Como funciona a Bolsa de Valores: o guia definitivo do mercado de ações  

Entender como funciona a Bolsa de Valores é o primeiro passo para quem deseja investir no mercado de ações e se expor à renda variável.

Não importa se você quer investir com foco no longo prazo, pretende fazer day trade ou simplesmente está em busca de mais informações para fazer o seu dinheiro render em um cenário de Taxa Selic nas mínimas históricas.

Tudo começa pela compreensão de como a Bolsa de Valores funciona, com destaque para o mercado de ações

Se você está atento ao noticiário do mercado financeiro, provavelmente percebeu que o mercado acionário voltou às manchetes nos últimos meses. 

Isso aconteceu não apenas porque o Índice Ibovespa atingiu seu topo histórico em 2020, antes da crise provocada pelo novo Coronavírus, mas também porque, todos os meses, o número de investidores na Bolsa aumenta, quebrando recorde atrás de recorde.

Mas o que explica esse movimento — e como aproveitá-lo?

Neste artigo, vamos desmembrar o funcionamento da Bolsa de Valores nos seus principais elementos, sanando as maiores dúvidas de quem começa a pesquisar sobre o tema. 

Juntos, vamos entender:

  • O que é a Bolsa de Valores;
  • O que é uma ação;
  • Como funciona a Bolsa de Valores;
  • Ativos negociados na Bolsa de Valores;
  • O que é o Índice Ibovespa;
  • Por que os brasileiros estão migrando para a Bolsa de Valores?
  • Vale a pena investir na Bolsa de Valores no longo prazo?
  • Como ganhar dinheiro na Bolsa de Valores;
  • Como investir na Bolsa de Valores.

Preparado para entrar de cabeça no mundo da renda variável e entender como funciona a Bolsa de Valores? Prepare seu bloco de anotações e vamos juntos.

O que é a Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores é um ambiente de negócios por meio do qual você tem acesso a diferentes ativos, como ações, fundos imobiliários e ETFs. Considerada um pilar para qualquer economia de mercado, a Bolsa de Valores é o ponto de encontro entre aqueles que desejam comprar os ativos e aqueles que desejam vender. A Bolsa permite a negociação direta entre essas partes, o que torna o investimento nesses ativos muito mais acessível.

Imagine, por exemplo, quão complexo seria para você encontrar uma pessoa disposta a vender ações de Petrobras pelo preço que você quer pagar. 

Com a Bolsa de Valores, isso ocorre de forma automática, porque ela centraliza, coordena e valida essas transações de compra e venda de ativos mobiliários (não confundir com imobiliários!).

Além disso, a Bolsa permite que as empresas se capitalizem colocando suas ações à disposição do mercado, formado tanto por investidores institucionais como por pequenos investidores. 

No Brasil, a Bolsa de Valores é a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, empresa responsável pela centralização das operações de renda variável e do mercado acionário. Ela é resultado da fusão entre as antigas Bovespa, BM&F e Cetip.

Antes de avançar e explicar em detalhes como funciona a Bolsa de Valores, é necessário retroceder um passo, para compreender o que são as ações propriamente ditas.

O que é uma ação

Uma ação é a menor parte da estrutura societária de uma empresa, negociada diretamente na Bolsa de Valores.

Ao comprar uma ação, você se torna dono do percentual da empresa correspondente àquele papel. Vira, portanto, um sócio minoritário da companhia.

Quando uma empresa abre seu capital na Bolsa de Valores, ela desmembra parte da sociedade em ações, que passam a ser negociadas livremente entre todos os agentes financeiros, como pessoas físicas e investidores institucionais.

Atualmente, há aproximadamente 400 empresas listadas na Bolsa de Valores, em ações que se dividem em três grandes tipos:

Ações ordinárias (ON)

As ações ordinárias ON são aquelas que dão direito a voto ao proprietário das ações. Identificadas pelo número 3 ao final do código da ação, elas são as mais recomendadas para quem deseja investir com a mentalidade de sócio, porque o pequeno investidor, embora não precise necessariamente exercer seu direito a voto, fica mais próximo dos controladores nas decisões estratégicas da companhia.

A seguir, listamos alguns exemplos de ações ordinárias na Bolsa de Valores:

  • Petrobras: PETR3
  • Itaú: ITUB3
  • Lojas Renner: LREN3
  • Ambev: ABEV3
  • Vale: VALE3

Ações preferenciais (PN)

Menos comuns, as ações preferenciais (PN) são os papéis que não dão direito a voto aos acionistas, mas têm preferência na distribuição de dividendos, como o próprio nome sugere. Essas ações são identificadas pelo dígito 4 após o código da companhia.

Mais comuns em alguns setores específicos, como os bancos, as ações PN costumam ser uma alternativa de emissão para empresas que não querem correr o risco de perder o controle da companhia ao abrir capital. 

Mas o segmento de listagem do Novo Mercado, considerado o de melhor governança na Bolsa, não permite empresas que tenham ações PN. Um dos argumentos para isso é o fato de que os detentores das ações PN não são efetivamente sócios da empresa, cumprindo muito mais um papel de credor do que investidor.

Todas as empresas que possuem ações PN na Bolsa de Valores também contam com ações ON, embora, em alguns casos, elas tenham pouca liquidez.

Exemplos de ações preferenciais:

  • Petrobras: PETR4
  • Itaú: ITUB4
  • Santander: SANB4
  • Itaúsa: ITSA4
  • Klabin: KLBN4

Units

Units são uma combinação entre ações ON e PN. Trata-se de um agrupamento de ações em um pacote, no qual você adquire um conjunto de ações ON e PN. 

Essa estratégia também não é aceita pelo segmento de listagem do Novo Mercado, e muitas vezes é vista pelos investidores como um indicativo de que a empresa teme perder o controle da companhia, o que a leva a diluir a estrutura societária em Units.

Alguns exemplos de Units:

  • Klabin: KLBN11 – 1 ação ON + 4 ações PN
  • Banco Inter: BIDI11: 1 ação ON + 2 ações PN
  • Santander: 1 ação ON + 1 ação PN
  • BTG Pactual: 1 ação ON + 2 ações PN

Como você certamente percebeu, há todo um universo repleto de especificidades por trás da emissão de ações na Bolsa de Valores

Em um resumo, podemos descrever da seguinte maneira:

  • Ações ordinárias (ON): dão direito a voto e são ideais para quem foca em investir com mentalidade de sócio;
  • Ações preferenciais (PN): dão preferência na distribuição de dividendos e podem ser priorizadas para quem deseja construir uma carteira para viver de renda;
  • Units: são um híbrido entre ON e PN, reunindo, em uma única ação, os dois tipos de papéis, geralmente para empresas preocupadas com o controle acionário. 

Não é tão difícil, concorda? Agora que superamos essa questão, podemos avançar e entender como a Bolsa de Valores funciona na prática. 

Como funciona a Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores é o ambiente no qual você pode negociar ativos mobiliários, como ações, ETFs, fundos imobiliários e derivativos, de forma simples, rápida e segura. Ela concentra todas as negociações do tipo no Brasil, o que simplifica muito a negociação entre todas as partes envolvidas.

Quando falamos de ações, por exemplo, o processo é bastante simples de entender: as empresas abrem seu capital na B3, a Bolsa de Valores brasileira, e os investidores passam a negociar os papéis diariamente.

Para fazer isso, você acessa a Bolsa de Valores através das corretoras de valores, que são a ponte entre os investidores e a Bolsa. 

É impossível, por exemplo, comprar ações da Lojas Renner sem passar por uma corretora. São elas que intermediam esse processo na legislação brasileira — e na maior parte do mundo.

As negociações de ativos mobiliários por meio da Bolsa de Valores são reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável por proteger todos os agentes envolvidos em relação à aplicação das legislação brasileira, investigando e coibindo quaisquer tipos de fraudes, golpes ou negociações que não atendam às normas estabelecidas.

Agora, chegou a hora de abordar uma dúvida bastante comum entre aqueles que estão dando seus primeiros passos na Bolsa de Valores: por que as empresas decidem abrir capital?

Por que as empresas abrem capital na Bolsa?

O processo de abertura de capital de uma empresa na Bolsa é conhecido como IPO – Initial Public Offer, cuja tradução livre para o português é Oferta Pública Inicial. Este é o momento no qual uma empresa de capital fechado divide sua estrutura acionária e emite ações para serem negociadas livremente entre os investidores.

Ao fazer isso, o dinheiro arrecadado com a venda das ações vai diretamente para o caixa da companhia, financiando projetos de expansão e investimentos em novos produtos, além do crescimento da empresa ou despesas relevantes.

O IPO é conhecido no mercado financeiro como mercado primário, porque as ações são vendidas diretamente pela empresa aos investidores que fazem a subscrição no processo.

A partir daí, as ações passam a ser negociadas diretamente entre os investidores no mercado de ações. É o que o mercado financeiro chama de mercado secundário. Esse é o mercado que você acessa quando abre uma conta em uma corretora de valores.

Além de conseguir dinheiro para financiar projetos, a abertura de capital de uma empresa na Bolsa pode significar ganhos em branding, já que a empresa vai para os holofotes, repercute na imprensa e passa a ser mais comentada do que antes, além de outras vantagens financeiras e tributárias, que podem variar de acordo com cada setor.

Em 2019, por exemplo, cinco empresas concluíram o seu IPO na Bolsa de Valores brasileira:

  • Vivara;
  • Banco BMG;
  • Centauro;
  • Neoenergia;
  • C&A.

Ativos negociados na Bolsa de Valores

Agora que você já sabe como funciona a Bolsa de Valores, é hora de conhecer aquilo que é possível comprar e vender. Os ativos negociados na Bolsa de Valores são aqueles que pertencem ao universo da renda variável. A oscilação de preços, portanto, ocorre devido à mais primitiva regra econômica: o equilíbrio entre oferta e demanda.

É simples de entender: imagine que um determinado ativo está sendo negociado a R$ 20,00. Se houver mais compradores do que vendedores a esse valor, o preço vai subir. Se, pelo contrário, houver mais vendedores do que compradores a esse valor, o preço vai cair.

Simples assim.

Agora, vamos conhecer os principais ativos negociados na Bolsa de Valores:

Ações

Como vimos, as ações de empresas de capital aberto são o principal destaque da Bolsa de Valores, assumindo a responsabilidade pela maior parte do volume financeiro negociado diariamente. Atualmente, há cerca de 400 empresas listadas na Bolsa.

Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs)

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) também têm suas cotas negociadas na Bolsa de Valores. Por meio deles, você consegue investir no mercado imobiliário de forma passiva: enquanto os gestores compram, vendem e alugam os imóveis, você recebe proventos mensais. 

Além disso, há a valorização e desvalorização da própria cota do FII. Apenas a título de curiosidade: em 2019, o IFIX, principal índice do setor, teve uma valorização superior ao Índice Ibovespa, o principal índice do mercado de ações. 

ETFs

Os ETFs (Exchange-Traded Funds) são fundos de índice, que buscam replicar a carteira teórica de um índice, como o Ibovespa, no caso do BOVA11, ou S&P 500, no caso do IVVB11. 

Atualmente, há 17 ETFs listados na B3, seguindo diferentes índices do mercado de ações brasileiro e internacional. Os ETFs são produtos muito procurados por quem deseja uma exposição passiva ao mercado, pagando um preço baixo e obtendo uma alta diversificação. Basta lembrar, por exemplo, que o IVVB11 permite exposição às 500 maiores empresas negociadas nas bolsas americanas, por meio de uma única cota. 

Opções de ações

As opções de ações são derivativos: quando você negocia uma opção, está negociando um contrato que lhe dá a opção de comprar ou vender um determinado ativo no futuro. Recomendadas para quem já tem experiência no mercado acionário, as opções permitem alavancagem e podem trazer ganhos exponenciais — assim como prejuízos. 

Trata-se de um mercado com altíssima volatilidade, indicado apenas para investidores com perfil de investidor bastante arrojado. Ou seja: quem têm muito conhecimento sobre o mercado e enorme tolerância a risco.

Contratos futuros

Os contratos futuros também são derivativos, mas não derivam das ações, e sim de outros produtos do mercado financeiro, incluindo as commodities, como ouro, café e petróleo. 

Por meio desses contratos futuros, você pode negociar a compra ou venda de um ativo em uma data futura, a um preço definido anteriormente.

Também considerados de alto risco, os contratos futuros são indicados, em geral, para quem deseja da oscilação de preços de determinados ativos. 

Eles são usados, por exemplo, por empresas do ramo agrícola que desejam conhecer o preço de venda dos grão antes de efetivamente colherem. Além disso, também costumam ser utilizados por especuladores interessados na oscilação de curto prazo de alguns ativos.

Conheça alguns dos principais contratos futuros da Bolsa de Valores:

  • Petróleo;
  • Café;
  • Milho;
  • Soja;
  • Boi Gordo;
  • Dólar;
  • Euro;
  • Ouro.

O que é o índice Ibovespa

O índice Ibovespa (Ibov) é o principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, utilizado como uma espécie de termômetro do mercado de ações. Sempre que você ouve falar, por exemplo, que a Bolsa subiu em determinado dia, semana ou mês, ou que a Bolsa atingiu alguma pontuação, é o índice Ibovespa que está sendo tratado.

Ele funciona como principal indicador da Bolsa brasileira porque reúne as ações da B3 que representam 80% do volume diário de negociações, respeitando o respectivo tamanho de cada empresa nessa composição. Atualmente, cerca de 60 empresas fazem parte do índice, que é atualizado a cada quatro meses.

Confira as dez maiores posições do Ibovespa em agosto de 2020:

  1. Vale (VALE3): 10,68%
  2. Petrobras (PETR3/PETR4): 8,94%
  3. B3 (B3SA3): 6,9%
  4. Itaú (ITUB4): 6,8%
  5. Bradesco (BBDC3/BBDC4): 6,5%
  6. Ambev (ABEV3): 3,23%
  7. Magazine Luiza (MGLU3): 2,85%
  8. Itaúsa (ITSA4): 2,56%
  9. Banco do Brasil (BBAS3): 2,54% 
  10. Weg (WEGE3): 2,48%

O Ibovespa também serve como benchmark para a grande maioria dos fundos de renda variável, que têm como missão superar esse indicador. É o caso do fundo de ações brasileiras da Warren, por exemplo.

Mas o Ibovespa não é o único indicador relevante da Bolsa de Valores. Também há outros índices que merecem sua atenção.

Outros índices importantes da Bolsa de Valores

Além do índice Ibovespa, outro indicador bastante relevante na Bolsa de Valores é o índice SMLL, focado em small caps, que reúne as empresas que estão fora das ações que representam 80% do volume diário de negociação da B3. 

O índice SMLL serve como referência para os fundos de ações que focam em empresas small caps. Além do índice SMLL e do índice Ibovespa, há outros índices da Bolsa de Valores que vale a pena conhecer:

  • Índice Brasil 100 (IBrX 100): reúne as 100 ações mais negociadas da Bolsa;
  • Índice Brasil 50 (IBrX-50): reúne as 50 ações mais negociadas da Bolsa;
  • Índice Brasil Amplo (IBrA): formado por todas as ações da Bolsa;
  • Índice de Dividendos (IDIV): reúne as empresas com os maiores Dividend Yield dos últimos 24 meses;
  • Índice Mid-Large Cap (MLCX): índice com as maiores empresas da bolsa, de acordo com o valor de mercado.

Quer conhecer outros indicadores? É possível consultar a lista completa de índices no site da B3.

Por que os brasileiros estão migrando para a Bolsa de Valores?

Agora que você já entendeu o funcionamento da Bolsa de Valores em detalhes, chegou o momento de abordar um fenômeno que vem ocorrendo nos últimos anos no Brasil: a migração de investidores pessoa física para a Bolsa de Valores.

Divulgado pela B3 todos os meses, o número de CPFs com posições na Bolsa de Valores já passa dos 2,5 milhões.

Entre 2007 e 2017, o número de CPFs na Bolsa não passou de 600 mil, engatando um crescimento vertiginoso desde então.

Mas o que está por trás desse fenômeno?

Há uma série de explicações possíveis, mas as principais giram em torno de um otimismo com a recuperação econômica do país, após a recessão vivida em 2015 e 2016, e a redução brutal na taxa de juros básica da economia, a Selic.

Ela é a referência para os investimentos em renda fixa no Brasil, e chegou a alcançar 14,25% em 2016, durante os esforços do Banco Central para reduzir o consumo e frear a inflação. 

Desde então, ela vem em trajetória de queda e, nos últimos meses, vem batendo mínimas históricas. Como resultado, investimentos atrelados ao CDI perderam boa parte da sua atratividade junto aos investidores. 

Essa é uma consequência do cenário de juro real negativo: quando algumas aplicações passam a render menos do que a inflação do período, os investidores não têm outra alternativa a não ser aumentar sua exposição ao risco — e a Bolsa de Valores sente os efeitos disso diretamente.

Vale a pena investir na Bolsa de Valores no longo prazo?

Sim, vale a pena investir na Bolsa de Valores no longo prazo, porque é no longo prazo que a Bolsa se mostra, de forma irrefutável, a melhor opção de investimento, como diversos estudos já comprovaram.

Note que, quando falamos em longo prazo, estamos falando em períodos superiores a 10 anos, que podem chegar até a 30 anos ou 40 anos, por exemplo. 

Alguns dos investidores mais bem-sucedidos que você provavelmente conhece, como Warren Buffett, fizeram fortuna justamente no longo prazo, porque tiveram paciência não apenas para ver as empresas nas quais investiram multiplicando de valor, mas também porque é no longo prazo que os juros compostos fazem a diferença. 

Quanto maior o tempo investido, maior o efeito de bola de neve que faz os retornos dos seus investimentos crescerem de forma exponencial.

Um dos levantamentos mais famosos e que frequentemente é mencionado quando este tema vem à tona foi conduzido por Jeremy Siegel, considerado um dos estudiosos do mercado financeiro mais famosos de sua geração. 

Autor do livro “Investindo em ações no longo prazo”, Siegel compara o retorno anualizado do mercado de ações com outros ativos, como títulos de crédito, títulos públicos e ouro.

Portanto, quando olhamos para o longo prazo, o risco não está em investir na Bolsa de Valores — mas sim em ficar fora dela.

Como ganhar dinheiro na Bolsa de Valores

Para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores, a estratégia é bastante simples: você precisa comprar os ativos a um preço menor do que o valor que você venderá.

Mas colocar essa estratégia em prática envolve uma enorme complexidade, e o fato é que não há uma única maneira lucrar no mercado de ações.

É impossível apontar uma receita de bolo e dizer que alguma técnica vai ser bem-sucedida para qualquer perfil de investidor. 

Tudo depende dos seus objetivos, do tempo que você aceita esperar e da sua tolerância ao risco. 

Além disso, você descobrirá, durante seus estudos da Bolsa de Valores, que há ganhadores apostando em técnicas de investimento completamente diferentes — e até diametralmente opostas.

Quer conhecer algumas delas? Listamos algumas das estratégias adotadas por quem deseja ganhar dinheiro na Bolsa:

Day trade

O day trade consiste em comprar e vender ativos dentro de um mesmo dia, para lucrar com as pequenas oscilações de preço. 

Day traders costumam utilizar a análise técnica, que se baseia na leitura de gráficos, para tomar decisões, e frequentemente fazem operações alavancadas, para potencializar os lucros. 

Em contrapartida, os riscos crescem na mesma proporção. Trata-se de uma modalidade de investimento indicada apenas para quem já possui uma ampla experiência no mercado financeiro e ter uma enorme tolerância ao risco. Ou seja: investidores de perfil arrojado. 

Mesmo assim, a recomendação, para quem faz esse tipo de investimento, é não colocar uma parte significativa do patrimônio nas operações, porque os riscos são imensos.

Swing trade ou stock picking

Um pouco menos agressivo do que o day trade, o swing trade tem operações que podem levar alguns dias e até semanas. 

O swing trade também é conhecido como stock picking, termo em inglês que significa escolher empresas de forma pontual e se expor a elas por tempo indeterminado.

Aqui, o investidor identifica oportunidades pontuais na Bolsa e procura se expor a ativos para os quais vê chances de crescimento no curto prazo.

A tomada de decisão pode ser tanto a partir da análise dos gráficos, como por meio da análise dos fundamentos das empresas — a análise fundamentalista. No entanto, a análise dos fundamentos é mais utilizada por quem faz o value investing e o buy and hold. Ficou confuso? Entenda a seguir. 

Value investing

Frequentemente traduzido como “investimento em valor”, o value investing é a estratégia de investimentos de Warren Buffett e de outros investidores multi-milionários que ficaram famosos, como Peter Lynch.

O objetivo é identificar boas ações negociadas a preços descontados, encontrando a diferença entre o valor dos ativos e o seu preço — daí o nome value investing.

O value investing pode abranger tanto empresas com sólidos resultados e fundamentos, quanto empresas em processo de turnaround, quando há uma reviravolta para que uma empresa decadente volte a se tornar competitiva.

Aqui, é impossível dizer por quanto tempo o value investor vai carregar suas posições, mas ele tende a vendê-las quando os ativos se tornarem “caros” dentro das suas análises. 

Buy and hold

Muitas vezes confundido com value investing, o buy and hold consiste em comprar ações de empresas com sólidos fundamentos, como geração de caixa, lucro líquido, participação de mercado e baixo endividamento, e esperar essas empresas entregarem ótimos resultados ao longo dos anos.

Focado no longo prazo, o buy and hold prega o aporte constante, para que haja acumulação de patrimônio, o que traz fortes resultados no longo prazo.

O buy and hold costuma ser indicado para quem está construindo o seu patrimônio e faz aportes mensais de parte do salário, por exemplo, em uma carteira de ações e outros ativos.

No futuro, esses investidores serão recompensados com a valorização das ações e com a distribuição de dividendos, parte dos lucros das empresas nas quais eles investem.

Investimento passivo

Finalmente, o investimento passivo consiste em uma exposição genérica ao mercado, por meio da diversificação em diversos ativos ou no investimento em ETFs, os fundos de índice.

Aqui, o investidor escolhe índices para seguir, procurando uma exposição genérica ao mercado. 

A exemplo do buy and hold, ele não tenta bater o mercado por meio da gestão ativa da carteira — apenas quer se expor de forma genérica à Bolsa de Valores

Para esses investidores, o preço de compra não importa, porque eles tendem a fazer aportes todos os meses, com a crença de que, no longo e no longuíssimo prazo, serão recompensados.

Fundos de investimento em ações

Os fundos de investimento em ações são uma excelente maneira de se expor à Bolsa de Valores sem precisar dedicar grande parte do seu tempo ao assunto.

Os fundos são indicados para quem prefere deixar o próprio patrimônio nas mãos de gestores e especialistas que analisam o mercado todos os dias em busca das melhores oportunidades.

Esses fundos podem seguir diversas estratégias, desde o investimento em ações small caps até boas pagadoras de dividendos, passando por ações baratas ou negociadas a preços descontados. 

Tudo vai depender da filosofia de investimento dos gestores e da capacidade de fazer uma boa alocação do patrimônio dos cotistas.

Se você ainda não se sente preparado para operar na Bolsa de Valores por conta própria, os fundos de renda variável da Warren são excelentes opções. 

Atualmente, a Warren têm quatro fundos de ações — e não há cobrança da taxa de administração ou taxa de performance em nenhum deles:

Como investir na Bolsa de Valores

Se você chegou até aqui, é porque realmente está interessado em saber como investir na Bolsa de Valores. A boa notícia é que o procedimento é muito simples e ocorre de forma totalmente online.

Para investir na Bolsa de Valores, basta abrir conta em uma corretora de valores, transferir dinheiro, escolher as ações nas quais você pretende investir e fazer a operação de compra e venda desses ativos. Simples assim. 

Conheça os horários de negociação da B3:

Horários de negociação na Bolsa de Valores

Na Bolsa de Valores brasileira, os negócios ocorrem apenas em dias úteis, de segunda à sexta-feira, das 10 horas às 17 horas.

Já a pré-abertura da Bolsa ocorre entre 09h45 e 10 horas. Por sua vez, o período de After Market vai das 17h30 às 18 horas.

Antes de investir na Bolsa de Valores

Mas, antes de investir na Bolsa de Valores, é recomendável que você estude profundamente o mercado de ações e amadureça suas decisões. 

Temos várias recomendações para quem está dando os primeiros passos: conheça os investimentos, leia livros, faça cursos, tenha um mentor, participe de fóruns de discussão e busque o máximo de conhecimento possível.

Além disso, também é recomendável que você tenha a sua reserva de emergência finalizada: aquele montante capaz de manter o seu padrão de vida entre seis a 12 meses e que pode ser utilizado em caso de urgência. 

Só depois de tudo isso é que o investimento em renda variável é efetivamente recomendado. 

No Warren 3.0, que será lançado nas próximas semanas para todos os usuários, será possível comprar ações, ETFs e Fundos Imobiliários de forma gratuita, sem pagar taxa de corretagem. Faça seu cadastro e esteja entre os primeiros que terão acesso à plataforma!

Gostou de aprender como funciona a Bolsa de Valores? Esperamos que o conteúdo tenha sido útil para você e nos colocamos à disposição para tirar quaisquer dúvidas. Abra sua conta e comece a investir com a Warren.

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