O que fazer com o 13º salário? 6 opções para você não errar

Às vésperas de receber a primeira parcela do 13º salário, que deve cair na conta de cerca de 83 milhões de brasileiros até o próximo dia 30 de novembro, chegou a hora de você se organizar para dar o melhor destino possível a esse dinheiro.

É bem verdade que, para muitos, o décimo terceiro salário é tratado como um bônus no orçamento

Há, inclusive, quem esqueça dessa regra da legislação brasileira e seja surpreendido quando o mês de novembro se aproxima do fim.

Como consequência, o dinheiro acaba indo para um destino que talvez não seja o ideal.

Mas, afinal, existe um destino ideal para o 13º salário?

Neste artigo, você vai entender o que fazer com o seu décimo terceiro. Por meio de dicas simples, vamos abordar algumas opções que podem fazer sentido para você.

Tem interesse? Boa leitura!

Antes de começar: como funciona o 13º salário?

Direito de todos os trabalhadores com carteira assinada no Brasil, o 13º salário deve injetar R$ 232,6 bilhões na economia brasileira em 2021, de acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Esse valor representa 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o suficiente para aquecer alguns segmentos da economia que vêm encontrando dificuldade para se recuperar durante esse período de pandemia.

Em 2021, o valor médio recebido pelos mais de 80 milhões de brasileiros que têm direito ao benefício será de R$ 2.539.

Mas como é feito o cálculo? 

O valor do 13º equivale a um mês de salário líquido do trabalhador — aquele dinheiro que entra na sua conta, já descontado o Imposto de Renda e o INSS. 

Mas vale lembrar que o cálculo é proporcional ao período trabalhado: só vai ter direito a um salário inteiro quem trabalhou pelo menos doze meses. 

Para períodos menores, é feito um cálculo proporcional.

Quando o 13º salário cai na conta?

O pagamento do 13º salário é dividido em duas parcelas.

A primeira precisa ser paga até o dia 30 de novembro e possui um valor maior que a segunda, porque não há incidências de descontos. 

Já a segunda parcela deve ser paga obrigatoriamente até o dia 20 de dezembro, e tem um valor inferior à primeira, porque ocorre o desconto do INSS e do Imposto de Renda.

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O que fazer com o 13º salário?

O que fazer com o 13º salário?, ilustração

Agora que você já entendeu como funciona o 13º salário, é hora de considerar algumas possibilidades para esse dinheiro.

Mas, antes, vale a pena reforçar o que comentamos no início do artigo: embora o 13º salário possa ser considerado uma espécie de prêmio para muitas pessoas, o fato é que ele faz parte da sua receita anual, e deve receber o mesmo tratamento que o restante do seu dinheiro.

Ao compreender isso, você se protege do viés de contabilidade mental, um comportamento que leva as pessoas a tratarem o dinheiro de forma diferente de acordo com a sua origem.

Assim, valores provenientes de bônus, prêmios ou até da loteria recebem um tratamento diferente do dinheiro que é associado às horas que você trabalhou.

Essa divisão é um erro, porque R$ 2500 são R$ 2500, seja qual for a fonte desse recurso.

Deu para entender? 

Agora, vamos às alternativas para lidar com o seu 13º salário.

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Priorize as dívidas com juros altos

Priorize as dívidas com juros alto, ilustração

Se você tem dívidas com juros altos, como o cheque especial, faturas atrasadas do cartão de crédito ou outros empréstimos de curto prazo, a melhor opção para o seu décimo terceiro é quitar essas dívidas.

Pode não ser o destino dos sonhos para esse dinheiro, mas é o mais indicado para quem está preocupado com o bem-estar financeiro.

É uma decisão lógica: de que adianta pensar em investir para o futuro, projetando ganhos audaciosos de 7% ao ano acima da inflação, por exemplo, se você está usando dinheiro do cheque especial, cujos juros superam a casa dos 100% anuais

Nesses casos, o décimo terceiro salário pode ajudar a frear uma espiral negativa nas suas finanças, quando aquela bola de neve de juros sobre juros parece incontrolável.

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Comece ou fortaleça sua reserva de emergência

Comece ou fortaleça sua reserva de emergência, ilustração

Se você não tem dívidas com juros altos, apenas financiamentos de longo prazo a um custo que você consegue controlar, talvez a melhor opção para o seu décimo terceiro salário seja a reserva de emergência.

Também chamado de “colchão para imprevistos”, entre outros nomes curiosos, a reserva de emergência tem uma definição simples: trata-se de um valor que você precisa ter guardado para lidar com imprevistos financeiros.

Imagine, por exemplo, que você fique sem sua principal fonte de renda, porque a empresa na qual você trabalha está reduzindo custos e você foi demitido. 

Você conseguiria manter o seu custo de vida sem o salário?

É muito provável que não.

Além do desemprego, a reserva de emergência pode auxiliar em situações como uma doença na família, um acidente e outros imprevistos.

Mas qual é o valor que você precisa guardar?

Idealmente, a reserva de emergência deve suprir entre três a seis meses do seu custo de vida.

Portanto, se você tem um salário de R$ 3 mil, mas custo de vida de R$ 2500, a reserva de emergência deve ter entre R$ 7500 e R$ 15000, valor equivalente a três e seis meses do seu custo de vida, respectivamente.

Essa regra não está escrita em pedra e você pode ser mais ou menos conservador nesse cálculo, dependendo da sua fonte de renda e da sua situação familiar, mas essa é uma boa referência para ter em mente.

Se você ainda não montou a sua reserva de emergência ou está acumulando recursos para isso, o 13º salário pode ser um incentivo para chegar lá.

Vale lembrar que a reserva de emergência também é essencial para quem deseja investir de olho no futuro, porque esse dinheiro para imprevistos vai permitir que você tenha objetivos de longo prazo, correndo mais riscos.

Mais riscos, em geral, trazem maior expectativa de retorno no longo prazo, mas, no curto prazo, recorrer a esse dinheiro poderia obrigar você a realizar prejuízos, vendendo seus ativos em um momento de baixa do mercado.

Ficou claro? Agora, o que fazer se você já tem uma reserva de emergência formada?

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Invista na sua capacitação

Invista na sua capacitação, ilustração

Investir para proteger o seu patrimônio e alcançar objetivos é uma excelente opção, mas você está satisfeito com a sua renda mensal?

Falando em outros termos: será que você consegue ganhar mais do que ganha hoje, se aprender novas habilidades?

No caminho para a independência financeira, a solução nem sempre está em encontrar os melhores investimentos para o seu perfil de investidor, mas sim em aumentar a renda gerada pelo seu trabalho.

Por mais que dizer isso seja óbvio, muitas pessoas acabam estagnadas na profissão e passam anos sem um aumento significativo na renda.

Também há casos de profissões que vão se tornando obsoletas ou acabam perdendo espaço, e os profissionais que não se atualizam veem a renda diminuir.

Por tudo isso, o décimo terceiro salário pode ser a oportunidade para você investir na sua capacitação, buscando aprimorar seus conhecimentos para aumentar a sua renda.

Fique atento especialmente a cursos de idiomas, se houver espaço para crescimento nesse sentido na sua área, e para cursos voltados à “nova economia”: as profissões que surgiram com a internet.

Se você não conseguir aumentar a sua renda no emprego atual, talvez consiga se capacitar para ter uma renda extra no médio prazo.

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Invista para alcançar um objetivo

Invista para alcançar um objetivo, ilustração

Você tem objetivos de curto, médio e longo prazo

O décimo terceiro pode ser um excelente acréscimo para você realizar esse objetivo, ou o primeiro passo para chegar lá.

Digamos, por exemplo, que você tenha o sonho de realizar um intercâmbio no ano que vem. 

Ou que você esteja a fim de juntar dinheiro para trocar de carro em três anos. 

Ou, ainda, que você queira acumular recursos para pagar a faculdade dos seus filhos, quando a hora chegar.

Esses objetivos têm prazos diferentes, por isso a alocação dos investimentos não será a mesma.

Sem nos estendermos muito no tema, a lógica por trás é simples: quanto menor o prazo do seu objetivo, mais conservador precisa ser o investimento, porque você não pode correr o risco de perder dinheiro em um prazo tão curto.

Quando os prazos se alongam, você pode correr mais riscos — e com isso aumentar o potencial de retorno.

Seja qual for o objetivo que você pretende alcançar, a Warren é a melhor opção para você colocar esse planejamento em prática.

Ao abrir uma conta na plataforma, você pode criar diversos objetivos, e a plataforma indicará o investimento ideal para o seu perfil, levando em conta suas necessidades e o seu grau de tolerância ao risco.

Quer experimentar? Abra sua conta agora mesmo e invista em minutos.

Invista para sua independência financeira no longo prazo

Invista para sua independência financeira no longo prazo, ilustração

Se você não tem objetivos tangíveis que façam sentido para aplicar o 13º salário, uma ótima alternativa é focar na sua independência financeira de longo prazo.

Mas qual é o valor mágico para chegar lá?

Boa parte dos especialistas apontam que atingir um patrimônio equivalente a 300 vezes o seu custo de vida mensal é uma condição de independência financeira.

Isso porque, com esse montante acumulado, você consegue viver apenas da renda passiva dos seus investimentos. 

Ou seja: os rendimentos e proventos gerados por esse patrimônio.

Se você tem um custo de vida de R$ 5 mil, esse valor seria de R$ 1,5 milhão. 

É um valor bastante alto para quem começa do zero, mas, com consistência nos aportes, investimentos adequados ao risco e foco no longo prazo, você consegue chegar lá, mesmo que sejam necessários vinte ou trinta anos para isso.

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Utilize o dinheiro para realizar projetos antigos

Utilize o dinheiro para realizar projetos antigos, ilustração

Sim, quitar as dívidas é importante, criar uma reserva de emergência é essencial, investir na própria capacitação pode ser a chave para uma mudança na sua carreira, investir para criar objetivos é dar clareza ao seu futuro, e focar na independência financeira é o sonho de todos.

Mas você não pode simplesmente utilizar o 13º salário para comprar aquele produto que você namora há tempos?

E aquela viagem de fim de ano que parecia que não ia sair. Será que não é o momento de utilizar o 13º salário?

Somente você terá a resposta para essas perguntas, e aqui cabe a você entender o que é prioridade no seu momento de vida atual.

Gastar com itens supérfluos e lazer não é um desperdício, porque a vida também é feita desses momentos. O segredo é colocar tudo na balança e entender se o benefício que esse gasto trará compensa o valor que você vai gastar.

E essa decisão é extremamente pessoal. Para uma pessoa, viajar pode não ser prioridade, porque ela está focada em reformar a casa para a chegada do segundo filho.

Para outra, que optou por viver de aluguel e decidiu não ter filhos, viajar é essencial para crescimento pessoal e profissional.

É por isso que apenas você pode julgar as próprias decisões.

Nesse contexto, o décimo terceiro salário pode ser, sim, utilizado para comprar o celular que você deseja há meses, ou para viabilizar uma viagem que de outra forma você não faria.

Coloque na balança e descubra o que faz mais sentido para você.

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