Déficit é uma situação gerada quando há falta de algo necessário. Em finanças, um déficit é entendido quando as despesas excedem as receitas. Ou seja, quando há falta de dinheiro.

O déficit existe quando o saldo de uma organização, pessoa ou governo está no negativo. Nesse cenário, a receita não é suficiente para cobrir as despesas, o que indica que a  capacidade de arrecadação é inferior aos gastos.

Em geral, o termo está relacionado à economia ou situação financeira de uma organização ou administração pública, e diz respeito a um determinado período, que pode ser um ano, semestre, trimestre ou mês. 

Sua aplicação mais difundida está associada ao mundo comercial das empresas e dos países, porém existem muitos tipos de déficits.

Como funciona o déficit na prática?

Como falamos antes, o termo déficit é usado com frequência para designar as contas públicas de uma administração. Um cenário de déficit econômico costuma ser considerado negativo, uma vez que não há cobertura de despesas administrativas. 

Um governo que se encontra em situação de déficit, por exemplo, recorre ao mercado financeiro, seja por meio da emissão de títulos públicos ou por meio de empréstimos. Esse movimento, contudo, pode criar ou ampliar a dívida pública. 

No entanto, quando existe uma forma sustentada de financiamento, o déficit não precisa ser uma coisa ruim. Muitos países têm déficits, mas mantêm fórmulas de financiamento que lhes permitem investir no seu desenvolvimento.

Tipos de déficits

A aplicação mais difundida do déficit está associada ao mundo comercial das empresas e dos Estados, mas também existem outros tipos de déficits. Os principais são:

  • Déficit público: refere-se ao conjunto do orçamento de todas as administrações públicas de um país. Pode ser representado como uma porcentagem no PIB em um determinado período e pode ser classificado como: 
    • Déficit primário: quando não leva em conta os custos de juros da dívida adquirida. 
    • Déficit operacional: representa a necessidade de financiamento do setor público, e exclui os efeitos da correção monetária e cambial nas despesas e nas receitas.
    • Déficit nominal: as despesas ultrapassaram as receitas, incluindo os juros da dívida, correção monetária e cambial.
    • Déficit previdenciário: é quando os benefícios concedidos pela Previdência Social ultrapassam o valor das contribuições.
  • Déficit comercial: quando o saldo das importações da economia de um país é superior ao das exportações. Assim, o país passa a dever mais do que tem a receber, e o resultado deste cenário pode ser uma queda no valor da moeda nacional.

Déficit e superávit 

A situação oposta ao déficit é o superávit, quando a renda é maior do que as despesas.

Um superávit pode ocorrer quando um país arrecada mais do que gasta no seu orçamento, e ele geralmente apresenta dois tipos:

  • Superávit primário: situação em que um governo gastou menos do que recebeu, desconsiderando a despesa com os juros. Nesse caso, o governo conseguiu obter recursos para auxiliar no pagamento de juros dos títulos que emitiu.

Superávit nominal: quando a arrecadação do governo fica acima de suas despesas, incluindo os juros da dívida pública. Isso indica que o país não só conseguiu pagar os juros da dívida, mas ainda reduziu parte do estoque da dívida.