5 lugares não tão óbvios para a sua próxima Eurotrip  

A Europa é repleta de maravilhas que todos já ouvimos falar algum dia. Paris, Roma, Veneza, Londres, Berlim, Madri, Lisboa são apenas alguns dos destinos mais badalados de quem vai conhecer o velho continente pela primeira vez.

Mas perto destes grandes centros, verdadeiras maravilhas estão escondidas. São pequenas cidades e vilarejos belíssimos, que merecem um pouco mais atenção quando a intenção for fazer um turismo mais tranquilo e descomprometido com o agito das capitais.

Por isso, neste artigo, trazemos 5 opções de lugares não tão óbvios para você contemplar na próxima Eurotrip, que podem render atividades durante um dia inteiro ou servir para apenas um bate-volta.

Vamos lá?

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Kotor, Montenegro

Montenegro é um país bem pequeno (muito menor que muitos estados brasileiros), localizado na região dos Balcãs, sudeste da Europa. Apesar de ser a cidade mais “famosa” da federação, Kotor ainda está longe de ser um destino óbvio de uma Eurotrip. 

Fundada pelo Império Romano, Kotor foi ocupada por diversos povos ao longo dos séculos e chegou a fazer parte da antiga Iugoslávia por mais de 70 anos. 

Com Montenegro se tornando um país independente em 2006, a cidade se tornou a grande porta de entrada dos turistas no país.

E o motivo disso é fácil de ser explicado: muito menos badalada que destinos mais próximos, como as praias da vizinha Croácia, por exemplo, Kotor é um reduto histórico muitíssimo bem preservado, rodeado por montanhas, ruelas,  muralhas medievais e a baía que leva o mesmo nome da cidade. 

Ao caminhar pelas ruas, é possível ver o quanto a história se mantém intacta, apesar de algumas pinceladas de modernidade. 

No Centro Histórico, listado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, antigas construções medievais foram revitalizadas e se transformaram em hotéis, restaurantes e bares. As famosas casas de pedras com janelas verdes são bem tradicionais por lá também.

O que fazer em Kotor

Algumas atividades são fundamentais: 

  • Conhecer a Catedral de São Trifão, construída em 1166, que já aguentou firme e forte dezenas de terremotos ao longo dos anos e é considerada a mais bonita da região.
  • Na baía, é possível fazer passeios de barco para se deslumbrar com todo o visual que a cidade oferece.
  • O Centro da cidade é repleto de praças com ótimos bares e restaurantes e é perfeito para uns bons drinks. Em uma delas, a Praça das Armas, é possível ver boa parte das construções venezianas e apreciar a Torre do Relógio, que nunca parou de funcionar desde o século 18.
  • Se estiver calor, aproveite as praias da cidade. Mar transparente, peixinhos nadando com você e um baita visual. O único porém: são praias de pedrinhas, não de areia. Então é possível que você estranhe um pouco no início. Muitos hotéis possuem praia privativa (em tempos de pandemia, pode ser uma ótima escolha).
  • Para quem gosta de fazer boas caminhadas, subir as muralhas que cercam Kotor é ter a garantia da melhor vista da cidade. 
  • Se for fã de souvenirs, o Bazar de Kotor, localizado no antigo Monastério de São Nicolau, é o lugar certo para comprar presentes e produtos artesanais.

Quanto tempo é necessário para visitar a cidade?

Dois dias é o suficiente para aproveitar todas as oportunidades, já que a cidade é pequena. Mas não se sinta culpado caso tenha menos tempo que isso. Kotor pode ser apenas um pedaço da sua Eurotrip, ainda mais se estiver ali pelos arredores da Croácia.

Ilha Burano, Itália

Se a bucólica Veneza estiver nos planos da sua Eurotrip, anote aí mais um destino que você precisa encaixar de alguma forma: Burano, ou, como é mais conhecida, a Ilha de Mil Cores.

E nem precisamos explicar o porquê. Na pequena ilha, localizada ao norte da lagoa de Veneza, podemos ver algo completamente diferente do que a famosa cidade das gôndolas nos oferece: cores, muitíssimas cores.

É como ir do 8 ao 80 em poucos minutos, já que Burano fica a menos de uma hora de Veneza, indo de vaporetto (uma espécie de transporte público oficial de Veneza).

Reza a lenda que os moradores (que são pouco mais de 4 mil) resolveram pintar suas casas de cores chamativas para melhorar a visibilidade dos barcos em dias de muita neblina.

Não sabemos bem se isso é verdade, mas podemos dizer que foi uma decisão acertada. As casinhas coloridas são ótimas para tirar fotos, mas também para vivenciar um pouco melhor o alto astral do povo italiano, que costuma estar, de um modo geral, um pouco “escondido” nas ruas de Veneza. 

O que fazer em Burano

Como a ilha é bem pequena, nem precisa de roteiro. Basta caminhar pelas ruas que você encontrará:

  • A igreja de San Martino, que possui um campanário inclinado, no estilo Torre de Pisa. 
  • O local é muito conhecido na Itália pelo comércio de rendas e, por isso, há diversas pequenas lojas que vendem o produto em diversas formas.
  • Na ilha, há apenas 3 padarias. Em todas você se apaixonará pelos doces e biscoitos.

Quanto tempo é necessário para visitar a cidade?

Apenas algumas horas já são suficientes. Mas caso queira sair de Veneza e fazer um tour diferente de um dia, contemple Burano, Murano e Torcello.

Dinant, Bélgica

Quando você pensa em conhecer a Bélgica, provavelmente irá pensar em locais mais agitados, como Bruxelas, Bruges ou Antuérpia. Mas a Magazine dá a dica: olhe com carinho para Dinant.

Voltando alguns séculos atrás: pelo seu posicionamento estratégico sobre as margens do rio Meuse, Dinant foi disputada por diversos povos conquistadores durante a Idade Média. Mas foi durante os anos sob comando do Império Romano, que a cidade se tornou um próspero polo de metalurgia e uma polo-modelo para toda a região.

Hoje com 14 mil habitantes, a pequena cidade ainda galga um lugar ao sol no coração dos viajantes. Com ruas limpas, trânsito organizado e uma arquitetura belíssima, ela oferece a oportunidade de conhecer lugares incríveis com muito mais tranquilidade que regiões mais badaladas do restante do país. Fica a 90km de Bruxelas e a pouco mais de 20km de Namur.

O que fazer em Dinant

Algumas paradas obrigatórias:

  • Para conhecer o coração da história da região, vá à Citadella. Para isso, você precisa subir mais de 400 degraus ou contar com a ajuda do teleférico, caso dê preguiça. Lá de cima, é possível ter a melhor vista da cidade, além de conhecer um pouco como a cidade sobreviveu aos diversos ataques sofridos durante as Primeira e Segunda Guerras. No local, há também um restaurante e um café para os turistas provarem os pratos mais típicos da região.
  • A ponte Charles-de-Gaulle, por si só, parece não ser nada demais. Mas caminhando sobre ela, é possível ver as belas construções junto ao rio, em um percurso agradável e cheio de homenagens a Adolph Sax, o criador do saxofone.
  • Fazer uma trilha pela Gruta La Merveilleuse também é necessária, ainda mais se você curte turismo de aventura. Descoberta em 1904, o local é de fácil acesso (então não precisa ser um desbravador profissional) e podemos ver como a natureza trabalha com perfeição, já que ali, estalactites e estalagmites tomaram forma durante milhares de anos e se transformaram em cenários inesquecíveis aos olhos. 

Quanto tempo é necessário para visitar a cidade?

A cidade é pequena, então é possível fazer um bate-volta, caso você esteja ali pelos arredores. Mas caso seja daqueles viajantes que gostam de ver o amanhecer e o anoitecer de cada lugar, em uma pegada mais slow travel, também vale a pena conhecer tudo com mais calma.

Sistelo, Portugal

Você sabe o que são socalcos? São aqueles degraus na terra da foto acima. Trata-se de uma técnica agrícola utilizada para fazer com que terrenos muito inclinados possam ser habitados e cultivados. Engenharia humana pura. 

E são eles que fazem com que Sistelo, uma simples vila de 300 habitantes a 1h30 de Porto,norte de Portugal, venha a fazer parte desta lista. A paisagem que os socalcos nos proporciona é única e merece entrar nos seus planos caso esteja pelos arredores e topar um bate-volta.

O que fazer em Sistelo

Apesar de pequena, a vila oferece:

  • É do Miradouro dos Socalcos de Sistelo que você terá a melhor foto do local. Então nem pense em deixar de ir.
  • Viajante que curte uma boa caminhada: a Brandas de Sistelo é uma trilha de 11 km, que passa por alguns dos pontos mais bonitos da vila.
  • No coração da aldeia, a Igreja de Sistelo e o Castelo de Sistelo são as construções mais antigas e que merecem atenção. O Castelo foi a casa do brasileiro Manuel Antônio Gonçalves Roque, primeiro visconde da cidade, no início do século XIX. Hoje dá lugar a um  centro da paisagem cultural.
  • Ali pelos arredores, vale a pena conhecer também as praias fluviais. Muitas podem ser acessadas de carro e oferecem alguns bares e restaurantes para uma boa refeição.

Quanto tempo é necessário para visitar a cidade?

Um dia pode ser o suficiente, caso você queira curtir tudo com mais calma. Porém, vale também para um bate-volta tranquilo se estiver em alguma cidade próxima.

Torquay, Inglaterra 

O destino mais badalado desta lista é um dos mais bonitos da Riviera Inglesa. Apesar de ser uma cidade pulsante, que conta com belas praias e paisagens, Torquay é mais conhecida por ser o berço de Agatha Christie, a maior escritora policial de todos os tempos.

Foi nela que a Rainha do Crime, como Agatha é mundialmente conhecida, nasceu, cresceu e se inspirou para escrever as tramas de assassinado e investigação mais conhecidas do mundo. A escritora tem mais de 2 bilhões de obras traduzidas em mais de 100 idiomas. 

Por isso, obviamente, Torquay se torna um ponto fundamental para a visitação de quem é fã das histórias policiais, já que a cidade traz uma série de referências à Agatha pelas ruas e pelas suas atrações. É possível visitar o Imperial Hotel Torquay, que aparece como Majestic Hotel em “Um Corpo na Biblioteca” e como o Imperial Hotel em “Um Crime Adormecido”, por exemplo.

Mas a cidade traz mais que lembranças da vida e obra de Agatha. Situada às margens do Canal da Mancha, Torquay fica em Devon, a pouco mais de 300km de Londres, e é muito comparada às cidades francesas de Nice e Cannes pelas suas praias, pelo seu clima ameno e ares mais tranquilos que o do restante do país. 

O que fazer em Torquay

  • As praias de Babbacombe e Meadfoot são boas opções para quem quer colocar o pé na água durante o passeio. As duas contam com boas opções de bares e restaurantes.
  • Inner Harbor é o “centrinho” portuário da cidade, onde é possível dar uma bela caminhada tanto de dia quanto de noite, e tomar bons drinks admirando a paisagem dos barcos atracados por ali. 
  • Faça uma caminhada pelos Princess Gardens, que aparecem na obra “Os crimes ABC”, uma das mais populares de Agatha Christie. O local foi a antiga casa da Princesa Louise,  quarta filha da Rainha Vitória.
  • Vale também passar pelo Torquay Town Hall, onde Agatha trabalhou no Departamento de Ajuda Voluntária durante a Primeira Guerra Mundial. Mais tarde transferida para o dispensário, foi lá que ela adquiriu seus conhecimentos sobre venenos e onde tratou os muitos belgas refugiados (que inspiraram o inimitável Hercule Poirot).
  •  Nos arredores de Torquay está Greenway, casa da juventude da escritora. Lá, Agatha e seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, passavam temporadas e realizavam os encontros de família. É possível entrar na propriedade e ver tudo exatamente como o casal deixou: objetos de coleção de Agatha e artefatos arqueológicos escavados por Max. 

Quanto tempo é necessário para visitar a cidade?

De Londres, há trens que saem diariamente rumo à cidade e a viagem costuma durar cerca de 3 horas. Portanto, é possível fazer um bate-volta tranquilamente.

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Atenção aos protocolos de segurança

Por mais que muitos países tenham flexibilizado a entrada de turistas estrangeiros, devemos lembrar que a pandemia ainda não acabou. 

E por mais que ansiedade esteja batendo forte para pegar o avião e sair conhecendo o mundo, é preciso estar atento para que a viagem seja feita em segurança. Principalmente se a ideia for ir a países onde a vacinação ainda não esteja avançada ou que possuam uma cultura anti-vacina muito forte.

Algumas dicas são:

  • Realize a viagem em uma temporada intermediária que, na Europa, costuma ser nos meses de abril, junho até setembro e novembro. Assim, você não enfrenta aglomerações exageradas, pode pagar mais barato nas passagens e serviços e, ainda, consegue aproveitar boa parte das principais atrações.
  • Como a viagem é longa até lá, muitos podem se preocupar com a contaminação no avião. Porém, eles possuem um filtro chamado HEPA, que elimina o coronavírus do ar. De qualquer forma, mantenha-se sempre de máscara durante o voo.
  • Para os deslocamentos entre cidades próximas, uma boa alternativa é alugar um carro. Assim, você consegue viajar de janelas abertas e se sentir mais seguro.
  • Cada lugar tem seu próprio protocolo de segurança. Por isso, na sua etapa de planejamento, pesquise bem esses protocolos para não ser pego de surpresa.
  • Priorize as atividades em locais abertos, onde o ar circula mais. E, para a visitação em ambientes fechados, fique de máscara e encare o álcool gel como o seu melhor amigo.

Planejando a sua viagem

Fazer uma Eurotrip requer planejamento em todos os sentidos. Desde a escolha das cidades por onde irá passar até entender quais custos estão envolvidos para não ser pego de surpresa.

Por isso, coloque tudo isso no papel (ou em uma planilha se preferir): passagens, hospedagem, alimentação, lazer pago, transporte entre as cidades e até os custos com presentes e souvenirs.

Provavelmente, estamos falando de alguns milhares de reais nessa soma toda. Mas não é preciso se assustar: quanto antes você começar a se planejar, mais tempo terá para economizar o valor e investir para que esse dinheiro cresça.

Na Warren, você pode ter uma carteira diferente para cada objetivo de vida. E uma delas pode ser a sua Eurotrip.

Com base no prazo do seu objetivo, isto é, quando você pretende de fato fazer a sua viagem, e na quantia que você tem para investir, nós selecionamos os melhores produtos para tornar o seu sonho realidade.

Depois, basta seguir firme no objetivo e realizar os aportes mensais, que todo o resto complicado fica com a gente. 

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