Ode à alegria: uma reflexão de Jurandir Sell sobre os tempos atuais

Este artigo foi publicado na Warren Magazine de fevereiro de 2021. Clientes Warren recebem a Warren Magazine mensalmente por e-mail. Você pode acessar esta edição clicando aqui.

Recentemente, chegamos ao marco de 250 anos desde o nascimento de Ludwig van Beethoven.

Beethoven assumiu, ainda muito jovem, um importante papel no sustento da família. Na vida adulta, teve diversas doenças e passou por uma das maiores provações que um músico pode sofrer: a surdez.

Mesmo assim, continuou compondo e, no final de sua vida, sem poder ouvir nenhuma nota musical, compôs uma das suas maiores obras, a Sinfonia nº 9. O último movimento da sinfonia, chamado de “Ode à Alegria”, se tornou o hino da União Europeia.

Segundo a biografia “Beethoven: angústia e triunfo”, escrita por Jan Swafford, o compositor honrou durante toda sua vida uma frase de sua mãe, Maria Magdalena Keverich: “Sem sofrimento não há luta, sem luta não há vitória e sem vitória não há coroa”.

A vida de Beethoven retrata a vitória sobre a adversidade – e é um ótimo retrato do que viemos enfrentando e vencendo nos últimos tempos. 

Desenvolvemos várias vacinas ao mesmo tempo e em tempo recorde. Além disso, passamos a consumir de outra forma graças ao comércio eletrônico – e isso trouxe enormes ganhos na logística das empresas, frutos que deixarão o mundo ainda mais eficiente.

Essas são apenas as partes visíveis das mudanças e conquistas que temos protagonizado.

Em uma camada mais profunda, podemos notar que tecnologias já existentes, que vinham se desenvolvendo de forma muito rápida, se aceleraram ainda mais.

O 5G está sendo implantado, enquanto redes muito mais velozes estão nos laboratórios. A internet das coisas já é uma realidade, conectando objetos a objetos e tomando decisões autônomas com base em algoritmos.

O blockchain torna dispensáveis os mecanismos de intermediação centralizados como bolsas de valores, cartórios, bancos comerciais e bancos centrais – e a própria moeda como a conhecemos.

As mudanças também têm sido estruturais nas relações sociais e com o meio ambiente. A solidariedade vem aflorando em escala impressionante.

Regras de combate à discriminação de qualquer natureza cresceram muito nesses últimos meses. A pandemia mostrou como o mundo é interdependente e conectado – e como é importante preservar a natureza, revelando o risco à humanidade trazido pelo velho modelo de emissão desenfreada de dióxido de carbono.

Com isso, tornou-se mandatório o consenso de que empresas não podem apenas pensar no lucro: precisam assumir suas responsabilidades sociais e ambientais.

E no âmbito mais íntimo de todos, vimos uma valorização da família, dos verdadeiros amigos e das relações profundas. Juntos, estamos vencendo este momento delicado e desafiador.

No futuro, quando olharmos para trás, reconheceremos em nós a coroa citada pela mãe de Beethoven.

Em busca da nossa própria “ode à alegria”, convido você a reservar um momento tranquilo e escutar a belíssima Nona Sinfonia de Beethoven, alguém que, como nós, triunfou sobre as adversidades da vida.

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