Melhores investimentos para 2022: quais são e como escolher?  

Quais são os melhores investimentos para 2022?

Com o ano chegando ao fim, é natural projetar os seus investimentos para o ano que vem.

Afinal, se muita gente usa o mês de dezembro para fazer resoluções, organizar pendências e planejar os próximos doze meses, nada mais justo do que tratar os seus investimentos da mesma maneira.

Mas será que existe de fato o melhor investimento para 2022?

Neste artigo, vamos descomplicar esse assunto com tudo que você precisa saber para investir bem em 2022.

Vamos juntos? Boa leitura!

Qual é o melhor investimento para 2022?

Qual é o melhor investimento para 2022, ilustração

Aqui, precisamos ser objetivos: não existe um único investimento que possa ser considerado o melhor para 2022.

Sim, lamentamos frustrar suas expectativas, mas essa é a realidade do mundo dos investimentos.

O principal motivo para isso é simples: sem saber quem é você, qual a sua tolerância ao risco e quais são os seus objetivos, é simplesmente impossível definir o melhor investimento para o seu perfil.

Por isso, desconfie de quem afirma que existe um melhor investimento para o ano que vem, sem dar atenção às nuances de cada investidor.

São grandes as chances de que essa pessoa tenha outros interesses por trás — e você provavelmente já sabe como os interesses nem sempre estão alinhados no mundo dos investimentos.

LEIA TAMBÉM | Como os conflitos de interesse atrapalham seus investimentos 

Mas o que fazer, então?

A seguir, vamos listar algumas modalidades de investimento que você precisa analisar quando estiver projetando o próximo ano.

Em vez de uma resposta taxativa, queremos entregar uma contextualização que sirva como ponto de partida para você tomar as suas decisões.

Afinal, 2022 chega com o cenário eleitoral fervilhando, taxa Selic se aproximando dos dois dígitos, inflação no maior patamar dos últimos anos e a Bolsa de Valores patinando.

Como se vê, não faltam razões para colocar todos esses argumentos sob perspectiva.

Mas, antes de prosseguir, é necessário dar um passo atrás, para ficarmos todos na mesma página.

Você sabe o que faz um investimento ser bom de verdade?

O que faz um investimento ser bom? Descomplicamos

Quando falamos em “melhor investimento”, é instintivo pensar no investimento com a maior rentabilidade.

Afinal, o melhor investimento é aquele que rende mais, certo?

Na verdade, não.

Para entender essa aparente contradição, coloque-se no lugar de um investidor de 70 anos, já aposentado. Para facilitar nosso exemplo, vamos chamá-lo de Luis. 

Luis tem um patrimônio acumulado ao longo dos anos em que trabalhou, mas hoje conta apenas com a renda de sua aposentadoria. 

Será que o melhor investimento para o Luis em 2021 foi o Bitcoin, cuja rentabilidade chegou a superar o patamar de 100% no ano?

Se a rentabilidade fosse o único critério, talvez a resposta pudesse ser positiva.

Mas ela não é, e é por isso que esse não foi o melhor investimento para o Luis. 

O Bitcoin é uma aplicação de renda variável que envolve um risco elevado, além de ser extremamente volátil, podendo cair mais de 30%, por exemplo, no intervalo de poucas horas.

Não faria o menor sentido, para o Luis, alocar todo seu patrimônio em um investimento tão volátil e arriscado — mesmo que a rentabilidade potencial seja interessante.

Luis não gosta de correr riscos e prefere investimentos conservadores, em que a chance de sair no prejuízo é muito menor.

Por isso, o melhor investimento para o Luis talvez tenha sido um fundo de renda fixa, ou um título público que ele conhece bem.

O melhor investimento vai ser definido de acordo com o perfil de investidor de cada pessoa, que basicamente mede a tolerância desse investidor aos riscos e às perdas. 

Além disso, é preciso entender o objetivo que o investidor tem para esse dinheiro, porque isso definirá a data em que o montante precisa estar disponível. 

A alocação sugerida para quem pretende se aposentar em 30 anos, por exemplo, é muito diferente da alocação sugerida para quem deseja usar o dinheiro que está aplicado em uma viagem daqui a dois anos.

Portanto, muito mais do que rentabilidade, é preciso entender os riscos envolvidos e a liquidez necessária para o seu investimento. 

Liquidez, vale lembrar, é o nome dado à facilidade que um investidor tem em transformar o seu investimento em dinheiro na conta.

Só depois de passar por todas essas etapas vale a pena olhar para a rentabilidade do investimento e comparar aplicações entre si.

Melhores investimentos para 2022: escolha o ideal para você

Melhores investimentos para 2022

A seguir, vamos listar os principais investimentos à sua disposição para você entender qual pode ser o ideal para você em 2022.

Títulos de renda fixa

No mercado financeiro, o ano de 2021 ficou marcado, entre outros fatores, pelo retorno da renda fixa aos holofotes

Falando em termos simplificados, a renda fixa reúne os investimentos cuja rentabilidade é conhecida previamente e não se altera ao longo do tempo — por isso o nome “fixa”. 

Fazem parte da renda fixa os títulos públicos negociados via Tesouro Direto e os títulos privados negociados por bancos e corretoras, como CDBs, LCAs e LCIs.

Na comparação com a renda variável, a renda fixa é muito mais segura, já que as chances de perder dinheiro são muito menores. 

Mas, ao mesmo tempo, ela oferece menor potencial de retorno.

Por isso, ela é mais indicada para investidores conservadores ou investidores que têm objetivos de curto prazo, em que é arriscado demais optar por títulos de renda variável.

Mas por que a renda fixa voltou aos holofotes?

A explicação está no valor da taxa básica de juros da economia, a Selic.

Começamos o ano com a taxa Selic em 2%, o seu menor patamar histórico. 

Isso porque, nos primeiros meses de pandemia, o Banco Central reduziu a taxa de juros de maneira drástica, a fim de estimular o consumo de bens e serviços.

Funciona assim: quanto menor a taxa Selic, mais fácil é o acesso a crédito. E, com dinheiro em mãos, as pessoas e empresas consomem mais, impulsionando a economia.

O lado negativo dessa estratégia é a desvalorização do dinheiro, também conhecida como inflação.

A inflação é o nome dado ao aumento contínuo e generalizado de preços, que você sente no supermercado e no posto de combustíveis, por exemplo.

Economistas ouvidos no Boletim Focus já projetam a inflação em 10,18% para o fim de 2021. Nos últimos 12 meses, o IPCA, que mede a inflação oficial do país, foi de 10,67%.

Foi justamente o retorno da inflação que assustou o Banco Central e fez o COPOM, que decide sobre a taxa Selic, elevar o seu patamar de forma agressiva nas reuniões recentes.

De 2%, no início do ano, a Selic pulou para 7,75% no fim de outubro, e deve chegar a 9,25% na última reunião do ano.

Isso afeta a renda fixa porque o valor do CDI, índice utilizado como referência no mercado de renda fixa, é praticamente igual à Selic.

Assim, quando a Selic sobe, a renda fixa passa a render mais — pelo menos nominalmente, sem considerar a inflação.

Muitos investidores estão aproveitando esse momento para reforçar suas posições em renda fixa, seja em papéis públicos ou privados.

Nós não recomendamos, porém, que você altere sua estratégia de investimento simplesmente porque a renda fixa passou a pagar mais em termos nominais.

Considerando a inflação, o retorno de boa parte dos papéis ainda está no patamar de juro real negativo, quando o rendimento nominal não supera a inflação do período.

Além disso, é o seu perfil e os seus objetivos que devem nortear a alocação do seu portfólio no longo prazo, e não eventuais mudanças de conjuntura econômica.

Agora, se você tem perfil conservador ou moderado e se interessa por ter boa parte da carteira alocada em renda fixa, uma aplicação para ficar de olho é o crédito privado.

Na Warren, você tem acesso a um fundo de crédito privado com alguns dos melhores títulos privados do mercado. 

Nós fazemos uma seleção com algumas das melhores oportunidades, entregando diversificação e rentabilidade para você.

É um investimento ideal para quem deseja diversificar na renda fixa e correr mais riscos do que os títulos públicos oferecem, em busca de retornos maiores.

Ações 

O ano de 2021 definitivamente não foi o melhor ano para a Bolsa de Valores, mas será que o ano de 2022 será diferente?

Antes de avançar, precisamos contextualizar que as ações podem ser entendidas como pequenas partes das empresas listadas na Bolsa de Valores.

Quando você compra uma ação, vira um sócio minoritário da empresa e passa a ter direitos sobre seus lucros, por exemplo.

Negociadas livremente na Bolsa de Valores, as ações oscilam de acordo com a lei da oferta e da demanda. 

Ou seja: quando há mais pessoas interessadas em vender, o preço cai. Quando há mais compradores, o preço sobe.

O índice Ibovespa reúne cerca de 80% das ações mais negociadas na Bolsa, e é o principal índice para acompanhar o mercado de ações no Brasil.

Até o início de dezembro, o Ibovespa caía cerca de 9% em relação ao início do ano, na marca de 107 mil pontos. Um número bem inferior aos 130 mil pontos alcançados em junho.

Entre os motivos que levaram à queda da Bolsa, podemos citar o aumento do interesse dos investidores por renda fixa, o que acaba levando algumas pessoas a sacarem seus investimentos do mercado de ações, a crise fiscal que o país atravessa, com dúvidas recorrentes sobre o futuro das contas públicas, as incertezas políticas em Brasília e a estagnação da economia brasileira, que enfrenta um quadro de inflação ao mesmo tempo em que não consegue crescer, fenômeno conhecido como estagflação.

Como se vê, foram vários os motivos que fizeram a Bolsa sofrer em 2021. 

Mas será que 2022 nos reserva algo diferente?

A Bolsa está barata?

Afinal, a Bolsa está barata? Recentemente, o time de análise da Warren divulgou a sua opinião sobre o atual patamar da Bolsa brasileira, em artigo que publicamos aqui no blog.

Assinado por Frederico Nobre e Iago Souza, o relatório mostra que a Bolsa está, sim, negociando a múltiplos menores do que o habitual.

“Acreditamos que sim, a bolsa de uma forma geral está barata e estamos em um bom momento para aumentar a exposição em empresas listadas aqui no Brasil.

Entretanto, é preciso ter cautela, pois não estamos diante de uma grande liquidação, como ocorreu em maio e abril de 2020, no auge da pandemia de COVID-19. 

Conforme observamos, não são todas as empresas ou setores que estão sendo negociadas em patamares atrativos.

Quer ler o artigo completo da Warren Análise? Acesse: A Bolsa está barata? Confira a opinião da Warren Análise 

Nesse contexto, para quem é mais arrojado e gosta de renda variável, a Bolsa de Valores pode ser uma opção interessante para 2022.

Há, inclusive, quem afirme que esses são os melhores momentos para investir: quando há incerteza sobre o futuro e os preços estão descontados em relação às máximas.

Embora ninguém possa garantir que a Bolsa não vá seguir em trajetória de queda, o argumento por trás desse racional é de que a assimetria é positiva. 

Ou seja: há mais espaço para a Bolsa subir, do que para a Bolsa cair.

Neste momento, pode ser interessante olhar principalmente para empresas que estão fora do radar dos maiores investidores, como as small caps.

Você também pensa assim? Aqui na Warren, temos diversos fundos de investimento com exposição à Bolsa de Valores. 

Nossos gestores analisam as empresas e a conjuntura econômica para tomar as melhores decisões e potencializar os ganhos no longo prazo.

BDRs

Se aqui no Brasil a Bolsa patinou em 2021, o mesmo não pode ser dito das bolsas nos Estados Unidos. 

Até o início de dezembro, o S&P 500, principal índice do mercado de ações norte-americano, subia mais de 26%. 

Foram diversos recordes quebrados neste ano, sempre superando a sua máxima histórica.

Mas será que ainda há espaço para crescer?

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são ativos que replicam ações negociadas em bolsas do exterior, como a NYSE, de Nova York.

Por meio deles, você consegue investir, aqui na Bolsa brasileira, em algumas das maiores empresas do mundo, como Amazon, Microsoft, Apple, Google, Facebook, Nike e Tesla

Além da oscilação dessas empresas na Bolsa, você ainda conta com a exposição cambial. Ou seja: quando o dólar se valoriza em relação ao real, como ocorreu neste ano, você também sai ganhando.

Na prática, os BDRs são uma excelente opção para quem deseja diversificar seu portfólio na renda variável de maneira simples e descomplicada.

Mas vale lembrar que os riscos também são altos, como outros ativos de renda variável: idealmente, você precisa analisar a fundo a empresa em que pretende investir, para conhecer em detalhe seus fundamentos, pontos fortes e fracos. 

Só assim, com uma mentalidade de dono e visão de longo prazo, você reduzirá seus riscos ao investir nesses ativos.

Na Warren, você investe em ações, FIIs, BDRs e ETFs sem taxa de corretagem pela aba Bolsa.

LEIA TAMBÉM | BDRs: as respostas para 18 perguntas que você deve estar fazendo 

Criptomoedas

O ano de 2021 foi mais um que ficou marcado pela ascensão do Bitcoin: até dezembro, a criptomoeda valorizou mais de 80%. 

Além do Bitcoin, algumas das principais criptomoedas do mundo também passaram por enorme valorização, como a Ethereum

Investidores que acreditam no potencial das criptomoedas possuem diversas teses para justificar a aposta, desde a tecnologia blockchain até a descentralização das criptomoedas, que não contam com um ente controlador, como acontece com as moedas vigentes na economia, como o dólar ou o real.

Mas, seja qual for a tese de investimento, é preciso lembrar que as criptomoedas são um dos investimentos mais voláteis e arriscados à disposição dos investidores.

Nesse contexto, pode fazer sentido optar por fundos de criptomoedas, que contem com uma gestão ativa para selecionar os ativos, reduzindo os riscos da exposição.

Caso você decida investir em criptomoedas para 2022, recomendamos que essa alocação seja uma das menores do seu portfólio, sem ultrapassar a marca de 10% da sua carteira, por exemplo. 

LEIA TAMBÉM | Como investir em criptomoedas: 4 alternativas para você analisar 

Quando a diversificação é o melhor investimento

Quando a diversificação é o melhor investimento, ilustração

Acima, listamos algumas das classes de ativos que merecem sua atenção ao buscar o melhor investimento para 2022.

Não significa que sejam as únicas: o universo de investimentos reúne dezenas de possibilidades para você analisar.

Mas, aqui na Warren, a nossa opinião sobre o melhor investimento para 2022 pode ser resumida em uma palavra: diversificação.

A melhor saída sempre será uma estratégia de investimento que contemple diversas classes de ativos, porque assim você consegue reduzir os riscos e a volatilidade do portfólio, sem necessariamente reduzir a expectativa de retorno.

Dentro do mercado financeiro, a lógica da diversificação é uma das mais simples de entender, porque há diversas analogias rápidas no nosso cotidiano.

A principal tem a ver com o ditado “nunca coloque todos os ovos no mesmo cesto”. 

Se esse cesto cair, você perde todos os seus ovos. Se tivesse usado cestos diferentes, não perderia tudo, apenas os ovos relativos ao cesto que caiu.

Imagine que o seu patrimônio são os ovos, e os cestos são as classes de ativos.

Diversificando em diferentes nichos, você não ficará refém do desempenho da renda variável ou da renda fixa, porque a sua alocação contemplará as duas estratégias.

Mas como saber quantos ovos colocar em cada cesto? 

Tudo vai depender, novamente, dos seus objetivos e do seu perfil de investidor.

Para um investidor arrojado, que olha para o longo prazo e não vai precisar sacar o dinheiro investido nos próximos anos, faz sentido ter uma parcela muito grande de renda variável no portfólio, porque é a renda variável que oferece a maior expectativa de retorno no longo prazo.

Já um investidor conservador, que não sabe exatamente quando precisará sacar o dinheiro, a maior parte do patrimônio precisa ser alocada em renda fixa, porque é ela que vai entregar a previsibilidade e a segurança que ele precisa.

O que fazer agora?

Se você chegou até aqui sem a certeza de qual é o melhor investimento para 2022, temos uma sugestão.

Ao abrir uma conta na Warren, você responde algumas perguntas simples na plataforma e nós conseguimos entender qual o seu perfil de investidor.

Depois disso, você só precisa definir seus objetivos de vida — o que você pretende fazer com o dinheiro, e quando — para que a plataforma ofereça uma carteira de investimento diversificada e ideal para você.

Essa carteira vai respeitar a divisão entre renda fixa e renda variável da maneira que fizer mais sentido para o seu perfil e para os seus objetivos de vida.

Em resumo, a Warren se preocupa com todos os detalhes da gestão do seu patrimônio, enquanto você assiste ao dinheiro render com segurança e tranquilidade.

Gostou da ideia? Abra sua conta agora mesmo e comece a investir.