Os riscos de recessão econômica no Brasil em função do coronavírus

Saiba mais sobre o cenário atual da economia brasileira com a pandemia do coronavírus

Sabemos o quanto pode parecer repetitivo começar os textos assim, mas realmente o mundo inteiro vive uma crise em função do coronavírus.

É uma crise geral de saúde pública, que tem trazido à tona debates em relação ao tempo de reação dos governos e às possibilidades de cada país de conter a pandemia.  A pandemia tem mostrado uma escalada muito grande do número de infectados, o que acaba trazendo um impacto profundo e imediato na saúde pública mundial. É isso que diferencia esta crise de outras que a humanidade viveu nos últimos 100 anos.

E, como consequência, tem causado uma grande crise econômica. E esta está apenas começando, pois mesmo com o controle da doença, os impactos econômicos da pandemia serão sentidos, ainda, por um certo tempo. Será que viveremos um novo período de recessão na economia brasileira?

Cenário econômico atual no Brasil

Conforme Bruno Panerai, um dos nossos especialistas em investimentos, o Brasil acaba sendo um pouco mais vulnerável aos impactos econômicos do coronavírus em função de estar vindo de um cenário de recuperação da recessão de 2014.

“Isso, juntamente com outros fatores externos acabam influenciando para que a Bolsa Brasileira tenha mostrado uma queda tão vertiginosa. Além disso, diversos ativos têm sido afetados, não só o mercado de açẽes, mas também o mercado de crédito, por exemplo, que usualmente é mais protegido”, aponta.

Além disso, a economia brasileira é extremamente dependente de commodities. Além de sermos um país emergente, a população tem baixo poder de compra e uma grande parcela está endividada.

Conforme pode ser conferido no gráfico abaixo, o movimento de baixa é bastante similar a 2001 e 2008, quando a economia mundial sofreu, respectivamente com o atentado às torres gêmeas, em NY, e a crise do subprime, o mercado imobiliário americano.

Este é um gráfico de barômetro econômico. Você sabe o que é isso?

Os barômetros econômicos são indicadores de um sistema criado pelo Instituto Econômico KOF da ETH Zurique, na Suíça, e a Fundação Getúlio Vargas, com sede no Rio de Janeiro, Brasil, formado pelo barômetro coincidente e barômetro antecedente.

O sistema é formado pelo barômetro coincidente e o barômetro antecedente

– Barômetro coincidente reflete o estado atual da atividade econômica e engloba mais de 1.000 séries temporais diferentes.

– Barômetro antecedente é emissor de um sinal cíclico cerca de seis meses à frente dos desenvolvimentos da atividade econômica real e considera mais de 600 séries temporais.

PIB

A projeção para o PIB brasileiro em 2020, até a semana passada, era de um crescimento de 1,48%. Nesta segunda-feira, 30 de março, o relatório Focus anunciou que a expectativa, agora, é de contração de 0,48%. Para o ano que vem, a estimativa foi mantida em 2,50%.

De novo, o fato do país ainda não ter se recuperado da última recessão é um complicador nesta questão. A perda acumulada do PIB foi de 8,1%.

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Quais são os riscos de recessão?

A definição mais estrita de recessão é quando ocorrem dois trimestres consecutivos de contração. Porém, é possível que definições mais livres considerem que as fortes contrações que serão vistas no segundo trimestre de 2020 já possam ser um indicativo de recessão. 

O comitê do National Bureau Pesquisa Econômica tem uma abordagem mais ampla e define recessão como um “declínio significativo da atividade econômica de forma ampla na economia, durando mais do que alguns meses”. Ou seja, facilmente a retração que iremos experimentar poderia ser considerada recessiva.

Se o efeito for mais duradouro do que apenas um ou dois trimestres, é possível –  mesmo em uma definição estrita – entrarmos em recessão no mundo.

E agora?

Ainda que as perspectivas sejam um pouco duras, queremos reforçar que é importante tentar manter a calma em meio à volatilidade que as bolsas têm apresentado e manter a sua estratégia inicial de investimentos. Queremos, também, relembrar que é preciso ter foco no longo prazo em se tratando do mercado de ações.

Nosso CEO, Tito Gusmão, escreveu sobre as quedas da bolsa aqui no blog e você pode clicar aqui para conferir o texto completo. Mas vamos trazer algumas palavras dele aqui:

Insisto. Fique calmo e siga a estratégia. São nestes momentos que as ações passam das mãos dos apressados para as mãos dos pacientes e que no longo prazo terão muito mais performance. 

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