Oportunidade para todas as pessoas: conheça Analuh, mulher trans analista de Diversidade e Inclusão da Warren  

“Arrombe todas as portas que construíram para te deixar do lado de fora e leve seu povo com você”. 

Quem convive com Analuh, mulher trans e analista de Diversidade e Inclusão da Warren, já deve ter ouvido dela essas palavras.

Não é de sua autoria, mas representa muito bem sua postura diante de uma sociedade que segrega e exclui pessoas trans e outros recortes sub-representados.

No Dia do Orgulho LGBTQIA+, comemorado em 28 de junho, convidamos você a conhecer um pouco mais sobre a Analuh, sua luta e seu papel aqui na Warren. 

Vamos lá?

Quando propósito e remuneração convergem

Analuh é a primeira mulher trans contratada pela Warren

Está no time desde janeiro de 2021, quando o Warren Progresso, nosso programa de inclusão e desenvolvimento de pessoas de grupos sub-representados no mercado de trabalho, teve a sua primeira edição afirmativa para pessoas trans.

Ela é enfática ao explicar a importância desse acontecimento.

“O mercado financeiro não é um lugar feito para nós. Ninguém nos proíbe de entrar, mas é um espaço que contempla um padrão de pessoas do qual não fazemos parte. A partir do momento em que uma de nós está aqui e vai puxando outras, estamos arrombando um sistema que insiste em nos deixar do lado de fora”.

Para uma pessoa cuja vida é atravessada por marcadores sociais como os de Analuh, aliar o seu propósito pessoal a um trabalho remunerado é uma conquista que, em suas palavras, “preenche diversas lacunas, te torna completa”.

Ela conta que durante a sua transição de gênero muitos “nãos” foram recebidos. 

“E não foi durante um ou seis meses, essa foi minha realidade durante anos. Quando a gente recebe um sim, a felicidade é muito grande”. 

Analuh recorda do dia em que foi entrevistada pela Kelly Gusmão, Chief People Officer da Warren.

“Eu estava nervosa, lembro que perguntei, ‘por que vocês querem contratar uma pessoa trans? Eu não sei fazer nada do que vocês precisam’. A surpresa foi ouvir ‘mas nós vamos ensinar tudo o que você precisa saber’. E foi o que aconteceu, sempre tive espaço para me desenvolver aqui dentro”.

Para você entender: o Warren Progresso não exige experiência técnica para as vagas e prevê remuneração desde o primeiro dia de programa. 

Todas as pessoas contratadas passam por um período que contempla estudo, mentoria e atividades práticas na área de atuação.

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O trabalho de Analuh na Warren

Hoje, como analista de Diversidade e Inclusão do time de Pessoas & Cultura, Analuh é responsável por planejar e executar projetos dentro do “mantra” inserir para diversificar, adaptar para incluir e sensibilizar para educar.

Ela é responsável pela inclusão dos talentos do programa Jovem Aprendiz e auxilia na inclusão dos participantes do Warren Tech Academy

Além disso, faz o planejamento e mediação de talks de sensibilização e é também uma das responsáveis pela segunda edição do Waren Progresso, afirmativo para mulheres negras.

“Tudo o que eu faço, não apenas na Warren, está vinculado ao meu objetivo de proporcionar oportunidades melhores para pessoas que, assim como eu, são excluídas do mercado. E aqui se inclui não apenas pessoas trans, mas pessoas negras, pessoas com deficiência e de outros recortes sub-representados”.

A dedicação de Analuh ao seu propósito já gera frutos. 

Falando, especificamente, sobre o recorte de pessoas trans, hoje, o time da Warren conta com sete pessoas trans, sendo duas mulheres, quatro homens e uma pessoa não-binária. 

Analuh junto à Estela Pedroso, mulher trans e Social Media Analyst

Mas a realidade das pessoas trans que integram a Warren, destaca a analista, não é a mesma de 90% da população trans do Brasil, que encontra na prostituição a única forma de remuneração. E vale ressaltar também que a expectativa de vida deste grupo é de 35 anos.

Os números citados são da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).

“A remuneração é a nossa chance de sonhar e até de viver mais. Ter acesso a um plano de saúde também é muito importante porque nos permite acessar diversas especialidades.”

Ela acrescenta: “na maioria das vezes, você vai a uma nutricionista ou a um psiquiatra, por exemplo, e eles nunca trataram uma pessoa trans. Sabe por quê? Porque as pessoas trans não têm acesso a esses espaços”, aponta.

Para ela, falta a compreensão do mercado de que a presença de pessoas trans e outros recortes diversos é essencial para a qualidade de seus produtos ou serviços.

“Trazendo para a realidade da Warren, o nosso objetivo é ajudar os brasileiros a investirem bem. Para isso acontecer você precisa construir um produto a partir do olhar da diversidade. Não existe a possibilidade de a gente criar um produto bom para todas as pessoas sem que todo o tipo de pessoas esteja envolvida”, enfatiza.

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Dia do Orgulho: um dia para celebrar vitórias

Na visão de Analuh, o Dia do Orgulho LGBTQIA+ é um dia para celebrar vitórias.

“Não temos como esquecer da dor do preconceito, pois ela nos atravessa diariamente. Mas neste mês, que se trata de orgulho, podemos comemorar o que já conquistamos como comunidade e reforçar a importância das pessoas que lutaram antes de nós para que a gente possa estar aqui hoje”.

Ela destaca algumas destas vitórias: 

  • 2013: a conquista do direito da celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento, entre pessoas de mesmo sexo;
  • 2015: a decisão que casais homoafetivos possuem o direito de adotarem crianças, independentemente da idade, sendo tal delimitação discriminatória;
  • 2018: o direito à retificação de nome e gênero para pessoas trans, independentemente de cirurgia de transgenitalização ou da realização de tratamentos hormonais;
  • 2019: a LGBTQIA+ fobia passou a ser crime no Brasil. Com isso, o país tornou-se o 43º país do mundo a criminalizar a prática;
  • 2019: a transexualidade deixou de ser considerada um transtorno mental.

Iniciativas da Warren voltadas à comunidade LGBTQIA+

Além do Warren Progresso, cuja primeira edição, em 2021, foi afirmativa para pessoas trans, a Warren possui outras iniciativas. Confira:

Warren Pulse

O Warren Pulse é a frente interna da Warren dedicada ao desenvolvimento de ações de pertencimento aos colaboradores LGBTQIA+, pessoas pretas e pardas e pessoas com deficiência. 

O Warren Pulse promove debates internos, workshops e materiais sobre inclusão e diversidade.

Assistência em saúde

Este é um benefício da Warren exclusivo para pessoas trans, para que elas possam realizar tratamentos com terapia hormonal. Através do programa, a pessoa colaboradora recebe R$ 200 de auxílio por mês.

Essa iniciativa contribui para a afirmação da identidade de gênero e tem impacto na segurança e bem estar desse recorte.

Além deste benefício, todas as pessoas da Warren contam com plano de saúde.

Grupos por afinidade

O diálogo constante gera empatia e faz evoluir nossos conhecimentos. 

Para que as pessoas colaboradoras possam trocar informações não apenas com outras pessoas da comunidade LGBTQIA+, mas com toda a empresa, a Warren criou o canal de comunicação interna Warren Diversidade. 

Há ainda outro grupo, o Warren Pride, esse exclusivo para pessoas que se sentem representadas pelas letras da sigla.

Novidade: Coleção Warren Pride

Aberta para todo o Brasil, a Warren Shop acaba de lançar a coleção Warren Pride.

Reforçando o nosso compromisso social, abrimos mão do lucro arrecadado com a venda das peças — não somente desta coleção, mas de todos os itens comercializados pela nossa loja — revertendo o dinheiro para ações relacionadas ao tema da coleção.

Com a coleção Warren Pride, serão apoiadas iniciativas voltadas para a comunidade LGBTQIA+.

Camisetas, moletons, ecobags e bonés são alguns dos itens que compõem a nova coleção.


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