Na montanha-russa da Bolsa, existe um segredo para não sofrer  

Faltando alguns minutos para o meio-dia, você faz login na sua conta no aplicativo da corretora e vê tudo verde: é dia de bom humor na Bolsa de Valores.

O Ibovespa, principal índice de ações do Brasil, está positivo, assim como as principais empresas do país. Tem papel valorizando mais de 5% na sua carteira!

Satisfeito, você fecha o app e vai almoçar com os colegas do trabalho.

Na fila do restaurante, enquanto aguarda para pagar, você decide dar mais uma espiada no mercado, antes de voltar ao trabalho.

Surpresa: o que era verde, ficou vermelho. O seu patrimônio agora oscila negativamente, o Ibovespa derrete e aquela sua ação, que antes valorizava 5%, está em território negativo.

É o suficiente para estragar a sua tarde, fazer você repensar suas decisões de investimento e se culpar pelo que fez ou deixou de fazer.

Com um ponto final nessa introdução fictícia, vem a pergunta: uma situação parecida já aconteceu com você ou com alguém que você conhece?

Vamos combinar: na renda variável, a oscilação é tanta que chega a lembrar uma montanha-russa: você está no alto e depois cai. Pega embalo e sobe de novo, mas sofre um tombo ainda maior. 

O que fica, mesmo, é a sensação de vertigem.

Investir na Bolsa precisa ser estressante?

Não é novidade para ninguém que a renda variável oscila diariamente. Mas, como é o seu patrimônio que está em jogo, pode ser estressante acompanhar o mercado aguardando por valorização e observar apenas prejuízo.

Foi assim que se sentiram boa parte dos investidores com posições na Bolsa em 2021, quando o Ibovespa recuou 12%.

A boa notícia é que essa relação entre você e seus investimentos em renda variável não precisa ser estressante. 

Sim, a montanha-russa vai oscilar, vai trazer adrenalina e vai causar vertigem nos desavisados. 

Mas você pode escolher curtir esse percurso como se fosse um voo de cruzeiro.

Quer entender mais?

Neste artigo, trazemos alguns argumentos para você repensar a maneira como enxerga suas aplicações e o horizonte dos seus investimentos na Bolsa de Valores.

Boa leitura!

Por que a Bolsa oscila tanto?

Aqui, precisamos retroceder um pouco e explicar as bases sobre as quais os investimentos em renda variável são construídos.

Você provavelmente já sabe, mas não custa relembrar: ao contrário da renda fixa, em que você decide, no momento do investimento, qual a taxa de juros ou índice que vai remunerar a sua aplicação, na renda variável é impossível ter certeza da rentabilidade.

Em troca dessa incerteza, você recebe uma maior expectativa de retorno — no longo prazo.

No mundo dos investimentos, a roda gira como se fosse um triângulo.

Os três lados desse triângulo são:

  • Liquidez
  • Rentabilidade
  • Segurança

Em qualquer decisão de investimento, você pode optar por privilegiar dois desses lados — nunca os três.

A renda variável entrega alta liquidez (a facilidade com que você consegue transformar seu investimento em dinheiro) e alta expectativa de rentabilidade, abrindo mão da segurança.

E renda fixa? Temos segurança e liquidez — mas sem alta rentabilidade, como a que pode ser alcançada na renda variável.

No dia a dia da Bolsa de Valores, que reúne a maior parte dos investimentos em renda variável, a oscilação é chamada de volatilidade: quanto maior for a variação de preços de uma ação, por exemplo, dentro de um intervalo de tempo, maior será a sua volatilidade.

E o que faz o preço de uma ação subir ou cair? O interesse dos investidores por comprar ou vender o ativo.

É a lógica da oferta e da demanda: considerando o preço de tela, se houver maior volume de interessados na compra, do que na venda, o preço tende a subir.

Em resumo, podemos explicar que as ações oscilam de forma caótica porque os investidores se comportam de forma caótica.

Há uma infinidade de eventos que podem afetar o preço dos ativos, desde notícias relacionadas ao governo, às empresas ou ao cenário internacional. 

E é natural que seja assim, porque o mercado se move com base nas informações de momento e nas projeções feitas para o futuro, com base nessas informações.

Se as informações mudarem a ponto de modificar a expectativa de geração de caixa de uma empresa, é esperado que o mercado responda na mesma medida.

Como esquecer, por exemplo, da ocasião em que o governo interferiu no comando da Petrobras, em 2021? 

As ações da empresa despencaram mais de 20% naquele dia, porque o mercado viu, naquele movimento, uma sinalização de que a empresa passaria a atender a interesses políticos.

Como as informações se renovam a cada minuto e a Bolsa de Valores funciona todos os dias úteis, os preços vão oscilando de forma ininterrupta, numa eterna busca por equilíbrio entre compradores e vendedores.

Conseguimos explicar melhor a oscilação da Bolsa? Agora, queremos falar sobre o horizonte dos seus investimentos.

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Mudando o horizonte do seu investimento

Aqui na Warren, enxergamos o investimento na Bolsa de Valores como uma posição de longo prazo.

Ou seja: pelo menos cinco anos, mas também dez, quinze, trinta anos.

Se você tem objetivos para o seu dinheiro que precisam ser cumpridos em menos de dois anos, por exemplo, o investimento na Bolsa não é aconselhável.

Você precisa de segurança e previsibilidade, e não de rentabilidade. 

Por isso, ao abrir uma conta na Warren e criar objetivos de curto prazo, a alocação da plataforma vai privilegiar investimentos em renda fixa.

Imagine, por exemplo, que você tivesse colocado R$ 200 mil no início do ano passado, com o objetivo de valorizar esse patrimônio e comprar, em 2022, um apartamento que custa R$ 300 mil. 

O Ibovespa recuou 12% no período. Você teria, considerando apenas o montante inicial e a variação do principal índice da Bolsa, R$ 176 mil ao fim do ano.

Nesse cenário, acabaria perdendo dinheiro e realizando o prejuízo, porque você não pode esperar pela valorização do patrimônio no longo prazo.

É por isso que a Bolsa é mais indicada quando você tem objetivos que serão realizados em vários anos — e até décadas. 

É o caso da sua aposentadoria, da faculdade de um filho recém nascido e da independência financeira.

No longo prazo, a oscilação compensa, como mostra um dos gráficos mais famosos do mundo dos investimentos, do icônico livro “Investindo em ações para o longo prazo”, de Jeremy Siegel:

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Siegel compara o retorno acumulado, descontando a inflação, de um dólar investido em ações (stocks), letras do governo de curto prazo (bills), títulos do governo de longo prazo (bonds), ouro (gold) e moeda corrente (US Dollar), de 1802 aos dias atuais.

Em um período extremamente longo, superior a 200 anos, fica claro que a Bolsa tem seus anos de queda, mas a trajetória compensa.

Um dólar, nesse comparativo, teria se transformado em mais de U$S 700 mil, com o trabalho dos juros compostos no longo prazo.

Essa ilustração do cenário americano ajuda a mostrar por que a mentalidade de longo prazo é a vencedora na Bolsa de Valores.

Nosso próprio CEO, Tito Gusmão, cansa de repetir nas suas redes sociais: “Se alguém promete que vai ficar rico do dia para a noite com a Bolsa, fuja”. 

O que enriquece é o trabalho — e os investimentos são uma maneira de potencializar o seu patrimônio e atingir os objetivos que você deseja.

Além disso, essa mentalidade está perfeitamente alinhada a alguns dos maiores investidores da história, como Warren Buffett

Investir para o longo prazo significa enxergar as empresas listadas na Bolsa como negócios reais, e não apenas tickers no home broker.

Significa investir com a mentalidade de sócio, mirando vários anos na frente. Porque você confia na gestão e no modelo de negócios da companhia, e não porque você quer ficar rico rápido.

Por isso, se você tem investimentos na Bolsa e mira no curto prazo, sugerimos rever essa estratégia enquanto há tempo.

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Como lidar com o sobe e desce na prática?

Agora que já expusemos alguns dos argumentos a favor do longo prazo na Bolsa de Valores, vamos detalhar, em passos simples, como você pode lidar com a oscilação da montanha-russa sem ficar enjoado.

Acompanhe!

Pode ser a hora de rever o seu perfil de risco

Aqui, precisamos ser taxativos: se a oscilação diária, semanal ou mensal da Bolsa de Valores mexe com os seus nervos, tira o seu sono e traz estresse para a sua vida, esse é um grande sinal de que a sua alocação não está compatível com o seu perfil de risco.

Pode ser a hora de rever o seu perfil de investidor, porque provavelmente você está disposto a correr menos riscos do que vem correndo.

Isso significaria, é claro, uma redução da sua exposição à renda variável, com reforço nas posições de renda fixa.

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Diversificação protege seu patrimônio

Uma das maneiras mais recomendadas para investir o seu patrimônio de maneira eficiente é por meio da diversificação

Considerada por muitos o único “almoço grátis” dos investimentos, a diversificação permite que você proteja seu patrimônio contra a volatilidade. 

Na Warren, nossas carteiras de investimento são montadas de forma diversificada: você tem acesso a diferentes classes de ativos, do Brasil e do exterior, e também a diferentes ativos dentro dessas classes.

Melhor do que ser sócio apenas de uma empresa de um único setor, é ser sócio das melhores empresas de diversos setores não relacionados entre si, concorda?

Assim, quando a Bolsa cai aqui no Brasil, por exemplo, sua carteira pode ser beneficiada pela valorização das bolsas no exterior, ou pela parcela de renda fixa que não sofreu alterações.

Você também pode diversificar investindo em FIIs, em dólar, em ouro, em criptomoedas… as possibilidades são praticamente infinitas. 

O percentual exato que deve ser destinado a cada classe vai depender, novamente, dos seus objetivos e do seu perfil, mas a diversificação deve ser considerada uma aliada inseparável de qualquer investidor.

Menos ansiedade, mais paciência

Sejamos sinceros: se você tem uma carteira para aposentadoria ou para independência financeira, vai mudar algo acompanhar diariamente a evolução dos números?

Existe alguma nova informação que fará você mudar a sua estratégia de investimentos com aportes constantes e foco no longo prazo?

Não importa se você investe diretamente nas melhores empresas da Bolsa ou em fundos de investimentos cuja gestão você confia — como os da Warren —, o fato é que acompanhar o sobe e desce da Bolsa diariamente vai trazer apenas ansiedade.

Não vai ser produtivo para o seu dia a dia e não vai fazer de você um investidor melhor.

Nesse sentido, nossa recomendação é confiar no processo, seguir a estratégia e ter paciência, porque são os pacientes que conseguem bons resultados com consistência na Bolsa de Valores.

Um alento para quem está na fase de acumulação

Se você almeja se aposentar em algumas décadas, ou tem uma meta de longo prazo para a sua independência financeira, faz sentido vibrar quando a Bolsa cai.

Parece contra-intuitivo, mas a lógica é simples: com o mesmo volume de dinheiro, você consegue comprar mais cotas, que vão render mais no futuro.

Para quem está na fase de acumulação e construção de patrimônio, esperar que a Bolsa suba todos os dias, semanas ou anos não faz sentido, porque não é essa a lógica da renda variável, e não é coerente, porque você vai comprar menos do que poderia.

Se torcer fizesse diferença, o objetivo seria comprar a preços baixos nesta fase de acumulação e acompanhar uma valorização exponencial nos anos mais próximos do seu objetivo.

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O nosso conselho mais sincero

Aqui na Warren, acreditamos que os investimentos não podem ser um motivo para ansiedade e estresse. 

Enxergamos os investimentos como a construção de sonhos e objetivos, e não como uma sede especulativa, que traz aflição e exige seu acompanhamento diário.

Nosso conselho mais sincero é montar uma estratégia, criar suas carteiras e confiar no processo. 

As carteiras indicadas pela plataforma já contam com uma alocação personalizada para o seu perfil e para os seus objetivos. Assim, você não precisa repensar a estratégia — basta segui-la.

Temos gestores experientes e extremamente capacitados para fazer a alocação do seu patrimônio com foco no longo prazo.

Dessa forma, o investimento passa a ser uma parte prazerosa do seu mês, e você ganha tempo para se dedicar a assuntos que lhe sejam mais interessantes. 

Que tal passar um tempo de qualidade com a sua família, desenvolver um hobby, pensar em uma segunda fonte de renda, ou simplesmente maratonar sua série favorita? 

Para nós, voo de cruzeiro é isso: investir para viver bem.

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