Sem medo do coronavírus: número de investidores da Bolsa brasileira aumenta em março

O número de CPFs cadastrados na bolsa de valores passou de 2 milhões em 2020

A crise econômica causada pela pandemia do coronavírus tem trazido alta volatilidade para as bolsas de valores pelo mundo. No Brasil, o Ibovespa chegou a ter seis circuit breakers e uma queda acumulada de mais de 40%. Ainda assim, contrariando o que poderia parecer óbvio, o número de CPFs cadastrados como investidores na Bolsa Brasileira teve seu maior pico de crescimento e está em 2,2 milhões, conforme dados da B3.

Por que isso está acontecendo, mesmo no meio de uma crise?

É importante pontuar que o número de investidores no Brasil está em curva crescente há algum tempo: em 2019, por exemplo, a quantidade de CPFs cadastrados na Bolsa dobrou em relação à 2018. As sucessivas baixas na taxa Selic e o surgimento de mais corretoras – como a Warren, que é a única alinhada e transparente com os clientes – têm trazido mais informações aos brasileiros em relação ao mercado financeiro e este movimento deve continuar e aumentar nos próximos anos.

Como pode ser visto na tabela abaixo, o pulo do número de 2018 para 2019 e, em 2020, fechando o primeiro trimestre do ano, já temos um aumento de mais de 30% em relação ao ano passado.

2018813.291
20191.681.033
Março de 20202.243.362

Além disso, como aponta nosso Gerente de Relacionamento, Felipe Beys, CFP®, a baixa da Bolsa pode estar atraindo investidores que estejam enxergando este momento como uma oportunidade para entrar neste mercado, sim.

“O investidor que sentiu que talvez tenha perdido o boom de 2018/2019 pode, sim, estar decidindo por começar agora por enxergar uma oportunidade”, aponta.

Qual é o nosso conselho para este investidor que está começando agora?

Beys aponta que o mais importante, hoje e sempre, é respeitar o seu perfil de risco. Além de nunca esquecer que investimentos em renda variável são pensados no longo prazo.

LEIA MAIS | Qual é a dor de não respeitar o seu perfil de risco?

“A nossa recomendação é que sempre se entre na bolsa de valores de maneira confortável. Ou seja, ser assertivo no sizing da sua carteira de investimentos. Isso é importante para que você não sinta preocupado com períodos de alta volatilidade”, explica.

Por isso, voltamos a reforçar a importância de possuir uma reserva de emergência construída com produtos com baixa volatilidade e alta liquidez. Assim, você não precisa pensar nos seus investimentos em renda variável meio a esta crise.

LEIA MAIS | Crise econômica: a importância de possuir uma reserva de emergência

Mas não devo aproveitar a baixa para comprar mais?

Como temos falado com frequência, a hora é de manter a sua estratégia inicial de investimentos. Beys comenta que é preciso ter cautela em se tratando de grandes movimentações em momentos de alta volatilidade, como o que estamos vivendo agora.

“Respeite sempre o seu perfil de risco e procure não realizar grandes movimentações em relação ao seu patrimônio total enquanto a volatilidade estiver tão alta. O ideal é manter recorrência nos seus investimentos. Pois, assim, você compra em diversos preços diferentes e acaba beneficiando-se do custo médio”, finaliza.

Mantenha a sua estratégia de investimentos, lembre-se sempre de que investimentos em renda variável são pensados no longo prazo e que não se deve mudar de estratégia apenas pelo impacto de curto prazo que estamos vendo nas bolsas pelo mundo.

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