Consultor de investimentos: o que faz e como se tornar um

O consultor de investimentos é um profissional que atua como apoio nas aplicações de seus clientes. Apesar de ser eventualmente confundido com o agente autônomo de investimentos, as suas funções e objetivos são diferentes.

Um bom consultor é responsável por traçar o perfil de investidor dos seus clientes e de orientá-los em suas decisões. Porém, não é qualquer pessoa que tem familiaridade com o mercado financeiro que pode exercer as atividades de consultor.

Neste post, mostraremos o que é um consultor de investimentos, como ele atua, qual a regulamentação necessária para a profissão e as diferenças na comparação com o agente autônomo.

Continue a sua leitura e entenda:

  • O que é um consultor de investimentos;
  • O que faz um consultor de investimentos;
  • O consultor de investimentos e a instrução CVM 592
  • Consultor de investimentos x agente autônomo;
  • Quanto ganha um consultor de investimentos;
  • Como ser um consultor de investimentos: passo a passo.

Vamos juntos?

O que é um consultor de investimentos?

Afinal, o que é um consultor de investimentos, ilustração

O consultor de investimentos é um profissional graduado e certificado pela CVM. Ele exerce funções de recomendação, suporte e aconselhamento dos seus clientes. Normalmente, são pessoas formadas em cursos relacionados à área financeira.

A atuação do consultor de investimentos é independente e personalizada. Isso significa que ele não pode ser contratado por nenhuma corretora ou instituição financeira e suas indicações de produtos devem ter um único critério: os objetivos e metas financeiras dos clientes.

O consultor pode ser tanto pessoa física, quanto pessoa jurídica. Porém, como explicamos, ele não pode ser contratado por corretoras ou bancos.

O que faz um consultor de investimentos?  

As atividades do consultor de investimentos envolvem o teste suitability para identificar o perfil do cliente e a recomendação e montagem de carteiras.

Ele pode oferecer produtos que estejam alinhados aos objetivos dos clientes e indicar soluções financeiras que o ajudem a realizar os seus sonhos. 

O trabalho desse profissional é de orientação e, de certa forma, de assessoria. Porém, cabe ao cliente decidir se aceitará as sugestões.

O consultor de investimentos precisa entender a fundo o mercado financeiro, pois ele atuará com análises de ativos, acompanhamento de estatísticas e indicadores de composição de carteiras e portfólios.

Um bom consultor tem a meta de proteger o seu cliente de armadilhas do mercado financeiro, de evitar que ele gaste mais por produtos que tendem a ter performances ruins e a alcançar, ou até mesmo superar os seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

Esse trabalho começa por um diagnóstico. 

Será por meio dessa análise e primeiro contato com o cliente que o consultor entenderá:

  • O perfil de investidor do cliente;
  • Sonhos, metas e objetivos;
  • Valor disponível para aplicação inicial;
  • Se o cliente fará aportes mensais, ou não;
  • Caso o cliente já tenha carteiras e investimentos, fará a avaliação dos produtos.

Após essa varredura na vida financeira do cliente, o consultor faz as suas recomendações e simulações. Mas o trabalho não termina aqui.

Dependendo dos serviços que o cliente solicitar, o consultor de investimentos também faz um acompanhamento para rebalanceamento e atualização da carteira do cliente. Afinal, podem surgir novas oportunidades, outros objetivos e mudança de cenário econômico.

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Consultor de investimentos e a instrução CVM 592

A CVM — Comissão de Valores Mobiliários — é o órgão responsável por certificar, regulamentar e fiscalizar os consultores de investimentos. A regulamentação desse profissional está prevista na Instrução 592.

A Instrução CVM 592 foi lançada no dia 17 de novembro de 2017. Foi essa normativa que regulamentou a profissão do consultor de investimentos e dispôs sobre as suas atividades.

Para essa norma, considera-se um consultor de valores mobiliários o profissional que atua na prestação de serviços de fins de aconselhamento, recomendação e orientação individualizada e personalizada.

Ainda de acordo com a instrução 592, a consultoria de investimentos pode atuar nas classes de ativos, títulos e demais informações relacionadas ao mercado de valores mobiliários.

Além disso, segundo o parágrafo 7 do artigo primeiro da instrução, é permitida a utilização de plataformas para garantir mais agilidade, profissionalismo e alinhamento no trabalho do consultor.

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Consultor de investimentos x agente autônomo

Consultor de investimentos vs agente autônomo, ilustração

O agente autônomo de investimentos é o profissional com atividades comerciais, e não de orientação e recomendação como o consultor de investimentos. Ele atua como um intermediário, na função de preposto da instituição financeira.

Os agentes autônomos devem ser contratados por corretoras, para que eles distribuam os produtos de investimentos dessas corretoras aos clientes. 

Esse profissional é proibido de atuar na recomendação de carteiras, no aconselhamento ou na definição de perfis. Ele somente pode informar sobre os ativos disponíveis e sobre as recomendações do time de analistas da corretora.

Portanto, ele é um intermediário da corretora, para que ela ofereça seus serviços e produtos aos clientes.

A remuneração dos agentes é baseada em metas e comissões — esse modelo é chamado de commission based. Essa comissão embutida nos produtos de investimentos, como fundos de investimentos, recebe o nome de taxa de rebate.

Isso significa que o cliente não tem como saber se os produtos ofertados estão realmente alinhados com os seus objetivos. Como produtos diferentes oferecem comissões diferentes, a corretora e o agente entram em um conflito de interesses, porque há motivações financeiras para sugerir o que é o melhor para eles, e não para você.

De maneira simplificada, o agente autônomo é um vendedor que atua como ponte entre investidores e corretoras.

Diferentemente do consultor de investimentos, que é especialista no mercado financeiro, tem conhecidos técnicos e práticos nos produtos e pode atuar no aconselhamento e na montagem de perfis, carteiras e portfólios.

A Instrução CVM 497 dispõe sobre a regulamentação e atividades permitidas ao agente autônomo de investimento. De acordo com essa norma, o agente está limitado às seguintes atividades:

  • Prospecção de clientes para as corretoras;
  • Prestação de informações sobre os investimentos ofertados e distribuídos;
  • Registro e transmissão de ordens nos sistemas utilizados para negociação.

Essas funções podem ser exercidas desde que o agente seja credenciado pela CVM, mas isso não requer que ele tenha formação superior na área financeira. Basta ter o ensino médio completo e ser aprovado no exame técnico e ético da CVM.

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Quanto ganha um consultor de investimentos?

Saiba quanto pode ganhar um consultor de investimentos, ilustração

A remuneração do consultor de investimentos pode ser feita de diferentes formas. O mais importante de entender é que ele não recebe comissões pelas indicações.

Então, como ele é pago pelos seus serviços? Tudo dependerá da forma de negociação entre o consultor e os seus clientes. A seguir, listamos as formas de cobrança mais comuns.

Remuneração fixa

Geralmente, os clientes que desejam um acompanhamento e apoio do consultor de investimento a longo prazo, praticam a remuneração fixa.

Para isso, normalmente, são acordados valores fixos a serem pagos mensalmente, ou em um período acordado entre as partes. 

Percentual acordado

Outra forma de remuneração é a cobrança de um percentual em relação ao patrimônio investido. Por exemplo, você cuida de R$ 500 mil em aplicações do seu cliente e a sua remuneração é de 1% desse valor.

Receita recorrente

De acordo com a CVM, o consultor de investimentos pode cobrar por meio de taxa de performance por seus serviços, desde que o cliente seja experiente no mercado financeiro. 

Isso quer dizer que o valor ou porcentagem da valorização segue o comportamento dos resultados da aplicação dos clientes.

Como ser um consultor de investimentos: passo a passo

Normalmente, os consultores de investimentos têm curso superior em alguma área financeira, mas isso não é obrigatório.

No entanto, é necessário que o profissional entenda sobre os processos do mercado financeiro, saiba avaliar os ativos e tenha ensino superior completo em qualquer área. 

Pensando em se tornar consultor? Veja o que você precisa fazer:

Estude o mercado financeiro

Como dissemos, o consultor de investimentos precisa ter ensino superior, mas não necessariamente em finanças. Porém, você precisa ter conhecimentos financeiro e contábil, saber fazer análises de indicadores e leitura de estatísticas para avaliar as melhores aplicações.

Obtenha sua certificação

Se você já tem familiaridade com o mercado financeiro e graduação completa, é preciso ser aprovado no exame da CVM para obter a certificação.

Além da prova da comissão, desde novembro de 2017 que a CVM aceita a Certificação de Especialistas em Investimentos Anbima (CEA) e a Certificação de Gestores Anbima para conceder a certificação e registro dos consultores.

Essas provas têm o conteúdo voltado a questões técnicas do mercado financeiro, matemática financeira e até mesmo ética na profissão.

Encontre parceiros e clientes

Após a certificação é importante que conte com a tecnologia e parceiros. O consultor de investimentos não pode ser contratado por nenhuma corretora ou banco. Porém, ele pode usar plataformas voltadas à gestão dos seus clientes.

Esse é uma forma de tornar o seu trabalho mais profissional e ágil e de ter uma melhor reputação no mercado.

Ficou interessado? Torne-se um parceiro da Warren for Business

Seja um consultor de investimentos parceiro Warren

Venha ser um consultor de investimentos parceiro da Warren, ilustração

Há alguns anos, somente os clientes mais ricos e os consultores de investimentos mais experientes e antigos no mercado tinham acesso às tecnologias. 

No entanto, a Warren for Business surgiu com a missão de desburocratizar o mercado financeiro e de tornar os serviços mais transparente.

A Warren for Business é uma plataforma inteligente para os profissionais do mercado financeiro. Ela é indicada para consultores, planejadores e gestores de carteiras.

Quando você se torna um parceiro Warren, tem acesso a uma plataforma sem burocracia, que agiliza os seus serviços e torna o seu trabalho mais profissional. Além disso, você não perde a sua marca, já que você pode personalizar o visual da plataforma.

A Warren for Business funcionará como o seu apoio para montar carteiras, gerenciar os aportes dos seus clientes e montar portfólio. 

Entre os produtos financeiros que você poderá oferecer, estão:

Uma das grandes vantagens é que o custo para o cliente é muito menor na Warren for Business, e os consultores parceiros conseguem até dobrar suas receitas.

Isso somente é possível porque a Warren reduz a sua própria margem de forma expressiva, na comparação com outras corretoras, porque pratica o modelo fee based.

Fee based é um modelo de cobrança que elimina 100% do conflito de interesses entre profissionais e os seus clientes.

Nesse tipo, a remuneração se dá por meio de uma taxa única e quaisquer comissões que possam surgir dos investimentos são 100% repassadas aos clientes. Na Warren, esse repasse de valores adicionais é chamado de cashback.

O único objeto dos parceiros Warren e da Warren for Business é o alinhamento com o cliente, para que eles possam alcançar os seus sonhos.

Comece a usar a Warren for Business

Pronto para ter mais liberdade e profissionalismo na sua profissão? Começar a usar a plataforma Warren for Business é muito simples, como veremos a seguir.

O primeiro passo é selecionar a sua atuação. Como dissemos, essa tecnologia é voltada aos consultores, planejadores e gestores.

Depois, você identificará as certificações necessárias para as atividades da profissão selecionada. Esse é mais uma das maneiras de sermos transparentes e alinhados com o mercado. Aliás, os nossos serviços são constantemente fiscalizados pela CVM, pela Anbima e pelo Banco Central.

Feito isso, basta fazer o seu cadastro na plataforma e começar a sua carreira com acesso a todas as funcionalidades que a tecnologia Warren oferece.

Ao se tornar um parceiro, a sua remuneração é automatizada de acordo com os seus serviços. Além disso, os produtos próprios da Warren têm taxa zero, que é um diferencial importante para os seus serviços. Esses fundos são:

O consultor de investimentos é uma peça importante para o sucesso das aplicações de seus clientes. Esse é um serviço que, há alguns anos, somente os investidores mais ricos tinham acesso.

Se você é ou pretende atuar como consultor, não deixe de usar recursos que o profissionalizem e tornem o seu trabalho mais eficiente. Os seus clientes merecem e a sua remuneração também.

E aí, o que acha de se tornar um parceiro Warren? Faça o seu cadastro na Warren for Business e tenha acesso a uma tecnologia completa que fortalecerá a sua marca.