Como superar o conflito de interesses: com Tito Gusmão e Marcelo Maisonnave

Nesta quarta-feira, nosso CEO, Tito Gusmão, e nosso Diretor Executivo, Marcelo Maisonnave, realizaram uma transmissão ao vivo no Instagram para comentar os modelos de atuação do mercado financeiro brasileiro e como superar o conflito de interesses nesta realidade.

A falta de transparência na atuação de grande parte das instituições financeiras do Brasil tem sido o assunto do momento nas últimas semanas. 

Se você nos acompanha por aqui, já sabe que o conflito de interesse nunca fez parte do DNA da Warren. Agora, é o momento de entender como superar o conflito de interesses e projetar quais serão os próximos movimentos da indústria nesse sentido.

Na Live, Tito e Marcelo começaram reforçando a diferença entre o modelo commission-based, no qual é cobrada comissão em cima de produtos sugeridos e o modelo fee-based, no qual é cobrada uma taxa única para a gestão do patrimônio do cliente.

“O nosso modelo, aqui na Warren, é o fee-based, modelo que os super-ricos têm acesso e investem. A diferença é que nós democratizamos: utilizando muita tecnologia para entregar em escala e, com isso, permitimos que mais pessoas tenham acesso a um modelo alinhado pagando valores menores do que os family offices costumam cobrar”, reforçou Tito.

O holofote que este tema ganhou nas últimas semanas é benéfico por trazer uma reflexão tão importante para o mercado. Marcelo aponta, no entanto, um problema dentro desta discussão:

“O problema foi que essa polêmica acabou generalizando a questão em relação a atuação dos agentes autônomos de investimento, falando de forma pejorativa deles. Hoje, temos uma massa de 10 mil assessores de investimento no Brasil, que fazem um trabalho incrível na entrega dos melhores produtos, mas acabam atuando em um modelo de remuneração errado e que dá espaço para o conflito de interesses’, explicou.

Marcelo reforçou que existe, cada vez mais, uma necessidade de evolução no mercado. Já há algum tempo existem plataformas abertas, como a da Warren, que dá acesso a mais produtos para o investidor. 

O que falta (ou faltava), ainda, é um modelo de distribuição transparente mais difundido pelo mercado, sem conflito de interesses e sem cobrar comissão e taxa de rebate em cima de produtos.

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A importância da regulação para superar o conflito de interesses

Marcelo trouxe um ponto muito relevante para que a discussão de como superar o conflito de interesses saia do campo da reflexão: a regulação por parte dos órgãos oficiais.

O modelo de consultor de valores mobiliários, desenhado pela CVM em 2017, ainda é relativamente novo no país mas, de acordo com Tito e Marcelo, com certeza é o que será difundido nos próximos anos e no futuro.

“Nos Estados Unidos, por exemplo, dois terços da indústria já operam no modelo fee-based, na figura do RIA (Registered investment advisor). Ontem, inclusive, a SEC, que é a “CVM americana”, lançou uma nova regulamentação sobre sugestão de produtos em cima de interesses dos clientes”, trouxe Tito.

De acordo com Marcelo, existem três questões que, combinadas, farão o modelo fee-based dominar o mercado em relativamente pouco tempo:

1. Benefício para o investidor

“O investidor percebe o benefício de um modelo sem conflito na hora que começa a utilizar. A transparência de um serviço é muito importante e, em um mundo cada vez mais digital, uma pessoa satisfeita influencia a outra rapidamente”, apontou Marcelo.

2. Transformação do mercado

A Warren vem atuando neste modelo desde o início e tem duas grandes missões no longo prazo: fazer o brasileiro investir em bons produtos e disponibilizar estes produtos em um modelo transparente e alinhado com o cliente

Neste sentido, Tito e Marcelo celebram que o mercado tem respondido aos estímulos e refletido em relação aos modelos de atuação cada vez mais ultrapassados.

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“Temos disseminado essa cultura com afinco e os nossos parceiros tem ajudado. É importante o mercado estar acompanhando este movimento”, pontua Marcelo.

3. Mudança na regulação

“O terceiro motivo, que acredito que será o movimento final de consolidação do modelo fee-base, é a mudança na regulação. Estamos esperando uma audiência pública sobre o modelo comissionado, a CVM já se pronunciou sobre isso e teremos um audiência em breve. Nesse sentido, tenho confiança de que a CVM fará um movimento regulatório para eliminar o conflito de interesses no mercado”, projetou Marcelo.

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E a transformação, ocorre quando e como?

Entendemos que esta é uma mudança estrutural que precisa ser feita no Brasil e que trará benefício para todos. 

Tito e Marcelo concluíram a transmissão apontando as necessidades de que se continue falando sobre isso e trazendo novas soluções para o investidor no Brasil: não somente a reflexão por parte das instituições mas a necessidade cada vez maior de que exista regulação em cima da atividade.

“Hoje o país está refém de um modelo de negócio que limita as opções dos investidores e isso está mais do que na hora de mudar”, concluiu Marcelo. 

Quer entender como superar o conflito de interesses na prática? Abra sua conta na Warren.

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