Taxa Selic vai para 6,25%: saiba os motivos, veja as projeções e entenda os impactos  

No começo de 2021, a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, encontrava-se no ponto mínimo da série histórica: 2% ao ano. 

Em março, o Comitê de Política Monetária definiu uma sequência de altas e agora, com a decisão anunciada no fim da tarde desta quarta-feira, voltamos ao patamar de junho de 2019, com juros na casa de 6,25% ao ano.

A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) representa a quinta alta consecutiva da Selic em 2021

Pressionado pela inflação, que deve ultrapassar 8% no final de 2021 (o maior valor desde 2015), o Banco Central vê como única alternativa a elevação da taxa básica de juros, visando frear o consumo, reduzir a oferta de crédito e aliviar a forte pressão existente nos preços de bens e serviços.

Mas você sabe como essa decisão afeta os seus investimentos? E o que podemos esperar para a Selic nos próximos meses?

Desdobramos o tema a seguir com tudo que você precisa saber para manter seus investimentos no rumo certo. 

Vale ressaltar: como funciona a taxa Selic?

Vale ressaltar: como funciona a taxa Selic, ilustração

Entender como funciona a taxa Selic é bem importante para quem está iniciando a jornada no mundo dos investimentos. 

Por isso, antes de prosseguir para os desdobramentos, vale a pena reforçar essa lógica.

A taxa Selic é definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM). 

Trata-se da taxa básica de juros da economia brasileira, que direciona todas as demais taxas de juros, do financiamento imobiliário ao cheque especial. 

A Selic é o principal mecanismo que o Banco Central possui para cumprir a política monetária, que consiste, basicamente, na manutenção do poder de compra dos brasileiros de acordo com as metas de inflação.

Inflação, como você sabe, é o nome dado ao fenômeno de aumento contínuo e generalizado dos preços de produtos e serviços. 

No caso brasileiro, todos os anos quem define as metas de inflação é o Conselho Monetário Nacional (órgão máximo do Sistema Financeiro). 

Para isso, ele utiliza um indicador chamado IPCA, que é calculado e divulgado pelo IBGE mensalmente. 

Quando o IPCA sobe acima da meta por períodos consecutivos, é um alerta para o Banco Central, que pode atuar elevando a taxa de juros, o que já aconteceu muitas vezes na história da economia brasileira. 

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Mas como a taxa básica de juros afeta a inflação?

A lógica é a seguinte: com juros baixos, há um maior estímulo ao consumo, o que pressiona os preços de bens e serviços para cima. 

Por outro lado, com juros altos, a quantidade de dinheiro circulando diminui e os preços deixam de subir de forma tão acelerada. 

Sendo assim, a elevação da taxa Selic é o principal instrumento que o Banco Central possui quando a inflação ultrapassa a meta definida anteriormente pelo Conselho Monetário Nacional. 

A meta de inflação para este ano de 2021 era de 3,75%, mas a expectativa do mercado, medida através do relatório Focus, indica que teremos mais de 8% de alta no IPCA ao final do ano.

Quer entender melhor essa relação? Leia o artigo completo: A taxa Selic e a inflação: descomplicamos tudo que você precisa saber 

Um perigo chamado inflação

Nos últimos meses, a inflação vem dominando a pauta do mercado financeiro, sendo apontada como um dos grandes riscos para a economia brasileira na atualidade. 

Além de diminuir o poder de compra dos brasileiros de uma forma geral, a inflação atinge de forma mais acentuada as camadas mais pobres da sociedade, que destinam a maior parte da renda para o consumo. 

Com base no Boletim Focus, enviado todas as segundas-feiras pelo Banco Central, o mercado estima que o IPCA deve atingir 8,35% em 2021 e 4,10% em 2022. 

Essa foi a 24ª semana consecutiva em que o mercado projetou uma inflação mais alta do que a da semana anterior. 

Isso significa que, em todas as últimas 24 semanas, os analistas revisaram e elevaram as suas projeções. 

Na ata divulgada à imprensa após a reunião, o Copom destacou que a inflação segue elevada e permanece sendo um ponto de atenção.

A inflação ao consumidor segue elevada. A alta nos preços dos bens industriais – decorrente de repasses de custos, das restrições de oferta e do redirecionamento da demanda em direção a bens – ainda não arrefeceu e deve persistir no curto prazo. Ademais, nos últimos meses os preços dos serviços cresceram a taxas mais elevadas, refletindo a gradual normalização da atividade no setor, dinâmica que já era esperada. Adicionalmente, persistem as pressões sobre componentes voláteis como alimentos, combustíveis e, especialmente, energia elétrica, que refletem fatores como câmbio, preços de commodities e condições climáticas desfavoráveis”, diz a nota enviada à imprensa.

“O Copom considera que, no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques. Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista”, afirma o documento.

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A projeção da Selic até o fim do ano 

A projeção da Selic até o fim do ano, ilustração

O mesmo relatório Focus prevê a Selic na casa de 8,25% ao final de 2021, mesmo patamar de setembro de 2017. 

Para o ano de 2022, a previsão é de aumento da taxa Selic para 8,5% ao ano.

Por sua vez, o Copom avisou que antevê um outro aumento de 1 p.p. para a próxima reunião, o que elevaria a Selic para 7,25% daqui a 45 dias. 

“Para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, conclui o material divulgado à imprensa.

Como ficam os seus investimentos?

Como ficam os seus investimentos selic 6,25, ilustração

Se você é um leitor assíduo por aqui, já deve imaginar o que vem por aí. 

Ainda que a Selic esteja na casa de 6,25%, o maior valor em dois anos, o Brasil se mantém em um cenário de juro real negativo, dado que a inflação deve ultrapassar 8% ao ano. 

Mas o que fazer com o seu dinheiro nesse cenário turbulento?

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Naturalmente, a alta da Selic faz crescer os holofotes sobre a renda fixa, mas, se o juro real continua sendo negativo, isso significa que os investidores seguem precisando diversificar o patrimônio e se expor à renda variável para obter ganho real.

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