O aluguel de ações já faz parte do dia a dia de investidores brasileiros, mesmo que muitos ainda não conheçam essa prática em detalhes. Em 2025, segundo dados da própria B3, o estoque mensal de empréstimos de ativos gira em torno de R$ 166 bilhões, envolvendo desde ações de alta liquidez — como Petrobras e Vale — até ETFs, BDRs e FIIs.
A operação é simples: quem já possui ações pode emprestá-las para outros investidores e receber uma remuneração por isso. Em troca, quem toma as ações emprestadas pode utilizá-las em estratégias específicas, como a venda a descoberto. Tudo acontece dentro do ambiente regulado da B3, com garantias e com a atuação da Bolsa como contraparte central.
Neste guia, você encontra uma visão completa sobre o aluguel de ações: o que é, como funciona, quais são os tipos de contrato, como os proventos são tratados, quais são os riscos envolvidos e como habilitar o serviço de custódia remunerada da Warren para disponibilizar seus ativos de forma simples.
Indice
O aluguel de ações é uma operação de empréstimo de ativos. O investidor que já possui ações (o doador) disponibiliza esses papéis para que outro investidor (o tomador) os utilize, normalmente por um período curto, mediante pagamento de uma taxa.
Esse empréstimo ocorre com total intermediação e registro na B3, que atua como contraparte central da operação. Isso significa que não há relacionamento direto entre doador e tomador — é a B3 quem garante que tudo será cumprido conforme o contrato.
Ela atende a dois interesses diferentes:
Na prática, isso cria um mercado de aluguel com oferta e demanda dinâmicas: papéis muito procurados para operações de curto prazo costumam ter taxas mais elevadas; já ações com pouca liquidez podem não ter tomadores interessados.
Segundo a B3, são elegíveis:
Por regra, apenas ativos negociáveis na B3 podem ser disponibilizados.
Embora a lógica pareça simples, o aluguel de ações segue um processo estruturado para garantir segurança, transparência e cumprimento das obrigações. Toda operação envolve três agentes:
A seguir, veja como o fluxo funciona na prática:
O primeiro passo é o doador habilitar a função de aluguel na corretora. Na Warren, isso é feito diretamente no app:
Trade → Serviços → Custódia Remunerada → Ativar
A partir da ativação, seus ativos elegíveis passam automaticamente a ficar disponíveis para aluguel, sem necessidade de configurar cada papel separadamente. Nada muda na sua carteira até que um contrato seja efetivamente fechado.
Depois da habilitação, a B3 lista os ativos no sistema de empréstimo. Nesse momento:
É apenas uma etapa de disponibilização.
Quando um tomador precisa de um ativo — normalmente para estratégias de curto prazo — ele consulta o sistema e verifica se há oferta.
Para seguir com o aluguel, ele precisa apresentar garantias, que podem incluir:
Essas garantias servem como proteção caso o tomador não consiga devolver os papéis no prazo combinado. A B3 monitora e ajusta essas garantias diariamente.
Com a oferta e a demanda compatíveis, a B3 registra o contrato.
Ele inclui:
Esse registro formaliza a operação e permite que a B3 acompanhe todo o fluxo até a liquidação.
Após o registro:
Apesar da transferência, o doador mantém os direitos econômicos (como dividendos), que serão repassados pelo tomador conforme as regras da B3.
No encerramento do contrato:
Assim, o ciclo do aluguel se completa, e o ativo retorna para a carteira do investidor, livre para novas operações, inclusive um novo aluguel, caso o serviço continue habilitado.
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No aluguel de ações, cada parte desempenha um papel específico dentro do contrato. A B3 intermedia todo o processo, mas doador e tomador têm responsabilidades e direitos distintos. Entender essa divisão ajuda a visualizar como a operação realmente funciona.
É o investidor que já tinha as ações na carteira e decide disponibilizá-las para aluguel.
Para investidores que:
É o investidor que toma ações emprestadas para executar estratégias de curto prazo.
A mais comum é a venda a descoberto (short selling):
Também pode ser usado para:
A B3 oferece segurança ao atuar como:
A B3 garante que:
As garantias são depositadas e monitoradas pela B3.
Se o tomador não devolver os ativos:
Todas as operações ficam:
Isso aumenta a transparência e reduz riscos operacionais.
Os contratos de aluguel de ações seguem um padrão definido pela B3, mas podem variar em três dimensões principais: prazo, forma de cobrança da taxa e possibilidade de encerramento antecipado. Entender essas diferenças ajuda você a saber exatamente como a operação funciona na prática.
Nos contratos com prazo determinado:
Já nos contratos com prazo indeterminado:
A taxa do aluguel é sempre acordada no momento da contratação e apresentada em termos anuais, mas aplicada proporcionalmente ao tempo de duração da operação.
Na taxa prefixada:
Em muitos casos, a taxa acompanha a dinâmica do mercado, variando de acordo com:
Quando a procura por determinado ativo aumenta, é comum que as taxas de aluguel fiquem mais elevadas.
Em contratos com reversibilidade:
Nos contratos sem reversibilidade:
Na Warren, os prazos seguem os padrões da B3 e são apresentados de forma clara no app, para que você saiba o que está contratando.

Os tipos de contrato no aluguel de ações variam conforme prazo, taxa e possibilidade de devolução antecipada — fatores que influenciam diretamente o custo e a estratégia de cada operação. Foto: Envato
Mesmo com o empréstimo ativo, o doador segue com os direitos econômicos do papel. Isso inclui:
Porque, apesar de o tomador ficar com a posse temporária das ações, o doador mantém a titularidade econômica. Na prática:
Alguns eventos exigem ajustes específicos no contrato:
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O aluguel de ações beneficia tanto quem empresta quanto quem toma emprestado. Por um lado, o doador transforma parte da carteira em uma fonte de rendimento extra. Por outro, o tomador ganha acesso a estratégias que não seriam possíveis apenas com a compra tradicional de ativos. Tudo isso acontece em um ambiente regulado, com garantias e acompanhamento da B3.
É uma forma de obter retorno sobre ações que permaneceriam paradas na carteira, sem necessidade de desmontar a posição de longo prazo.
O doador continua sendo o dono dos ativos e segue exposto ao desempenho da empresa, com possibilidade de valorização no tempo.
A B3 atua como contraparte central, estruturando garantias e assegurando o cumprimento do contrato.
Na Warren, a ativação da custódia remunerada permite que a gestão do aluguel aconteça de forma automática, sem necessidade de negociar contrato a contrato.
O aluguel abre espaço para:
O tomador pode acessar papéis que, muitas vezes, têm pouca disponibilidade no mercado à vista.
É possível montar estratégias sem precisar desembolsar o valor total de compra dos ativos no mercado à vista.
O aluguel de ações acontece em um ambiente regulado e padronizado, com:
Toda operação de aluguel de ações envolve custos específicos para cada lado do contrato. Entender esses itens ajuda a avaliar se a estratégia faz sentido — seja para quem toma emprestado, seja para quem disponibiliza os ativos. A seguir, veja como cada componente funciona.
O tomador assume a maior parte dos custos da operação, já que é ele quem utiliza o ativo para executar uma estratégia específica. Entre os principais itens, estão:
Esses valores precisam ser incorporados ao planejamento da estratégia, principalmente em operações de curto prazo.
O doador, por outro lado, tem uma estrutura de custos mais simples, já que é remunerado por disponibilizar seus ativos ao mercado.
Embora a operação seja segura do ponto de vista da contraparte, há pontos que o investidor precisa conhecer.
O doador pode querer vender um ativo durante o aluguel. Como há um prazo para devolução, pode ser necessário aguardar ou realizar um contrato com o tomador para evitar falha de liquidação.
Nem sempre haverá tomadores interessados no ativo, mesmo com o serviço habilitado.
Dividendos, subscrições e splits exigem ajustes financeiros que podem gerar movimentações excepcionais.
Tomar ativos emprestados envolve custos que impactam estratégias de curto prazo.
Para o tomador, a necessidade de garantias pode limitar operações.
A Warren simplifica o processo por meio da custódia remunerada. Confira o passo a passo:
Depois:
Não é preciso negociar manualmente.
O aluguel de ações é uma operação simples quando se entende o funcionamento, mas algumas dúvidas são comuns — especialmente sobre prazos, proventos e procedimentos durante o contrato. A seguir, reunimos as perguntas mais recorrentes para ajudar você a operar com tranquilidade.
Sim. Você pode vender a qualquer momento, desde que o ativo seja devolvido antes da liquidação da venda. Isso pode exigir aguardar o prazo de devolução ou, se preferir, realizar um contrato tomador para evitar falha de liquidação.
O pagamento ocorre na liquidação do contrato, ou seja, ao final do período de aluguel. O valor já chega líquido de Imposto de Renda.
Sim. O prazo mínimo é 1 dia, seguindo o padrão da B3.
Sim. Em contratos com reversibilidade, o doador pode solicitar a devolução antes do vencimento. O tomador tem até 2 dias úteis para devolver os ativos, conforme regras da B3.
Você acompanha tudo diretamente pelo app da Warren: taxa, prazo, ativos alugados e remuneração a receber.
Não. A taxa é definida no momento do registro e permanece a mesma até o fim do contrato.
O doador continua sendo o titular dos direitos econômicos. O tomador recebe os proventos operacionalmente e repassa o valor equivalente ao doador — garantindo que ele não seja prejudicado.
Podem atuar como tomadores:
Todos precisam apresentar garantias aceitas pela B3.
As taxas variam conforme a demanda. No geral, costumam ser mais elevadas em:
COMECE A LUCRAR | Alugue suas ações com a Warren
O aluguel de ações pode ser útil em diferentes situações. Para quem mantém uma carteira de longo prazo, ele funciona como uma forma de gerar remuneração adicional sem vender os ativos. Já para quem opera estratégias de curto prazo, o mecanismo permite acessar papéis específicos, montar posições táticas e aproveitar momentos de mercado que exigem mais flexibilidade.
Como a operação é estruturada pela B3 e segue regras padronizadas, o processo acontece com transparência e garantias. Na Warren, a custódia remunerada simplifica ainda mais esse caminho: você ativa o serviço no app, acompanha as posições alugadas e recebe a remuneração ao final de cada contrato, sem necessidade de negociar manualmente.
Assim, o aluguel passa a ser uma ferramenta complementar, tanto para quem busca eficiência na gestão da carteira quanto para quem precisa operar de forma mais dinâmica no mercado.