Reaprendendo a lidar com dinheiro: como Rodrigo Gaspar começou a investir na Warren

O objetivo da Warren é auxiliar as pessoas a tomarem boas decisões financeiras.

Dentre vários produtos que oferecemos, o time da Warren Educação acredita que uma maneira eficiente de fazer isso é compartilhando histórias. Histórias reais sobre pessoas reais, a maneira como elas lidam com as finanças e como isso impacta as suas vidas.

Por isso, neste artigo, trazemos a trajetória de Rodrigo Gaspar. Pai, empreendedor social e investidor, aos 35 anos ele está ressignificando a sua relação com o dinheiro, um processo que envolveu erros, mudanças de carreira e uma busca pela própria identidade.

Ainda iniciante no mundo dos investimentos, um dos aprendizados que teve nos últimos anos foi a importância de investir para construir a sua aposentadoria. E foi na Warren que, nas suas próprias palavras, conseguiu ver uma luz para que isso acontecesse.

Empreender x lidar com dinheiro

A vida profissional de Rodrigo começou cedo. De professor particular a office boy, passou também por uma multinacional e chegou, inclusive, a iniciar uma carreira como policial militar.

Rodrigo é empreendedor e começou a investir na Warren em 2020.

Filho de professores concursados, o serviço público sempre esteve posto como uma opção, mas algo nele dizia que não era bem esse o caminho que deveria seguir. O caminho, ele acredita, era o do empreendedorismo. E então, aos 22 anos, Rodrigo montou seu primeiro negócio.

Com a ajuda de um primo e muito estudo, entrou para o ramo da marcenaria e a empresa ia muito bem quando, passados dois anos, Rodrigo foi chamado para um cargo na Polícia Militar.

“Fiquei muito na dúvida, mas acabei assumindo. E acabei falindo meu primeiro negócio, porque não tinha sócio e nem outra pessoa que conseguia fazer as atribuições que eu desenvolvia dentro da empresa. Saí com um rombo grande, devendo, e foi a primeira chance que eu tive de ver que eu não sabia lidar com dinheiro”, relembra.

Rodrigo, no entanto, tinha confiança na sua capacidade de fazer dinheiro e voltou a empreender. Dessa vez no ramo de alimentação saudável, criou uma rede de franquias em sociedade com um amigo e o sucesso que obtiveram não foi pouco.

Mas, se por um lado ele vivia um momento muito próspero financeiramente, por outro sentia que não estava dando o devido cuidado à vida pessoal. Foi então que resolveu vender a sua parte na empresa e, logo depois, encerrar também seu ciclo no serviço público.

“Eu saí muito bem do negócio, mas não sabia me programar financeiramente, nem a médio nem a longo prazo. Na verdade, talvez nem a curto prazo”. Sua relação com as finanças oscilava: ora era muito apegado ao dinheiro e às conquistas financeiras, ora era tão desapegado que chegava a ver o dinheiro como algo ruim.

Sem compreender de fato o efeito que podia ter no seu orçamento, passou um mês na Itália com a família — e essa foi a segunda chance que Rodrigo teve de ver que não sabia lidar com dinheiro.

“Entender de onde eu vim e onde estou para saber aonde quero chegar”

Apesar das duas empreitadas não terem vingado, Rodrigo já sabia que conseguia fazer dinheiro, mas ainda não tinha clareza sobre seu propósito como empreendedor. A descoberta das iniciativas de impacto social e a participação em alguns projetos proporcionaram não só o início de uma nova jornada profissional, mas também a ressignificação da sua vida financeira e o início de um reencontro com suas próprias origens.

“Ainda não sei muito bem quais são as minhas raízes, eu estou nessa busca pra saber de onde elas vêm, mas tenho certeza que estão entre o continente africano e o Oriente Médio. E foi aí que essa identidade de preto, de negro, veio muito forte”, conta, relembrando sua atuação como voluntário em Gana em 2018.

Nesse mesmo período, Rodrigo conheceu o coletivo Pais Pretos Presentes, um grupo que presta acolhimento e propõe discussões sobre questões e desafios de pais e mães negros. E junto com o fortalecimento da identidade de pai preto veio o entendimento de que reaprender a se relacionar com o dinheiro era essencial tanto para manter a estabilidade financeira da família no presente quanto para garantir uma segurança no futuro:

“Eu entendi que precisava trabalhar com investimentos, deixar alocado o meu dinheiro para que eu pudesse usufruir dele na minha velhice. Se eu não alimentar uma tranquilidade pro meu futuro, eu acabo voltando para uma fase de não planejamento financeiro que eu já vivi e que me fez sofrer. E eu não quero sofrer de novo com os erros que eu cometi no passado, eu quero aprender com eles e seguir um caminho diferente”.

Quando Rodrigo começou a investir na Warren, a primeira coisa que fez foi comprar uma ação da Natura, uma empresa na qual ele acredita. “Eu me senti pertencente ao movimento, sabe? Pensar que eu tenho uma cota de uma empresa grande, de faturamento bilionário… E aí eu vi que não é difícil fazer isso, não é complexo”, ele conta.

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Tomado por esse sentimento, resolveu investir também em conhecimento – não só dele, mas de seus companheiros de coletivo. Ele ressalta que, no Brasil, a realidade da grande maioria das famílias negras é muito diferente da de famílias brancas, e a educação financeira também faz parte dessa disparidade.

A constatação de Rodrigo não é infundada. Segundo a pesquisa Raio X do Investidor 2020, realizada pela Anbima, o investidor brasileiro é um homem de 43 anos, casado e com filhos, que mora na região sudeste e possui renda familiar de R$5.600. O recorte racial não está presente nestes dados, mas a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018 feita pelo IBGE ajuda a sustentar o argumento do empreendedor, apontando que, em 2018, as famílias brasileiras chefiadas por negros viviam com praticamente metade do total gasto por famílias chefiadas por uma pessoa branca.

Nesse contexto, a diferença também chama a atenção quando o assunto é investimento. Na média nacional, R$63,61 do orçamento mensal naquele ano eram destinados à expansão do patrimônio. Porém, enquanto nas famílias lideradas por brancos esse valor subia para R$103,46, nas famílias chefiadas por negros, ele caía para R$33,27.

Assim, depois de comprar o curso O Super Investidor, Rodrigo entrou em contato com a equipe da Warren Educação para pedir que fossem oferecidas bolsas aos membros do Pais Pretos Presentes. Sem saber, ele nos ajudava a inaugurar um de nossos pilares de ação: formar parcerias para desenvolver projetos sociais.

“Mandei um e-mail e, no dia seguinte, o Arthur [Arthur Estima, product manager da Warren Educação] marcou uma ligação comigo. A gente se falou e, em menos de 24 horas, conseguiu se organizar e sortear 10 bolsas para o coletivo”, ele relata, com um sorriso no rosto.

Qualquer iniciativa, sugestão ou crítica vinda de um cliente, nós temos que parar e escutar. Lendo o e-mail do Rodrigo já deu pra perceber a empolgação e a vontade de ir atrás de um propósito”, comenta Arthur.

Rodrigo diz que aprendeu a sonhar grande, e que seu grande sonho hoje é criar um fundo de investidores negros. “Quero criar um fundo potente mesmo, para que a gente não só consiga obter a aposentadoria e os resultados que o mercado financeiro pode dar, mas também ressignifique o lucro, para que outras pessoas pretas, e outras pessoas que talvez estejam em minorias, possam aprender a investir”.

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“Aprender, desaprender e reaprender”

Sabemos que o mundo dos investimentos pode assustar. Todo investidor, em algum momento, inevitavelmente vai se deparar com a sopa de letrinhas que é o mercado financeiro: CDB, CDI, LCI, LCA… Sem contar as siglas e códigos das ações no pregão da bolsa de valores.

Além disso, não é fácil vencer o medo de perder dinheiro quando se pensa em qualquer aplicação que apresente um risco maior. Rodrigo viveu esses desafios na pele, e por isso gosta de lembrar a frase do pensador e escritor Alvin Toffler: “O analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender, e reaprender”.

“Eu decidi desaprender a forma como eu lidava com dinheiro. Decidi desaprender o medo que eu tinha e decidi olhar o dinheiro de frente. Hoje, a minha relação com ele é muito mais leve”, relata. Essa mudança o ajudou, inclusive, a conversar sobre o assunto com suas filhas de forma muito mais tranquila, diferentemente do que aconteceu na sua própria infância.

Rodrigo com a esposa Camilla e as filhas Ana Rafaella e Gabriella.

Para Rodrigo, o mercado ainda não é acessível. Mais do que isso, ele é excludente. Embora não saiba qual a solução para este problema, confia que o caminho da educação é imprescindível para que haja de fato uma transformação.

“Meu pedido é que a gente tente furar as bolhas da educação que já são atingidas hoje. Vamos ressignificar como esse impacto pode sair das bolhas que já existem para aquelas que não têm nenhum contato com o mercado financeiro. Se a Warren conseguir criar uma trilha de educação continuada para reaprendizagem financeira, vai fazer com que muitas mudanças de vida aconteçam, para muita gente”.

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500 bolsas para o curso Papo de Grana

Educação financeira, além de ser essencial para a qualidade de vida de todos nós, é o primeiro passo para começar a investir.

Na Warren, acreditamos na equidade de oportunidades e na possibilidade de transformar vidas por meio da educação. Por isso, em uma parceria com a +Afro, a Warren Educação está oferecendo 500 bolsas do curso Papo de Grana para pessoas negras. 

Este curso tem como objetivo ajudar na organização financeira, na compreensão do fluxo do dinheiro e no equilíbrio das contas, conhecimentos fundamentais para quem quer se tornar um bom investidor.

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