6 momentos inspiradores na história dos Jogos Olímpicos

O esporte é uma fonte inesgotável de inspiração.

A garra de um atleta ao superar seus próprios limites, o espírito de companheirismo de uma equipe que precisa lutar junta pela vitória, a energia da torcida que compartilha as dores e as conquistas dos seus ídolos… 

De alguma forma, o esporte parece despertar o que há de melhor em nós — e isso tudo fica ainda mais claro ao olharmos para as Olimpíadas.

Aproveitando a temporada dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que acontecem entre 23 de julho e 8 de agosto, reunimos aqui momentos inesquecíveis na história dos jogos.

Uma lição de coragem no atletismo

A história dos Jogos Olímpicos modernos começa em 1896, com a edição de Atenas. O Brasil, no entanto, participou pela primeira vez apenas em 1920, na edição celebrada na Antuérpia, Bélgica.

Em sua estreia, o Brasil conquistou o primeiro ouro: o atleta Guilherme Paraense levou a medalha no tiro esportivo.

Depois disso, a “seca” de primeiros lugares nas Olimpíadas duraria 32 anos. E quem quebrou a maré de azar foi Adhemar Ferreira da Silva.

Imagem: Arquivo Nacional

Uma das maiores estrelas na história do atletismo brasileiro, Adhemar nasceu em 1927, na capital paulista. Reza a lenda que o interesse pelo esporte surgiu quase que por acaso. É atribuída a ele a seguinte frase: “Achei a palavra atleta bonita e decidi que queria ser um.”

Adhemar competiu pela primeira vez nos Jogos de Londres de 1948, quando ficou em 11° lugar em sua modalidade, o salto triplo.

Na edição de 1952, realizada na capital finlandesa, Helsinki, o atleta não só garantiu o primeiro ouro brasileiro em três décadas, como também bateu o recorde mundial na categoria, ultrapassando a marca de 16 metros pela primeira vez.

Quatro anos depois, veio o ouro em Melbourne, nos Jogos de 1952. A nova medalha no peito também fez de Adhemar o primeiro brasileiro a se tornar bicampeão olímpico.

Adhemar nos inspira por sua coragem de ir além e ser referência em sua prática. O “salto” rumo à vitória talvez seja a metáfora perfeita para uma história de pioneirismo. 

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Um momento inesquecível de humildade e espírito esportivo

Dificilmente outra prova das Olimpíadas de 2004 marcou tanto a memória dos brasileiros quanto a maratona.

A maratona é, literalmente, uma prova de fôlego. Na história dos Jogos Olímpicos, o trajeto de mais de 42 quilômetros ainda ocupa o lugar especial de encerrar a temporada de jogos.

Nos jogos de Atenas, a atenção do Brasil se voltava a esta competição. 

Depois de conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, e de Santo Domingo, em 2003, Vanderlei Cordeiro de Lima era um dos favoritos para o topo do pódio em 2004.

Por mais de uma hora, Vanderlei praticamente correu sozinho, liderando a corrida e abrindo vantagem em relação aos outros corredores. 

Na altura do quilômetro 35, o fatídico episódio que marcou a competição daquele ano — e a memória dos brasileiros que assistiam aos jogos — aconteceu: o irlândes Cornelius Horan atacou Vanderlei, jogando-o para fora da pista de corrida.

O brasileiro acabou perdendo a vantagem sobre os adversários ao longo da prova e encerrou com o bronze, atrás italiano Stefano Baldini (ouro) e do americano Meb Keflezighi (prata).

História com final triste? De jeito nenhum.

A garra de Vanderlei em cruzar a linha de chegada, mesmo depois de um ataque tão inesperado, é uma verdadeira lição de humildade.

Vanderlei Cordeiro de Lima. Imagem: Adrian Dennis / AFP / Getty Images
Imagem: Adrian Dennis / AFP / Getty Images

Mesmo sem a garantia do ouro, que parecia certo poucos instantes atrás, Vanderlei terminou a prova, levando para a casa o bronze.

A humildade do maratonista também foi um dos motivos que o fez conquistar a Medalha Pierre de Coubertin, concedida pelo Comitê Olímpico Internacional.

A premiação desta medalha reconhece atletas que demonstram um verdadeiro espírito esportivo, valorizando a competição acima da vitória. Praticamente a definição de humildade, não é mesmo? Até o momento, Vanderlei é o único brasileiro a conquistar este feito.

Uma equipe que contagiou o Brasil com otimismo

Nos anos 1990, o país do futebol se apaixonou pelo basquete. 

As conquistas da seleção brasileira de basquete feminino levaram o país a ganhar uma projeção inédita no esporte durante a década. 

A seleção feminina conseguiu se classificar pela primeira vez para a disputa das Olimpíadas de 1992, realizadas em Barcelona, Espanha, encerrando a competição em 7° lugar. 

(Aliás, os fãs mais nerds do basquete provavelmente se lembram que a edição de 92 das Olimpíadas contou com o “Dream Team” na categoria masculina!) 

Em 1994, veio a vitória das brasileiras no Campeonato Mundial, disputado na Austrália. O título foi conquistado pela histórica equipe formada por Hortência, Branca, Adriana, Leila, Magic Paula, Janeth, Roseli, Marta, Silvinha, Alessandra, Cintia e Claudinha

A conquista não foi só um marco para o esporte brasileiro, mas também para a história do basquete feminino: a vitória quebrou uma sequência de 11 anos em que o troféu de 1° lugar trocava de mãos apenas entre duas nações: Estados Unidos e União Soviética.

Seleção Feminina Basquete Anos 90

Com uma performance estelar, o time contagiou o Brasil com um clima de otimismo diante da possibilidade do ouro olímpico ser brasileiro nos jogos seguintes.

Nas Olimpíadas de 1996, realizadas em Atlanta, Estados Unidos, a mesma equipe do mundial chegou à final, disputando o 1° lugar com os Estados Unidos. 

Já pensou ir contra uma equipe de um país referência no esporte, e que ainda estava disputando em casa, com o conforto da torcida local ao seu favor?

Marcando 87 pontos contra os 111 pontos americanos, a seleção ficou com a medalha de prata. Mesmo sem levar para casa a medalha dourada, o episódio acabou se consagrando como uma verdadeira história de otimismo compartilhada por milhares de brasileiros que torceram e compartilharam cada momento com o time.

A atitude de fazer história apesar das adversidades

As conquistas de um atleta não são representadas apenas por troféus e medalhas. A atitude de Daiane dos Santos em inovar a sua modalidade e criar movimentos inéditos na ginástica supera qualquer frustração por não ter pisado no pódio olímpico.

A equipe feminina de ginástica artística brasileira ganhou uma enorme projeção com a presença de Daiane. Ela se tornou a primeira brasileira a conquistar uma medalha de ouro no Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2003 realizado na cidade estadunidense de Anaheim. 

Daiane conquistou o primeiro lugar na categoria solo, apresentando ao mundo o movimento duplo twist carpado, que ganhou o nome de “Dos Santos”.

As primeiras Olimpíadas de Daiane foram as de Atenas, em 2004. Um problema no joelho prejudicou a performance da ginasta, que acabou em 5° lugar.

Mesmo sem pisar em qualquer altura do pódio olímpico, a apresentação de Daiane permanece histórica. 

Apesar de lesionada, ela mostrou ao mundo — ao som de “Brasileiro” — outro movimento nunca antes realizado, o “Dos Santos II”, a versão “esticada” do seu duplo twist.

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Um golpe de honestidade

Nas Olimpíadas de 2016, realizadas na capital carioca, um episódio de honestidade chamou a atenção do mundo todo. 

Em uma luta intensa, que estava empatada e já se estendia para o tempo extra, o esgrimista tcheco, Jiri Beran, notou que o árbitro se equivocou e deu um ponto a seu favor, diminuindo a diferença em relação ao seu adversário, o brasileiro Athos Schwantes.

Se não tivesse sinalizado o árbitro, Beran precisaria apenas de mais um ponto para estender a disputa em um novo empate. Faltavam apenas 27 segundos para o fim da prova — tempo suficiente para um golpe certeiro.

Imagem: Andrew Medichini / AP

Na única disputa olímpica de sua carreira, Beran superou o ego e a chance de virar o jogo e deixou sua honestidade falar mais alto, virando uma referência quando o assunto é jogo limpo.

O competidor brasileiro, diante do ato de Beran, pediu aos espectadores uma salva de palmas para o adversário. 

Um episódio que escancarou a importância do respeito

A história da nadadora Joanna Maranhão nos Jogos do Rio, em 2016, mostra a importância do respeito dentro e fora das quadras esportivas. 

Depois de conquistar três pratas e cinco bronzes em edições dos Jogos Pan-Americanos, Joana chegou às Olimpíadas realizadas em casa com alta expectativa em relação ao pódio olímpico. 

A disputa por uma vaga na semifinal do nado de 200m borboleta acabou sendo a última competição de Joanna na modalidade, que não conseguiu a classificação.

Imagem: AFP

Alguns dias depois, a atleta desabafou em relação à falta de respeito protagonizada pela torcida brasileira, que usou as redes sociais de forma massiva para criticá-la e atacá-la de forma preconceituosa.

Em entrevista para O Globo, Joanna lembrou ainda os episódios de preconceito que marcaram a performance de Rafaela Silva no judô, em 2012, nas Olimpíadas de Londres.

“A gente tem que ter um pouco mais de respeito e empatia pelo ser humano”, pontuou a nadadora.

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Mais do que fontes de inspiração

Os atributos que descrevem cada história trazida neste artigo não foram escolhidos por acaso. 

Coragem, humildade, otimismo, atitude, honestidade e respeito são os seis valores que guiam o dia a dia da Warren desde que nascemos.

Acreditamos que estes atributos são essenciais na hora de construir uma solução realmente inovadora, descomplicada e alinhada aos interesses de quem investe com a gente. 

E, assim como os atletas mencionados neste post inspiram a gente, nossos clientes também são uma constante fonte de inspiração para nós.

Afinal, nosso propósito não é só fazer o seu dinheiro render, mas sim estar ao seu lado na hora de realizar um sonho. 

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