A evolução do mercado de tecnologia na China

Conheça as principais big techs chinesas e saiba como investir e crescer com este mercado

Na segunda-feira, 09, realizamos uma aula aberta em parceria com a StartSe para falar sobre o mercado de tecnologia chinês

Tito Gusmão, CEO da Warren, Thomaz Fortes, CIO da Warren e Felipe Leal, Head da StartSe China, abordaram a evolução da economia chinesa nos últimos 30 anos, as peculiaridades e o contexto histórico e cultural do país, quais são as principais big techs chinesas e comentaram, também, sobre como investir nelas e crescer junto com esta tendência mundial.

Confira, abaixo, um resumo do conteúdo abordado e, ao fim, confira a íntegra da transmissão.

O estereótipo dos pandas na rua

Felipe iniciou  trazendo atenção para o senso comum que existe sobre a cultura chinesa, pontuando que ocorre algo parecido com a percepção do Brasil por alguns estrangeiros.

“Gosto de começar a falar de China, sempre, tentando quebrar teorias da conspiração e preconceitos que existem. E explico falando de Brasil. Por exemplo: dizem que é o país do futebol, do carnaval e do samba. E, sim, pode-se dizer que é. Mas é muito mais do que isso”, explica. 

Por outro lado, continuou Felipe, existem alguns preceitos que não são exatamente verdade ou condizem com uma pequena parte da cultura do país. Bem humorado, explicou que já ouviu dizer que “no Brasil deve ter macaco e onça pintada andando na rua”. E, bem, sabemos que esta não é essa a realidade do país, não é?

“O ponto é não cometermos esses mesmos erros de percepção. A China não é o país dos produtos de baixa qualidade e que tem pandas pela rua”.

A StartSe trabalha na China desde 2018 e, de lá para cá, já realizou quase 30 missões no país. As missões realizadas são imersões de uma semana com o objetivo de entender o mercado, as negociações e, também, conhecer os principais polos tecnológicos chineses.

A Indústria 4.0 

Thomaz assumiu a palavra e trouxe o viés econômico da China. Origem da pandemia do novo coronavírus, a China foi o primeiro país a sofrer os impactos da Covid-19 na saúde e na economia. 

Primeiro, também, a conseguir iniciar a recuperação e mostrar um crescimento em 2020, já que seu PIB deve crescer 1,9% este ano, de acordo com a última previsão econômica divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). 

“Hoje, a maior economia do mundo é a China. Desde 1978, o crescimento do PIB foi em média de quase 10% ao ano. Isso é impressionante”, contou.

É sabido que o país tem, ainda, uma fama de produzir produtos de baixa qualidade. E a China vem investindo pesado em mudar essa percepção, com foco em aumento da produtividade e investimento em alta tecnologia. E isso já vem dando resultado e impactando mercados estrangeiros.

“Hoje em dia as empresas americanas estão começando a copiar empresas chinesas. O TikTok é o aplicativo com mais downloads do mundo inteiro e o Facebook ‘imitou’ e criou uma nova funcionalidade no Instagram, o Reels”, pontuou.

Projeto Made in China 2025

O projeto Made in China 2025 foi proposto pelo governo chinês em 2015, com o propósito de transformar o país em uma espécie de galpão industrial do mundo, em líder tecnológico global, incluindo setores como biotecnologia, robótica, tecnologia aeroespacial e automóveis movidos com energia limpa. 

“O foco é em tecnologia e, com ela, expandir a capacidade do país em diversos setores. O governo chinês planeja injetar mais de um trilhão de dólares na economia por meio da implantação de tudo, desde redes sem fio de próxima geração até inteligência artificial (IA)”.

Skynet, é você?

Não, a ideia não é robotizar toda a sociedade chinesa, não. Thomaz reforçou dois pontos importantes deste programa: investimentos verdes e incentivo à educação.

Tecnologias que busquem aliar desenvolvimento com o meio ambiente é peça-chave desta evolução no país. É o chamado “desenvolvimento centrado nas pessoas” que inclui a luta contra a degradação ambiental e contra a mudança climática. 

E o governo chinês entende, também, que investimento em capital humano é essencial para promover desenvolvimento. Facilita a difusão de inovação e tecnologia, aumentando a capacidade da força de trabalho de usar, adotar e disseminá-las. 

Mercado de Games chinês 

A China é considerada o maior mercado de jogos atualmente, com receita estimada em US$ 41 bilhões em 2020, seguido de perto pelos EUA em US$ 37 bilhões, de acordo com estimativas da Newzoo, empresa de análise de jogos e esportes eletrônicos. 

A estimativa é que 2,69 bilhões de pessoas jogarão videogame este ano (de 7,8 bilhões da população global), com mais da metade na região da Ásia-Pacífico. 

Com este contexto, Thomaz trouxe algumas tendências deste nicho para os próximos anos:

  • A ascensão dos jogos móveis deve ultrapassar a dos jogos para PC e console
  • O aumento de mini jogos dentro de outros apps, sem instalação de outro aplicativo
  • Aumento da demanda de jogos na nuvem, devido a fatores como velocidades mais rápidas de internet e o surgimento de redes 5G.

Na transmissão, Thomaz, Tito e Felipe falaram mais detalhes sobre alguma das big techs chinesa. Para conferir a aula completa, confira, abaixo:

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