Conflito de interesses na prática: o alto custo da “assessoria grátis”

Não faz muito sentido ir a um supermercado e perguntar ao gerente qual o melhor produto da loja, nem ir a uma farmácia e perguntar ao farmacêutico qual o melhor remédio à venda. 

É fácil compreender que as respostas dessas perguntas vão depender da necessidade de cada pessoa, não é mesmo? 

Mas quando se trata de finanças, isso ainda não é óbvio para muita gente.

Antes da internet, era comum as pessoas chegarem a uma cidade desconhecida e perguntar ao taxista onde tinha um bom restaurante. 

A resposta vinha certeira, ele conhecia a melhor opção – ótima comida, preço camarada, atendimento de primeira e ambiente excelente. 

Na verdade, era o restaurante que pagava comissão ao solícito taxista por cada cliente indicado. Geralmente era uma grande furada.

No mundo dos investimentos, ainda acontece uma coisa semelhante. É comum as pessoas perguntarem qual a melhor opção do momento. 

Ora, um especialista em investimentos sério vai prontamente dizer que não existe melhor produto financeiro, existe sim um produto adequado para cada pessoa e cada objetivo.

Encontrando o investimento adequado para você

Quando vamos investir, sempre temos que fazer uma escolha entre três atributos: liquidez, risco e retorno. 

Se você receber uma proposta de investimento de elevado retorno, baixo risco e elevada liquidez, você estará diante de uma fraude. Simples assim. 

Ou talvez quem lhe faz a proposta esteja na posição do taxista que recebe a comissão para indicar o restaurante.

O mercado financeiro tem inúmeras opções de investimentos que combinam diferentes graus de risco, retorno e liquidez. 

Por esse motivo é que se recomenda a divisão dos investimentos em três reservas: imprevistos, sonhos e aposentadoria.

  • A reserva de imprevistos precisa ter elevada liquidez e não deve correr riscos, por isso ela tende a ter baixa rentabilidade.
  • A reserva de aposentadoria pode renunciar à liquidez e correr riscos, logo, pode buscar elevada rentabilidade.
  • A reserva de sonhos é um pouco mais complexa. Se o sonho é de curto prazo e inadiável, como uma festa de casamento, a reserva não deve correr riscos, mas pode prescindir da liquidez até a data em que o dinheiro será necessário. Se é um sonho de longo prazo e sem data fixa para ocorrer, como um ano sabático, então você pode renunciar à liquidez e correr riscos em busca de maior rentabilidade. 

Mesmo com essas grandes diretrizes, ainda não é fácil escolher o produto financeiro. 

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Entenda os modelos de remuneração no mercado financeiro 

Em um passado recente, os grandes bancos vendiam apenas seus próprios produtos. 

Para investir, você precisava ir a uma agência e falar com o gerente, que indicava apenas produtos disponíveis na instituição.

Ele era remunerado pelo banco e indicava investimentos do interesse de quem pagava seus salários. Por isso era, e ainda é, tão comum a recomendação de títulos de capitalização.

A internet possibilitou o surgimento das corretoras e das plataformas abertas de investimentos

Nas plataformas abertas, as corretoras vendem produtos que não necessariamente são montados ou geridos por elas. 

Com o sucesso dessas plataformas, os grandes bancos em seus segmentos de alta renda também passaram a vender produtos de outras instituições.

Assim, as opções de investimentos se multiplicaram. Só que ter muitas opções não nos garante a melhor escolha. 

Os investidores frequentemente ficam perdidos entre tantas possibilidades, e muitos ainda esperam alguém para lhes auxiliar nesse momento.

Para resolver o problema, as corretoras substituíram o gerente, que recebia salários, pelos agentes autônomos de investimentos, que são remunerados por uma comissão pelos produtos que vendem

Trocamos seis por meia dúzia, não é verdade?

Quando é atendido por um gerente de banco ou por um agente autônomo de investimentos, o cliente teoricamente não está pagando para ter assessoria financeira. Mas quem trabalha precisa ser remunerado. 

Quando levamos nosso carro em uma oficina, acreditamos que serão indicados para a manutenção aqueles itens necessários para o bom funcionamento do carro.  

Agora, se o mecânico for remunerado pela quantidade de peças que vende, isso é grave, pois ficamos sem saber se estamos efetuando a manutenção daquilo que é recomendável para o carro ou para a comissão do mecânico. 

Isso é o que chamamos de conflito de interesses.

Este é o problema com o sistema de pagamento de comissões, o chamado commission based: pode ser que o cliente receba a recomendação do produto que paga a maior comissão, não do que é indicado para o seu caso.

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Como driblar o conflito de interesse ao investir

A fim de evitar o conflito de interesse na recomendação de produtos, existe o modelo de cobrança de um percentual fixo sobre o patrimônio dos clientes, o chamado fee based. 

Essa é a forma de cobrança utilizada nos serviços de gestão de grandes fortunas nos private banks e nos family offices

Esse modelo de cobrança que só era disponível para quem tinha grandes fortunas foi democratizado pela Warren

Hoje, independentemente do valor aplicado, cobramos sobre o patrimônio do cliente um percentual fixo, que começa em 0,7% ao ano e cai para 0,5%, dependendo do montante investido.

Em todos os produtos próprios da Warren, a taxa de administração é zero. Em produtos de terceiros, a Warren devolve todo o valor que recebe como comissão direto na conta do cliente. É o chamado cashback

Nossos clientes têm certeza de que seus interesses e os da Warren estão perfeitamente alinhados

O modelo de cobrança não é um mero detalhe, pois garante que você só receba recomendações de produtos adequados aos seus objetivos, e não dos que pagam maiores comissões. 

E você, vai continuar acreditando na “assessoria grátis”? Pense bem. 

Abrindo uma conta na Warren, você investe nos produtos mais indicados para o seu perfil de investidor, com base nos seus objetivos, e paga até três vezes menos por isso.

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