Linhas de crédito em tempos de coronavírus

Linhas de crédito – Apesar da liberação de dinheiro pelo Governo Federal, empresas têm enfrentado alta de juros e dificuldade para conseguir empréstimos

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Algumas medidas têm sido tomadas para conter os efeitos econômicos da pandemia do coronavírus no Brasil. Na semana passada, o Governo Federal anunciou uma nova linha de crédito de R$ 40 bilhões para financiar salários de funcionários por dois meses.

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, explicou que 85% deste valor será distribuído pelo Tesouro Nacional, através dos bancos públicos (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES) e, o restante, por bancos privados. Além disso, a Febraban, que é a Federação Brasileira de Bancos, anunciou a prorrogação de vencimento de dívidas de pessoas físicas e micro e pequenas empresas (de até 60 dias) para amenizar os impactos do coronavírus.

Entretanto, na prática, está se vendo um aumento das taxas de linhas de crédito, redução de prazos para pagamento, além da dificuldade para liberação de empréstimos. Segundo reportagem publicada no portal UOL, empresas têm reclamado da dificuldade de conseguir empréstimos neste momento e afirmam que, em alguns casos, a prorrogação das dívidas é condicionada a um aumento nas taxas de juros do empréstimo vigente.

O Banco Central já identificou que alguns bancos aumentaram suas taxas de juros e reduziram prazos para novos empréstimos. A Febraban, por sua vez, lançou nota onde afirmava que as condições e juros dos empréstimos varia de acordo com o banco e a sua decisão de avaliar os riscos de cada operação.

O que o empresário que precisa de linhas de crédito pode fazer?

O que quem precisa de linhas de crédito pode fazer, ilustração

Em função das dificuldades e burocracias que estão se apresentando, é preciso ficar atento. Se você precisa contar com essas novas linhas de crédito para a sua empresa:

> Entenda bem os juros e o prazo pedido pelo seu banco. Faça os cálculos para entender o quanto mais você/sua empresa pagará por esse auxílio.

> Estude com bastante racionalidade se as condições vão realmente ajudar no seu caso ou se irão apenas aumentar o seu problema no futuro.

> Encare esse dinheiro como uma ajuda de urgência e não a extensão do seu orçamento.

> Faça um planejamento para evitar pagar o mínimo das parcelas.

Seguindo essas dicas, você se mune de passar por apertos maiores quando tudo isso passar. O importante é não se desesperar e pensar com calma!

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