Rotação setorial: entenda o movimento protagonizado por LREN3 e MGLU3

Na Warren Pills desta semana, traçamos um paralelo entre as ações das Lojas Renner e do Magalu para explicar um conceito importantíssimo no mercado financeiro: rotação setorial.

Há 20 anos, uma banda brasileira escreveu em um trecho de sua música o seguinte verso: “Vivemos esperando dias melhores (…)”. Este é o nosso pontapé inicial para falar das Lojas Renner (B3: LREN3) neste trimestre.

Bastante impactada pelo fechamento de suas lojas físicas, a companhia iniciou julho com 31% de seus estabelecimentos fechados e, quando foram abertos, o funcionamento era limitado.

Diferente do segundo trimestre, no qual a Renner se beneficiou do fornecimento de crédito a grandes empresas e do auxílio emergencial de R$ 600, os meses de julho a setembro foram mais difíceis de contornar. 

Depois do megalucro do trimestre anterior, no terceiro trimestre do ano a gigante do varejo apresentou um prejuízo líquido de R$ 83 milhões, uma queda de mais de 144% frente ao mesmo período em 2019. Algo natural, já que os efeitos da pandemia foram intensos para o comércio físico. Veja os últimos números da Renner:

  • Receita líquida: R$ 1,65 bilhão (▼ 14%)
  • EBITDA ajustado: prejuízo de R$ 38,2 milhões (▼ 110%)
  • Prejuízo líquido: R$ 82,9 milhões (▼ 144%)

Traçando um paralelo no cenário doméstico, a varejista Magazine Luiza (MGLU3) também divulgou os seus números trimestrais recentemente. Com números estelares, Magalu veio com um lucro líquido ajustado 70% acima do terceiro trimestre de 2019, o maior de toda história da empresa. Abaixo, confira os detalhes:

  • Receita líquida: R$ 8,31 bilhões (▲ 71%)
  • EBITDA ajustado: R$ 561,2 milhões (▲ 41%)
  • Lucro líquido ajustado: R$ 215,9 milhões (▲ 70%)

Você pode imaginar como o mercado reagiu a esses balanços, correto? Não tão depressa assim! Desde a divulgação de seu resultado corporativo, os papéis LREN3 já dispararam mais de 8%, enquanto que MGLU3 caiu mais de 6%.

Rotação setorial: entenda este movimento do mercado

Em 2020, papéis como o das Lojas Renner sofreram, considerando o impacto que o varejo e as redes de shoppings sentiram ao longo do ano por serem em grande parte dependentes da captação de receitas através de estabelecimentos físicos. No acumulado anual, LREN3 conta com quase 19% de baixa neste ano.

Já o Magazine Luiza, que cresceu o seu valor de mercado em mais de 114% em 2020, foi um dos destaques da pandemia. Magalu possui uma presença de canais digitais muito forte e, dessa forma, conseguiu mais do que duplicar de tamanho neste ano.

Desde que as eleições norte-americanas acabaram e que Joe Biden foi o 46º presidente dos Estados Unidos, o mercado tem iniciado uma rotação de setores. O movimento ficou ainda mais intenso quando a Pfizer e a BioNTech anunciaram a eficácia de 90% da sua vacina em testes preliminares. 

Os investidores deram um start em um verdadeiro rali na procura por ativos de risco. Sabe aquelas ações que ficaram para trás durante toda a pandemia? Estes foram o “ouro” desta semana. Uma verdadeira caça ao tesouro por papéis descontados – e que podem se valorizar frente à chance de reabertura vislumbrada com a vacina.

Muitos acionistas se desfizeram de gigantes de tecnologia e do e-commerce para se posicionar em empresas que estavam preteridas desde que a pandemia começou a assolar o mundo.

Assim, as ações da Renner subiram, e o Magalu representou um destaque negativo. Além da Renner, empresas como a Ultrapar (UGPA3) e o setor de bancos saíram vencedores nesta semana.

A segunda-feira (9) gerou a maior rotação vista desde 2008 – e isto pode ser um alerta do que podemos esperar em 2021. Os mercados estão em constante busca de precificação futura.

Mesmo assim, ainda existem muitas questões não resolvidas em relação à vacina. O ano de 2020 pode guardar novas reviravoltas, então não esqueça do foco no longo prazo e na alta tolerância ao risco caso queira operar em Bolsa!

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Ser sustentável é essencial

Apesar das quedas relacionadas à pandemia, a Renner tem ao seu lado um aspecto importantíssimo para ser atraente aos investidores focados no longo prazo: o compromisso com a sustentabilidade.

Como já comentamos aqui no blog, já se foi o tempo em que os investidores só olhavam para o lucro. Hoje, o compromisso com o meio ambiente é um aspecto chave na hora de compor uma carteira sólida

Esse é um dos motivos que faz a Renner ser uma das ações escolhidas a dedo para compor o nosso querido fundo Warren Green. A companhia é certificada pelos 3 índices-filtros: Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), Índice de Carbono Eficiente (ICO) e o Índice de Governança Corporativa (IGC). Nesta semana, a empresa se uniu ao brechó online Repassa para vender roupas usadas, estimulando o consumo consciente. 

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