5 lições de 2021 para os seus investimentos  

O ano que está se encerrando foi extremamente desafiador para os investidores brasileiros. 

Grande parte dos investimentos sequer acompanhou a inflação, e alguns trouxeram perdas nominais significativas.

Vamos relembrar como foi o ano e identificar algumas lições que ele deixou?

Como foram os investimentos em 2021?

A seguir, vamos contextualizar um pouco do desempenho dos principais investimentos ao longo de 2021.

Bolsa de Valores patinando

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, abriu o primeiro pregão de 2021 aos 118.855 pontos. 

Nessa data, muitos analistas estavam bastante otimistas com as aplicações em ações. Depois de o mercado andar de lado no início do ano, começou a cair e ficou, em março, abaixo dos 110 mil pontos. 

Então começou a subir forte, atingindo os 131 mil pontos no início de junho

Porém, logo o desânimo voltou a tomar conta e o índice chegou aos 100.075 no dia 30 de novembro, quando os memes de “Ibovespa já é 100k na Austrália” invadiram as redes sociais. 

Felizmente o índice voltou a subir, chegando a 106 mil pontos na data que escrevo este artigo, mesmo assim, muito longe dos 150 mil que muitos previam.

Uma Selic imprevisível

Poucos adivinharam o que aconteceu com a Selic, a taxa básica de juros da economia. 

Começamos o ano em 2,0%, quando muitos anunciavam que a renda fixa estava morta. 

Com a taxa básica negativa em termos reais, um velho pesadelo dos brasileiros voltou a assolar: a inflação passou para a casa dos dois dígitos – e a Selic está encerrando o ano a 9,25%, com indicação de mais um aumento significativo na primeira reunião do Copom de 2022.

Para onde vai o dólar?

A maioria dos analistas também errou nas previsões para o dólar, que era apontado como azarão e já acumula alta de mais de 8% no ano, mas não sem antes ter apresentado elevada volatilidade

Mesmo gestores com longo histórico de acertos no câmbio acabaram sofrendo durante o ano que passou.

Os fundos em busca do benchmark

O ano de 2021 também foi duro com os gestores de fundos de investimentos

Dados consolidados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) demonstram que muitos fundos não conseguiram alcançar seus respetivos benchmarks, ou seja: os gestores não conseguiram acompanhar seus índices de referência. 

No mercado de fundos de investimentos imobiliários, as perdas foram bastante significativas: a maior parte dos investidores viu o valor das suas cotas se reduzindo. 

Poucos fundos imobiliários conseguiram se valorizar em 2021. 

O mesmo aconteceu com os títulos públicos de prazos longos. 

Como a taxa de juros subiu, o Tesouro IPCA 2045 e o Pré-fixado 2031 perderam em torno de 20% do seu valor ao longo do ano.

5 lições de 2021 para os seus investimentos

A primeira vontade dos investidores que perderam dinheiro é de esquecer 2021. 

Nosso cérebro, para estabelecer nosso bem-estar psicológico, já está trabalhando com rapidez nesse sentido. 

Ao contrário de atender a esse instinto, devemos fazer um esforço para conservar para sempre na memória este difícil ano. 

A melhor forma é escrever e guardar as lições por nós aprendidas.

Cada investidor aprendeu de forma diferente, até porque a realidade não foi a mesma para todos. Alguns conseguiram até ganhar dinheiro este ano. 

Mas certas lições são comuns a todos nós.

Quem entrou o ano de 2021 com uma carteira bem distribuída entre as reservas de imprevistos, de sonhos e de aposentadoria certamente suportou melhor a volatilidade.

1. Mantenha a sua reserva de imprevistos a salvo

Nossa reserva de imprevistos deve cobrir no mínimo três meses dos nossos gastos mensais e deve sempre estar alocada em ativos de elevada liquidez e baixa volatilidade. 

Como ela não pode correr riscos, é natural que apresente baixa rentabilidade. 

A baixa taxa Selic do início do ano levou muitos investidores a abandonarem as aplicações vinculadas a ela e ao CDI em busca de maiores rentabilidades em outras aplicações. 

Como vimos, isso foi um erro. 

Agora que a taxa está elevada, muitos investidores podem resolver ir para o outro extremo, migrar suas reservas de longo prazo das aplicações de risco maior e correr para a segurança da Selic. 

Isso não é aconselhável, até porque, mesmo nominalmente elevada, a rentabilidade real das aplicações de baixo risco ainda está abaixo da inflação.

2. Diversifique na reserva de aposentadoria

Para nossa reserva de aposentadoria, o importante é ter uma carteira diversificada entre títulos públicos, ações e imóveis – ou, então, fundos que apliquem nesses mercados. 

Para fugir da forte volatilidade, só existe uma receita: comprar aos poucos e de forma constante ações de empresas sólidas e com boa governança corporativa, fundos imobiliários e títulos públicos de longo prazo como o Tesouro IPCA. 

Certamente você pode delegar essa tarefa para gestores profissionais, seja aplicando em fundos de investimentos, em especial os multimercados, seja aplicando em fundos de previdência como os PGBLs ou VGBLs.

3. Defina prazos para as suas reservas de sonhos

Para a reserva de sonhos, o importante é definir se o sonho é de curto, médio ou longo prazo e se ele tem data fixa para acontecer. 

Investimentos para sonhos de curto prazo e com data marcada não devem correr riscos, já aqueles de longo prazo e sem data podem correr mais riscos, ou seja, podem ser aplicados em ativos de maior volatilidade.

4. Não tente prever o futuro

Há muitas pessoas que dizem poder prever o futuro e, claro, muitas outras que acreditam nisso. 

Mas se tem uma coisa que aprendi ao longo de quase quatro décadas no mercado financeiro é que ele é imprevisível. 

Não conheço um só homem ou uma só mulher que consiga prever o futuro.

5. Confie na diversificação dos investimentos

Então, para 2022, o importante é separar muito bem suas reservas e confiar na diversificação dos investimentos

Repetindo uma frase bastante batida: a diversificação é o único almoço grátis do mercado financeiro

E ela é batida porque é extremamente verdadeira.

Aqui na Warren, facilitamos a tarefa de separar as reservas e diversificar seus investimentos, com uma plataforma inteligente e totalmente adaptável aos seus objetivos. 

E caso você queira um apoio na alocação dos seus investimentos para o próximo ano, a assessoria da Warren é totalmente livre do conflito de interesses, pois aqui trabalhamos pelo modelo fee-based, o mesmo que os concorrentes oferecem apenas para seus clientes privates.

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