O que os esportes radicais têm em comum com os investimentos?  

Live com Jurandir Sell e Tamara Hernandes fala sobre riscos

Em um bate-papo descontraído e cheio de analogias interessantes, Tamara Hernandes, profissional de investimentos aqui na Warren, e Jurandir Sell, doutor em finanças comportamentais, trouxeram à tona um assunto importante: os riscos.

“O maior risco da vida é viver sem riscos”. É com essa frase que a conversa entre os investidores e também amantes dos esportes começou.

Para ambos, é unânime: quando fazemos algo com planejamento, é temos muito mais facilidade para administrar os riscos.

Tamara trouxe os conceitos perigo e risco para o público:

“Perigo é o fato. É o perigo de escorregar numa montanha, de se machucar no meio da rua. Mas o risco é a probabilidade dessas coisas acontecerem. E quando se entende como as coisas funcionam, é mais fácil de se gerenciá-lo”.

Escaladora há mais de 10 anos, Tamara fez um paralelo entre os perigos e riscos do esporte que pratica.

Ela conta que o perigo de uma pedra se deslocar ou de o tempo virar quando em cima da montanha é possível, mas que só se corre o risco real se não houver planejamento e conhecimento para saber como sair dessa situação.

“Pensando no mercado de investimentos, isso significa que é muito importante o investidor ter um entendimento básico das suas finanças e ter pessoas próximas em quem possa confiar, caso haja necessidade”, ressaltou.

E o mesmo se aplica quando falamos sobre perfil de investidor.

Além do conhecimento sobre a prática, também é fundamental o autoconhecimento. Saber o que é a volatilidade do mercado e entender como ela afeta os seus investimentos, por exemplo, é tão importante quanto entender qual é a sua tolerância a essa volatilidade.

Mas Jurandir ressaltou a importância da educação financeira, independentemente do perfil do investidor.

“No caso da confiança em quem está com você naquele momento, vemos inúmeros investidores entrando de olhos fechados no mercado financeiro, sem notar o conflito de interesse ao qual um profissional pode estar sujeitando seu patrimônio”, observou.

Tamara complementou: “Se na escalada há a necessidade de um curso básico para aprender como proceder em um ambiente de risco, nos investimentos isso também deve acontecer, para que assim o investidor consiga distinguir situações de ‘risco’ das mais conservadoras”.

LEIA MAIS | A luta por medalhas e a luta por independência financeira: 3 similaridades que você precisa conhecer

A importância de ter alguém em quem confiar

Jurandir e Tamara concordam que nada se faz sozinho, e que ter uma rede de apoio, seja no esporte ou no mercado financeiro, faz toda a diferença.

São essas as pessoas que estarão ao seu lado para ajudar tanto no planejamento de um objetivo como na resolução de um potencial risco. Durante a Live, um espectador até brincou: “Dá para subir a montanha sozinho, mas não dá para ser carregado por outra pessoa”.

Daí a necessidade de o investidor estar próximo das decisões sobre o seu patrimônio. Na Warren, mesmo clientes que contratam o serviço de Family Office estão em constante contato com os especialistas para que os objetivos financeiros planejados sejam alcançados. 

Falando sobre comportamento do investidor, Jurandir contou uma história sua sobre uma viagem que fez em que muitos perrengues aconteceram. Mas, como estava preparado, não teve nenhum risco.

No entanto, chegar ao seu destino e poder desfrutar de uma cama limpa e de uma noite de descanso o fez refletir sobre a valorização da sua segurança.

Jurandir vê muitos investidores que preferem correr riscos que não condizem com o seu perfil, sem dar importância para a segurança que alocar uma porcentagem do patrimônio em renda fixa tem, por exemplo. Para ele, é essencial ter equilíbrio.

Outro ponto compartilhado pelos dois mundos é a atenção que precisamos ter com o peso que carregamos.

Financeiramente falando, existem riscos pelos quais alguns investidores não precisam passar, produtos ruins que não deveriam sequer ser uma opção de investimento.

“Por exemplo, ter muitas ações do mesmo setor. Se ele cai, o investidor perde tudo, é um peso desnecessário”, comenta Jurandir.

Ele ainda complementou falando sobre o seu próprio caso enquanto ciclista. Para uma viagem de bicicleta, precisa preparar o alforje com o equipamento certeiro: “Se eu coloco muitas coisas, ele pesa e minha velocidade cai, mas se eu não me planejar, algo importante pode faltar.”

E assim como nos investimentos, no esporte, também deve-se respeitar a curva do aprendizado. 

Fica muito mais difícil conquistar os objetivos que se têm pulando etapas que vão formar a base daquele sonho. Sem o planejamento adequado para cada plano, são grandes as chances de ter que recomeçar várias vezes.

“Pense numa montanha. Como é que eu vou querer chegar no topo se eu não consigo sair do chão?”, questionou Tamara.

E sair da poupança é um desses passos iniciais que são muito importantes de serem dados.

Ela pode parecer “inofensiva”, mas também tem seus riscos. Como é  um produto de renda renda fixa, o investidor não perde o dinheiro, que está ali parado, mas tem o risco de perder seu valor de compra. Ou seja, riscos existem até onde parece não haver.

LEIA MAIS | Planejamento financeiro: 6 dicas para cuidar do seu dinheiro

Equilíbrio e as quatro dimensões da vida

Em seus estudos, Jurandir tem buscado entender o que é necessário para que o fato de nossa expectativa de vida estar cada vez mais alta seja um bônus, e não um ônus — nem individual, nem coletivamente.

Para isso, ele e dois colegas pesquisadores delimitaram quatro dimensões da vida, às quais chamam de capitais: o capital físico, o financeiro, o social e o intelectual.

Na conversa com Tamara, Jurandir falou sobre esses capitais, ressaltando a importância de se encontrar um equilíbrio entre eles em nossas vidas.

  • O capital físico é o seu corpo e saúde;
  • O capital financeiro é o seu patrimônio;
  • O capital social é a capacidade de ter boas relações; e
  • O capital intelectual é a capacidade de se adaptar ao mundo em que se vive.

E os esportes, ainda que estejam mais identificados com o capital físico, são uma forma de potencializar os demais capitais,  pois podemos levar os aprendizados da prática para outros âmbitos da vida.

Mas o fato é que a expectativa de vida tem aumentado, o que faz com que falar de dinheiro seja mais comum ao planejar o futuro.

“Seu filho não é seu plano de aposentadoria e seus pais não são sua reserva de emergência. Você deve pensar hoje em como quer estar amanhã, física, emocional e financeiramente,” ressaltou Jurandir.

Por isso é tão importante correr riscos e viver a vida conforme o que você acredita ser o melhor para você. O autoconhecimento não é um capital, mas é imprescindível para poder fazer escolhas, no dia a dia ou nos esportes.

A live foi gravada no IGTV do perfil de Jurandir no Instagram. Você pode conferi-la clicando aqui.

Uma carteira para cada objetivo de vida? Descomplicou! Abra sua conta na Waren agora mesmo.

Se você gostou da leitura, talvez também se interesse por: