fazendo a escolha do “menos pior”, ou, optam pelos investimentos do banco porque existe uma falsa comodidade, não é mesmo?

Romper a tradição ou o comodismo quando o assunto é investimento, por incrível que pareça, não é simples.

Mesmo que os investidores entendam que estão deixando de ter rendimentos melhores e mais justos, ainda existe uma resistência à mudança reforçada por instituições financeiras que se beneficiam com o commission-based.

Isso, por si só, já é um enorme conflito de interesses, não acha?

O conflito de interesses do commission-based está no fato de que a instituição financeira precisa gerar lucros a partir de seus serviços prestados ou produtos vendidos — seja qual for o resultado do investimento do cliente.

Para isso, ela tende a defender os próprios interesses e otimizar seus ganhos, dando preferência aos produtos e serviços que trazem os melhores retornos para a instituição.

Nesta relação conflitada, o investidor nunca tem certeza de que a recomendação que está recebendo é tendenciosa, ou não.

A seguir, vamos listar algumas das desvantagens do modelo commission-based, para você entender na prática.

Desvantagens do commission-based

Saiba quais são as desvantagens do Commission based, ilustração

A confiança é um dos pilares para uma relação saudável entre o investidor e a gestora de seus investimentos.

O investidor pode ser médico, professor, engenheiro, dono de padaria, exercer qualquer outra função ou tocar seu empreendimento. Para que ele se dedique a sua profissão com tranquilidade, precisa contar com uma gestora de ativos que defenda seus interesses.

Isso porque a gestão ativa de investimentos exige tempo, dedicação e, claro, especialização no assunto.

Quando o investidor terceiriza a gestão de seus ativos, ele deseja que a administradora busque melhores resultados como se fosse para ela, certo?

O único modelo que garante esse alinhamento entre o investidor e a corretora, como explicamos, não é o commission-based. É o fee based.

A seguir, apontamos algumas das principais desvantagens do commission-based para você, que é cliente dessas corretoras e bancos.

  • Baixo nível de confiança entre investidor na gestora dos ativos, já que existe um conflito de interesses;
  • Falta de transparência entre os custos envolvidos no processo;
  • Comprometimento da diversificação dos investimentos, já que o gestor do ativo priorizará os tipos de investimentos que favorecem sua remuneração;
  • Aumento dos custos para investimentos, o que diminui os ganhos do investidor e é especialmente nocivo no longo prazo;
  • Impactos no planejamento financeiro e na realização dos objetivos definidos pelo investidor.

Como você percebe, o modelo conflitado, por mais que ainda seja maioria, tem muitas desvantagens.

A parte boa dessa história, porém, é que o fee-based entra como alternativa e nós, da Warren, ficamos satisfeitos em estar na linha de frente dessa mudança no Brasil.

Fee based é tendência no exterior

O modelo fee based já é uma tendência sem volta em indústrias financeiras mais desenvolvidas do que a do Brasil. Nos Estados Unidos, 80% dos players do mercado já atuam com o modelo fee based, e a mesma coisa acontece na Inglaterra.

Na Austrália, as comissões dadas ou oferecidas por instituições integrantes do mercado financeiro são constantemente questionadas e fiscalizadas.

Em 2009, por exemplo, a Australian Securities and Investments Commission (ASIC) afirmou que muitos consultores financeiros atuavam como vendedores e promotores de produtos, esquecendo da essência de suas atividades que era de oferecer orientações personalizadas de acordo com a realidade e perfil do cliente.

Esse cenário impulsionou o fee based no país, mas, ainda assim, existem algumas instituições que praticam o commission-based.

De acordo com o relatório 2018 Financial Advice Report da Investment Trends, a confiança dos investidores nos consultores de investimentos nunca esteve tão baixa.

Mais de 40% dos australianos não acreditam nas recomendações financeiras de corretoras de investimentos e bancos. porque eles só indicam seus próprios produtos ou aqueles que recebem melhores comissões.

Por mais que sejam números que mostram o tamanho da desconfiança de uma população, eles mostram que a educação financeira empodera os investidores, permite que eles compreendam suas opções de mercado e, escolham, de fato, aquilo que faz sentido para conquistar seus ganhos.

O movimento fee based no Brasil

Se você conhece a história da Warren, sabe que somos fee based desde o primeiro dia. Desde que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tornou válida a Instrução CVM 592 que trata sobre as remunerações e o trabalho dos consultores, esse modelo começou a crescer no país.

Para Warren, esse foi o sinal de que ela podia dar seu pontapé inicial em terras brasileiras. Mas, junto dela, outras empresas também começaram a aderir ao modelo fee based, o que é ótimo para a evolução do mercado de forma geral.

O tema, rapidamente, começou a ser debatido e, até mesmo instituições que atuam exclusivamente no modelo commission-based começaram a discutir e apontar suas fragilidades.

Ou seja: temos um movimento muito favorável ao fee based no Brasil e uma indústria que ainda deve mudar muito nos próximos anos.

Como investir no modelo fee-based da Warren

Você também quer fazer parte desse movimento e investir sem conflitos de interesses? Basta começar a investir com a Warren.

O cadastro para investir em nossa plataforma é 100% online, leva 4 minutos e é finalizado com uma sugestão de estratégia de investimentos de acordo com o seu perfil e os seus objetivos.

Nós oferecemos fundos de investimentos da Warren que são taxa zero, ou seja: não cobram taxa de administração ou performance. Para diversificar o seu patrimônio e buscar a melhor relação entre risco e retorno, também sugerimos outros ativos que façam sentido para o perfil do investidor, sem ganhar nada a mais por isso.

Mas o que acontece se um desses fundos externos tiverem uma comissão para a corretora?

Não faria sentido receber esse valor, afinal, isso estaria desalinhado com nossos pilares. Por isso, nós devolvemos 100% da taxa de rebate que viria para a Warren, e o dinheiro entra diretamente nos seus investimentos, como um cashback.Quer investir com transparência? Conheça a Warren e comece agora.