ESG: o que são e como funcionam os fundos ESG

ESG é a sigla para Environmental, social and corporate governance, uma sigla utilizada para designar empresas e investimentos preocupados com a sustentabilidade e o impacto social.

Assim, os fundos ESG são aqueles que compõem seus portfólios considerando empresas preocupadas com fatores ambientais, sociais e de governança

Fundos como o Warren Equals e Warren Green, por exemplo, reúnem empresas com esses diferenciais, e vêm entregando uma performance superior ao benchmark, mesmo que o período analisado seja curto — por enquanto.

Mas seria o ESG apenas uma moda passageira e uma forma de atrair os holofotes das mídias especializadas? O que é, de fato, uma empresa ESG? Como funcionam os fundos ESG na prática?

Foi para sanar estas e outras dúvidas que montamos este artigo. 

Aqui, vamos passar pelos seguintes tópicos:

  • O que é ESG
  • O que significa um investimento ESG
  • Como os fundos ESG escolhem as empresas
  • Investir em fundo ESG vale a pena?
  • Por que o ESG virou tendência nos últimos anos?
  • Fundo Warren Green é ESG

Antes de prosseguir, uma informação instigante: de acordo com a pesquisa The ESG Global Survey 2019 da BNP Paribas, o número de investidores e administradores de fundos que investem, ao menos, um quarto de seus portfólios em ESGs passou de 45% para 75% em 2019.

Quer entender por que os investimentos ESG chegaram para ficar? Acompanhe!

O que é ESG

Entenda o que são os fundos ESG, ilustração

ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, indicando empresas que estão atentas aos impactos que provocam no meio ambiente e na sociedade. Na prática, a sigla ESG vem sendo utilizada para designar empresas que são “amigas do meio ambiente”, que possuem ações sociais e que não toleram deslizes de governança.

Tudo a ver com o investimento com mentalidade de sócio, concorda? 

Na prática, a sigla ESG virou um critério utilizado por investidores e por fundos de investimento para escolher as empresa que vão compor o portfólio. Como as questões ambientais, sociais de governança estão cada vez mais presentes no dia a dia, o investimento em companhias que atendem esses critérios seria uma maneira de buscar um “retorno ajustado à ética”.

Para ser considerada ambientalmente consciente, uma empresa deve ter um bom desempenho operacional enquanto mitiga ou elimina seus impactos negativos na natureza.

O fator social leva em consideração a gestão de relacionamento com empregadores, fornecedores, clientes e comunidade local afetada por sua operação.

Por fim, a governança considera as ações de liderança, transparência, regime de auditorias, políticas anticorrupção, controles internos alinhados com o compliance e garantia dos direitos dos acionistas, principalmente os minoritários.

Vamos nos aprofundar nesses critérios para entender melhor?

SAIBA MAIS | 

10 Princípios do Pacto Global para o desenvolvimento sustentável integral

Uma das bases que fundamentam o índice ESG é o Pacto Global para o desenvolvimento sustentável integral. 

Seus 10 princípios, são:

  1. Respeito e proteção aos direitos humanos reconhecidos internacionalmente;
  2. Garantia de que a empresa não participa da violação dos direitos humanos;
  3. Apoio a liberdade de associação e o reconhecimento à negociação coletiva;
  4. Eliminação completa e absoluta do trabalho forçado ou compulsório;
  5. Abolição do trabalho infantil;
  6. Eliminação de discriminações no trabalho;
  7. Apoio preventivo aos desafios ambientais;
  8. Criação de iniciativas para promover maior responsabilidade social;
  9. Incentivo às tecnologias ambientalmente amigáveis;
  10. Combate à corrupção em todas as suas formas.

Você consegue perceber a relação entre esses 10 princípios e os critérios ESG, certo?

Ao usar esses critérios e princípios para analisar as empresas, o investidor e as administradoras de fundos de ações podem separar aquelas que realmente cumprem esses requisitos daquelas que praticam o greenwashing.

Como você deve imaginar, greenwashing é um disfarce ou maquiagem que empresas fazem para parecerem ambiental e socialmente conscientes e, a partir disso, conseguirem benefícios como valorização da marca ou isenções tributárias.

Considerando o ESG como índice, ao tomarem esse tipo de posicionamento, elas estão infringindo o último critério, da Governança, por estarem sendo antiéticos, certo?

Além da sigla ESG, aqui no Brasil você também vai ver fundos sendo nominados como ASGs, que é o mesmo que Ambientais, Sociais e de Governança. A seguir vamos explicar o que isso funciona na prática.

O que significa um investimento ESG

Investimentos ESG são aquelas aplicações em ativos que atendem parte ou integralmente os critérios ambientais, sociais e de governança que o mercado tem utilizado.

Outras nomenclaturas também podem ser utilizadas como sinônimos, como:

  • Investimento sustentável;
  • Investimento responsável;
  • Investimento de Impacto Social;
  • Investimento ético;
  • Títulos verdes, ou green bonds nas bolsas estrangeiras.

É comum que ações na Bolsa de Valores ou fundos de investimentos que compõem seus portfólios com esse tipo de ativo sejam avaliados segundo os parâmetros ESG.

Isso porque é possível combinar uma estratégia de investimento em renda variável priorizando empresas com as características ESG. Ele acaba sendo um filtro a mais no momento de selecionar os ativos para a sua carteira.

Ao avaliar um investimento seguindo os critérios ESG, o investidor também pode minimizar os riscos do investimento, já que tais empresas e suas ações tendem a ser menos suscetíveis à corrupção, danos ambientais ou questões trabalhistas.

Em outras palavras, não se trata apenas de um posicionamento ou filosofia que o investidor acredita, mas um posicionamento estratégico que vai priorizar ações e empresas que têm potencial de crescimento sustentável e valorização no longo prazo.

Critérios ESG nas categorias de investimentos e instituições do mercado financeiro

É verdade que os critérios ESG são mais eficientemente aplicados nos ativos de renda variável, mas isso não significa que eles não sejam importantes para outros players do mercado financeiro.

Setor público

Além de constantes debates sobre o tema, o setor público trabalha seguindo resoluções que tratam do assunto. Um exemplo vem do Conselho Monetário Nacional (CMN), que tornou obrigatória a adoção do PRSA (Política de Responsabilidade Socioambiental) para todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.

B3

A B3 participa de várias iniciativas sobre o tema ESG e possui índices compostos por ações de empresas que seguem tais critérios, dando mais visibilidade aos papéis ESGs.

Setor privado

Empresas, associações e federações como a Febraban também contam com proejtos que buscam um desenvolvimento individual e coletivo sobre o assunto.

Esse tema pode até parecer recente para alguns investidores, mas já está enraizado nas estratégias no mercado exterior e, como se vê, é cada vez mais relevante para investimentos aqui no Brasil.

Como os fundos ESG escolhem as empresas

Escolher ações para compor um fundo ou uma estratégia particular fazendo stock picking na Bolsa de Valores não é uma tarefa simples: exige tempo, dedicação, estudo e muito conhecimento para as análises criteriosas.

Quando essa seleção deve obedecer um padrão, como no caso das ESG, as análises são ainda mais detalhadas.

Não basta mais excluir empresas que apostam em energia de combustíveis fósseis ou fabricantes de cigarros, usando o chamado filtro negativo. As administradoras de fundos agora usam avaliações de certificadoras e conceitos como a materialidade do negócio.

Materialidade

Materialidade é o processo de construção do conceito ESG no negócio, a forma como eles serão apresentados para o mercado, quais são os riscos associados aos critérios, potencial de investimentos, dentre outros.

Usando os temas materiais, portanto, as administradoras de fundos podem avaliar o potencial de uma ação nos critérios ESG.

Estratégias de escolha de empresas para o fundo ESG

O método de materialidade tem uma série de desdobramentos estratégicos realizados pelos fundos ESG no momento da escolha das empresas que farão parte do portfólio, como:

  • Filtro positivo: validando todas as ações de empresas que atendam os critérios ESG;
  • Investimentos temáticos: filtra as ações que atendam os requisitos ESG de algum evento específico, por exemplo, ações de empresas que atuam na redução da emissão de CO2;
  • Best-in-class: é uma melhoria do filtro positivo já que, depois de mapear as empresas que atendam os critérios ESG, realiza um ranking das melhores entre elas considerando outro fator que seja relevante para o fundo;
  • Investimentos de impactos: selecionam empresas que têm projetos focados na geração de melhorias sociais e ambientais e, para validar seus posicionamentos, possuem metas e indicadores específicos para os resultados ESG;
  • Integração ASG: quando esses critérios são inseridos na análise financeira de uma empresa. Além disso, mostra como a presença ou ausência de projetos ligados às áreas ambiental, social e de governança pode influenciar no seu perfil de risco ou geração de lucros no futuro.

Ainda podem ser considerada, na hora da escolha das empresas, a análise das dívidas do negócio, avaliando se a capacidade financeira da empresa pode impactar seus resultados de longo prazo. 

Além disso, pode-se citar também:

  • Prazo: alguns critérios ESG podem ter mais relevância no médio ou longo prazo;
  • Rentabilidade: considerando o desempenho de outras empresas igualmente classificadas como ESGs;
  • Forecasts: considerando como os novos investimentos afetarão a gestão financeira e comercial do negócio;
  • Simulação de cenários extremos: critério utilizado em determinados setores para identificar quais fatores ESGs serão mais relevantes.

Com tantos critérios e estratégias, já dá para concluir que não se trata apenas de um modismo, certo?

Mas, a pergunta que o investidor também deve fazer é: investir em fundos ESG vai ajudar a realizar as metas financeiras

A seguir, vamos trazer alguns dados de performance para tirar essa dúvida.

Investir em fundo ESG vale a pena?

Saiba se vale a pena investir em fundos ESG, ilustração

Essa é uma pergunta frequente quando falamos em investimentos em empresas ESG. Até que ponto essas empresas trazem uma rentabilidade significativa para os investidores e acionistas?

Será que investir em empresas ESG significa abrir mão da rentabilidade?

A resposta é simples: não.

A valorização de um ativo está diretamente ligada ao seu desempenho atual e potencial futuro, concorda?

Nesse sentido, uma empresa que atende os critérios ESG também está preparada para trazer retornos aos acionistas, como vários estudos e alguns números podem ajudar a comprovar.

Um levantamento feito por Eccles, Ioannou e Serafaim em 2014 mostra que o desempenho de 90 empresas que adotaram critérios ESG desde 1990 foi melhor que as demais do mesmo setor presentes, no mercado acionário.

Outro estudo, agora de Shan, Fu & Zheng realizado em 2016 mostra que empresas que adotam políticas de equidade de gênero tem melhores índices de produtividade, retenção de talentos humanos e, por consequência, maior potencial inovador.

E, o que a mistura de produtividade, profissionais talentosos e ambiente inovador proporcionam? 

Melhores resultados e, por consequência, maior valorização de suas ações.

Essa é a premissa da escolha das ações do Warren Equals. Quer saber mais sobre ele?  Conheça o Fundo Warren Equals FIA.

Investir em fundos ESG, portanto, não se trata apenas de aplicar seus recursos em empresas e fundos que tenham os mesmos princípios éticos e morais do investidor.

Existe um componente diretamente ligado à performance e potencial de valorização dos seus ativos que tornam a estratégia ESG muito inteligente e recomendada para compor o portfólio de quem investe para o longo prazo.

Por que o ESG virou tendência nos últimos anos

Aqui, a resposta é mais simples do que parece: tudo uma questão de reação em cadeia. 

Nos últimos anos, os consumidores estão mais conscientes para fazer seus investimentos. Por isso, preferem empresas que estejam alinhadas com seus princípios.

Além disso, para que as empresas possam conquistar seu público, fazem adaptações em seus processos e matérias-primas para atender às novas necessidades e preferências do mercado.

Mas os interesses de uma empresa em se tornar ESG não se limitam ao relacionamento com o consumidor.

Entre outros benefícios que uma empresa pode somar ao tornar-se verdadeiramente ESG, podemos citar:

  • Otimização da produção: considerando a escolha de matérias-prima mais econômicas, contratação de talentos locais e outras políticas ESG que reduzem seus custos e otimizam seus processos;
  • Melhoria da imagem no mercado: esse é um tema de relevância na atualidade, que interessa seus consumidores e também outras mídias, que acabam promovendo o negócio gratuitamente;
  • Validação para fornecimento: algumas instituições públicas e multinacionais, também atentas aos critérios ESG, exigem que seus parceiros estejam alinhados com suas diretrizes;
  • Novo mercado: empresas que conseguem superar suas metas de sustentabilidade podem vender seus créditos para outras instituições, como é o caso do crédito de emissão de carbono;
  • Isenções e incentivos fiscais: considerando os impactos sociais e ambientais que as mudanças para um padrão ESG podem proporcionar.

Outro ponto interessante que eleva o status das ESGs é que seus negócios buscam nas novas tecnologias as respostas para problemas ambientais, sociais e de governança.

Assim, elas tendem a ser inovadoras, escaláveis e com potencial de crescimento para os próximos anos. Tudo que um investidor deseja, não é mesmo?

Em um panorama divulgado no Guia ASG ANBIMA de 2020, alguns dados mostram porque o ESG tem se tornado cada vez mais relevante para as escolhas dos fundos de investimentos.

O relatório mostra que 21,36% das empresas indicam terem investimentos responsáveis e 27,18% têm documentações sobre o tema. A maioria das empresas no Brasil usa a estratégia “best-in-class”, 46,91%, seguido por 41,98% de filtros negativos.

Ou seja: para empresas que querem buscar recursos na Bolsa de Valores fazendo IPO ou oferta de follow-on, apostar nos critérios ESG pode ser uma forma de valorizar sua ação e atrair atenção dos grandes investidores.

Fundo Warren Green é ESG

Agora que você já conhece o que é uma empresa e um investimento ESG, podemos apresentar o fundo Warren Green com embasamento.

É claro que, como em todos os outros fundos que lançamos, nos dedicamos a superar o benchmark. Mas, com o Warren Green, existe uma satisfação maior em saber que estamos apoiando negócios conscientes e, ao mesmo tempo, gerando resultados para nossos investidores.

O Warren Green oferece tudo isso, afinal de contas, no checklist de atenção às causas ambientais, sociais e de Governança, ele gabarita em todos os aspectos:

  • Retorno ajustado à ética: foca no desempenho do investimento, mas focando na responsabilidade;
  • Composição de portfólio inteligente: 70% em ações brasileiras, 20% em ETFs do exterior e 10% BDRs (Brazilian Depositary Receipt).

Para escolher essas ações, usamos as melhores certificações, como o índice Warren Green, Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), Índice de Governança Corporativa (IGC), Índice Carbono Eficiente (ICE), além do score ESG da Reuters para ações internacionais.

Como os nossos outros fundos, o Warren Green não tem cobrança de taxa de administração nem de performance.

Por falar em performance, é importante saber que o benchmark do nosso ESG green é superar o Ibovespa e MSCI Global, que representa a performance das ações de médias e grandes empresas de países desenvolvidos.

Até aqui, a estratégia vem gerando muito valor aos acionistas, como mostram os resultados de agosto de 2020:

Aqui, o adendo de sempre: rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, e nós recomendamos que os seus investimentos sejam diversificados dentro de um portfólio adequado ao seu perfil de risco.

Então, gostou da ideia de investir em um fundo ESG por todas as vantagens que ele traz? 

Para começar, é só criar a sua conta na Warren.

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