O mercado de balcão, também conhecido como mercado over-the-counter (OTC), em inglês, é um mercado de transações paralelas para negociar ativos financeiros.

Ele não possui regulamentação, e é onde investidores acordam suas transações por meio de compensação e garantias entre si.

No mercado de balcão, as empresas e os investidores realizam as suas operações e negociações financeiras negociando diretamente, sem intermediários como as corretoras.

Assim, as transações nesse mercado são efetuadas através de contratos de balcão, que especificam as condições a serem cumpridas por ambas as partes.

Como funciona um mercado de balcão?

Geralmente, em um mercado de balcão, as negociações são feitas por telefone ou e-mail. As ligações, que são a forma mais utilizada, são gravadas, garantindo a segurança dos contratantes e a palavra de confiança de ambos.

Ambas as partes, tanto a empresa quanto o investidor, devem especificar as condições, termos, período de tempo e tudo mais que se espera obter para o ativo publicado.

Os contratos de balcão normalmente são utilizados quando os ativos financeiros são publicados por instituições bancárias. Eles permitem que as partes cheguem aos acordos mais favoráveis ​​para cada um, sendo mais flexíveis do que no mercado de ações.

No mercado de balcão, existe um leque de risco devido à inexistência de órgão intermediário e câmara de compensação em caso de fraude.

Portanto, as empresas devem tomar as medidas cabíveis para manter a sua segurança e avaliar a lealdade do investidor interessado. Da mesma forma, o investidor deve avaliar a credibilidade da empresa.

Esse mercado é frequentemente usado para derivativos de menor escala publicados por grandes empresas.

Mercado de balcão no Brasil

Apesar de ser um mercado não-organizado, o OTC no Brasil conta com uma regulamentação que garante mais segurança aos operadores, principalmente na transferência do seu dinheiro na compra dos ativos.

Essa regulamentação existe através da Sociedade Operadora de Mercado de Ativos (SOMA). Com a criação desse sistema, em 1996, títulos que eram negociados fora da bolsa de valores, no mercado de balcão, começaram a ser registrados. 

Além disso, o mercado de balcão precisa de autorização e está sujeito à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A SOMA foi comprada pela B3 em 2002 e passou a se chamar SOMA FIX. Até a organização proposta pela SOMA FIX, as operações eram realizadas sem registro, sem nenhum parâmetro para controlar volume financeiro de um ativo e fluxo de ordens.