Como prosperar em 2020

Educação financeira é o primeiro e um dos mais importantes passos no caminho para sua independência financeira e na conquista de suas metas.

Porém, além de simplesmente investir com sabedoria, ser educado financeiramente é aprender a organizar melhor seu orçamento. Além, é claro, de tomar decisões alinhadas com seus objetivos.

Lembre-se: nunca é cedo e nem tarde demais para começar!

E também, a educação financeira não precisa parar em você: transmita esses conhecimentos para sua família e para seus filhos.

Crianças que aprendem a cuidar do dinheiro desde pequenas, têm mais chances de terem uma vida adulta próspera e livre de dívidas.

É um fato inegável: a educação financeira é indispensável e essencial para a saúde do orçamento doméstico.

Foi pensando na sua tranquilidade e independência financeira que criamos esse artigo. Vamos discutir a importância da educação financeira, com dicas práticas, para você começar a se educar financeiramente hoje mesmo.

A seguir, você aprenderá: 

Boa leitura!

O que é educação financeira e qual sua importância

O que é educação financeira, ilustração
Conheça a importância da educação financeira.

Educação Financeira é um processo de aprendizado, que visa melhorar a compreensão e entendimento de conceitos da economia e do mercado financeiro.

Significa que, ao ler textos sobre investimentos e como poupar, você está trabalhando no desenvolvimento da sua educação financeira.

No entanto, é possível ampliar um pouco mais essa definição. Educação financeira também abrange análise e controle do seu orçamento, dos seus hábitos de consumo e o modo como você lida com o dinheiro.

Muitas pessoas, ao ouvirem esse termo, logo pensa ou em leituras complexas, técnicas e cansativas ou, também, em uma infinidade de planilhas complicadas.

Porém, pelo contrário, a educação financeira precisa ser leve e simples. Hoje, já existem até materiais produzidos especificamente para crianças!

Portanto, o fato é que a educação financeira é essencial, seja para conhecer conceitos básicos, seja para controlar o orçamento familiar ou, até mesmo, no entendimento de termos e estratégias avançadas da bolsa de valores.

Tudo isso deve ser levado em consideração, pois é impossível tomar as melhores decisões para seu dinheiro quando você não dispõe de informações sobre todas as opções de investimento.

Por exemplo, imagine uma pessoa que não entende como funciona o cálculo de rendimento da poupança, ou que não saiba que o IPCA representa a redução do valor de compra do dinheiro.

Provavelmente, esse indivíduo não conseguirá prever a tendência de rendimento menor que a inflação no ano de 2020.

Dessa forma, ele deixará de aplicar seu dinheiro em uma opção mais adequada para proteção do valor como, por exemplo, um fundo com rendimento próximo ao CDI.

Em resumo, por não possuir conhecimento específico e educação financeira, seu patrimônio está efetivamente diminuindo sem que ele saiba. 

A importância da educação financeira para as crianças

Como já dissemos, nunca é cedo ou tarde demais para começar. Assim, é possível começar a educação financeira dos pequenos em casa.

Ela pode ter origem nas brincadeiras: existem inúmeros jogos que se propõe a explicar o valor do dinheiro ou das dinâmicas do mercado. 

Além disso, crianças mais velhas podem se beneficiar muito ao receber mesadas e aprender a administrar suas próprias finanças.

Por exemplo, ao invés de comprar aquele brinquedo que seu filho pediu, sem ser em uma ocasião especial como Natal ou aniversário, sugira que ele economize parte da sua mesada para conquistar o que ele deseja. 

Com isso, você pode aproveitar e ensinar aos pequenos sobre juros e parcelamentos.

Uma criança que aprende, desde cedo, a lidar com dinheiro e compreender o valor de compra do dinheiro, terá mais chances de conquistar uma vida financeira equilibrada e saudável quando adulta.

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3 erros ocasionados pela falta de educação financeira

Os problemas de não se ter educação financeira, ilustração
Entenda como a falta de educação financeira pode impactar seu dia a dia.

Como mostramos, a educação financeira é parte essencial no caminho para conquistar suas metas. Porém, para ajudar ainda mais, vamos demonstrar com exemplos práticos, quais os erros mais comuns gerados pela sua falta.

A seguir, você conseguirá visualizar melhor porque a educação financeira precisar ser o primeiro passo para organizar seu orçamento:

1. Uso excessivo de cartão de crédito

Infelizmente, é bastante comum encontrar pessoas que não conseguem controlar o uso do cartão de crédito. Na verdade, o problema não está no uso excessivo, mas sim, utilizá-lo da maneira incorreta.

O cartão de crédito não deve ser um instrumento para: 

  • cobrir custos recorrentes de maneira frequente;
  • comprar coisas quando você não tem dinheiro para pagá-las. 

Em seu planejamento financeiro, o valor da fatura do cartão nunca deve maior do que é possível pagar com seu salário – claro, sem esquecer de outras despesas essenciais.

O cartão de crédito não deve ser um trunfo para tirar do bolso quando o dinheiro acaba, mas sim, só deve ser utilizado nas situações que pedem o uso do recurso.

O cartão de crédito pode ser muito benéfico em diversas situações.

É útil, por exemplo, para parcelar uma compra de valor elevado, mas que esteja dentro do seu planejamento, ou para realizar compras online ou internacionais.

Algumas pessoas até mesmo concentram todos os gastos do mês no cartão de crédito, pagando tudo de uma vez no mês seguinte.

Como mencionamos, o problema não é utilizar muito seu cartão de crédito: o problema é gastar além do que seu rendimento no mês posterior poderá cobrir.

Os problemas surgem quando a fatura do cartão de crédito é muito alta e é preciso parcelar seu pagamento. Os juros cobrados pelas operadoras de cartão de crédito para o parcelamento de fatura são altíssimos.

A média do rotativo está em 300,3% ao ano, segundo o Uol Economia. Para os usuários que não pagam o valor mínimo da fatura, os juros podem chegar a 311,9% ao ano.

Exemplo: Quanto você perde em juros ao fazer o pagamento mínimo da fatura?

Vamos fazer um cálculo de exemplo:

  1. suponha que, em uma fatura com total de R$ 800, você tenha realizado o pagamento mínimo de R$ 170. 
  2. O saldo rotativo é calculado com a subtração dos valores: R$ 800 – R$ 170 = R$ 630.
  3. Vamos assumir uma taxa de juros rotativos de 15% ao mês — esse não é nem o pior, nem o melhor cenário possível. O cálculo dos juros é feito multiplicando o saldo rotativo por essa taxa. Então, R$ 630 x 15% = R$ 94,50.
  4. Esse valor deverá ser acrescido ao valor da fatura seguinte. Então: R$ 630 + R$ 94,50 = R$ 724,50.

Como você pode ver, fazer o pagamento mínimo é quase como se você não tivesse pagado nada ao banco.

Esse dinheiro — que poderia estar investido — simplesmente se perdeu em juros. Sua dívida, efetivamente, não diminuiu quase nada.

O parcelamento da fatura costuma a ter juros menores (175,2% ao ano, segundo Uol Economia.) Ainda assim, variam entre 1,8% até 10% mensais — o que é muito no longo prazo. 

2. Falta de previsibilidade financeira

Você não sabe até que dia do mês terá dinheiro em sua conta?

Então, talvez esteja na hora de criar uma planilha de planejamento financeiro e ler um pouco mais sobre organização do orçamento doméstico!

Uma das maiores consequências da falta de educação financeira é justamente a imprevisibilidade com relação ao seu dinheiro.

Sem uma projeção de receita e gastos, alcançar objetivos de médio e longo prazo se torna impossível. Como é possível planejar uma viagem, por exemplo, se você nunca sabe quanto dinheiro terá no fim do mês? 

3. Gasto com coisas supérfluas

Sabe aqueles pequenos gastos do dia a dia, aqueles com os quais não nos preocupamos?

Muitas vezes realizamos compras com valores tão pequenos, que muitas pessoas até deixam de colocá-los na planilha de gastos – claro, isso quando fazem uma!

Pois são essas comprinhas supérfluas que têm a tendência de se acumular e causar buracos impressionantes em seu orçamento.

Assim, é fundamental incluir esses detalhes em seu planejamento. Só assim, no final do mês, você poderá visualizar exatamente quanto está gastando — e com o que.

Dessa forma, será muito mais fácil cortar custos e fazer seu dinheiro sobrar no final do mês.

Muitas vezes, ações simples, como deixar de comprar garrafas descartáveis de água e levar uma reutilizável de casa, fazem uma boa diferença no orçamento. Veja esse exemplo:

Você bebe duas garrafas de água quando está fora de casa, e paga R$ 2,50 em cada uma.

Nos 22 dias úteis do mês — sem considerar que você tenha comprado garrafas de água no fim de semana — você gastou R$ 110 com as garrafinhas. 

Entenda o ciclo da riqueza

Ciclo da riqueza, ilustração
Você sabe o que é o ciclo da riqueza?

Apenas organizar suas finanças e entender para onde seu dinheiro está indo não é o suficiente. É preciso tomar ações para melhorar a situação financeira na qual você se encontra.

Para isso, é preciso entender o ciclo da riqueza. Mas, antes de começar, existem alguns pontos para esclarecer.

Em primeiro lugar, é preciso organizar tudo, ou seja, prepare uma planilha com seus gastos, ganhos e dívidas.

Procure entender para onde está indo seu dinheiro. Esse passo é essencial para identificar possibilidades no corte de custos.

Em segundo lugar, está um passo importantíssimo: procure quitar ou renegociar suas dívidas.

Como vimos nos tópicos anteriores, os juros podem se tornar um verdadeiro vácuo em sua conta, sugando tudo em sua renda.

Portanto, antes de começar a aumentar seu patrimônio, é preciso se livrar das dívidas.

A maioria das instituições financeiras estão dispostas a renegociar dívidas de seus clientes.

Além disso, agora que você já conseguiu identificar inúmeras possibilidades de cortes de custos, esse dinheiro extra poderá ser direcionado para quitar essas contas.

Tudo organizado e todas as dívidas zeradas? Ótimo! Vamos entender o ciclo da riqueza.

Ganhar, poupar e investir

Tudo começa com sua renda. O dinheiro que entra no orçamento familiar deve ser suficiente para cobrir todo custo de vida mensal. Porém, o ideal é que você consiga guardar um pouco todo mês.

Para isso, muitas pessoas fazem aplicações na poupança, mas não recomendamos isso!

Atualmente, os rendimentos da caderneta não estão valendo a pena, e a previsão é que poderão render menos que a inflação em 2020.

Uma opção melhor para montar sua reserva são investimentos em renda fixa de alta liquidez.

Existem opções que acompanham ou até superam o CDI aqui na Warren. Assim, além de bons rendimentos, você protege o valor do dinheiro que está guardando.

É preciso ter em mente que essa reserva só deve ser resgatada em casos de emergência. No geral, é recomendado que ela seja equivalente a 6 meses do custo de vida da sua família.

Agora que sua vida financeira está organizada e que você está ganhando mais do que gasta, além de ter uma reserva de emergência, é hora de investir.

Você pode aprender mais sobre como se tornar um investidor de sucesso lendo nosso artigo sobre o assunto.

4 dicas para você implementar uma boa educação financeira

Dicas para uma boa educação financeira, ilustração
Descubra como implementar a educação financeira na sua rotina.

Portanto, quais as melhores maneiras de implementar o que você aprendeu nesse artigo em sua educação financeira no dia a dia?

Afinal, falar sobre quitar dívidas e cortar custos é muito fácil. Difícil é encontrar ideias e disciplina para fazer isso na prática.

Da mesma forma, começar a investir é uma instrução muito ampla, já que existem inúmeros tipos de ativos e opções disponíveis.

Mas não se preocupe! A seguir, separamos algumas dicas que vão ajudar você na parte prática de educação financeira. Confira! 

1: Estipule metas ligadas a prazos

É muito difícil estipular o melhor caminho até seus objetivos, se você não souber onde deseja chegar — e quando.

Portanto, é fundamental estabelecer metas e prazos para manter a disciplina, motivação e organização.

Seu objetivo pode ser quitar dívidas, juntar dinheiro para uma viagem ou, simplesmente, aumentar seu patrimônio em um valor específico.

2: Entenda a diferença entre preço e valor

Essa é uma diferença importante: preço é o quanto você paga por um produto ou serviço (ou, até mesmo, por um ativo). Valor, por sua vez, está relacionado ao retorno obtido pela compra.

Por exemplo, se um sapato é mais caro, mas dura por mais tempo, seu valor compensa o preço. Agora, se você compra um sapato caro, mas que você utiliza apenas duas vezes, o valor desse produto foi muito baixo.

A distinção entre esses dois conceitos é fundamental na hora de economizar ou cortar custos.

3: Leia as informações disponíveis atentamente e procure tirar dúvidas

Você sabe quanto paga de juros em seu cartão de crédito? Já verificou quais as taxas mensais cobradas pelo seu banco? Ou você até mesmo sabe quanto sua corretora cobra pela corretagem dos seus ativos?

Todas essas informações estão disponíveis, basta procurar. É importantíssimo se acostumar a buscar esse tipo de dado antes de tomar decisões com seu dinheiro.

Essa dica também vale para as descrições de regras de fundos de investimento, ou até mesmo para tipos de ativos que você ainda não conhece.

Por exemplo, uma coluna em uma revista de economia recomendou um fundo de ações, mas você não sabe como essa modalidade de investimento funciona.

É imprescindível pesquisar e ler tudo que você conseguir sobre isso, até que não existam mais dúvidas a respeito. 

4: Informe-se sobre o mercado financeiro em fontes confiáveis

Falando em colunas de revistas sobre economia, é muito importante estar antenado sobre as tendências e últimas notícias do setor.

Claro, o cenário político e social também causa grande impacto no mundo financeiro. Portanto, é sempre bom estar informado também sobre essas áreas.

Mas, atenção: é preciso buscas fontes confiáveis e sérias. Os clientes da Warren recebem mensalmente a Warren Magazine, com um resumo prático dos principais acontecimentos do mês, junto com a performance mensal dos nossos produtos.

Conclusão

A educação financeira é o primeiro passo e a mais importante etapa no início de sua caminhada rumo à independência financeira.

Afinal, é muito mais fácil tomar decisões quando você tem à sua disposição toda a informação que precisa para avaliar suas opções.

A importância em possuir essa informação não se limita ao mundo dos investimentos.

A educação financeira irá ajudar na organização do orçamento doméstico, no desenvolvimento infantil e até mesmo na conquista de alguns sonhos que pareciam distantes em um primeiro momento.

Que tal continuar aprimorando seu conhecimento sobre educação financeira? Leia esses outros artigos que separamos para você:

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