5 lugares ideais para ser nômade digital  

Eu me tornei nômade antes de saber o real significado desse termo.

Na verdade, acho que já era nômade antes mesmo de saber que existia um nome para esse desejo de não ter uma casa fixa e ficar se mudando por aí.

Isso já tem uns cinco anos. De lá pra cá, eu morei em várias cidades e vários países, e aos poucos fui entendendo o que eu mais gostava, valorizava e precisava para viver uma vida nômade.

Claro que isso pode variar de pessoa para pessoa, afinal, cada nômade vai estabelecer seus próprios critérios para considerar se um lugar é bom ou não para morar. Os meus são:

  • Custo-benefício;
  • Segurança;
  • Transporte público; 
  • Quantidade de cafés e restaurantes legais para trabalhar;
  • Bons Airbnb’s; e
  • Clima.

Mas também não adianta o lugar ter tudo isso, mas ser caríssimo. Como eu ganho em real, estar em um lugar onde minha moeda seja valorizada é importante demais.

Ao longo desses cinco anos, conhecendo lugares, me conhecendo e também conhecendo cada vez mais o nomadismo enquanto estilo de vida — não só de uma perspectiva mais filosófica, mas também de um ponto de vista prático.

Com base nisso, escolhi os 5 melhores lugares para viver a experiência do nomadismo digital — na minha opinião, é claro!

Segue a minha lista, em ordem de preferência:

1. Koh Phangan, Tailândia

Uma ilha paradisíaca no golfo de um dos países mais completos do sudeste asiático.

Koh Phangan foi minha casa por dez meses, no total, entre idas e vindas. Minha última casa na ilha, inclusive, ficava dentro de um resort que tinha café, restaurante e coworking. 

Para ir para a praia, era só descer um lance de escadas. E por esse lugar eu pagava cerca de R$ 1.500.

Além disso, a ilha em si oferece uma boa estrutura. Tem mercado grande, feiras, opções de restaurantes (locais e internacionais), festas e praias belíssimas.

E a cereja do bolo: dá pra alugar uma motinho para andar por toda a ilha por cerca de R$ 300 por mês. 

2. Belgrado, Sérvia

Belgrado foi uma descoberta incrível!

A capital da Sérvia é o paraíso para os nômades.

Uma cidade super cultural, com muitos cafés e restaurantes, segura e super internacional. 

As pessoas não dão muito valor para o leste europeu, mas se você ganha em real, o custo benefício compensa. Fiquei em Airbnb’s belíssimos que em qualquer outro lugar custariam uma pequena fortuna, e lá paguei preços bem tranquilos (cerca de R$3.000, para duas pessoas).

Como ponto negativo eu citaria apenas o clima: quando eu fui, em meados de novembro, estava fazendo cerca de 0 grau! 

3. Medellín, Colômbia

Essa cidade também foi uma surpresa positiva.

Conhecida como a cidade da eterna primavera, Medellín tem sempre um clima gostosinho, calorzinho com uma brisa. Bem primavera mesmo.

É famosa pela quantidade enorme de cafés e por ser simplesmente linda demais. A cidade toda segue uma única paleta, mais “instagramável” impossível.

Além disso, é barata, a comida é boa e tem muito lugar legal e diferente para trabalhar. Eu fiquei só um mês, mas tenho vontade de voltar para ficar mais tempo.

4. Buenos Aires, Argentina 

Não consigo falar de Buenos Aires sem me emocionar.

É provavelmente uma das minhas cidades preferidas no mundo. Morei quase dois anos na cidade da fúria e ela realmente tem absolutamente tudo.

Eu defino Buenos Aires como uma São Paulo que não tem as coisas ruins de São Paulo, como poluição e violência.

Um ponto a favor também é a moeda, o real vale muito lá!

Buenos Aires tem cafés, eventos culturais, festas, monumentos históricos e muita vida. Pode colocar na sua lista de cidades para morar e me agradeça depois, hein!

5. Chiang Mai, Tailândia 

De novo, meu país queridinho.

Dessa vez, uma cidade ao norte. E quando eu digo cidade, é cidade mesmo: carro, trânsito, vida agitada. 

Chiang Mai ficou conhecida como o paraíso dos nômades digitais pela quantidade de cafés, coworkings e nômades digitais de várias partes do mundo indo chamar essa cidade de lar temporário.

Os aluguéis são baratos e a cidade é linda. Morei lá por quatro meses e amei demais.

O mundo é muito grande e existem milhares de cidades incríveis para morar que a gente nem faz ideia.

Essa lista é um pouquinho do que eu descobri, sendo que ainda pretendo descobrir muito mais.

Eu gosto de cidades onde eu me sinta livre, consiga circular sem muitos problemas e, claro, me sinta segura, principalmente sendo uma mulher viajando sozinha.

O mais incrível do nomadismo, para mim, é a possibilidade de viver vários estilos de vida diferentes. Seja em uma ilha ou em uma megalópole, o importante é que o custo benefício compense.

Espero que vocês tenham gostado. Beijos e até a próxima.


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