Selic em 3% ao ano

Copom realizou corte de 0,75 ponto na taxa básica de juros do país

Em mais uma reunião em meio à crise do coronavírus, o Copom – Comitê de Política Monetária – decidiu por um novo corte de 0,75 ponto na Selic. A taxa básica de juros brasileira, então, passa a ser de 3% ao ano, novo patamar mais baixo da história.

Nosso gestor, Thomaz Fortes, lembra que o último relatório Focus já apontava uma provável queda, mas que a expectativa do mercado era de um corte de 0,5 ponto percentual. Com a baixa para 3% ao ano, pode-se esperar uma taxa básica até mesmo menor do que os 2,75% ao ano apontados pelo boletim.

“Vejo muitas pessoas com medo de inflação lá na frente. Porém, é preciso lembrar que a situação atual que os mercados vivem não tem precedentes e que, por isso, a retomada econômica pode não pressionar a inflação como muitos temem”, afirmou Thomaz.

No anúncio, o Comitê divulgou que considera a realização de um novo corte na próxima reunião, de até 0,75 ponto percentual. E projeta os próximos meses como decisivos para os números futuros:

“O Copom entende que, neste momento, a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reforça que há potenciais limitações para o grau de ajuste adicional. O Comitê avalia que a trajetória fiscal ao longo do próximo ano, assim como a percepção sobre sua sustentabilidade, serão decisivas para determinar o prolongamento do estímulo”, diz comunicado.

Leia a íntegra aqui.

E os seus investimentos, como ficam com a Taxa Selic baixa?

Investimentos com a Taxa Selic baixa, ilustração.

Investir em renda fixa sempre será uma ótima opção. Em especial para objetivos de curto prazo. Mas, com a taxa Selic em 3% ao ano, a rentabilidade dos produtos atreladas a ela será ainda menor do que já vem sendo nos últimos meses.

Mas o que o investidor brasileiro pode fazer diante deste cenário? A resposta rápida é: para ter uma boa rentabilidade com a taxa Selic em baixa, você precisará optar por: ou tomar mais risco ou esticar o prazo de resgate.

Mas quem quer correr risco?

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Quando o assunto é investimento, o risco tem uma correlação com a perspectiva de rentabilidade. Ou seja, é a perspectiva de uma rentabilidade maior que torna mais atrativo correr algum risco.

É sempre importante reforçar: não deixe de respeitar o seu perfil de investidor. Para investir em renda variável, é preciso ter um perfil adequado para isso.

Mas a tendência é que, para objetivos de longo prazo, mesmo os investidores de perfil mais conservador optem por alocações com renda variável e fundos multimercados.

Os grandes focos do investidor de renda variável é o longo prazo e a paciência. Pois períodos mais longos de aplicação reduzem bastante o risco do investimento em ações e oferecem bons retornos. E paciência para não se deixar abalar pelos períodos de altas e baixas do mercado de ações, que são completamente normais.

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E a renda fixa, como fica?

Nós sabemos que as pessoas possuem objetivos com prazos distintos e que nem todo investimento que se faz é pensado no longo prazo. E, para objetivos de prazos mais curtos (até três anos), produtos de renda fixa costumam ser as melhores opções, pela alta liquidez e baixa volatilidade.

A renda fixa sempre será um componente de estabilidade em uma carteira administrada, mas é na diversificação responsável e inteligente que o investidor das economias mais sólidas encontra rentabilidade.

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