Live 31/03: o raio-x das investidoras no Brasil  

Na live das 19h desta terça-feira, 31, nossa CPO e Head de RH, Kelly Gusmão, conversou com a Ana Leoni, executiva da ANBIMA. O tema da transmissão era qual é o perfil da investidora mulher no Brasil?

A inserção tardia da mulher no mercado de trabalho e o perfil de investidora são dois dos principais fatores que explicam este cenário. Neste post, você confere um pouco do que foi conversado nesta live.

Você pode assisti-la, completa, clicando no link, abaixo:

https://event.webinarjam.com/replay/49/0vnn3ug8hxlcrvso44

A mulher no mercado de trabalho

Ana Leoni trouxe dados da pesquisa ‘O Raio-X do Investidor’, da ANBIMA e mostrou três recortes específicos sobre a mulher: a taxa de participação no mercado de trabalho, a taxa de desocupação no mercado de trabalho e a divisão da chefia domiciliar entre homem e mulher nos últimos anos.

Taxa de participação da mulher no mercado de trabalho
Taxa de desocupação da mulher no mercado de trabalho

Como pode ser conferido nestes dois gráficos, acima, a mulher tem bem menos participação no mercado de trabalho e uma maior desocupação – ainda que em declínio. Ou seja, tem menos mulheres entrando ativamente como força de trabalho, porém das pessoas inseridas no mercado, há mais mulheres desempregadas.

Conforme Ana, com estes dados, já fica clara que a mulher larga em uma certa desvantagem. Ao mesmo tempo, entretanto, é possível notar um crescimento na porcentagem de mulheres que são as responsáveis pelo domicílio, conforme aponta o gráfico abaixo.

Responsabilidade domiciliar

Para exemplificar, Ana utilizou uma analogia como uma maratona:

“É como se as mulheres largassem alguns quilômetros atrás. Tento menor inserção no mercado de trabalho, recebendo salários em média menores do que os dos homens, por exemplo”, explica.

Mas é possível melhorar a posição nessa maratona?

A corrida é mais longa, mas os dados já mostram correr na direção para isso. As mulheres tem se inserido mais no mercado de trabalho, já possuem maior qualificação, tem mais participação como chefes domiciliares.

“É muito difícil mudar a história de uma hora para outra. Temos que continuar abrindo mais caminhos para que o cenário continue mudando”, aponta Ana.

A executiva da ANBIMA relembrou que muitas coisas que eram aceitas normalmente há alguns anos atrás, inclusive comportamentais, já não são mais. E isso, por si só, já é um indício de que a transformação já está acontecendo.

A mulher investidora

Kelly relembrou que apenas 23% dos CPFs cadastros na Bolsa Brasileira são de mulheres. Porém, Ana trouxe os dados da ANBIMA de mulheres que investem no geral (na bolsa, em fundos e outros produtos de investimento) e o dado é menos desequilibrado: as mulheres já são mais de 40% dentre todo brasileiro que investe.

E qual é o perfil destas mulheres? Por que e para que estas mulheres investem?

Conforme Ana, a grande motivação para investir que foi revelada na pesquisa é a busca pela segurança financeira, em especial para a família. Talvez por este instinto, o perfil de investidora da mulher é mais conservador, com mais medo de perder capital do que arrojo para arriscar.

Outro fato que pode contribuir para isso é o fato de que, historicamente, falar de dinheiro é um tabu no Brasil.

“O número de brasileiros investindo é baixo por si só. Não só de mulheres. E não só em perfis de alta renda. Ainda é difícil um casal sentar para falar abertamente em dinheiro. Vejo casos e que endividamentos grandes são segredo entre membros da mesma família”, contou Ana.

Mas, conforme Ana, os papéis estão se abrindo e para que se continue mudando este cenário, precisa haver uma mudança na forma de comunicação sobre o mercado financeiro.

Existe, sim, mais informação disponível sobre isso, mas é preciso existir abordagens diferentes.

“O conteúdo precisa conectar. A pessoa precisa engajar naquele discurso, precisa haver mais comunicação voltada para a mulher”, explica.

Ana acredita que para as mulheres terem mais participação no mercado financeiro como investidoras, o ideal é evoluir aos poucos e fazer uma coisa de cada vez.

“Existe uma ansiedade muito grande entre o 0 e 100. E entre investir na poupança e na Bolsa de Valores, há um grande caminho e vários produtos”, ponderou Ana.

Nós lembramos, sempre, que é importante respeitar o seu perfil de investidor. Mas, assim como a Ana, acreditamos que é preciso disseminar mais informações para que, assim, seja possível que o mercado financeiro possa ser mais e melhor explorado.

Está é a bandeira do Warren Equals.

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Para saber mais, confira a live completa aqui. E, se tiver alguma sugestão de assunto, deixe nos comentários ou entre em contato por qualquer um dos nossos canais de comunicação.

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