Opções de ações: o guia definitivo para você aprender

As opções de ações são derivativos negociados na Bolsa de Valores, bastante comuns nas estratégias de investidores mais avançados e com maior tolerância ao risco. 

A principal característica das opções é fornecer o direito de comprar ou vender um título a determinado preço. 

No caso que vamos tratar hoje, esse ativo é uma ação.

Demonizadas por alguns e cultuadas por outros, as opções exigem um amplo conhecimento dos investidores para que a estratégia seja utilizada da melhor forma possível.

Os derivativos oferecem muitos riscos, principalmente para quem deixa a ganância falar mais alto e pretende ganhar muito em pouco tempo.

Nesses casos, o risco é imenso.

Mas as opções também podem ser utilizadas de forma conservadora, como proteção, ou hedge.

Vamos entender melhor?

Criamos este guia para você entender mais sobre as opções de ações. Aqui, você verá:

  • O que são opções de ações
  • Como funcionam as opções de ações
  • O que é uma call
  • O que é uma put
  • Códigos das opções de ações
  • Tipos de estratégias com opções
  • Riscos das opções
  • Cuidados ao investir em opções
  • Vantagens e as desvantagens das opções de ações
  • Como comprar opções de ações

Vamos juntos?

O que são opções de ações

As opções de ações são contratos que oferecem o direito de comprar ou vender determinada ação em uma data específica.

Segundo a Bolsa de Valores brasileira, a B3, esse instrumento, quando bem utilizado, pode ajudar a diminuir os riscos relacionados à oscilação de preços.

Isso porque as opções consistem em um mecanismo de proteção contra potenciais perdas do mercado.

Outro fator positivo é que a opção de ação pode exigir um investimento inicial baixo, na comparação com a ação. Com isso, o acesso a esse investimento é maior e as possibilidades de ganho, também.

Diferença entre ação e opção

Os nomes podem até vir juntos, mas opções e ações são conceitos diversos. É fundamental entender a diferença entre eles para fazer um bom investimento.

As ações podem ser descritas como pequenas partes de uma companhia. Elas são negociadas na bolsa de valores e qualquer pessoa com conta em uma corretora de valores pode adquiri-las. Basta ter o valor disponível.

O preço de cada ação varia por diversos fatores. 

A volatilidade dos investimentos é alta e as diferenças entre os preços das ações também. Você pode encontrar valores baixos — por exemplo, R$ 5 por ação — e também altos — mais de R$ 100 por ação.

A partir da negociação de diferentes ações na B3, chega-se ao resultado do Índice Ibovespa

Esse é um indicador que mostra se houve valorização ou desvalorização das principais empresas negociadas na Bolsa — cerca de 60 — em determinado período.

A remuneração do investidor depende da valorização das ações ao longo do tempo e da distribuição de lucro das empresas por meio dos chamados dividendos. Quando a empresa tem  lucro, ela pode distribuir parte dele entre os acionistas, de forma proporcional.

Por sua vez, as opções são contratos que oferecem o direito de comprar ou vender determinado ativo no futuro.

Como os contratos têm uma data de vencimento, a transação deve ser feita até esse período. 

Aqui, fica clara a diferença entre ações e opções. No entanto, ainda existe outra divergência importante.

Os contratos são ainda mais baratos do que comprar os ativos das companhias. Com eles, você tem o direito de adquirir um título no futuro, com o preço de hoje ou outro preço estipulado, para cima ou para baixo.

Desse modo, você consegue definir se deseja pagar um valor mais alto ou mais baixo do que o preço atual, se beneficiando da valorização ou da desvalorização dos papéis.

Por exemplo: as ações da empresa X custam R$ 30 hoje. Você acredita que o preço delas vai aumentar. Assim, adquire uma opção para ter o direito de fazer a compra por R$ 35. Caso o preço suba para R$ 45, você tem o direito de pagar somente os R$ 35 e ficará com a diferença.

Dessa maneira, você tem o direito de utilizar a opção adquirida do jeito que quiser, a fim de alcançar o melhor resultado possível. 

Essa estratégia acaba potencializando os ganhos — quando bem utilizada, já que a volatilidade, como veremos, é muito maior nas opções do que nas ações.

Só que essa volatilidade também implica em muitos riscos, como veremos ao longo do artigo. 

Como funcionam as opções de ações

Para entender as opções, é preciso, em primeiro lugar, compreender que quem compra o direito (titular) paga um prêmio a quem vende (lançador). 

Esse valor serve para oferecer a possibilidade de adquirir ou vender determinado ativo em uma data futura.

O prêmio é o valor a ser pago pelo direito. Também é chamado de preço exercido ou strike price.

O funcionamento das opções também pode ser compreendido a partir do exemplo da venda de um imóvel.

Digamos que você deseja vender um apartamento que custa R$ 300 mil, mas a pessoa interessada tem apenas R$ 30 mil.

O restante do valor será conquistado em 6 meses. Nesse caso, ele fornece os 10% que já tem para comprar uma opção de compra.

O vendedor — nesse exemplo, você — garante o direito da compra do imóvel daqui a 3 meses por R$ 300 mil, em troca da quantia de R$ 30 mil, o “prêmio”.

Se o preço do imóvel aumentar no período, ainda há garantia de transação pela mesma quantia, porque esse foi o acordo. Deu para entender?

Nas opções de ações, o titular é quem adquire o direito e o lançador se compromete a fazer a venda pela quantia combinada. O preço acordado é o strike.

Por haver esse pacto entre comprador e vendedor, as opções de ações são boas alternativas para fazer hedge, ou seja, proteger seu investimento contra possíveis oscilações de preço.

Outra característica é o uso desse mecanismo para alavancagem. Nesse caso, você utiliza o direito adquirido para potencializar a remuneração da sua carteira.

Dentro desse contexto, você pode fazer dois tipos de operações: compra e venda. Cada uma delas tem suas características. Continue lendo e entenda melhor!

O que é uma call?

Uma call é uma opção de compra de ações. Ela tem mais liquidez e ocorre com mais frequência no mercado.

Ao comprar uma call, você se torna titular e tem o direito de adquirir um ativo até determinada data. 

A operação pode ser realizada pelo lado do titular e do lançador. 

Para o titular, a negociação é válida por acreditar que o preço da ação vai aumentar no período combinado.

Por exemplo, você adquire o direito por R$ 16,50, mas o ativo vale R$ 15 hoje. Ou seja, você oferece R$ 1,50 a mais. Como prêmio ao lançador, é oferecido um prêmio de R$ 0,50.

A oferta foi feita porque você acredita que o preço da ação valerá R$ 17 ou mais em 3 meses. Com isso, comprará cada uma por R$ 16,50 e terá lucro.

O resultado, porém, pode ser maior ou menor do que o esperado. Se for mais elevado, você lucra ainda mais. É o caso da ação valer R$ 25 no vencimento.

Caso o preço esteja menor do que o esperado, você não precisa executar o seu direito de aquisição. O único prejuízo é o prêmio de R$ 0,50 pago em cada opção.

Pelo ponto de vista do lançador, a vantagem é o prêmio recebido, que consiste em uma recompensa financeira.

Ele tem o dever de comercializar o ativo-objeto para o titular, se assim ele quiser. Se esse direito deixar de ser exercido, o prêmio é recebido e o ativo é mantido na carteira.

Portanto, é mais interessante para o vendedor quando ele acha que o valor da ação vai diminuir naquele prazo.

Em resumo: para uma call, o prejuízo do titular se limita ao preço do prêmio. Contudo, o lucro é ilimitado, porque as ações podem subir muito mais do que o esperado.

Para o lançador, o lucro máximo é o valor do prêmio, mas o prejuízo potencial é ilimitado. Afinal, quanto mais a ação valorizar, maior será o prejuízo ao vender os ativos quando a opção for exercida pelo titular.

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O que é uma put?

Ao contrário da call, a put é uma opção de venda de ação. O titular assume o direito de vender um ativo no vencimento por um preço predeterminado e paga um prêmio para isso.

Ainda que pareça estranha, essa operação é válida quando o investidor acredita que, no futuro, o preço do ativo será menor do que o valor de venda definido em contrato.

Desse modo, o titular comercializa a ação por um preço mais alto e lucra. É o caso, por exemplo, de você ter um ativo por R$ 15 hoje, mas acredita que ele vai ter seu valor diminuído.

Se no vencimento o preço cair para R$ 10, você ainda terá o direito de vender por R$ 15. Com isso, lucra R$ 5.

Esse é o grande benefício para o titular. Com a put, há a possibilidade de ganhar com a queda do preço de um ativo.

Já o lançador recebe o prêmio e lucra se o titular não exercer o direito de venda. 

Por exemplo, o titular adquiriu o direito de vender determinada opção por R$ 28 em 6 meses.

O prêmio é de R$ 1 por opção. As ações tiveram queda e são comercializadas por R$ 20 no vencimento. Com isso, o titular teve lucro. 

No entanto, se o preço estiver acima dos R$ 28 acordados, o lançador é quem tem lucro (o valor do prêmio), porque o direito de compra deixa de ser exercido.

Da mesma forma, o titular tem as perdas limitadas ao prêmio, enquanto o lançador pode perder de forma ilimitada, porque o preço da ação pode oscilar bastante.

Códigos das opções de ações

Cada contrato de opção é composto por 5 elementos. Eles são:

  • Ação objeto: é o título que será comprado ou vendido se o contrato de opção for executado.
  • Data de vencimento: é o dia em que o contrato será efetivado. Sempre será a 3ª segunda-feira do mês de vencimento, que está definido na nomenclatura da opção.
  • Nomenclatura: é formada por ação objeto, mês de vencimento e preço de exercício. Por exemplo, ABCDB20. Isso significa que a ação objeto é ABCD, o mês é fevereiro (B) e o preço é R$ 20.
  • Preço ou prêmio: é o valor pago para comprar o prêmio ou a opção recebida ao lançar o contrato. Depende da liquidez — ou seja, da capacidade de resgatar o valor —, o prazo até o vencimento, a volatilidade e a relação com o preço da ação objeto.
  • Valor de exercício: é também chamado de strike e representa os dois últimos dígitos da nomenclatura.

A nomenclatura também é chamada de código da opção. Ele sempre é formado por 5 letras e 2 números. Por exemplo, uma call da Petrobras tem sigla PETRG28.

As 4 letras iniciais apresentam informações sobre o ativo-objeto, ou seja, a ação. No caso, PETR se refere a Petrobras.

A 5ª letra apresenta o mês de vencimento. Essa determinação segue uma tabela lógica, conforme a opção de compra ou de venda. Veja.

Mês de vencimentoSérie da callSérie da put
JaneiroAM
FevereiroBN
MarçoCO
AbrilDP
MaioEQ
JunhoFR
JulhoGS
AgostoHT
SetembroIU
OutubroJV
NovembroKW
DezembroLX

Por fim, os dois números que estão na nomenclatura representam o valor de exercício da opção de ação, também chamado de strike

No caso do exemplo citado, o preço é R$ 28. Por ter a letra G, é uma call com vencimento em julho. 

Ficou mais claro? A partir desse conhecimento, chega o momento de definir as estratégias a serem usadas para ter o melhor retorno possível. 

É o que vamos explicar a partir de agora.

Tipos de estratégias com opções

Os investidores que operam com opções podem escolher a proteção da carteira de investimentos (hedge) ou a especulação financeira.

No segundo caso, especialmente, existem várias possibilidades de estratégias. 

Um dos motivos é o fato dessas operações serem arriscadas. Por isso, elas exigem mais conhecimento e experiência, além de um grande nível de tolerância ao risco.

Você precisa ter um perfil de investidor que aceita perder dinheiro e está acostumado com as oscilações de curto prazo.

De modo geral, esse não é um investimento para iniciantes. Pelo menos, é muito pouco recomendado.

Veja, a seguir, quais são as estratégias para estudá-las melhor.

Venda coberta

Também chamada de financiamento, a venda coberta é uma estratégia em que você adquire a ação, mas vende a call. O objetivo é aumentar a remuneração da carteira.

Nesse caso, você pode reduzir o custo de compra do título, por exemplo. 

É o caso de comprar um ativo por R$ 10 e o contrato de call ter um strike de R$ 12, com prêmio de R$ 0,50.

O resultado é ganhar o prêmio no curto prazo e baixar seu custo de R$ 10 para R$ 9,50. Se as ações ultrapassarem o valor acordado, há lucro.

Por outro lado, existe a chance do preço cair. Nessa situação, o outro investidor geralmente não exerce seu direito.

Trava de alta

Na trava de alta, o benefício é conseguido com a alta do ativo. O strike da compra de opções é necessariamente menor do que o da venda.

O travamento acontece com o potencial de ganho. Ao mesmo tempo, o custo total da transação também é menor.

Com isso, o ponto de equilíbrio da estratégia se torna mais baixo e a trava de alta tem valor acima de uma call.

Por exemplo: uma ação está cotada a R$ 10. A trava de alta é configurada pela compra de strike por R$ 1,50 com a venda de uma opção por R$ 0,50.

Caso o ativo ultrapasse R$ 12 no vencimento, ambas as operações são efetivadas e o resultado é um lucro de R$ 1 por opção.

Se o preço ficar entre R$ 10 e R$ 12, somente o ativo de menor strike é executado. 

O resultado dessa transação é igual à diferença entre o preço da ação e seu strike. Ainda há a redução do custo de montagem da estratégia, que é de R$ 1.

Nas situações em que o ativo ficar abaixo de R$ 10, nenhuma será efetivada e o resultado é o prejuízo limitado é de R$ 1.

Trava de baixa

O propósito da trava de baixa é rentabilizar com a baixa do mercado. Para isso, é adquirida uma opção de strike mais alto, com a venda de uma de preço menor, sempre na mesma quantidade

O ganho ocorre com a diferença. Vale a pena destacar que, nessa estratégia, o direito de venda é comprado. Com isso, há proteção do valor mínimo.

Ao mesmo tempo, é feita a trava da operação no valor recebido pela venda da opção de strike, menos o valor pago no strike superior.

Por exemplo: o ativo-objeto tem cotação de R$ 10. Uma trava de baixa pode ser configurada por R$ 1,50 em conjunto com a compra de opção de strike por R$ 0,50.

Se o preço ficar abaixo de R$ 10 no vencimento, nenhuma transação será executada. Nesse caso, a quantia recebida será a diferença entre o prêmio caro, do put, e o barato, da call.

Caso o resultado fique entre os dois strikes esperados, apenas o put será exercido.

O resultado é a diferença o menor strike e o preço à vista da ação somado ao saldo recebido na montagem da operação.

Se ultrapassar R$ 12, ambas as operações serão aplicadas e haverá um prejuízo equivalente a R$ 1.

Borboleta

A borboleta é uma espécie de combinação de trava de baixa e de alta. O propósito é proteger o investimento.

Exige mais conhecimento para ser colocada em prática. No entanto, é uma boa alternativa para períodos em que a oscilação do mercado está alta.

Assim, você tem ganhos e perdas controlados em qualquer situação.

Venda a descoberto

Um short é uma estratégia em que você não tem uma ação para realizar o contrato de opção. Ainda assim, faz o aluguel do ativo para aplicar o put.

É utilizado nas situações em que você acredita na queda do preço de determinado ativo.

Caso a expectativa se efetive, a ação alugada é devolvida ao dono. Por sua vez, a compra é realizada no mercado à vista por um strike mais baixo.

Assim, o ganho ocorre na diferença entre esses preços.

Straddle

Essa operação é válida para períodos de alta volatilidade no preço do ativo.

Como é mais difícil saber se o valor vai subir ou descer, são adquiridas tanto call, quanto put. Ambas têm o mesmo preço, strike e vencimento.

O lucro ocorre,novamente, pela diferença do preço da ação com o strike da opção. Qualquer variação significativa beneficiará o investidor.

Black & Scholes

É um conjunto de equações utilizado no cálculo do prêmio justo das opções. 

Para isso, são aplicadas variáveis que sinalizam um prêmio justo para determinado cenário e opção. 

Entre os fatores a serem considerados estão:

  • Preço do ativo-objeto.
  • Preço de exercício.
  • Volatilidade da ação.
  • Taxa de juros.
  • Dias para o vencimento.
  • Dividendos esperados.
  • Modalidade da opção, ou seja, se é call ou put.

Mais do que o cálculo, o Black & Scholes sinaliza quando uma das variáveis de influência é modificada e as outras permanecem iguais.

As informações são apresentadas por meio de letras gregas. Elas mostram as taxas de variação e são as seguintes:

  • Delta: é a primeira derivada do prêmio da opção em comparação com o preço do ativo. Mensura a oscilação do prêmio para cada variação de R$ 1.
  • Gamma: é a segunda derivada relacionada ao preço do ativo. Mede a variação do delta para cada alteração de R$ 1 no preço do ativo-objeto.
  • Theta: está relacionada ao tempo. Mede a queda do prêmio para cada variação de 1 dia. O limite é a data de vencimento.
  • Vega: é comparada à volatilidade. Mensura a variação do prêmio para cada alteração de 1% na volatilidade do ativo.
  • Rho: está ligada à taxa de juros. Mede a variação do prêmio da opção para cada modificação de 1% na taxa de juros.

Por ser uma estratégia não direcional, o portfólio da carteira deve ter um delta igual a zero.

Para isso, é preciso realizar a operação delta hedge. Ela prevê uma posição contrária no ativo-objeto àquela que se está no mercado de opções.

Vamos deixar mais claro: imagine que você comprou 10 mil calls com delta de 0,50. O delta hedge é efetivado pela venda de 5 mil ativos-objeto.

Caso haja aumento do preço do ativo em R$ 1, você ganha R$ 5 mil na posição comprada e perde R$ 5 mil na vendida.

Por outro lado, se o preço diminuir R$ 1, a perda é de R$ 5 mil na posição em opções e o ganho é do mesmo valor na posição vendida em ativos-objetos.

Em outras palavras, a estrutura delta hedge faz com que a carteira não sofra impactos de alterações de preço da ação.

Trades de volatilidade

Existem duas possibilidades:

  • Posição comprada: o aumento da volatilidade implícita da opção gera lucro;
  • Posição vendida: a redução das oscilações implícitas da opção garante lucro na operação.

Caso queira manter uma posição comprada em volatilidade, o ideal é adquirir opções e comercializar ações no mercado à vista na proporção delta.

O contrário também é válido.

Vale a pena lembrar de que a letra grega vega representa uma mudança no preço justo da opção devido a uma alteração na volatilidade do ativo.

Dentro desse conceito, as opções de ações com vegas mais elevados têm um preço de exercício perto do preço à vista.

Strangle

A estratégia é construída pela compra de call e put. As duas opções têm o mesmo vencimento, mas o preço de exercício é diferente.

As operações são do tipo long ou short. No primeiro caso, há a compra simultânea. No segundo, a venda.

O strangle pode ocorrer tanto na posição comprada quanto vendida.

Riscos das opções

Muitas pessoas optam por investir em opções devido à especulação. Essa é uma forma de potencializar os ganhos e alcançar bons resultados com rapidez, desde que muitos riscos sejam corridos.

Por sso, é fácil ter problemas. 

As opções de ações são operações complexas e que exigem amplo conhecimento.

Dentro desse contexto, os principais riscos da ferramenta são os que apresentamos a seguir. Acompanhe:

Vencimento

Ao comprar uma call ou uma put, você tem o direito de comprar ou vender um ativo no seu vencimento.

No entanto, isso vale apenas até a data de expiração do contrato. Depois dele, precisa arcar com o prejuízo.

Assim, ainda que você acredite em determinado movimento futuro, a verdade é que tudo pode ser diferente — é aqui que você tem problemas.

Se não exercer o direito ou vender as opções, terá prejuízo, ainda que pequeno. Isso é bem diferente do que acontece com as ações.

Ao comprar um ativo, você pode segurá-lo por mais tempo e vender quando for o período mais adequado. Não há vencimento, você pode ficar com uma ação por toda a vida.

Nas opções de ações, é diferente e elas viram pó após o vencimento.

Volatilidade

A operação com opções pode trazer grandes lucros, mas também amplos prejuízos. É aquela velha máxima: quanto maior o risco, maior o potencial de retorno.

Essa é a chamada volatilidade. Na prática, você pode ganhar ou perder com ela.

No entanto, quanto mais conhecimento tiver, maior é a chance de ter bons resultados — pelo menos em tese.

Alavancagem

Essa é uma maneira de impulsionar os ganhos do mercado. No entanto, há uma exposição maior aos riscos.

Aqui, você consegue fazer operações com montantes muito superiores aos que verdadeiramente têm em conta, investindo apenas as diferenças entre os valores negociados, e não o todo.

É uma estratégia utilizada para tentar ganhar muito, investindo pouco.

Por isso, é preciso efetivar uma gestão de riscos eficiente. Caso contrário, a alavancagem pode trazer um grande problema.

Cuidados ao investir em opções

Antes de aplicar seu dinheiro com esse instrumento, é preciso adotar algumas boas práticas.

Essa recomendação é ainda mais relevante para quem vai operar com alavancagem ou com alguma estratégia mais arriscada.

Por isso, listamos os principais cuidados para investir em opções.

Foque no conhecimento

Um dos maiores erros do investidor que quer saber como investir na bolsa é começar nas opções sem ter o conhecimento necessário.

Apesar de ser possível operar dessa forma a qualquer momento, as informações rasas tornam o processo mais complicado, com uma chance maior de prejuízos.

Por isso, o ideal é aumentar o conhecimento antes de investir nesse instrumento. Não comece a investir em opções sem um profundo conhecimento a respeito do assunto. Os riscos são enormes se você iniciar sem saber o que está fazendo.

Tenha experiência

A experiência tem o mesmo objetivo do conhecimento: aumentar sua chance de retorno.

Por mais que seja possível ter bons resultados sendo inexperiente, é mais difícil isso acontecer.

Portanto, primeiro leia muito, estude e faça cursos, e depois faça outros tipos de operações no mercado. Aos poucos, você terá experiência suficiente para as opções de ações.

Invista somente depois de conhecer bem o mercado de ações

As opções de ações exigem um conhecimento amplo sobre o mercado de ações.

É preciso entender quais fatores interferem na bolsa de valores, qual o cenário atual do mercado e qual a tendência futura.

Você também precisa acompanhar os principais ativos e as notícias políticas e econômicas. 

Desse modo, você analisa melhor o mercado e identifica possíveis elevações ou reduções futuras no preço dos ativos.

Assim, entender a fundo o mercado de ações é uma condição para iniciar no mercado de opções.

Comece devagar

Todo investimento em renda variável exige um começo devagar. Quando você vai com muita sede ao pote, aumenta o potencial de prejuízos.

Por isso, vale a pena começar com poucas operações, inclusive quando iniciar seus investimentos em opções de ações.

Assim, você testa seus conhecimentos, verifica o que funciona na sua estratégia e descobre o que ainda precisa de mais estudos e análises.

Procure um mentor

Uma mentoria tem o objetivo de sinalizar o caminho mais fácil para suas operações. 

Com uma ajuda especializada, você sabe qual é seu perfil, quais são as operações mais indicadas e quando você tem uma boa chance de lucro.

No caso das opções, esse profissional ajuda a entender o mercado e mostra o que é mais indicado para sua vida financeira. Além disso, ele indica o caminho das pedras para você absorver mais conhecimento.

Busque sempre aprender

Por fim, você precisa aprender a todo momento. Aqui, a ideia é ler, estudar, testar e ter experiência. 

No entanto, você ainda deve ir além, estando aberto a aprender todos os dias.

Além disso, aprender com os erros dos outros e com as recomendações do mercado é uma boa maneira de evitar prejuízos e chegar ao seu objetivo com mais facilidade.

Vantagens e as desvantagens das opções

Assim como outros tipos de investimento, esse instrumento oferece vantagens e desvantagens.

Por um lado, é possível ganhar muito em curto prazo. De outro, há muitos riscos.

Para entender o que pode ser conquistado e quais são as potenciais perdas, apresentamos a seguir as principais vantagens e as desvantagens das opções de ações.

Vantagens

Entre os principais benefícios estão:

  • Redução dos custos, quando comparado a outros investimentos.
  • Diversificação de estratégias, com foco no hedge ou na alavancagem.
  • Proteção da aplicação contra oscilações do mercado.
  • Possibilidade de ganhos no curto prazo, inclusive com alavancagem.

Desvantagens

Apesar dos pontos positivos, existem alguns negativos. 

Alguns fatores a considerar são:

  • Volatilidade elevada, o que traz mais riscos à operação.
  • Complexidade das estratégias, que demanda estudo, experiência e dedicação.
  • Risco alto, inclusive com a possibilidade de perder todo o valor investido se a call deixar de ser exercida até o vencimento (virar pó).

Como comprar opções de ações

Para começar, é preciso ter uma conta em uma corretora de valores. Por meio do home broker, você faz as operações.

Basta enviar as ordens como se a opção fosse uma ação de uma companhia. O único cuidado é com o código, que é diferente, como mostramos no início deste texto.

A depender da corretora, você precisará realizar algumas etapas a mais. 

Por exemplo: assinar um termo de conhecimento do risco ou ter acesso a um teste para verificar as ameaças. 

Por esse motivo, é preciso ter um perfil arrojado, isto é: com elevada aceitação à possibilidade de perder dinheiro.

Como vimos, as opções de ações se tornam uma maneira de potencializar a sua remuneração e alcançar um patamar de investimentos ainda mais elevado, desde que você tenha o perfil de risco adequado e se dedique a estudar esse mercado.

Se esse não é o seu perfil, o mais recomendado continua sendo a aplicação em fundos de investimento, de acordo com os seus objetivos de curto, médio e longo prazo. 

Para os mais ousados, parte do patrimônio pode ser alocada em ações, com foco no longo prazo e diversificação para diminuir os riscos.

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Posts publicado por 17 de setembro de 2020

Publicado por
Redação Warren