Para montar um time incrível é melhor ter PhDs ou PHDs?

Nós temos um time incrível aqui na Warren

São mais de 400 pessoas e, embora eu tenha participado diretamente de grande parte das contratações, desde as primeiras, que aconteceram em uma salinha de 40m2 até os dias atuais, não lembro a última vez que vi um currículo

É claro que ter feito uma faculdade bacana pode ajudar, mas isso não é nem 1% do fator que fará com que essa pessoa se dê bem na Warren. 

Preferimos muito mais as pessoas fazedoras do mundo real do que as que se dão super bem no mundo teórico. 

Não me entenda errado. Reforço que uma qualificação acadêmica bacana pode dar uma boa base, mas o ponto é que acredito que o dia a dia exige e ensina muito mais

Você pode ter feito a melhor faculdade do universo e, mesmo assim, ser engolido por alguém que não tem o ensino médio completo, mas que tem mais atitude do que você. 

O termo PhD vem do latim philosophiae doctor, o título de quem chegava ao final dos estudos em determinada área, sem que necessariamente essa área seja Filosofia.

No Brasil, o título de PhD é equivalente ao de doutorado — especificamente falando, é um programa de pesquisa que pode ser feito após a defesa da tese para aprofundar e desenvolver a pesquisa na área. 

Mas existe um outro PHD, que é conhecido, principalmente no mercado financeiro, como Poor, Hungry and Desperate to Get Rich.

O “PHD” é a tal pessoa com atitude e que pode até mesmo ter um título de PhD “verdadeiro”, mas de fato isso pouco importa. 

Qual o melhor, PhD ou PHD?

Aqui na Warren gostamos mais do PHD, mas com alguns ajustes importantes. 

Atitude é o que buscamos, preferimos postura e cultura a currículo, mas o “Desperate to Get Rich” é bem visto no mercado financeiro antiquado e implacável, pois premia as pessoas que fazem de tudo pra ganhar dinheiro, incluindo enganar clientes, sabotar o próprio colega ou vender a própria mãe. 

Aqui na Warren, gostamos de pessoas que têm atitude, que são corajosas, fazedoras, mas que fazem alinhados com os clientes, com espírito de time e que gostem da própria mãe. 

Atitude é um dos valores culturais que buscamos, junto com outros, como ética e humildade, que mantém bem afastados da Warren aqueles que não fazem o certo o tempo todo e que acham que tem “o rei na barriga” (como diria a minha avó).     

Ah… mas então você está dizendo que prefere uma pessoa que não sabe nada, mas que tem os valores de cultura da Warren, do que uma que sabe tudo, sem os valores de cultura? 

Mais ou menos! 

Sem dúvida, aqueles que não possuem os nossos valores, mesmo que sejam o Einstein, vamos preferir que fiquem longe da Warren. 

Mas uma pessoa que não sabe nada também não é o ideal, pois dará muito trabalho. Mesmo possuindo os valores de cultura, quanto menor o nível de conhecimento, maior será a entrega de energia de outro profissional para capacitar esta pessoa.

Na Warren, neste momento, não temos esse tempo todo, então preferimos encontrar pessoas que já tenham alguma bagagem prática  — como ter feito algumas coisas incríveis em outras empresas — para trazer para o time. 

LEIA TAMBÉM | Entenda os tipos de carteiras que você pode ter na Warren 

Uma representação visual do profissional que buscamos

Para deixar mais visual, tem um gráfico que gosto de usar:

A bolinha vermelha é quem não sabe nada e não tem os valores da cultura da empresa. Se essa pessoa entrou na empresa, a primeira coisa a fazer é esganar alguém do time de recrutamento pela trapalhada. 

A bolinha laranja é alguém que sabe tudo, mas não possui os valores culturais. É aquela pessoa que anda sempre com uma nuvem negra na cabeça e, por mais que seja brilhante no que faz, vai contaminar o ambiente ou então vai tomar decisões que não estão alinhadas com o que acreditamos. Preferimos essa pessoa longe da Warren. 

A bolinha azul claro é que tem muito os valores da empresa. Veste a camisa e dá 150% de si, mas não tem muito conhecimento ainda. Está começando e, neste caso, como escrevi acima, é ruim. 

E acho importante ressaltar aqui que não quero desencorajar esta pessoa — ela está no caminho certo! Apenas explicar que, pelo momento atual da nossa empresa, não funciona, pois esta pessoa precisa de uma longa curva de aprendizado, o que demanda um grande esforço de tempo e dedicação do restante do time.

O profissional ideal é a bolinha azul mais escura, que representa uma pessoa que já tem uma boa base de conhecimento e que possui os valores de cultura. 

Essa pessoa rapidinho estará decolando, sem necessidade de muita ajuda, apenas de direcionamento.

Ah, e tem a bolinha verde, também. Um profissional que sabe tudo e possui os valores culturais? Quando essa pessoa chega lá, se torna sócia da empresa… vai crescer cada vez mais — e eu que me cuide!

O ponto é que o conhecimento no qual me refiro — tanto na explicação dos PHDs quanto nas bolinhas coloridas acima — não é necessariamente medido em um diploma (ou vários). 

A atitude é o que costuma falar mais alto em quase todas as situações, e não somente às comportamentais como postura, mas, também, na proatividade para estudar e conhecer algum assunto que antes não dominava.

E é por isso que não faço questão de ver currículos. Mas, sim, de sacar se a pessoa é mais PHD ou PhD.

Gostou deste artigo do nosso CEO Tito Gusmão? Leia outros conteúdos que separamos para você: