A evolução do mercado financeiro no Brasil: entenda a revolução 2.0 e a chegada do “shopping center financeiro”  

No meu último artigo, entendemos o início da evolução do mercado financeiro, com a revolução 1.0, modelo que começou nos bancos — e concordamos que é um modelo ultrapassado, não é? 

Eu estava ansioso para dar sequência nessa história, e hoje vou contar para vocês sobre a revolução 2.0 e as minhas vivências nela.

Vamos lá?

Entenda a revolução 2.0 do mercado financeiro  

A revolução 2.0 surgiu como uma nova indústria de investimentos e mudou completamente as opções do mercado

E eu estava lá, era 2010, quando iniciava minha carreira profissional no mercado financeiro, atuando como AAI

Naquela época, o profissional AAI tinha apenas um produto: lidar com ações e o mercado de renda variável junto aos seus clientes.

Era um modelo muito limitado, pois como sabemos que nem todo mundo tem perfil para investir em ativos de renda variável. 

Sem contar a relação de remuneração entre profissional AAI e cliente que, de longe, não é a mais saudável. 

Vou contextualizar melhor essa relação: o AAI tem a sua comissão diretamente ligada à compra e venda das ações, ou seja, quanto mais isso acontece, mais comissão o cliente deixa, criando um estímulo para que sempre haja algum tipo de troca. E isso, você pode imaginar, nem sempre é o melhor para o cliente.

Mas no meio de toda essa confusão, eis que algo muito importante começava a acontecer no Brasil. 

Inspirada pela corretora americana Charles Schwab, uma corretora gaúcha começa a transformar o mercado financeiro do Brasil, trazendo o modelo de shopping center financeiro, um conceito até então inédito e desconhecido pelos brasileiros. 

A corretora deixaria de ser uma casa especializada em ações, passando a distribuir todos os principais investimentos do mercado, com inúmeras “marcas”. 

Através de uma única conta na corretora, o cliente passou a acessar praticamente todos bancos e instituições financeiras, contando com os principais produtos do mercado, com uma solução completa em renda fixa, fundos de investimentos, ações, seguros e entre outros.

Isso realmente mudou o jogo a favor do cliente, pois enquanto o banco tradicional só oferecia produtos do próprio banco, a corretora tinha quase todas as opções do mercado financeiro, ficando muito mais fácil para o cliente entender quais opções estavam disponíveis naquele momento e como compará-las, em busca do melhor para o seu perfil. 

O modelo de plataforma aberta era muito melhor, porém, ainda havia a comissão do profissional AAI, que gerava o desalinhamento de interesses entre o profissional e o cliente e era injusta. 

Agora, tínhamos comissões diferentes para cada tipo de produto, mas o incentivo de “girar/produtar” a carteira do cliente ainda se mantinha, através de uma remuneração por produto.

Importante destacar que atuei como profissional AAI por muitos anos nesse modelo e durante a minha trajetória conheci excelentes colegas de profissão, que mesmo tendo conhecimento nessa dinâmica e incentivos, sempre colocaram os interesses do cliente em primeiro lugar e fazem o certo. 

O ponto é que quando a remuneração vem do produto, sempre haverá conflito entre o que é melhor para o cliente e o bolso do profissional

De qualquer forma, é indiscutível como foi importante a chegada da revolução 2.0 no Brasil, principalmente depois que os principais bancos aderiram a ele. 

Mas como parte da natureza humana, sempre estamos em constante evolução, certo? E por aqui não seria diferente: a revolução 3.0 acontece, o modelo fee-based nasce e o cliente é o centro de tudo. 

Mas essa é uma história para o próximo capítulo, onde abordaremos o modelo sem comissões, sem conflitos e 100% pensado pra você.  

Já estou na expectativa para contar tudo a você no meu próximo artigo, por isso, não deixe de acompanhar o portal Warren Magazine.

E se você é um profissional independente no mercado financeiro e quer fazer parte da evolução, conheça o Warren Pro.


Recomendações para você continuar a leitura: