Warren lidera IPO de fundo da Rio Bravo com foco em ESG  

Os investidores brasileiros ganharam na manhã de hoje uma alternativa de investimento em títulos de renda fixa com foco em ESG.

Tendo a Warren como coordenadora líder da oferta pública primária, foi concluída a captação do Rio Bravo ESG FIC de FI Infra, fundo de crédito para infraestrutura listado em bolsa com foco em ESG.

A captação inicial alcançou o montante de R$ 31,147 milhões. Essa foi a quinta ocasião em que a Warren, por meio da sua frente de mercado de capitais, atuou como coordenadora líder em processos de IPOs de fundos. 

Após a cerimônia que envolveu o tradicional “bater do sino”, o fundo passou a ser listado na bolsa de valores pelo código RBIF11.

Gustavo Kosnitzer, head da área de mercado de capitais da Warren, destaca o papel da Warren na oferta: “Por meio do FI Infra Rio Bravo ESG conseguiremos dar acesso a pessoas físicas a um produto financeiro até então restrito a investidores profissionais e, além disso, colaborar para o desenvolvimento da infra-estrutura do Brasil para financiamentos de projetos com certificação ESG. Para a Warren, é muito gratificante ter coordenado o IPO, levando, assim, o mesmo propósito de alinhamento com os investidores para o mercado de capitais, através de custos mais eficientes de emissões e de dedicação total a cada operação que atuamos”.

Crédito: Ricardo Reis

Composição do RBIF11 alia renda fixa e ESG

A carteira do fundo será composta principalmente por ativos incentivados, como as debêntures incentivadas, que se enquadrem na Lei nº 12.431

Gerente sênior de Infraestrutura da Rio Bravo e gestor do RBIFF11, Victor Tâmega diz que o momento é excelente para investimentos em infraestrutura. 

“Há uma crescente oportunidade de investimento no setor devido à redução do financiamento estatal subsidiado, ao grande pipeline de projetos, aos leilões disputados e ao desenvolvimento do mercado de capitais no financiamento da infraestrutura”, comenta.

Nesse contexto, o RBIF11 surge como uma opção de investimento em crédito orientado para ESG, com critérios bem definidos. 

Na prática, ele une a liquidez de fundos listados em bolsa com a facilidade e democratização do acesso a todos os investidores, já que a sua cota começa a ser negociada em um patamar de R$ 100, e o RBIF11 é aberto para investidores em geral. 

Qualidade do crédito assegurada

Para acompanhar a qualidade do crédito na carteira, os ativos investidos deverão ter um rating mínimo, atribuído por agência classificadora de risco especializada e independente.

O objetivo do fundo é ter papéis atrelados ao IPCA, para ter um caráter de proteção contra a inflação no longo prazo. 

O RBIF11 terá distribuição trimestral, podendo ser mensal, a critério do gestor.

Gestão ativa com foco em ESG

A gestão ativa do fundo está a cargo da Rio Bravo, que fará a seleção, alocação, monitoramento e desinvestimento dos ativos por meio de alocação estratégica (foco no longo prazo) e gestão tática (possíveis ganhos de capital intermediários).

 “Queremos valorizar as empresas que estão ativamente evoluindo na adoção de políticas sustentáveis”, afirma Evandro Buccini, diretor de Renda Fixa e Multimercados da Rio Bravo. 

Para isso, serão utilizados critérios de elegibilidade e categorização de riscos para determinar os ativos e qualificar os emissores.

Após o processo de elegibilidade do ativo, o filtro positivo avalia a sua adicionalidade socioambiental, como a mensuração de possíveis faixas de emissões de carbono e de outros gases de efeito estufa, medidas de adaptação às mudanças climáticas e envolvimento em atividades controversas, como o desmatamento. 

Do ponto de vista social, serão mensurados potenciais impactos positivos ao desenvolvimento das comunidades locais, como acesso a bens e serviços e empregos, incluindo comparativo de índice de desenvolvimento humano (IDH).

Por outro lado, estão excluídas as companhias com atividades que não atendam à taxonomia do RBIF11 (classificação que impõem limites máximos e mínimos de alocação em segmentos de infraestrutura), incluindo a geração de energia elétrica de origem fóssil, à exceção do gás natural e hidrelétricas que não sejam a fio d’água, que também terão limitação na composição da carteira do RBIF11, pois representam riscos de grande impacto negativo para o meio ambiente ou para o meio social. 

Tâmega esclarece que os ativos de infraestrutura se beneficiam de uma política de investimento específica completa, que descreve processos de análise, alocação, monitoramento e relato, tanto para emissões de projetos auto originadas como para emissões existentes.  

“Os aspectos ESG melhoram o processo de investimento e alocação por complementar a análise de crédito fundamentalista e de investimento tradicional, como critérios de elegibilidade, avaliação de adicionalidades socioambientais e categorização de riscos, mitigando, por exemplo, impactos geográficos negativos de grandes infraestruturas”, diz.

Quer ver como foi a cerimônia do IPO? Confira na transmissão:

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