Planejamento financeiro para 2022: 5 passos para organizar o seu

Publicado por
Redação Warren

Fazer um diagnóstico e definir objetivos de vida são os primeiros passos para ter o seu planejamento financeiro para 2022. 

Até porque todo início de ano representa uma nova oportunidade para melhorar em algo, não é mesmo?

Conhecer um lugar novo e tirar o novo apê do papel, por exemplo, costumam fazer parte de muitas metas de ano novo. E o que as pessoas mal sabem é que é possível realizá-las sem se endividar.

Ao controlar suas finanças, você tem mais chances de conquistar esses objetivos sem sofrer com as parcelas e os pagamentos que podem levar meses – e até anos – para terminar.

Neste passo a passo, você vai saber como criar o seu planejamento do zero, de forma saudável e respeitando as suas necessidades.

Gostou? Vem com a gente!

Por que fazer um planejamento financeiro pessoal?

Sabemos que para realizar projetos, o dinheiro é um recurso indispensável. 

Por isso, uma das melhores formas de se preparar é resgatar da memória tudo o que se pretende concretizar em 2022 e incluir no planejamento financeiro.

As suas férias acontecerão neste próximo ano? Ou você está programando comemorar cinco anos de casamento? Em resumo: ponha na ponta do lápis os gastos maiores e mais prováveis.

Entre os benefícios do planejamento financeiro estão:

  • Restrição do consumo desenfreado: quando você anota os gastos, a tendência é levá-los mais a sério e, assim, limitá-los.
  • Melhor controle das dívidas: organizar compras em 10, 12, 18 parcelas não é tão fácil. Mas o controle dessas dívidas permite priorizar as mais importantes e planejar melhor o dinheiro.
  • Maior proteção contra imprevistos: ser protagonista da sua situação financeira significa organizar melhor a reserva de emergência, evitar ficar no vermelho e passar por grandes estresses.

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Perspectivas e desafios para a economia brasileira no próximo ano

A economia brasileira, por si só, é outro motivo para ter um planejamento financeiro

As perspectivas é que 2022 seja um ano de incertezas no cenário econômico. A tendência é de uma taxa Selic mais alta. Em relação à inflação, o cenário de estagflação — alta de preços sem crescimento econômico — é uma possibilidade. 

Sem falar na projeção do crescimento do PIB, em 0,5%, que é a pior entre todos os membros do G20.

A dificuldade de criar um planejamento econômico para o país, junto à inflação global, leva os analistas a fazerem revisões cada vez mais negativas. Alguns relatórios apontam uma taxa básica de juros em torno dos 9% para 2022, patamar semelhante ao de 2017. 

Além disso, a crise hidroenergética não foi solucionada, provocando o risco de racionamento. 

Por último, o ano de 2022 é eleitoral. Ou seja, provavelmente será um cenário polarizado, o que dá mais incerteza à dívida pública e pode afastar mais ainda os investimentos estrangeiros do país.

Na prática, todos esses fatores podem indicar que o seu poder de compra tem chances de reduzir e, por isso, planejar bem o uso do dinheiro é a melhor forma de lidar com esse cenário. 

Como planejar e organizar as finanças pessoais?

Muita gente pensa que planejamento financeiro é só anotar as contas e guardar alguns reais, quando der. Mas ele vai um pouco além.

É muito importante ter disciplina e objetivos. No final do ano, quanto você quer ter guardado? O quão firme você está com essa meta?

Além disso, pensando no planejamento familiar — quando também há filhos envolvidos —  é interessante envolver as crianças nesse processo.

Calma, parece complexo, a gente sabe. Mas mostramos o passo a passo a seguir.

Faça um diagnóstico da sua situação financeira

Com a ajuda de uma planilha de planejamento financeiro, ou algum aplicativo, organize seus ganhos, suas dívidas, seus custos fixos e os custos variáveis.

Lembrando que custos fixos são as quantias mais previsíveis, como o valor do aluguel e da conta de energia. Já os gastos com lazer e despesas com streamings podem ser considerados custos variáveis. 

Por fim, registre suas dívidas à parte — que são as compras parceladas, cujas quantias vão reduzindo à medida que são pagas.

Esse orçamento familiar é a etapa mais importante do planejamento, então tente não deixar nada passar:

  • Inclua como renda: salário, extras, dinheiro recebido com a venda de algo usado etc.
  • Coloque os gastos feitos com dinheiro em espécie, débito automático, cartão de débito e cartão de crédito.
  • Não se esqueça dos ‘gastos surpresas’, como o pagamento do conserto de algo que quebrou ou dos gastos com uma ida urgente ao dentista, por exemplo.

Defina objetivos de vida

Depois de fazer o seu orçamento, você já deve saber seu ponto de partida — que pode ser sair das dívidas, começar a guardar dinheiro ou apenas investir melhor.

Agora, é hora de entender que conquistas financeiras estão no seu radar: seria limpar seu nome? Pagar o financiamento de um automóvel? 

Lembre que a ideia é propor metas realizáveis e que permitem você aproveitar a vida normalmente. 

Entenda alguns exemplos de como se preparar financeiramente para alguns dos objetivos mais comuns: 

Programar férias

Ainda em 2021, faça um roteiro da sua viagem de férias e anote as estimativas do quanto você vai embolsar em vários momentos, como:

  • Passagens e gastos com visto, incluindo despesas com passeios ao chegar no destino
  • Custos com passaporte, seguros, vacinas etc.
  • Compra de moeda estrangeira
  • Hospedagem do hotel
  • Gastos com alimentação
  • Dinheiro para comprar lembrancinhas

Se, ao somar todo esse investimento, você viu que passou do esperado, tente seguir algumas dicas que podem ajudar a economizar na viagem. 

Na Warren, nós sugerimos as melhores carteiras diversificadas entre renda fixa e renda variável, de acordo com o seu perfil de investidor e os seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Abra sua conta agora mesmo e comece a investir. 

Mudar de emprego

Mudar de carreira também implica planejamento financeiro

A saída do emprego atual significa aceitar o risco de passar meses fora do mercado e investir em cursos sem ter retorno imediato. Pode ser que você precise também aguentar a autocobrança ou a pressão das outras pessoas durante esse período. 

Mas tudo isso em troca de alcançar um patamar mais elevado de satisfação no trabalho, não é mesmo? Então não desanime e veja como se planejar:

  • Quite suas dívidas: enquanto você ainda recebe seu salário, abra mão de alguns gastos e antecipe o pagamento das dívidas.
  • Monte sua reserva de emergência: projete o tempo que você vai levar para conseguir um novo emprego. Acrescente uma margem de segurança e guarde dinheiro para esse período.
  • Simplifique o padrão de vida: ainda empregado, o ideal é começar a economizar para que, ao sair do emprego, o padrão de vida não tenha que mudar tanto de forma abrupta.
  • Elabore o plano B: pense antecipadamente sobre que caminho seguir caso seu plano inicial não dê certo. Existe alguma forma de melhorar a renda de forma alternativa, mesmo sem chegar no emprego dos sonhos?

Ter um filho

Normalmente, o planejamento financeiro para ter um filho começa dois anos antes da data esperada para o nascimento. E não, não é exagero. 

A chegada do novo membro da família pode mudar tudo e, como você já viu, a economia brasileira não anda lá nos passando muita segurança. 

Por isso, é essencial se planejar para ter mais garantias. Olha só algumas dicas:

  • Tenha uma previsão dos novos gastos, desde a gestação até os primeiros anos do filho. Por exemplo: enxoval, reformas, despesas médicas, compra de móveis etc.
  • Veja se consegue comprometer 20% da renda, pelos próximos dois anos, para compor a reserva para esses gastos esperados com o novo membro da família.
  • Comece a organizar o chá de fraldas e de bebê, as doações de itens dos amigos ou familiares e outras ações que ajudam a economizar nesses recursos.
  • Contrate um plano de saúde, se couber no orçamento. Parece caro, mas nesse momento inicial de ter um filho, pode ser mais econômico do que não ter o plano.

Vale lembrar que, do nascimento aos 24 anos, os gastos para ter um filho, vivendo em São Paulo, pode chegar a R$ 1 milhão. 

Não é um dado estatístico para desencorajar o projeto de vida, mas para mostrar que o planejamento financeiro se faz essencial nessa fase.

Fazer reformas na casa

Depois de tanto tempo em casa, especialmente por causa da pandemia, muitas pessoas notaram que precisavam investir no bem-estar nos seus lares. 

Se esse é o seu caso, vale a pena saber como gastar pouco nas reformas. Veja algumas recomendações:

  • Estipule os gastos, tanto de materiais e de mão-de-obra, quanto do consumo de água e energia. O recomendado é que a soma dessas despesas não ultrapasse 30% do valor da propriedade.
  • Crie um cronograma para cada etapa, exemplo: três dias para pintura de paredes internas, nove dias para troca do piso etc. Isso evita gastos desnecessários.
  • Compre apenas o material necessário. É melhor — e bem comum — faltar para comprar depois. Do contrário, ao sobrar, dependendo do material, ele estraga e gera desperdício.
  • Considere fazer uma reforma parcial, caso você veja, pelo planejamento, que o orçamento não será o suficiente. Banheiro e cozinha, por exemplo, exigem mais gastos. Consulte o arquiteto para saber se pode deixar esses ambientes para 2023, por exemplo.

Um detalhe importante para quem deseja reformar um imóvel para alugar ou vender: para a venda, os gastos com reforma devem ser de 10 a 15% do valor da propriedade. 

Se a ideia é alugar a casa ou apartamento, o ideal é gastar apenas de 8 a 10% do valor do imóvel.

Controle seus gastos

Bom, retomando, nosso passo a passo do seu planejamento financeiro, vamos ao ponto que pode ser o mais difícil para muitas pessoas. Afinal, o controle de gastos é condição fundamental para conquistar esses objetivos que exemplificamos mais acima.

A lógica é simples: se você manter os mesmos gastos, dificilmente vai sobrar dinheiro para algum projeto. A não ser que você ganhe uma boa promoção no trabalho e mantenha o padrão de vida. Mas não dá para contar apenas com a sorte, não é mesmo?

Usar o cartão de crédito com cautela, fixar valores para cada categoria de gasto (moradia, mercado, lazer etc.) e cortar gastos desnecessários são boas maneiras de passar por essa etapa do seu planejamento.

Tente guardar uma parte do salário todos os meses

A maioria das pessoas, por razões controláveis ou não, ficam presas em um loop infinito em que trabalham apenas para pagar contas. 

Se, em todos os meses, todo o seu salário é gasto com a aquisição de produtos, você estará “enriquecendo” os outros e acumulando bens não tão necessários assim. 

O ideal é equilibrar um pouco para o seu lado também: pagando si mesmo primeiro.

Ou seja, o salário caiu na conta? Reserve primeiro a sua parte. Depois, pague as contas. 

Por último, invista aquilo que você guardou.

Mas e o quanto reservar? 

Há quem guarde 5% do salário. Como há quem consiga guardar 40%. É uma quantia subjetiva, que deve caber dentro das suas possibilidades. Mas saiba que guardar pouco ainda é melhor do que não guardar nada. 

Veja como ficaria a reserva financeira de uma pessoa que recebe um salário de R$ 4.000:

Porcentagem do salário Valor guardado Montante referente a um ano
5% R$ 200 R$ 2.400
15% R$ 600 R$ 7.200
30% R$ 1.200 R$ 14.400
40% R$ 1.600 R$ 19.200

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Envolva seus familiares

Para ter um bom planejamento, é importante incluir todos que moram na casa. 

Assim, tente alinhar as ideias ao máximo: explique a importância do controle das finanças, considere as necessidades dos familiares, evite impor condições sem explicar o sentido delas previamente etc.

Outra forma de envolver as pessoas que moram com você nesse projeto para manter a saúde financeira, é consumir todos juntos alguns conteúdos de educação financeira, como filmes e documentários. 

Além disso, existem apps e jogos que também ajudam a levar esse conhecimento para as crianças. 

Como algo que faz parte da formação como pessoa, entender sobre dinheiro também pode ajudar os filhos a crescerem mais conscientes e com maiores chances de constituir um bom patrimônio. 

Qual a importância do controle financeiro para a prosperidade?

Em apenas cinco passos, você viu que é possível fazer o próximo ano ser diferente e mais próspero. O controle das finanças pessoais e familiares pode exigir alguns esforços, como registrar os gastos regularmente e respeitar limites. 

Mas as vantagens desse planejamento financeiro para 2022 superam facilmente esses pequenos sacrifícios. Afinal, sem essa organização, como você alcançaria seus objetivos com segurança e com menos dores de cabeça? 

Agora que você sabe como organizar suas finanças, que tal começar a guardar seu dinheiro de forma inteligente por meio das aplicações financeiras? O primeiro passo é conhecer seu perfil de investidor, então descubra hoje mesmo!

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