Ethereum: tudo sobre a segunda maior criptomoeda do mundo  

A Ethereum é a segunda maior criptomoeda do mundo, com valor de mercado estimado em US$ 540 bilhões.

Definida como uma plataforma que opera usando a tecnologia da blockchain, a Ethereum fica atrás apenas do Bitcoin na lista de maiores criptomoedas do mundo.

Mas como funciona a Ethereum? Quais são as principais diferenças em relação ao Bitcoin? Vale a pena investir nesse ativo? 

Neste artigo, você vai obter essas e outras respostas sobre a Ethereum

Vamos juntos? Boa leitura!

O que é Ethereum?

O que é Ethereum, ilustração

Na prática, a Ethereum não é uma criptomoeda, mas sim uma plataforma com base na tecnologia blockchain — a mesma utilizada pelo Bitcoin. Esse é o nome de um sistema digital utilizado para o envio e recebimento de informações que se conectam e são armazenadas em forma de blocos.

Aqui está a origem do nome da tecnologia que, em tradução livre para o português, significa “cadeia de blocos”.

Dentro da Ethereum, os investidores podem negociar contratos inteligentes e descentralizados da economia tradicional. 

Essas transações são pagas com uma criptomoeda própria: o Ether (ETH).

Como há uma relação muito forte entre o Ether e a rede Ethereum, de um modo geral eles são usados como sinônimos. Mas agora você já sabe a diferença entre os dois termos.

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História da Ethereum

A Ethereum foi idealizada pelo russo Vitalik Buterin. Em 2013, ele compartilhou a sua ideia e logo ganhou apoio de investidores para que ela fosse colocada em prática. 

Ele já sabia da existência do Bitcoin, mas queria evoluir a tecnologia. É por isso que pensou em lançar uma plataforma, em vez de simplesmente uma criptomoeda.

Como vimos, a Ethereum não permite apenas a negociação financeira, mas principalmente a inclusão de contratos inteligentes

Esse modelo é capaz de facilitar a interação de tudo que, de alguma maneira, possa ser programado de forma digital.

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Quando a Ethereum foi lançada?

Após a realização de alguns testes, a Ethereum foi lançada para o público geral no dia 30 de julho de 2015.

Desde então, a rede já passou por diversas atualizações visando melhorias de segurança e performance, algo que será recorrente daqui em diante também. 

Há muita expectativa sobre o lançamento de uma versão 2.0 da plataforma.

Vale destacar que, desde a sua liberação, a Ethereum vem ganhando um destaque considerável pela sua facilidade de negociação de contratos inteligentes sem depender da centralização de entidades tradicionais (como governos ou bancos). 

Não por acaso, entre os projetos digitais, a ideia de Buterin só fica atrás do Bitcoin em capitalização de mercado, como mencionamos no início do artigo. 

Mas a diferença entre os dois ativos é alta: o Bitcoin já superou a marca de US$ 1 trilhão em capitalização, enquanto a Ethereum vale cerca de US$ 540 bilhões.

Quem é o fundador da Ethereum?

Vitalik Buterin nasceu na Rússia, mas ainda pequeno foi viver no Canadá.

Desde os primeiros anos escolares, ele já se destacou pela facilidade em disciplinas de exatas, como a matemática. 

Um indício das suas habilidades para atividades como a programação, algo que seria essencial no desenvolvimento da Ethereum.

A grande conexão de Buterin com as moedas digitais veio na adolescência, quando ele foi apresentado ao Bitcoin

Ele ficou encantado com a tecnologia blockchain e com as novas possibilidades que um projeto desse tipo poderia oferecer ao mundo moderno e passou a produzir conteúdo sobre o tema.

O sucesso dos seus textos o levou a ser convidado a participar da Bitcoin Magazine, uma revista especializada no universo das criptomoedas. 

Ao mesmo tempo, Buterin também enxergava a oportunidade de melhorar a forma pela qual as pessoas poderiam se relacionar com as moedas digitais. 

Em outras palavras, ele entendia que o formato poderia ser estendido a outros setores também — justamente a ideia que o levou a formular o conceito dos contratos inteligentes. 

Foi a partir desse momento que passou a se dedicar na elaboração e no lançamento do seu projeto da Ethereum.

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Quais são as vantagens da Ethereum?

Quais são as vantagens da Ethereum, ilustração

Nenhuma ideia faz sucesso se ela não oferecer boas soluções para o mercado no qual está inserida. E não é diferente no caso da plataforma Ethereum

O projeto, afinal, traz vantagens interessantes para que seja utilizado na prática por muitos investidores. 

Veja alguns exemplos:

  • Descentralização
  • Tecnologia blockchain
  • Contratos inteligentes

Vamos explorar um pouco mais sobre os principais benefícios da Ethereum a seguir:

Descentralização

A maior parte dos projetos digitais tem como base as Finanças Descentralizadas (DeFi). 

Essa ideia consiste na remoção de intermediários tradicionais que, em muitas negociações, acabam por tornar o processo burocrático e até mesmo elevar o custo das transações. 

É o caso, como já mencionamos anteriormente, de bancos e do governo.

É raro encontrar alguém que não teve problema com algum intermediário dentro de uma negociação. 

Isso acontece porque, entre outras exigências, a entidade que assume esse papel também cobrará uma parcela para atuar na transação. 

Isso pode acontecer via cobrança de uma taxa, por exemplo.

No entanto, as negociações realizadas dentro da Ethereum são feitas diretamente entre as duas partes, dispensando a atuação de um intermediário na transação financeira

O pagamento é feito diretamente do comprador para o vendedor utilizando o Ether, a criptomoeda oficial da Ethereum.

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Tecnologia blockchain

Outro ponto relevante da Ethereum é o uso da tecnologia blockchain. 

Esse sistema oferece uma elevada segurança nos dados transacionados, além de garantir velocidade e eficiência em todo processo.

Desde o seu lançamento oficial, em 2015, não houve qualquer intervenção de terceiros aos dados que foram transacionados dentro da rede. 

Esse é um fator fundamental para os participantes da plataforma, algo que é garantido justamente pela tecnologia blockchain. 

Vale ressaltar, porém, que a tecnologia blockchain não é uma exclusividade da Ethereum, já que o Bitcoin também é baseado nessa tecnologia — e por consequência as criptomoedas derivadas dele.

Contratos inteligentes

Por fim, se a tecnologia blockchain não é exatamente uma exclusividade da Ethereum, a aplicação dos contratos inteligentes é um enorme diferencial

Eles permitem que qualquer atividade programável seja negociada, algo que garante uma enorme facilidade para as partes envolvidas.

Esse é um cenário proposto pela plataforma e que vai além do contexto das criptomoedas. 

É uma forma simples, prática e segura de realizar as negociações sem depender da boa vontade das entidades tradicionais. 

E esse aspecto faz muita diferença para a popularidade da rede Ethereum.

Quais são as principais diferenças entre a Ethereum e o Bitcoin?

Em função do tempo de lançamento próximo desses projetos digitais, do uso da tecnologia blockchain e do sucesso alcançado no mercado de criptomoedas, é extremamente comum encontrar comparações entre o Bitcoin e a Ethereum

No entanto, existem grandes diferenças entre ambos.

O primeiro ponto de distanciamento entre os dois projetos é a sua finalidade. 

Como já vimos ao longo do texto, a Ethereum é uma plataforma com diversas funcionalidades de negociações, utilizando de uma criptomoeda própria para que as transações sejam realizadas. 

Já o Bitcoin é uma moeda digital em si.

O tempo de mineração é outro ponto de diferenciação: enquanto o Bitcoin leva, em média, dez minutos para ser minerado, o mesmo processo exige poucos segundos para o Ether. 

Ou seja, há uma velocidade muito maior para negociações dentro da Ethereum.

Ainda vale a pena investir em Ethereum?

Se você chegou até aqui, muito provavelmente se interessa pelo mercado de criptomoedas. 

E, de uma maneira lógica, é possível também que queira entender se vale a pena investir nesse projeto digital. 

A resposta, entretanto, depende de alguns fatores.

Cuidado com a volatilidade

Em primeiro lugar, é necessário que você entenda que o mercado de criptomoedas ainda apresenta alta volatilidade

Da mesma forma que o Bitcoin multiplicou em muitas vezes o capital dos seus investidores, em diversos momentos o ativo apresentou quedas superiores a 80%. 

E esse é o cenário que pode se apresentar para a Ethereum.

Isso significa que, antes de olhar para potenciais ganhos, qualquer investidor deve avaliar se essa classe de ativos tem espaço dentro do próprio perfil

Será que a Ethereum é para você?

Caso você seja mais conservador e tenha pavor só de pensar em perder dinheiro, não recomendamos que faça esse tipo de exposição dentro do seu portfólio.

Mesmo para perfis mais agressivos, a dica é ajustar uma pequena parcela do patrimônio ao investir em Ethereum ou mesmo outras moedas digitais. 

A volatilidade é bem acima da média até mesmo para quem já é habituado à renda variável, de modo que a cautela é uma grande aliada para calibrar uma posição que permita surfar o crescimento desse mercado, mas sem comprometer a tranquilidade de rotina.

Qual o prazo do seu investimento?

Outro ponto importante é o horizonte temporal do investimento

Por mais que exista sim um potencial muito lucrativo ao investir no projeto da Ethereum, não podemos esquecer de que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. 

Em outras palavras, não há como prever se a tese dos projetos digitais vai se concretizar — e, muito menos, em quanto tempo isso poderá acontecer.

Desta forma, o ideal é investir uma quantia de capital que não seja necessária no curto prazo, de modo que você não precise realizar um resgate em uma situação de pânico do mercado, por exemplo.

Portanto, por mais que ainda exista um potencial interessante para a valorização das criptomoedas e demais projetos digitais no longo prazo, é essencial que toda posição no mercado seja ajustada de acordo com o seu perfil de investidor, os seus objetivos financeiros e o prazo para o qual o dinheiro está investido.

Como investir em Ethereum?

Como investir em Ethereum, ilustração

Se você está convencido de que investir em Ethereum é uma boa oportunidade para o seu perfil de investidor, precisamos apresentar as alternativas para esse tipo de aplicação. 

Em resumo, são três caminhos para esse objetivo:

Vamos apresentá-los brevemente na sequência. Lembrando que não se trata de uma recomendação de investimentos, pois essa é uma decisão essencialmente pessoal.

Corretoras de criptomoedas

A primeira maneira que você tem para investir em Ethereum é buscar por uma corretora de criptomoedas, como a Eliot

Elas nada mais são do que plataformas para que você possa investir em projetos digitais, cobrando uma taxa para cada negociação pela função de agente intermediário.

A dinâmica de funcionamento é similar ao que acontece na bolsa de valores

Por lá, você terá uma vitrine com uma série de criptomoedas que são negociadas de acordo com as cotações de mercado. 

Assim, basta comprar e vender os ativos que forem do seu interesse, assumindo os riscos das condições econômicas para cada momento.

A grande vantagem de negociar criptomoedas por meio de uma corretora é a liberdade para comprar o que você entender como mais atrativo

Por outro lado, é preciso entender bem sobre o projeto, evitando assim riscos desnecessários com moedas digitais que não sejam bem sucedidas.

ETFs

Outra forma de investir em criptomoedas, mas desta vez de uma forma mais passiva, é por meio dos Exchange Traded Funds (ETF). 

Em tradução livre para o português, eles são os fundos negociados em bolsa ou “fundos de índices”, como são mais conhecidos.

Esses são fundos de investimentos que visam replicar o comportamento de um determinado índice. 

E já existem alternativas para investir em Ethereum com base em ETFs. É o caso do QETH11 e do ETHE11, geridos pela QR Capital e pela Hashdex, respectivamente. Esses dois produtos são compostos apenas pela Ethereum, replicando o seu comportamento.

Para quem busca investir no mercado de criptomoedas, mas com diversificação, há ainda o HASH11, também gerido pela Hashdex. 

Esse produto contém uma série de ativos em seu portfólio, ajustados periodicamente. A maior parcela do patrimônio está posicionada em Bitcoin, mas há uma parte da Ethereum também dentro do portfólio.

Fundos de investimentos

Por fim, a indústria dos fundos de investimentos está de olho no mercado de criptomoedas e, desde 2018, já tem a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para incluir essa classe de ativos nas estratégias — desde que, evidentemente, com a devida comunicação aos cotistas e respeitando o perfil do produto.

Neste caso, a vantagem está na própria estrutura dos fundos de investimentos. Você pode, afinal, delegar para o gestor do produto a tomada de decisão sobre onde alocar o capital.

Para o investidor individual, a maior parte dos fundos de criptomoedas utiliza como regra uma alocação de até 20% do patrimônio em criptomoedas. 

O restante (80%), costuma ser destinado para a renda fixa tradicional — como Tesouro Selic, por exemplo.

Ou seja: opções não faltam para você investir em Ethereum ou mesmo outras moedas digitais. 

No entanto, é essencial que a decisão seja tomada com calma e sempre respeitando o seu perfil de investidor.

Abrindo uma conta na Warren, você pode escolher diversos fundos de investimento de criptos para investir, além de ETFs que acompanham esse mercado. 

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