Prova de Trabalho e Prova de Participação: termos fundamentais para o universo das criptomoedas  

Bem-vindo à primeira edição da coluna Descomplicando Cripto. Eu sou Eduardo Grübler, gestor de renda variável da Warren Asset Management.

Aqui, meu objetivo é falar sobre como funciona o universo cripto, indo desde as bases fundamentais até as mais recentes inovações dessa tecnologia.

Vamos começar falando sobre como as redes descentralizadas (blockchains) que caracterizam este segmento chegam em consenso em suas operações e, assim, garantem a segurança da informação

As duas principais metodologias são a Prova de Trabalho (Proof of Work) e a Prova de Participação (Proof of Stake). Abaixo, conto um pouco mais sobre elas.

O que é Prova de Trabalho?

A Prova de Trabalho vem do inglês Proof of Work, sendo comumente abreviada por PoW. PoW é o mecanismo original dos criptoativos, pois é o utilizado no Bitcoin, a primeira criptomoeda descentralizada a ganhar notoriedade. 

O nome advém do poder computacional necessário para a manutenção da rede, onde diversos dos seus participantes (mineradores) competem para resolver problemas criptográficos o mais rápido possível e assim escrever o próximo bloco da rede, que é adicionado ao final, como um elo à uma corrente (daí vem o “chain” de blockchain).

Quando isso acontece, os demais mineradores auditam a informação (esta checagem é consideravelmente mais simples do que resolver o problema — isto é a criptografia), e, caso tudo esteja OK, o participante que escreveu o bloco é remunerado com novas moedas, como um minerador que encontra ouro depois de seu trabalho.

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O que é Prova de Participação?

A Prova de Participação vem do inglês Proof of Stake e é comumente abreviada por PoS. A PoS se propõe a uma maior escalabilidade, utilizando um conceito de fiança

Os validadores, como são chamados aqueles que atuam na manutenção da rede, congelam uma grande quantidade de moedas e são remunerados proporcionalmente ao percentual de participação de suas moedas dentre o total reservado para este fim, podendo perder a sua parte caso validem informações erradas ou fraudulentas.

Criptoativos como Cardano e Solana, operam a partir deste tipo de prova.

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PoW e PoS: prós e contras

Enquanto o PoW se baseia em limitações físicas, pois uma alteração maliciosa necessita de uma grande quantidade de equipamento de mineração e energia (o suficiente para ser 51% da rede), o PoS se mantém por teoria dos jogos, afinal, os validadores são os maiores donos das moedas, logo os mais interessados na segurança da rede e, por consequência, na manutenção dos preços de suas moedas.

Os dois níveis da PoW (equipamento e energia recorrente) resultam em maior segurança. No entanto, o desperdício, tanto de energia como de maquinário específico para a atividade, não pode ser ignorado.

A PoS, por outro lado, possibilita maior velocidade nas transações e eficiência energética, porém tende à consolidação das moedas nas mãos dos maiores donos, colocando em risco o aspecto descentralizado que é fundamental para a segurança das redes.

Como vimos, cada método tem seus pontos fortes e fracos, e a escolha vai depender de cada aplicação. Além disso, estamos falando de uma tecnologia em plena expansão, então novas maneiras sempre podem surgir e ganhar espaço entre desenvolvedores e usuários finais.

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