Orçamento familiar: confira as dicas para colocar a casa em ordem

É sabido que a educação financeira e o controle do orçamento familiar não são um hábito dos brasileiros. Em uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) identificou-se que quase metade dos entrevistados não controlam o próprio orçamento.

Não precisa ir muito longe para encontrar essa verdade: quantas pessoas você conhece que têm total controle sobre os ganhos e gastos e conseguem viver sem ter problemas financeiros?

Pensando nesse cenário, resolvemos elaborar este artigo e mostrar como é possível manter o orçamento familiar sob controle. Nele, você vai aprender um pouco mais sobre:

  • O que é o controle do orçamento familiar;
  • A importância do planejamento financeiro;
  • Como calcular o orçamento familiar;
  • Como colocar as finanças da família em dia.

Vamos lá?

O que é o controle do orçamento familiar

Entenda o que é controle do orçamento familiar, ilustração

O controle de orçamento é a maneira mais eficaz de acompanhar a renda familiar e entender de que forma ela está sendo usada, o que inclui gastos com:

  • moradia;
  • transporte;
  • alimentação;
  • vestuário;
  • lazer.

Nele, registram-se os ganhos dos membros e as contas que são pagas ao longo do mês. A partir daí, fica mais fácil entender para onde o dinheiro vai e quais categorias precisam ser revisadas, a fim de manter tudo em ordem e evitar o endividamento.

Para fazer esse controle, você pode utilizar planilhas, aplicativos ou mesmo o velho e bom caderninho. Escolha o método com o qual você se familiariza mais e utilize-o para monitorar o orçamento familiar frequentemente.

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A importância do planejamento financeiro

O planejamento financeiro está diretamente ligado ao controle do orçamento familiar. É por meio dele que você consegue criar metas, que, por sua vez, são essenciais para que as finanças fiquem sempre em dia. 

Permite fazer um diagnóstico financeiro

Para quem não tem muito controle sobre como a renda familiar é gasta, a criação de um controle de orçamento vai ajudar a diagnosticar a real situação da casa. Dificilmente você vai conseguir entender com o que o dinheiro é gasto se não faz um registro de todas as compras e pagamentos. 

É aí que muitas pessoas têm a impressão de que o dinheiro “sumiu” no fim do mês, pois não sabem ou nem se lembram com o que gastaram. Principalmente com as compras com valores pequenos, que, aparentemente, não têm muita importância, mas que somam um valor considerável.

Ajuda a estabelecer prioridades

Quando se entender que existem maneiras mais eficientes de gastar o dinheiro, você perceberá que basta fazer algumas mudanças de hábitos para que seja possível diminuir os custos e até mesmo começar a poupar.

Então, com o orçamento familiar em mãos, os membros podem identificar o que é primordial e o que é supérfluo. A partir daí, define-se quais são as prioridades e quais contas podem ser reduzidas ou mesmo riscada do seu controle. Assim, o dinheiro é mais bem-aproveitado.

Contribui para que a família tenha mais estabilidade

Sem monitorar de perto os gastos e com um orçamento estourado (ou bem próximo disso), fica difícil fazer qualquer plano de médio e longo prazo. Mesmo que vocês tenham empregos estáveis, é difícil prever o que vai acontecer futuramente.

Quando isso acontece com o dinheiro, você se sente confortável para firmar um compromisso para os próximos meses ou anos, como trocar de carro ou comprar uma casa nova?

Controlar o orçamento familiar, além de permitir que você diminua os custos, também ajuda a passar por alguns momentos de sufoco. Um bom exemplo disso é poder passar por um período de desemprego futuro com mais segurança financeira graças a uma reserva de emergência que foi feita agora.

Como calcular o orçamento familiar

Aprenda a calcular o orçamento familiar, ilustração

Já partindo para a parte prática do controle das finanças, é importante saber como calcular e monitorar o acompanhamento. Lembra que falamos ali em cima sobre escolher um método? Independentemente de ser um aplicativo para o celular ou uma agenda para anotações manuais, o importante é adotar aquele que for mais fácil e prático para você e sua rotina. Esse é o primeiro passo. Confira os demais a seguir.

Levantar a renda dos integrantes da família

O primeiro passo é fazer um levantamento de renda dos integrantes da família e ver de que forma cada um pode contribuir para o controle do orçamento. Se achar necessário, e tiver, inclua os filhos nesse planejamento.

Listar todos os gastos

Agora, é o momento de listar todas as contas da casa que precisam ser pagas, além dos gastos que cada pessoa tem individualmente (com estudos, lazer, fatura de cartão de crédito, entre outros).

Isso é importante para conseguir fazer um diagnóstico real sobre a situação familiar e, a partir daí, começar a entender a melhor as mudanças necessárias e o que é necessário fazer para tornar o orçamento mais enxuto. 

Definir a melhor forma de controle

Vocês podem optar por um orçamento individual, no qual todos dividem os gastos gerais (com moradia e alimentação, por exemplo), e cada um mantém um controle à parte. Nesse caso, todos têm a individualidade preservada, mas contribuem igualmente para manter a casa em ordem.

Também existe a alternativa de manter um orçamento coletivo. Nesse caso, os ganhos e os gastos são compartilhados, o que pode ser feito por igual ou na proporção do salário. Depois que as contas são pagas, pode-se dividir o valor que restou.

Registrar todos os gastos

Esse é um dos pontos mais importantes na hora de controlar o orçamento. Sem listar todos os gastos, você não consegue ter a dimensão real de como as finanças da família estão comprometidas com as contas.

Isso vale também para aqueles custos menores, que podem ser considerados irrisórios, mas que fazem volume. Aquele lanche de domingo à tarde que custou R$10, por exemplo, é um dos que precisam ser registrados.

Fazer os cálculos

Por um lado, você tem o valor total dos ganhos, que é a soma da renda de todos os envolvidos. Por outro, existe a relação de contas, fixas e variáveis, que devem ser pagas. Nesse momento, você parte para o cálculo, nada menos do que:

Total dos ganhos – total de gastos

O resultado mostra claramente se os custos mensais estão dentro do que a família pode pagar ou se já foram extrapolados e vão causar problemas — isso se o endividamento já não for uma realidade.

Como colocar as finanças da família em dia

Como colocar as finanças da família em dia, ilustração

Se você está em busca de controlar melhor o orçamento familiar e colocar as finanças em dia, precisa saber é necessário fazer algumas mudanças no comportamento e nos hábitos de consumo. Isso vale para todos os envolvidos, já que, caso contrário, o esforço será em vão.

Nos tópicos a seguir, listamos 7 dicas que vão ajudar você a dar o primeiro passo para colocar as coisas em ordem. 

1. Faça um diagnóstico da saúde financeira da família

Antes mesmo de tomar decisões, é recomendável que você avalie a situação financeira na sua casa. Algumas perguntas que podem ajudar a entender melhor o cenário:

  • As finanças estão recebendo a devida atenção?
  • Passamos por problemas recorrentes?
  • Existe alguma conta que é paga em atraso ou mesmo deixada de lado na hora do aperto?
  • O cálculo do orçamento (ganhos – gastos) fica no negativo?

Só por aí, já é possível ter a real dimensão da situação vivida pela sua família. Saúde financeira implica pagar as contas em dia, ter as dívidas controladas, não gastar tudo o que ganha, entre outras coisas. 

Se o seu diagnóstico mostrou respostas diferentes desse cenário, é sinal que alguma intervenção precisa ser feita o mais rápido possível, sob o custo de se endividar, perder crédito no mercado e abrir mão de alguns objetivos.

2. Liste tudo que pode ser reduzido ou cortado

Essa é uma das medidas fundamentais para colocar o orçamento familiar em dia, mas precisa ser feito de maneira direcionada, colocando tudo na ponta do lápis e sem que seja necessário tomar atitudes radicais, como controlar o tempo de uso da TV.

Para isso, sente-se com os integrantes da família e faça um levantamento de quais custos são supérfluos e podem ser reduzidos ou cortados imediatamente, sem precisar sacrificar o bem-estar de todos os envolvidos.

Se vocês não têm o hábito de ver TV ou só acompanham alguns canais, por exemplo, uma boa medida é diminuir valor do plano ou mesmo solicitar o cancelamento, caso não seja tão relevante assim. Além disso, outras ações que podem ser adotadas envolvem:

  • reduzir o plano do celular para um que seja suficiente para atender às suas necessidades;
  • trocar de supermercado na hora da compra e procurar alternativa de preços;
  • fazer uma lista de compras e se restringir a ela na hora de ir ao mercado;
  • tomar cuidado com o desperdício de alimentos e outros produtos;
  • diminuir a quantidade de refeições fora de casa;
  • cancelar assinaturas que não são usadas (como de jornal, revista e aplicativos de streaming, como Netflix e Prime Vídeo).

Com mudanças assim, já é possível conseguir uma boa redução no orçamento e, dependendo da situação, ela já é suficiente para garantir as finanças no azul.

3. Comece a controlar os gastos fixos

Pode ser que a redução de custos não seja suficiente para equilibrar as contas da casa. Isso acontece, principalmente, se a renda está diminuindo. Nesse momento, você precisará encontrar formas de diminuir também alguns gastos necessários, como alimentação, transporte e aluguel.

Isso pode ser um pouco difícil, especialmente no começo, mas tenha em mente que essas atitudes mais drásticas são necessárias para que a família consiga se organizar melhor, sair do vermelho e evitar um problema que viraria uma bola de neve lá na frente.

4. Defina metas de curto, médio e longo prazo

Diminuir os gastos e economizar algum dinheiro pode ser difícil para quem não tem objetivos bem-definidos. Por mais que seja necessário cortar custos e fazer umas economias, fica complicado manter a disciplina por muito tempo se você não tem um parâmetro para avaliar se estão sendo bem-sucedidos no planejamento.

É aí que entra a importância de estabelecer metas financeiras, que podem ser tanto para salvar o orçamento quanto alcançar algumas conquistas. Para que o seu planejamento seja ainda mais organizado, vale a pena definir as que são de curto, médio ou longo prazo.

Curto prazo

São aquelas que precisam ser alcançadas em até 1 ano. Pode começar por organizar melhor os gastos e ir até fazer uma pequena viagem ou trocar de carro, por exemplo. Vale lembrar que elas requerem medidas imediatas.

Médio prazo

Aqui, estamos falando de metas que podem levar de 1 a 5 anos, em média para serem alcançadas. Estudos e viagens internacionais costumam se encaixar bem nesse cenário. Em geral, trata-se de objetivos maiores e que demandam uma organização financeira ainda maior.

Longo prazo

Toda meta que você precisa planejar para um futuro mais distante e que é mais ambiciosa, entra no longo prazo. Ótimos exemplos práticos são a compra da casa própria e o planejamento para a aposentadoria.

5. Comece uma reserva de emergência

Se você ainda não tem uma reserva de emergência, precisa começar a planejar a sua para o quanto antes. Trata-se de um recurso financeiro que você mantém guardado para ajudar em situações imprevistas e que precisam de dinheiro para serem solucionadas.

Como o nome sugere, ela deve ser usada apenas em situações emergenciais. Então, nada de trocar de celular ou fazer uma viagem de fim de semana, combinado? Dessa forma, você precisa escolher um investimento específico para esse tipo de objetivo.

Você deve recorrer a ela em casos de problemas médicos, conserto do carro (se você precisa dele para trabalhar), emergência com os bichinhos de estimação e qualquer outro problema dessa natureza.

Essa é uma forma de ter um pouco mais de tranquilidade financeira nessas ocasiões e evitar recorrer ao cartão de crédito ou empréstimos (que têm juros bem altos e podem prejudicar ainda mais o controle de contas.

Conclusão

Cuidar do orçamento familiar é algo que requer o empenho de todos os envolvidos. É necessário se comprometer com a mudança de hábitos, com a economia de dinheiro e, principalmente, com a disciplina de cumprir o planejamento e os objetivos traçados.

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