Cenário pré-eleitoral brasileiro: quais os riscos e oportunidades para quem investe?

Com 2021 chegando ao fim e as eleições brasileiras de 2022 entrando cada vez mais no radar político e econômico do país, diferentes possibilidades se abrem para os investidores.

Por isso, nossos especialistas recentemente se reuniram em uma live para discutir alguns fatores que podem influenciar o mercado de investimentos nos próximos meses.

Em uma conversa didática, Celson Placido, CIO da Warren, Eduardo Otero, Head de Alocação, e Carlos Macedo, que também faz parte do time de Alocação, falaram sobre os riscos e as oportunidades que se apresentam neste cenário pré-eleitoral no Brasil.

Continue a leitura e saiba quais foram os principais destaques da conversa.

Os riscos que 2022 reserva aos investidores

O primeiro momento do encontro foi dedicado aos fatores político-econômicos mais delicados que o Brasil vem enfrentando e irá enfrentar no ano que vem.

Entre eles está a alta da inflação, que estampou as manchetes dos jornais nos últimos meses e foi sentida no bolso de todos nós, mas que não é exclusividade brasileira.

De acordo com Eduardo Otero, o problema é global e está mais concentrado na ponta da oferta, que, neste momento, apresenta um desequilíbrio. “Nos Estados Unidos, o estoque está baixo; você tem um acúmulo de encomenda e um tempo de entrega maior, e os preços estão mais altos”, afirma.

Ainda segundo o especialista, com base nos dados e em conversas com empresários, entende-se que o processo de normalização dessa cadeia não é algo que vai acontecer no curtíssimo prazo. 

Por isso, Eduardo esclarece que, quando se fala em investimentos em renda fixa, é natural que haja uma preferência por ativos atrelados à inflação.

“É claro que o mercado flutua, as condições são mutáveis e a gente muda de opinião conforme o mercado se movimenta. Mas, com os dados que temos agora, temos uma preferência por ativos atrelados à inflação”, completa.

Segundo os especialistas, outras questões ainda significativas para 2022 serão:

  • A crise hídrica que o Brasil enfrenta devido à seca prolongada causada pela falta de chuva;
  • A discussão sobre quem serão os candidatos à presidência no ano que vem e se haverá uma terceira via ou não; e
  • O risco fiscal, representado principalmente pela PEC dos Precatórios e o furo do teto de gastos do governo.

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Oportunidades de investimento para 2022

Depois de analisar o cenário pré-eleitoral brasileiro, Celson, Eduardo e Carlos falaram sobre as oportunidades de investimento que podem ser extraídas desse momento.

Para Eduardo, “o Brasil está voltando a ser Brasil”. Em outras palavras: aplicações em renda fixa estão voltando a ser atrativas.

Isso porque, com uma inflação que tende a seguir subindo, a perspectiva é de que a taxa Selic, a taxa básica de juros do país, também suba substancialmente — as projeções para o ano que vem sugerem que a Selic voltará a um patamar de dois dígitos.

E com uma Selic alta, o retorno dos investimentos em renda fixa também ficam mais elevados.

Da mesma forma, títulos públicos atrelados à inflação (como o Tesouro IPCA) tornam-se uma opção interessante.

Eduardo explicou que, com a piora das expectativas para a inflação e o possível rompimento do teto de gastos, a probabilidade de o Banco Central conseguir colocar a inflação no centro da meta ainda em 2022 é baixa.

Já no âmbito das ações, no mercado de renda variável, os especialistas concordam que os preços atuais oferecem oportunidades interessantes, mas não de forma generalizada. E ressaltam: mercado de renda variável é para quem tem apetite ao risco e está olhando para o longo prazo.

Segundo Carlos, existem boas oportunidades em ambos os mercados, e o planejamento financeiro é um bom aliado na hora de definir quais devem ser aproveitadas por cada investidor.

“Se você estiver numa fase de preservação de capital e, para ter a renda futura desejada, precisa de IPCA + 5, talvez para você não seja preciso tomar risco e comprar ações. Basta comprar um título de renda fixa com essa rentabilidade que vai atender àquele objetivo”, explica o especialista.

E completa: “Já no caso contrário, se você está numa fase de acumulação e precisa de um retorno um pouco maior para alcançar o patrimônio que almeja no futuro, aí, sim, fazer um aporte maior em ações pode ser uma boa oportunidade — obviamente fazendo via bons fundos, com bons gestores”.

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Para assistir à live na íntegra, basta acessar o vídeo abaixo:

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