Muito além do Bitcoin: conheça as 10 maiores criptomoedas do mundo  

Com certeza, você já ouviu falar em Bitcoin. Mas você sabia que ele é apenas uma das 10 maiores criptomoedas do mundo?

Embora o Bitcoin seja a criptomoeda mais conhecida e disseminada, existem milhares de outras moedas digitais que operam à margem do sistema financeiro tradicional.

Em períodos de crise global e incerteza econômica, as criptomoedas tendem a atrair interesse como um mercado “paralelo” com chance de retornos estratosféricos — com riscos proporcionais.

É preciso ter em mente que as criptomoedas são um investimento de altíssimo risco, pois são extremamente voláteis e não têm cobertura de governos ou bancos centrais.

Neste artigo, você vai conhecer as 10 maiores criptomoedas do mundo e também vai entender melhor como elas são precificadas pelo mercado. 

Mas, antes de apresentar as 10 maiores criptomoedas do mundo, vamos responder a uma dúvida muito frequente entre investidores: o que são, exatamente, as criptomoedas?

Boa leitura!

O que são criptomoedas?

Em termos simples, uma criptomoeda é uma moeda que existe somente em formato digital e não é emitida por nenhum governo soberano ou autoridade monetária. Sendo assim, as transações em criptomoedas ocorrem diretamente entre os agentes através de um processo inteiramente online.

O prefixo “cripto” vem de “criptografia”, uma vez que estas moedas são basicamente linhas de código criptografadas, que só podem ser acessadas com as chaves de cada usuário.

A grande maioria das criptomoedas utiliza a tecnologia blockchain, que valida as transações através de uma imensa rede descentralizada de computadores.

As principais vantagens das criptomoedas são a segurança e a privacidade, pois são praticamente impossíveis de se falsificar e os dados não são registrados por bancos.

Por outro lado, esse tipo de moeda não tem estabilidade garantida por nenhum governo e seu valor é determinado exclusivamente pelas leis de demanda e oferta.

Isto faz com que as criptomoedas sejam muito mais voláteis que outras classes de ativos. Por exemplo, o preço de uma criptomoeda pode variar mais de 100% em um único dia.

As operações em criptomoedas ocorrem nas chamadas crypto exchanges, um tipo de corretora onde os usuários podem comprar, vender ou investir nessas moedas.

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Quantas criptomoedas existem no mundo?

Desde 2009, quando o Bitcoin introduziu o mundo à tecnologia blockchain, milhares de criptomoedas surgiram utilizando o mesmo sistema de criptografia e validação.

Atualmente, existem mais de 4 mil criptomoedas diferentes em circulação, segundo a consultoria especializada CoinMarketCap.

Vale ressaltar que muitas destas moedas são populares apenas entre grupos específicos de apoiadores e têm pouco ou nenhum valor de compra ou investimento.

Quais são as maiores criptomoedas do mundo?

Quais são as maiores criptomoedas do mundo, ilustração

Dentre as milhares de opções de criptomoedas existentes, separamos as 10 moedas com maior valor de mercado (market cap).

A lista a seguir foi baseada no ranking do CoinMarketCap. Os dados foram consultados no fim de abril de 2021.

1. Bitcoin (BTC)

O Bitcoin é, de longe, a criptomoeda mais negociada em todo o planeta e acumula uma capitalização de mercado maior que US$ 1 trilhão.

Pioneiro no uso da tecnologia blockchain, o Bitcoin deu a largada para o surgimento das outras criptomoedas descentralizadas que circulam hoje.

Não se sabe exatamente quem criou o Bitcoin. A moeda entrou em circulação em 2009, quando o sistema foi publicado por um usuário sob o nome falso de Satoshi Nakamoto.

A ideia original era estabelecer uma moeda paralela cujo valor fosse determinado somente pelos usuários, sem necessidade de mediação e confiança em bancos centrais.

Desde o ano passado, o Bitcoin tem atraído cada vez mais interesse ao redor do mundo. A moeda vem registrando altas recordes sucessivas e atingindo valores extraordinários.

Em abril de 2021, a cotação de 1 BTC chegou a quase US$ 65 mil dólares. Menos de uma semana depois, a moeda despencou 11% em um único dia e atingiu US$ 55 mil.

Devido ao altíssimo valor e volatilidade, o Bitcoin costuma ser negociado em frações muito pequenas. Por convenção, a quantia de 0,00000001 BTC equivale a 1 “Satoshi”.

2. Ethereum (ETH)

Criado em 2015, o Ethereum é a segunda maior criptomoeda em uso global e possui market cap de US$ 250,5 bilhões— ou um quarto da capitalização do Bitcoin.

Apesar da grande diferença de valor e market cap em relação ao Bitcoin, o Ethereum vem se beneficiando do mesmo interesse por criptomoedas como diversificação da carteira.

Em 12 meses, o valor do ETH cresceu mais de 1.180% e chegou à alta recorde de mais de US$ 2 mil em 2021.

O grande diferencial do Ethereum é que, ao contrário do Bitcoin, ele foi desenvolvido inicialmente para funcionar como um ativo do mercado financeiro.

Através da plataforma oficial Ether, os investidores podem negociar contratos inteligentes de Ethereum, que são autoexecutáveis por meio de protocolos digitais e irreversíveis.

Assim, o usuário tem acesso a instrumentos financeiros em Ethereum como empréstimos e seguros, que utilizam a mesma tecnologia blockchain para evitar fraudes.

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3. Binance Coin (BNB)

Completando o pódio das criptomoedas mais populares, o Binance Coin tem capitalização de US$ 77,5 bilhões e valor aproximado de US$ 505 por unidade.

O Binance Coin (com origem nas palavras “Binary” e “Finance”) é a moeda utilizada na Binance Exchange, uma espécie de bolsa de câmbio de criptomoedas.

Originalmente, o Binance Coin operava no mesmo código do Ethereum, sendo depois desvinculado para servir como uma forma de pagamento de taxas na Binance Exchange.

Atualmente, além de ser uma das 10 maiores criptomoedas do mundo, o BNB é usado para negociar mais de 150 outras criptomoedas na Exchange

A bolsa também permite a negociação de contratos futuros de moedas digitais.

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4. Ripple (XRP)

Com capitalização de US$ 61,6 bilhões e valor de US$ 1,36, o Ripple é a criptomoeda utilizada pela plataforma de pagamentos que leva o mesmo nome.

A particularidade do sistema Ripple é que ele permite a transferência de dinheiro em qualquer forma, seja em criptomoedas ou moedas nacionais.

Através de uma rede descentralizada de mediadores, o Ripple atua mais ou menos como um “banco universal” que converte valores em diferentes moedas.

Assim, o XRP não costuma funcionar tanto como uma moeda de troca, mas sim como uma referência para as transações que ocorrem na plataforma Ripple.

5. Dogecoin (DOGE)

No contexto das criptomoedas, o Dogecoin é possivelmente o exemplo mais concreto de um meme que foi longe demais.

O Dogecoin foi criado em 2013 como uma concorrente “divertida” do Bitcoin. Seu símbolo é uma foto viral de um cão da raça Shiba Inu.

dogecoin, ilustração
Fonte: guiadobitcoin.com.br  

No entanto, a brincadeira em si viralizou e atraiu o interesse de usuários de criptomoedas

Daí, formou-se uma comunidade virtual em torno da Dogecoin. Hoje, a criptomoeda que nasceu como uma piada, está entre as 10 maiores criptomoedas do mundo e tem US$ 51,5 bilhões em capitalização de mercado.

Nos últimos 12 meses, o Dogecoin acumulou um ganho astronômico de quase 12.000%; contudo, seu valor ainda é baixíssimo, correspondendo a cerca de US$ 0,40.

O crescimento desproporcional do Dogecoin foi impulsionado por celebridades e empresários — entre eles, o bilionário CEO da Tesla Motors, Elon Musk.

A DOGE chegou a registrar alta de 100% em um único dia após Musk publicar um tweet humorístico sobre a valorização da criptomoeda.

6. Tether (USDT)

Ao contrário do Bitcoin e o Ethereum, o Tether surgiu em 2014 com a proposta de ser uma “stablecoin” – isto é, uma criptomoeda com valor relativamente estável.

Na tentativa de suavizar a volatilidade de outras criptomoedas, o Tether tem seu valor atrelado a uma moeda física, que é o dólar americano.

Embora o sistema facilite a conversão entre moedas nacionais e criptomoedas, a empresa Tether já foi alvo de controvérsias por falta de transparência no modelo.

Atualmente, a capitalização de mercado do Tether é a sexta maior do mundo, em torno de US$ 48 bilhões. No início de 2021, a moeda chegou a ocupar o terceiro lugar no ranking das 10 maiores criptomoedas do mundo.

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7. Cardano (ADA)

Lançado em 2017, o Cardano é uma criptomoeda relativamente recente e ainda luta para se consolidar como uma opção viável no mercado.

Mesmo assim, a moeda já acumula market cap de US$ 39 bilhões e uma unidade vale, aproximadamente, US$ 1,23.

O Cardano é resultado de um projeto ambicioso de se tornar a principal moeda do sistema financeiro global. 

O código ADA é uma homenagem à programadora britânica Ada Lovelace.

A grande diferença entre o Cardano e outras moedas é a segurança das transações. O sistema de blockchain da ADA é considerado mais sólido do que o Ethereum e o Bitcoin.

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8. Polkadot (DOT)

Com cerca de US$ 33 bilhões em capitalização, o Polkadot vale hoje aproximadamente US$ 35.

Assim como o Cardano, o Polkadot é um sistema recente e foi criado por um dos desenvolvedores originais do Ethereum, que deixou o projeto após divergências.

Por outro lado, enquanto o Cardano busca a hegemonia entre as criptomoedas, o Polkadot visa exatamente ao oposto: integrar vários sistemas de blockchain em uso simultâneo.

Em outras palavras, o DOT surgiu para que as demais criptomoedas possam operar no mesmo sistema com funções distintas. Esta tecnologia é conhecida como “parachains”.

9. Litecoin (LTC)

O Litecoin foi um dos primeiros “discípulos” do Bitcoin. Lançada em 2011, a moeda representa hoje US$ 17,8 bilhões de capitalização de mercado.

Assim como o Bitcoin, o Litecoin transmite e valida transações através de uma rede descentralizada.

 A diferença principal é a maior rapidez do Litecoin em relação ao Bitcoin.

Embora esteja somente na nona posição da lista das 10 maiores criptomoedas do mundo, o Litecoin tem grande popularidade entre usuários e é adotado por um número considerável de comerciantes.

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10. Bitcoin Cash (BCH)

Enquanto a maioria das criptomoedas que citamos foi desenvolvida paralelamente ao Bitcoin, o Bitcoin Cash é uma modificação direta do blockchain do BTC.

Lançado em 2017, o Bitcoin Cash tem valor aproximado de US$ 922 e acumula market cap de US$ 17,2 bilhões.

O Bitcoin Cash nasceu de uma iniciativa de mineradores de Bitcoin, que são, na prática, os responsáveis por emitir novas unidades de BTC no mercado.

Insatisfeitos com a lentidão do Bitcoin, estes desenvolvedores aperfeiçoaram a tecnologia do blockchain original. O resultado foi um sistema mais rápido e avançado do que o BTC.

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Vale a pena investir em criptomoedas?

Vale a pena investir em criptomoedas, ilustração

Como já explicamos neste artigo, a trajetória de alta das criptomoedas é fruto, em parte, do impacto econômico da Covid-19 e da desancoragem das expectativas de muitos agentes.

Em outras palavras, cada vez mais investidores se veem decepcionados com a política econômica de seus governos e buscam uma opção imune às intervenções estatais.

Outro fator que gera bastante interesse por criptomoedas é a chance de conseguir retornos muito mais altos que outros ativos, sem restrições de aporte.

No entanto, é importantíssimo considerar que a alta volatilidade é intrínseca ao mercado de criptomoedas, muito maior do que qualquer outra opção de investimento. 

Não seria exagero afirmar que criptomoedas são os ativos mais arriscados da atualidade. 

Assim, este mercado não é indicado para investidores conservadores ou inexperientes.

Por exemplo, é perfeitamente possível que uma criptomoeda dobre de valor em um único dia e depois perca 80% na semana seguinte.

Antes de cogitar investir em criptomoedas, é fundamental conhecer o seu perfil de investidor e procurar o máximo de informações possíveis sobre a criptomoeda do seu interesse.

Para ajudar, separamos três dicas para levar em conta antes de investir em criptomoedas:

1. Invista uma pequena parte do patrimônio

Normalmente, os especialistas indicam aplicar até 5% do portfólio em criptomoedas, e mesmo esta fração é considerada arriscada. 

Lembre-se que as criptomoedas não têm cobertura de nenhum banco ou autoridade; investir altas quantias nesse mercado pode virar um jogo de roleta russa.

2. Estude o mercado e esteja pronto para perdas

Ao analisar as opções de ativos “tradicionais”, um bom investidor ou especialista consegue enxergar com certa clareza os fatores que o valorizam ou desvalorizam.

No caso das criptomoedas, porém, essa trajetória é muito difícil de prever, pois não há estabilidade garantida.

Para investir neste segmento, é preciso dedicar um bom tempo a acompanhar o mercado e, mesmo assim, estar preparado para imprevistos.

Lembre-se de que um meme compartilhado por um bilionário no Twitter foi o estopim para dobrar o valor da Dogecoin em menos de 24 horas.

3. Saiba quando realizar lucros

No jargão do mercado, “realizar lucros” significa vender parte da carteira de ativos para coletar os rendimentos acumulados.

Em mercados mais previsíveis, investidores experientes podem segurar suas aplicações quando percebem bons indícios de uma valorização no futuro.

Por outro lado, falando em criptomoedas, cada dia de espera pode ser o prenúncio de um baque no mercado e no valor dos seus investimentos.

Portanto, não é recomendado criar expectativas de fortunas com criptomoedas. Se a alta diária parece muito boa para ser verdade, talvez seja a hora de realizar.

De qualquer forma, tenha certeza de que a volatilidade sempre estará presente em qualquer investimento nas criptomoedas, seja no curto, médio ou longo prazo.

Agora que você já conhece as 10 maiores criptomoedas do mundo, que tal considerar essa e outras opções de investimento? 

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Quer conhecer mais sobre criptomoedas? Assista à live que fizemos nesta semana com Stefano Sergole, Sócio e Diretor de Distribuição da Hashdex, para falar sobre criptomoedas: