Quebrando o tabu do dinheiro

Somos seres humanos. Nossa natureza evita consistentemente entrar em assuntos polêmicos e conversas difíceis. É o caso das drogas, do sexo e da política, entre outros temas considerados controversos.

O fato de que costumamos evitar esses assuntos tem uma origem cultural conservadora ou histórica, e não é diferente quando (não) falamos de dinheiro.

Nos esquivamos para não falar sobre ele, evitamos muitas vezes colocar nossos gastos no papel, só por ter vergonha da nossa própria relação com dinheiro.

Já vi muitos casais que não dizem um para o outro quanto ganham, pais que escondem o quanto ganham dos filhos… Mesmo entre colegas de trabalho, dificilmente se toca no assunto dinheiro, investimentos e afins.

Mas por que será? Será que tem que ser assim? Por que essa vergonha toda?

Em contrapartida, em geral estamos sempre reclamando de dinheiro. Falta para isso, falta para aquilo, poderia ter mais, o que faria se ganhasse na mega sena, etc. Mas poucas vezes nos sentamos para cuidar do nosso orçamento, raramente falamos abertamente sobre o assunto com parentes, amigos ou colegas.

Por fim, poucas vezes pedimos ajuda para algum especialista.

Como citei no início desta coluna, muitas vezes, isso ocorre por barreiras culturais e históricas. Mas precisamos mudar este hábito. Falar sobre as coisas nos faz pensar e elaborar melhor alternativas e soluções criativas para algo que, no fundo, é convencional, e que com certeza faz parte do nosso dia a dia.

Vamos pensar de forma um pouco mais abrangente: se a economia é a ciência da escassez (ou seja, é o estudo de como usar recursos limitados para desejos e soluções ilimitadas), como eu posso, hoje, com o dinheiro que eu ganho, gastar mais eficientemente?

É basicamente como arrumar uma mala que tem um tamanho definido. Quando ela estiver cheia, se eu quiser colocar mais alguma coisa, vou ter que tirar outra.

No livro “Escassez”, os autores Sendhil Mullainathan e Eldar Shafir alegam que “a escassez cria suas próprias armadilhas”. Quando o problema é grande, ele tende a piorar, e quando “entramos no túnel”, é difícil de sair.

Minha dica para você, que quer quebrar o tabu do dinheiro, é seguir alguns passos que serão importantíssimos para você melhorar a sua relação com ele.

1. Escolha uma pessoa com quem você possa falar sobre sua vida financeira

Pode ser um amigo de confiança, um parente, ou um profissional que ouça você e que simplesmente possa dar uma opinião pessoal e ajudar.

O importante é encontrar alguém com quem você se sinta à vontade para falar sobre dinheiro.

2. Entenda seus gastos

Tente listar suas despesas em categorias. Pode ser na planilha, no caderno, no papel, não importa. O primeiro passo para mudar uma atitude é reconhecer a sua situação real.

3. Procure um especialista

Seja qual for a sua situação (tentando quitar dívidas, começando a poupar ou começando a investir), aqui na Warren existem diversos profissionais que podem ajudar. Estamos aqui para isso!

Pense bem: se quando você está com dor você procura um médico, por que ter vergonha de procurar um especialista quando está com problemas financeiros?

Por último, mas não menos importante… Estar sem tempo não é uma justificativa aceitável. Já ouviu a frase “tempo é dinheiro”? É perfeita. Quanto mais tempo você demorar, maior pode ser o prejuízo financeiro.

Quebre o tabu! Comece aos poucos. O início do ano é um momento incrível para dar os primeiros passos, mas não é o único.

O melhor investimento é aquele que você faz em si mesmo, e o melhor momento para começar é sempre hoje!

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