Hedge: o que é e como utilizar essa estratégia nos seus investimentos

Hedge é uma expressão comum no mercado financeiro. No entanto, muitos investidores ainda não sabem o que ela significa. Como é uma das mais importantes estratégias de proteção, é fundamental aprender um pouco mais sobre o hedge.

Pensando nisso, criamos esse artigo. Aqui, você irá encontrar o necessário para entender melhor o que é hedge. Dessa forma, você conseguirá entender a importância dessa estratégia e como aplicá-la sem erros na proteção de sua carteira de investimentos. 

Neste artigo, iremos tratar sobre: 

  • O que é hedge?
  • Principais tipos de hedge
  • Como utilizar o hedge em seus investimentos?
  • Quais as vantagens e desvantagens do hedge?
  • Erros comuns ao utilizar o hedge
  • Invista de forma eficaz e prática com a Warren

Boa Leitura!

O que é hedge?

Entenda melhor o conceito de hedge, ilustração

Hedge é uma estratégia de proteção, aplicada no mercado financeiro. Como você deve saber, todo ativo possui algum tipo de risco. Não é possível prever com exatidão o comportamento do mercado. Por isso, é importante tomar medidas para se proteger de prejuízos. 

A palavra hedge tem origem na língua inglesa, e significa “cobertura, cerca ou limite”. Ou seja, trata-se de uma forma de “cercar” a aplicação, limitando o preço dos ativos. Portanto, é uma ferramenta de proteção contra grandes oscilações nos valores. 

O hedge é uma estratégia voltada, especificamente, para títulos de renda variável, principalmente para proteger operações expostas a uma alta taxa de volatilidade. 

Essa estratégia surgiu da necessidade dos produtores de fixar um preço de venda para seus produtos. Assim, eles se protegiam da oscilação do mercado, garantindo o lucro com a safra ou lote.

Como o hedge funciona?

Historicamente, as operações de hedge são utilizadas, principalmente, por produtores agrícolas. Assim, eles podem se proteger da forte oscilação do preço dos commodities no mercado. No entanto, essa não é a única aplicação da estratégia. 

Em um contrato de hedge, o valor da mercadoria, ação, título ou taxa cambial é fixo. Dessa maneira, ambas as partes na negociação concordam com um preço, que deve ser cumprido no prazo estipulado.

Portanto, mesmo que haja queda ou valorização do ativo em questão, o valor de referência para o negócio não será alterado. 

No Brasil, a prática de hedge é regulamentada pelo CMN – Conselho Monetário Nacional. A estratégia é permitida para proteção dos negócios, sendo vetadas operações feitas apenas por razões especulativas, ou seja, aquelas que visam o ganho de capital.

Sendo assim, o hedge não serve necessariamente para obter lucros. Seu objetivo é a fixação do preço, buscando proteger o valor do ativo de qualquer oscilação – para mais ou para menos.

Exemplo de hedge

Que tal entender melhor como funciona o hedge com um exemplo?

Imagine uma empresa exportadora de soja. O preço atual de mercado está bom, mas as análises financeiras da empresa apontam uma possibilidade de queda na demanda nos próximos meses. Consequentemente, é esperado que o valor do produto também caia.

O produtor deseja proteger o valor da safra, garantindo a venda pelo valor de mercado atual. Dessa forma, se o valor cair até o momento da colheita, seu lucro está protegido. Então, lança um contrato de venda futuro, com o preço atual.

Assim, o comprador concorda em pagar, no momento da colheita, a cotação atual do produto. Se o preço da soja realmente baixar, o produtor protegeu o lucro da safra. No entanto, se o preço subir, deixou de obter um lucro maior com seus produtos.

O hedge, portanto, confere maior estabilidade para as negociações. Se houver oscilação dos preços, uma das partes irá se beneficiar. No entanto, em todos os casos, a negociação garante maior previsibilidade de despesas e rendas para ambas as partes.

Principais tipos de hedge

Conheça os diferentes tipos de hedge, ilustração

A estratégia de hedge se provou extremamente eficaz no combate às oscilações no mercado de commodities. Dessa forma, não é de espantar que a prática tenha se espalhado para outras áreas do mercado financeiro. 

Antes, a única ferramenta de proteção era a diversificação, ou seja, possuir muitos ativos em diferentes setores econômicos. Como você deve imaginar, construir uma carteira assim não é rápido, fácil e ou barato.

Por conta disso, foram criados outros tipos de hedge, visando melhorar o manejo de risco para investidores. 

Hedge cambial

O hedge cambial é um dos mais utilizados no mercado financeiro. 

Isso acontece pois o dólar americano é uma moeda forte, utilizada no mundo inteiro. Ou seja, sua extinção ou desvalorização máxima só deve ocorrer depois que outros sistemas cambiais forem à falência. 

Assim, a procura pela moeda aumenta em momentos de incerteza. O hedge cambial é feito através dos ativos da moeda, como os contratos de dólar futuro. Esses são termos de compromisso de compra ou venda do dólar, na cotação atual, mas em uma data futura.

Também existem os títulos cambiais, que são ativos com rendimento atrelado à variação do câmbio. A forma mais comum de investir assim é através de fundos cambiais.

Hedge natural

O hedge natural é comum em ações de exportadoras, nas quais a empresa possui ativos em dólar ou lida diretamente com a moeda.

Quando o real cai em relação ao dólar, esses papéis tendem a valorizar. Isso acontece pois a receita obtida com exportações aumenta – assim como o lucro.

Hedge de commodities

Esse foi o primeiro tipo de hedge a ser utilizado no mercado financeiro. Ele se refere à situação do nosso exemplo anterior – a negociação de commodities para uma data futura com o preço fixo. 

O objetivo é evitar que a lei de oferta e demanda cause oscilações bruscas nos preços. Dessa forma, a estabilidade é protegida, evitando que a escassez de um produto essencial faça com que os preços disparem. 

Vale também entender o que são commodities. São produtos que não sofreram grandes processos de alteração e podem ser armazenados. Eles são divididos em quatro principais categorias: 

  • minerais: como petróleo, ouro e minério de ferro;
  • financeiras: como o real, euro e dólar;
  • ambientais: como água, madeira e energia;
  • agrícolas: como a soja, trigo, café e milho.

Hedge em ações

Para minimizar os riscos de investir em ações, existe o hedge em opções de compra e venda. Ações e opções são dois ativos que possuem relação inversa (quando um sobre, o outro cai).

Assim, o investidor que tem uma ação e sua opção pode se proteger de prejuízos. Esse tipo de hedge parece simples, mas deve ser cuidadosamente planejado para funcionar. 

Fundos de hedge

Os fundos de hedge, também conhecidos como fundos de cobertura, são um tipo de fundo de investimento que se dedicam à estratégia de hedge. 

Eles funcionam como outros fundos: o investidor compra cotas. Assim, o dinheiro de diversos investidores é utilizado pela gestão, com o objetivo de investir em ativos de proteção.  

Como utilizar o hedge em seus investimentos?

Aprenda a usar o Hedge nos seus Investimentos, ilustração

Com os diferentes tipos de hedge, existem também inúmeras formas de utilizar a estratégia para proteger seus investimentos. A melhor escolha depende tanto do seu perfil e objetivos quanto da composição atual do seu patrimônio.

O hedge é uma estratégia indicada para investidores conservadores, ou aqueles que estão amplamente expostos à Bolsa. Ou seja, se sua carteira contém muitas ações e outros ativos voláteis, o hedge pode ser uma boa ideia. 

Um bom exemplo de hedge é o investimento em câmbio. Certamente você já notou esse padrão no mercado financeiro: quando a bolsa cai, o dólar, o euro e o ouro valorizam. 

Outra estratégia comum é a venda de ativos que representam a volatilidade do mercado. Por exemplo, o contrato futuro de índice, ou a ETF BOVA11. Assim, caso haja desvalorização das ações na sua carteira, você está protegido. 

A compra antecipada de dólar ou euro para garantir a estabilidade dos custos de viagens também pode ser considerada uma operação de hedge. Assim, caso o dólar valorize, você pode vender os contratos e lucrar ao invés de ter prejuízos imprevistos com as férias.

Quais as vantagens e desvantagens do hedge?

O principal benefício do hedge já deve estar claro para você: ele confere mais estabilidade e segurança para operações na bolsa. Assim, é possível usá-lo para proteger seus ativos e investimentos. 

No entanto, tudo no mercado financeiro tem pontos positivos e negativos. E o hedge não escapa dessa regra.


Sua principal desvantagem é que, como ela limita o risco, também limita o potencial de retorno do investimento. Lembre-se: esses dois fatores estão sempre interligados. 

Vamos retornar ao nosso exemplo para deixar isso mais claro. Suponha que o vendedor de soja assinou um contrato futuro, mas o preço do grão subiu na data de vencimento.

Nessa situação, ele deixou de lucrar com o preço atual do mercado, em troca da certeza de que também não teria prejuízos. 

Assim, a desvantagem do hedge é a mesma que a maioria das estratégias conservadoras de investimento: normalmente estabilidade é obtida abrindo mão do potencial de lucro. 

Erros comuns ao utilizar o hedge

Em essência, o hedge é uma estratégia bastante simples. No entanto, é muito normal encontrar investidores que não se planejam adequadamente. Assim, acabam cometendo alguns erros comuns, que podem ser evitados através de uma organização mais cuidadosa. 

Hedge não é um assunto fácil e até os especialistas do mercado erram de vez em quando. A seguir, você encontra os erros mais comuns de quem tenta aplicar o hedge sem entender completamente como a estratégia funciona.

O momento certo

Como tudo no mercado financeiro, escolher o momento ideal é essencial para que o hedge tenha efeitos positivos. Por exemplo, uma opção de venda tem data para ser exercida. Se o dia passa, ela perde a validade – e o investidor perde seu capital investido.

O outro lado também deve ser avaliado: quem usa sua proteção para sair do jogo cedo demais, pode estar desperdiçando boas oportunidades. 

Aprender a reconhecer os padrões de movimentação do mercado é essencial para se beneficiar do hedge.

A análise do cenário

O hedge existe para proteger o investidor da depreciação dos ativos e de prejuízos financeiros. Assim, se a expectativa é que o preço dos ativos caia, esse é um bom momento para operações de hedge. 

No entanto, se você errar na análise e os ativos valorizarem, você perdeu a oportunidade de lucrar.

A proporção de ativos

No hedge, você investe no que chamamos de ativos seguradores, aqueles que funcionam como proteção contra a oscilação dos seus outros investimentos: os ativos segurados.

Assim, é importante manter uma boa proporção dos dois tipos de papéis na carteira. Não é recomendado investir em mais seguradores do que segurados. Uma analogia é alguém que compra uma apólice de seguro de valor maior que o do bem a ser protegido.

Lembre-se que o hedge é um plano B. Você investe esperando não precisar desse recurso.

Invista de forma eficaz e prática com a Warren

E aí, tirou suas dúvidas sobre o hedge? A verdade é que esse é um assunto complicado e extenso. Por isso, não pare de estudar! 

Agora, se você busca uma maneira mais eficiente e segura de compor uma carteira de investimentos perfeita para seus objetivos, está no lugar certo. Na Warren, você recebe recomendações personalizadas, com base no seu perfil, metas e capital disponível.

É super simples! Basta seguir esses três passos: 

  1. Você cria seu objetivo, como uma reserva de emergência ou a sua aposentadoria, por exemplo. 
  2. Você nos diz qual sua meta, quanto pode aplicar agora e quanto planeja aplicar por mês. Ah, e claro, em quanto tempo quer atingir sua meta. 
  3. Se preferir, você pode dizer quanto precisa conseguir, e em quanto tempo. O Warren calcula os investimentos mensais necessários para você. 
  4. O Warren irá apresentar as melhores opções de investimento para seus objetivos. Você pode aceitar nossa carteira sugerida ou modificar os ativos na edição avançada. 
  5. Pronto! Vamos lembrar você sobre os objetivos definidos para que você mantenha a disciplina nos seus investimentos. 

Agora, é só investir e ver seu patrimônio crescer. Veja nesse artigo o que a Warren faz para proteger seu patrimônio!

Conclusão

Agora você já sabe: o hedge é uma das mais importantes estratégias de proteção para seus investimentos. Essas operações visam mitigar o risco de oscilação e aumentar a segurança de ativos arrojados, como ações e câmbio. 

Se você ainda tem dúvidas sobre isso, não deixe de entrar em contato com a Warren. Nossa equipe está sempre preparada para ajudar você no que for preciso.

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